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domingo, 12 de dezembro de 2021

IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE É VENERADA TAMBÉM NO SANTUÁRIO DO SANTO SUDÁRIO DE TURIM

 




As duas imagens consideradas as maiores relíquias da Cristandade são o Santo Sudário de Turim, imagem de Cristo, e a de Nossa Senhora de Guadalupe, a da Virgem Maria. A partir de 2010, as duas imagens são veneradas no mesmo local, pois em Turim foi entronizada a de Nossa Senhora de Guadalupe ao lado do Santo Sudário, conforme notícia divulgada pela ACI Prensa. MEXICO D.F., em 22 de dezembro de 2010:

- O Centro Mexicano de Sindonologia informou que no dia 12 de dezembro foi entronizada na igreja do Santíssimo Sudário em Turim, Itália, uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, fiel ao original que se encontra na basílica mexicana. Em 12 de dezembro "passará à história como a data em que se irmanam as devoções a Jesus em sua imagem do Santo Sudário e a sua Bendita Mãe em seu advocação do Guadalupe na humilde manta de São João Diego", afirmou Adolfo Orozco Torres, presidente do Centro Mexicano de Sindonologia. "Graças a Guillermo Ferrer, membro da ‘União de Vontades’ e por iniciativa do Centro Mexicano de Sindonologia", informou Orozco, entregou-se no dia 5 de maio a réplica da imagem guadalupana à Comissão Diocesana de Turim. "O então Arcebispo de Turim, Cardeal Severino Poletto decidiu que fosse colocada na Igreja do Santíssimo Sudário", relatou. Graças a esta iniciativa, indicou, estão juntas no mesmo templo "as duas imagens mais importantes e representativas em nível espiritual de nossa salvação". No Santo Sudário "temos os rastros do imenso sacrifício com que Jesus nos resgatou do pecado" e na imagem Mariana se materializa o presente da maternidade de Maria que Cristo deu aos homens na Cruz. "Agora –afirmou-, o Filho a recebe em sua casa de Turim".

https://www.acidigital.com/noticias/virgem-de-guadalupe-e-entronizada-no-santuario-do-santo-sudario-de-turim-45009

 


quarta-feira, 20 de maio de 2020

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, PADROEIRA DE UM CONTINENTE







(Dr. Plínio Corrêa de Oliveira analisando a missão do continente latino-americano)

Uma imensa família de nações católicas

Posta essa extraordinária constatação, devemos nos voltar de modo especial para Nossa Senhora de Guadalupe como Padroeira da América Latina.
No noticiário internacional de nossos dias fala-se muito no bloco latino-americano como um todo, vincando-se a idéia de que este constitui uma imensa família de nações, no sentido católico da palavra. Um bloco, diga-se, e o esperamos ardentemente, que ainda há de ser esculpido pela Providência para se tornar uma das obras-primas da História.
Ora, essa unidade da América Latina se viu corroborada justamente pelo fato de ter uma Padroeira sob a invocação de Nossa Senhora de Guadalupe, e a coesão deste todo é tão real que, nos domínios de Maria Santíssima, constitui um feudo à parte, sobre o qual Ela deposita particulares desígnios.

Missão de levar ao píncaro a cultura católica

Importa reconhecer que a América Latina representa a herança legada pela Europa católica a este século e aos vindouros. O espírito latino, riquíssimo entre as variantes existentes no gênero humano, possui singular aptidão para as coisas mais elevadas – e, portanto, para as verdades da Fé, para o sobrenatural – que o torna um dos elementos mais preciosos da Igreja Católica.
A latinidade conservou relativamente imunes os valores mais nobres da tradição que a formou. Os povos latinos se modernizaram menos que os americanos do norte e os europeus, e nisto consiste, sob algum aspecto, nosso glorioso “subdesenvolvimento”: ou seja, a distância que ainda nos separa das coisas ruins advindas com a modernidade.
Percebe-se, pelo acima considerado, que a Íbero-América tem a missão de levantar e colocar num píncaro o facho da cultura latina católica, inteiramente a serviço da Fé, para brilhar no mundo. Fora disso, ela não tem sentido.
Essa cultura católica está derribada, prostrada, mas revive em nosso continente com todo o viço da juventude e com possibilidades de futuro, conservando e avultando os legados recebidos das expressões culturais incomparáveis da cristandade européia. Somos o renascimento e o reflorescimento desses valores nas zonas protegidas por Nossa Senhora de Guadalupe.

Fervorosa súplica à Virgem de Guadalupe

Assim, devemos ter a alma bem impostada para pedirmos a Ela, no dia em que a celebramos: antes de tudo, que mantenha a América Latina cada vez mais sujeita e unida a Ela. E, por isso mesmo, com todos os vínculos que constituem sua coesão ainda mais acentuados. E que esse imenso potencial, ,no momento apropriado, se levante para servir a Sana Igreja, tornando-se o elemento melhor e mais dinâmico para formar uma nova Civilização Cristã.
Tem-se, na verdade, a impressão de que a América Latina está reservada por Nossa Senhora para ser o imenso território onde a gloria do reino d’Ela reluzirá com maior esplendor. Assim, podemos acrescentar essa súplica:
“Nossa Senhora de Guadalupe, realizai em nós esses desígnios a fim de que, quanto antes, venha sobre nós, para nós, o Reino de Maria. Amém.”

 (Revista “Dr. Plínio”, n. 105, dezembro de 2006, pp. 24/29)



domingo, 11 de dezembro de 2016

DR. PLÍNIO COMENTA SOBRE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE




No século XVI, Nossa Senhora apareceu em Tepeyac, no México, ao índio João Diego. A Virgem o tratou com bondade e ternura especiais, como não se percebe em outras aparições d’Ela, mesmo na de Fátima onde Maria Santíssima entretanto se manifesta tão solícita e misericordiosa.

A “menina dos olhos” de Nossa Senhora

A liberdade desse indígena para com a Mãe de Deus era tão grande que, em vez de chamá-la, por exemplo, “minha Rainha”, dizia-Lhe “minha Filhinha”. Hábito realmente contrário ao protocolo, mas aceito com tanta benevolência por Nossa Senhora que, séculos depois, a partir dos avanços da tecnologia, constatar-se-ia numa fotografia da imagem que a figura do índio se acha impressa na pupila dos olhos da Virgem. O objeto daquele singular carinho de Maria estava assim imortalizado.
Como se sabe, em português, quando se diz de alguém ser “a menina dos meus olhos”, significa estar ele no ponto mais sensível e central de minha atenção e consideração, de meu afeto. Ora, esse simbolismo realizou-se ao pé da letra, na visão de Nossa Senhora de Guadalupe.
O fato de Nossa Senhora ter se manifestado tão extremamente carinhosa e benigna em relação a esse indígena latino-americano foi uma forma de exprimir um particular desvelo em relação ao continente ao qual ele pertencia. Sim, pois não é exagero pensar que aos olhos d’Ela, João Diego representava toda a América Latina. E cada de um de nós, simbolizado por esse índio, estava espelhado nos olhos de Maria. Idéia esta que não encerra nenhum disparate, posto ter a Santa Sé declarado Nossa Senhora de Guadalupe como Padroeira da América Latina.

Milagre confirmado pela técnica moderna

É interessante salientar, uma vez mais, que o milagre dessa estampa foi confirmado pela técnica moderna, mediante amplificações fotográficas, etc., conforme noticiou certa vez um importante diário carioca:
“Após oito anos de intensas pesquisas, uma comissão de oculistas, químicos, optometristas e desenhistas mexicanos confirmou que os olhos da imagem da Virgem de Guadalupe refletem a fisionomia de Juan Diego, o índio a quem a Senhora apareceu quatro vezes. A comissão declarou que se trata “de figura de um busto de um homem simetricamente colocado (isto é, em cada retina) e que corresponde ao reflexo da córnea de acordo com as leis da ótica”[1].
Quer dizer, se olho para algo, de acordo com as leis da ótica este algo se reflete em minha retina. Continua a notícia:
“O desenhista Salinas Chaves, que fez a descoberta em 1951 quando examinava fotografias ampliadas do rosto da imagem, propôs que Juan Diego fosse canonizado![2] A imagem recebe anualmente a visita de mais de três milhões de fiéis”[3].
É deveras bonito que, com o auxílio de aparelhos modernos e empregando-se conhecimentos científicos atuais, fique provado que uma pintura dessa natureza não foi produzida por meios humanos. Isto demonstra a intervenção do fator sobrenatural e nos deixa maravilhados. É uma confirmação insuspeita do milagre.

Uma imensa família de nações católicas

Posta essa extraordinária constatação, devemos nos voltar de modo especial para Nossa Senhora de Guadalupe como Padroeira da América Latina.
No noticiário internacional de nossos dias fala-se muito no bloco latino-americano como um todo, vincando-se a idéia de que este constitui uma imensa família de nações, no sentido católico da palavra. Um bloco, diga-se, e o esperamos ardentemente, que ainda há de ser esculpido pela Providência para se tornar uma das obras-primas da História.
Ora, essa unidade da América Latina se viu corroborada justamente pelo fato de ter uma Padroeira sob a invocação de Nossa Senhora de Guadalupe, e a coesão deste todo é tão real que, nos domínios de Maria Santíssima, constitui um feudo à parte, sobre o qual Ela deposita particulares desígnios.

Missão de levar ao píncaro a cultura católica

Importa reconhecer que a América Latina representa a herança legada pela Europa católica a este século e aos vindouros. O espírito latino, riquíssimo entre as variantes existentes no gênero humano, possui singular aptidão para as coisas mais elevadas – e, portanto, para as verdades da Fé, para o sobrenatural – que o torna um dos elementos mais preciosos da Igreja Católica.
A latinidade conservou relativamente imunes os valores mais nobres da tradição que a formou. Os povos latinos se modernizaram menos que os americanos do norte e os europeus, e nisto consiste, sob algum aspecto, nosso glorioso “subdesenvolvimento”: ou seja, a distância que ainda nos separa das coisas ruins advindas com a modernidade.
Percebe-se, pelo acima considerado, que a Íbero-América tem a missão de levantar e colocar num píncaro o facho da cultura latina católica, inteiramente a serviço da Fé, para brilhar no mundo. Fora disso, ela não tem sentido.
Essa cultura católica está derribada, prostrada, mas revive em nosso continente com todo o viço da juventude e com possibilidades de futuro, conservando e avultando os legados recebidos das expressões culturais incomparáveis da cristandade européia. Somos o renascimento e o reflorescimento desses valores nas zonas protegidas por Nossa Senhora de Guadalupe.

Fervorosa súplica à Virgem de Guadalupe

Assim, devemos ter a alma bem impostada para pedirmos a Ela, no dia em que a celebramos: antes de tudo, que mantenha a América Latina cada vez mais sujeita e unida a Ela. E, por isso mesmo, com todos os vínculos que constituem sua coesão ainda mais acentuados. E que esse imenso potencial, ,no momento apropriado, se levante para servir a Sana Igreja, tornando-se o elemento melhor e mais dinâmico para formar uma nova Civilização Cristã.
Tem-se, na verdade, a impressão de que a América Latina está reservada por Nossa Senhora para ser o imenso território onde a gloria do reino d’Ela reluzirá com maior esplendor. Assim, podemos acrescentar essa súplica:
“Nossa Senhora de Guadalupe, realizai em nós esses desígnios a fim de que, quanto antes, venha sobre nós, para nós, o Reino de Maria. Amém.”


(Revista “Dr. Plínio”, n. 105, dezembro de 2006, pp. 24/29)




[1] Muitos anos após esta conferência do Dr. Plínio, através de recursos mais modernos de análises óticas verificou-se que estavam refletidas nos olhos da Virgem não somente a figura do índio Juan Diego, mas de todos os personagens presentes no episódio milagroso(em torno de 13 pessoas).
[2] O que, de fato, aconteceu, sendo canonizado pelo Papa João Paulo II em 31 de julho de 2002.
[3] Cf. “O Globo”, de 3/1/1975.