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domingo, 16 de maio de 2010

Encerramento do Congresso Eucaristico em Brasília

Segundo o site oficial do Congresso Eucarístico Nacional houve uma afluência de mais de 90 mil pessoas na missa de encerramento celebrada neste domingo, 16 de maio. Repete-se no Brasil o mesmo fenômeno mundial, quando a Fé ainda atrai multidões, como, por exemplo, a que se fez presente em Fátima, e agora esta do Congresso Eucarístico. Veja abaixo o vídeo de abertura do referido congresso.


Encerrou-se neste domingo em Brasília o XVI Congresso Eucarístico Nacional, que teve como tema “Eucaristia, Pão da Unidade dos Discípulos Missionários, e o lema Fica conosco Senhor! O evento foi inaugurado quinta-feira à noite, e concluiu-se com uma Santa Missa na Esplanada dos Ministérios presidida pelo enviado especial do Papa Bento XVI, Cardeal Dom Cláudio Hummes. Mais de 300 mil pessoas participaram da celebração, provenientes não só de Brasília mas de todo o Brasil: 300 bispos e 1.500 sacerdotes concelebraram a Missa. O coral de mil vozes, composto por fiéis das 122 paróquias de Brasília (DF), e a orquestra da Escola de Música da capital federal enriqueceram a cerimônia. Dias marcados com atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Entre esses os Simpósios Teológico e de Bioética. Na manhã de sexta-feira um momento importante do Congresso Eucarístico Nacional a celebração da Santa Missa de Solidariedade com os Excluídos e em especial, com os Catadores de Materiais Recicláveis e Moradores de Rua, no Santuário Nossa Senhora de Fátima. A celebração foi presidida pelo legado do Papa Bento XVI para o CEN, Dom Cláudio Hummes. “Essa celebração – disse ele - é das mais importantes de todo o Congresso Eucarístico Nacional. Hoje, o Congresso está no meio de vocês”, afirmou o purpurado saudando os presentes na Missa. Ainda ontem de manhã, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, durante uma celebração Eucarística mais de 1.000 crianças receberam a Primeira Comunhão, um momento inesquecível para elas. Tivemos ainda missas em Rito Católico Oriental Armênio e Rito Oriental Melquita. No início da tarde de ontem a procissão até a Esplanada dos Ministérios onde a partir das 19h realizou-se a celebração da Santa Missa com os jovens e em seguida a Vigília de Oração.Retornando aos Simpósios Teológico e de Bioética que se encerraram na manhã de ontem, eis o que nos disse o Coordenador do Simpósio Teológico, o Bispo auxiliar de Goiânia, Dom Waldemar Pasini de Belo.“Estamos reunidos num simpósio para transmitir as verdades eucarísticas. Essa realidade que vivemos aqui e acessível à comunidade que se reúne principalmente no domingo na participação da missa, pois a participação da eucaristia comunica o conteúdo que refletimos aqui e informa porque quem recebe Jesus na eucaristia passa a fazer planos segundo o dom da Eucaristia e assim passamos a andar, a pensar, a rezar e agir como Ele, segundo a realidade eucarística que é Jesus”, disse Dom Waldemar. Durante a conferência do Simpósio Teológico, um dos relatores foi o enviado especial do Papa ao Congresso Eucarístico Nacional, o Cardeal Dom Cláudio Hummes. Com o tema “Eucaristia Pão da Unidade dos Discípulos Missionários”, a conferência contou com a presença de um grande número de sacerdotes, seminaristas e missionários. Já o Simpósio de Bioética discutiu vários temas ligados à vida da concepção à morte natural como também o tema da eutanásia.
Leia a homilia de Dom Claudio Hummes clicando aqui.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mensagem Urbi et Orbi do Santo Padre Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs!
Transmito-vos o anúncio da Páscoa com estas palavras da Liturgia, que repercutem o antiquíssimo hino de louvor dos hebreus depois da travessia do Mar Vermelho. Conta o Livro do Éxodo (cf. 15, 19-21) que, depois de atravessarem o mar enxuto e terem visto os egípcios submersos pelas águas, Miriam – a irmã de Moisés e Aarão – e as outras mulheres entoaram, dançando, este cântico de exultação: «Cantai ao Senhor que Se revestiu de glória. Precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro!» Por todo o mundo, os cristãos repetem este cântico na Vigília Pascal, cujo significado é depois explicado na respectiva oração; uma oração que agora, na plena luz da Ressurreição, jubilosamente fazemos nossa: «Também em nossos dias, Senhor, vemos brilhar as vossas antigas maravilhas: se outrora manifestastes o vosso poder libertando um só povo da perseguição do Faraó, hoje assegurais a salvação de todas as nações fazendo-as renascer pela água do Baptismo: fazei que todos os povos da terra se tornem filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito».
O Evangelho revelou-nos o cumprimento das figuras antigas: com a sua morte e ressurreição, Jesus Cristo libertou o homem da escravidão radical, a do pecado, e abriu-lhe a estrada para a verdadeira Terra Prometida, o Reino de Deus, Reino universal de justiça, de amor e de paz. Este «êxodo» verifica-se, antes de mais nada, no íntimo do próprio homem e consiste num novo nascimento no Espírito Santo, efeito do Baptismo que Cristo nos deu precisamente no mistério pascal. O homem velho cede o lugar ao homem novo; a vida anterior é deixada para trás, pode-se caminhar numa vida nova (cf. Rm 6, 4). Mas o «êxodo» espiritual é princípio duma libertação integral, capaz de renovar toda a dimensão humana, pessoal e social.
Sim, irmãos, a Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade! Se Cristo – o Cordeiro de Deus – não tivesse derramado o seu Sangue por nós, não teríamos qualquer esperança, o destino nosso e do mundo inteiro seria inevitavelmente a morte. Mas a Páscoa inverteu a tendência: a Ressurreição de Cristo é uma nova criação, como um enxerto que pode regenerar toda a planta. É um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, fazendo-a pender de uma vez por todas para o lado do bem, da vida, do perdão. Somos livres, estamos salvos! Eis o motivo por que exultamos do íntimo do coração: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»
O povo cristão, saído das águas do Baptismo, é enviado por todo o mundo a testemunhar esta salvação, a levar a todos o fruto da Páscoa, que consiste numa vida nova, liberta do pecado e restituída à sua beleza original, à sua bondade e verdade. Continuamente, ao longo de dois mil anos, os cristãos – especialmente os santos – fecundaram a história com a experiência viva da Páscoa. A Igreja é o povo do êxodo, porque vive constantemente o mistério pascal e espalha a sua força renovadora em todo o tempo e lugar. Também em nossos dias a humanidade tem necessidade de um «êxodo», não de ajustamentos superficiais, mas de uma conversão espiritual e moral. Necessita da salvação do Evangelho, para sair de uma crise que é profunda e, como tal, requer mudanças profundas, a partir das consciências.
Peço ao Senhor Jesus que, no Médio Oriente e de modo particular na Terra santificada pela sua morte e ressurreição, os Povos realizem um verdadeiro e definitivo «êxodo» da guerra e da violência para a paz e a concórdia. Às comunidades cristãs que conhecem provações e sofrimentos, especialmente no Iraque, repita o Ressuscitado a frase cheia de consolação e encorajamento que dirigiu aos Apóstolos no Cenáculo: «A paz esteja convosco!» (Jo 20,21).
Para os países da América Latina e do Caribe que experimentam uma perigosa recrudescência de crimes ligados ao narcotráfico, a Páscoa de Cristo conceda a vitória da convivência pacífica e do respeito pelo bem comum. A dilecta população do Haiti, devastado pela enorme tragédia do terremoto, realize o seu «êxodo» do luto e do desânimo para uma nova esperança, com o apoio da solidariedade internacional. Os amados cidadãos chilenos, prostrados por outra grave catástrofe mas sustentados pela fé, enfrentem com tenacidade a obra de reconstrução.
Na força de Jesus ressuscitado, ponha-se fim em África aos conflitos que continuam a provocar destruição e sofrimentos e chegue-se àquela paz e reconciliação que são garantias de desenvolvimento. De modo particular confio ao Senhor o futuro da República Democrática do Congo, da Guiné e da Nigéria.
O Ressuscitado ampare os cristãos que, pela sua fé, sofrem a perseguição e até a morte, como no Paquistão. Aos países assolados pelo terrorismo e pelas discriminações sociais ou religiosas, conceda Ele a força de começar percursos de diálogo e serena convivência. Aos responsáveis de todas as Nações, a Páscoa de Cristo traga luz e força para que a actividade económica e financeira seja finalmente orientada segundo critérios de verdade, justiça e ajuda fraterna. A força salvífica da ressurreição de Cristo invada a humanidade inteira, para que esta supere as múltiplas e trágicas expressões de uma «cultura de morte» que tende a difundir-se, para edificar um futuro de amor e verdade no qual toda a vida humana seja respeitada e acolhida.
Queridos irmãos e irmãs! A Páscoa não efectua qualquer magia. Assim como, para além do Mar Vermelho, os hebreus encontraram o deserto, assim também a Igreja, depois da Ressurreição, encontra sempre a história com as suas alegrias e as suas esperanças, os seus sofrimentos e as suas angústias. E todavia esta história mudou, está marcada por uma aliança nova e eterna, está realmente aberta ao futuro. Por isso, salvos na esperança, prosseguimos a nossa peregrinação, levando no coração o cântico antigo e sempre novo: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»