SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Santos Anjos Custódios, o mundo invisível que nos sustenta


Anjo custódio da Espanha

Estão fazendo exatos 50 anos de um pronunciamento feito por Pio XII a respeito dos Santos Anjos. No dia 3 de outubro de 1958, seis dias antes de seu falecimento, o Santo Padre recebia uma comitiva de peregrinos americanos, ocasião em que o Papa lembrou a festa dos Santos Anjos custódios, o mundo invisível que necessitamos estar sempre lembrando e recorrendo para nossa proteção. E muito oportuno lembrar isto agora, especialmente por causa dos grande problemas causados pelo mundo visível nos Estados Unidos neste últimos dias. Nunca os americanos necessitaram tanto da proteção angélica.

Homilia de Pio XII aos peregrimos americanos, em 3 de outubro de 1958

Depois de um largo périplo têm vindo a Roma, mãe amante de suas almas. Atravessaram o Atlântico e o Mediterrâneo, visitando as vilas e os santuários ricos de santas recordações; têm visto já muitas coisas deste mundo. E sua viagem ainda não terminou. A terra e o céu, as colinas e os vales, os centros de diferentes países com seus monumentos antigos e seus habitantes modernos, tudo isto já tem sido contemplado por seus olhos. E quando a noite misteriosa descia sobre o mar imenso, dissipando do céu a luz deslumbrante, a criação se estendia a seus olhos com as milícias celestes das estrelas e dos planetas que se mostram para refletir a glória de seu Criador. Que grande e belo, pensariam então, é este mundo visível!
Mas o mês de outubro é um mês onde esta visão se apaga num momento, lembrando a nosso espírito interior que há outro mundo, um mundo invisível, porém sem embargo tão real como o que vem perto de vocês. Ontem, a Igreja celebrou a festa dos Santos Anjos. São os habitantes desse mundo invisível que os rodeia. Estavam nas vilas que visitavam como os guardiões da Providência de Deus; foram os companheiros de sua viagem. Não dissse Cristo dos meninos que foram sempre tão queridos para seu coração puro e amante: “Seus anjos nos céus vêem sem cessar o rosto de meu Pai que está nos céus?” E quando os meninos fazem adultos, seus anjos os abandonam? Certamente, não. “Cantemos os anjos guardiões dos homens”, dizia a liturgia de ontem, “companheiros celestes que o Pai deu à sua frágil criatura para que não sucumba perante os inimigos que o acossam”. Este mesmo pensamento é recorrente nos escritos dos Padres da Igreja. Cada um, por humilde que seja, possui anjos para velar por ele. São gloriosos, puros, magníficos e, sem embargo, os deu como companheiros de viagem, estão encarregados de velar cuidadosamente sobre vocês para que não se apartem de Cristo, seu Senhor. E não só querem defendê-los contra os perigos que os acossam ao largo da caminhada, senão que se mantêm de uma forma ativa ao seu lado, alentando suas almas quando se esforçam por subir cada vez mais alto para a união de Deus por Cristo.
Amadíssimos peregrinos, ao recebê-los no começo de outubro, não podemos deixá-los sem exortá-los brevemente a despertar e avivar sua percepção do mundo invisível que os rodeia – “porque as coisas visíveis não existem senão por certo tempo, as invisíveis são eternas” – e a manter certas relações familiares com os anjos que são tão constantes em seu cuidado por sua salvação e sua santidade. Passarão, Deus o quer, uma eternidade de gozos com eles; aprenda a conhecê-los desde agora. Que os anjos levem nossa oração até o pé do trono de Deus e possam, pela intercessão de sua gloriosa Rainha, trazer-lhes graças inumeráveis da parte de seu divino Salvador.
Catecismo da Igreja Católica sobre os Santos Anjos Custódios
Os santos anjos da gurda: a unidade do universo visível e invisível. Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço dos anjos. Quando Deus "introduziu o Primogénito no mundo, disse: - Adorem-no todos os anjos de Deus" (Hb 1,6). O canto de louvor deles ao nascimento de Cristo não cessou de ressoar no louvor da Igreja: "Glória a Deus..." (Lc 2,14). Protegem a infância de Jesus, servem a Jesus no deserto, reconfortam-no na agonia, embora tivesse podido ser salvo por eles da mão dos inimigos, como outrora fora Israel. São ainda os anjos que "evangelizam", anunciando a Boa Nova da Encarnação e da Ressurreição de Cristo. Estarão presentes no retorno de Cristo, que eles anunciam ao serviço do juízo que o próprio Cristo pronunciará.Do mesmo modo, a vida da Igreja beneficia com a ajuda misteriosa e poderosa dos anjos.Na sua Liturgia, a Igreja associa-se aos anjos para adorar o Deus três vezes Santo; ela invoca a sua assistência (assim em "Para o Paraíso te levem os anjos", da Liturgia dos defuntos, ou ainda no "hino querubínico" da Liturgia bizantina). Além disso, festeja mais particularmente a memória de certos anjos (São Miguel, São Gabriel, São Rafael, os anjos da guarda).Desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua protecção e por sua intercessão. "Cada fiel é ladeado por um anjo como protector e pastor para conduzi-lo à vida." Ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.

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