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terça-feira, 19 de maio de 2020

O BRASIL SERÁ ALGUM DIA DOMINADO PELO COMUNISMO?






Os avisos de Nossa Senhora, nas aparições de 1936 em Pesqueira (PE), coincidem com as investidas do cangaço. Naquele ano Lampião andava aterrorizando os sertões nordestinos.
Assim como em Fátima, Nossa Senhora pede ao povo fiel que faça penitência e reze a fim de se evitar três castigos que iriam cair sobre o Brasil. Um deles seria o comunismo, que dominaria principalmente as capitais. Provavelmente, a Santíssima Virgem estaria se referindo ao comunismo selvagem, imposto violentamente pela força das armas, e não o que se chama de “comunismo difuso”, que é a propagação do marxismo nas leis e em alguns costumes. Hoje, parece ficar mais claro com o atual clima ditatorial criado a propósito da pandemia do coronavirus, quando se vê alguns políticos perseguirem cidadãos de bem e a própria religião. Nesse aspecto estamos próximos de um comunismo dito violento e violador dos direitos da pessoa.
Na mesma época das aparições de Pesqueira começaram a surgir no Brasil as idéias socialistas que se infiltravam em meios católicos, especialmente em São Paulo, a maior cidade do país. O comunismo só dominaria se houvesse condescendência e apoio dos católicos.
Foi também nessa época que Dr. Plínio Corrêa de Oliveira começou a combater tais idéias infiltradas em meios católicos, especialmente na Ação Católica, de que era presidente, e em artigos no “Legionário”, jornal da arquidiocese de São Paulo.
No Rio, havia um grupo de católicos que se deixara levar pelo “mairitanismo” (Maritain era um expoente da nova idéia de complacência com as esquerdas socialistas).  Dr. Plínio  combateu tais idéias, expondo-as em  seu livro “Em Defesa da Ação Católica”, publicado em 1943.
Do apostolado de Dr. Plínio surgiu um grupo de católicos que passou a condenar as infiltrações socialistas entre católicos. Esse grupo atuou durante toda a década de 50, até que no início da década seguinte desempenhou papel preponderante na reação popular contra a implantação do regime propugnado por Jango, reação esta que incentivou os militares a depor aquele governo e interromper o programa de implantação do comunismo no Brasil. Um fato que marcou a reação contra a esquerda daquele tempo foi o lançamento do livro “Reforma Agrária, Questão de Consciência”, vindo a polarizar grande parte dos católicos numa sadia reação contra as idéias janguistas. Pelo menos em sua forma de “capitalismo de Estado” ou de “sociedade sindicalista”, ou tantas outras que imperaram em vários outros países, o golpe militar evitou que se implantasse este tipo de comunismo no Brasil.
Foi também nessa época que o mesmo Dr. Plínio fundou a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), formada por católicos que atuavam na sociedade civil contra a infiltração comunista no Brasil. Sua atuação foi tão profícua que serviu de incentivo para a criação de entidades semelhantes em vários países do mundo, todas sob orientação de seu fundador brasileiro. Deve-se em grande parte a atuação da TFP o completo fracasso da chamada esquerda católica, especialmente os elementos da famigerada “teologia da libertação”, hoje tão inexpressiva que quase não se fala mais nela. Quer dizer, os principais elementos que serviam de base para sustentação de uma ação comunista na sociedade brasileira foram anulados pela ação da TFP. E o comunismo não vingou, pelo menos em sua forma de poder estatal ou sindical, pois não encontrou apoio popular. A esquerda sempre foi fenômeno de uma elite.
O tempo passou e hoje não se faz necessária mais a ação de entidades como a TFP. Se a esquerda católica está morta, se a teologia da libertação moribunda, a sociedade civil está completamente infensa a qualquer pregação socialista ou declaradamente comunista. Os partidos de esquerda nunca tiveram coragem de fazer tal pregação abertamente, dado a grande recusa que encontram na sociedade.
A solução pra eles, hoje, parece algo obscuro e meio insensato: a violência urbana. Ou então, a implantação do plano mundial chamado de “Nova Ordem”, algo nebuloso para muitos, mas muito próximo das ações de vários políticos, a propósito da pandemia atual, quando obstinadamente tomam medidas draconianas que resultarão inapelavelmente na derrocada do sistema capitalismo e, como consequência, a implantação de uma nova organização social toda ela baseada na miséria e violência, características dos regimes comunistas e socialistas em todos os países onde foram implantados. E o caldo de cultura para tal sistema é o clima de violência que atualmente  impera no Brasil. Violência seguida de caos político e de insegurança jurídica, como soe acontecer nos dia atuais.
As origens remotas do clima de violência que impera nos dias atuais
Quem quiser estudar as raízes mais profundas do clima de violência institucionalizada que impera no Brasil não precisa ir muito a fundo em suas pesquisas: basta analisar duas fases que antecederam a tal estado de violência – primeira, a do cangaço, findo na década de 30 do século passado; e segunda, a do movimento da guerrilha esquerdista durante o governo militar.
1.         A gênese do cangaço[1]
Conforme Dom Duarte Leopoldo e Silva, a revolta pernambucana de 1817, foi uma revolução de padres. A lista dos que participaram do movimento abrange, no avultado número, cônegos e governadores do Bispado, vigários e coadjutores, regulares e seculares, dos quais dois se suicidaram, quatro foram supliciados e muitos condenados à pena comum de prisão.
Entre os prisioneiros havia 57 religiosos. Todos ou quase todos esses padres eram membros das sociedades secretas, reunidas sob as denominações de “academias” ou “areópagos”, onde se cultivavam as idéias libertárias da Revolução Francesa. Como quer que seja, é certo que, à sombra do mistério que as envolvia, se desenvolveram doutrinas absolutamente contrárias à ortodoxia católica que, a seu tempo, se encontraram em campo aberto contra a Igreja. Eram eles a “esquerda católica” daqueles tempos.
Sete anos depois, os focos remanescentes destes revolucionários proclamaram a “Revolução do Equador”, espalhando ódio e violência pelo nordeste brasileiro.
Após o governo dar combate a tais revoluções, os componentes das mesmas tiveram que fugir, com receio de serem presos e enforcados, e começaram a formar bandos pelo interior nordestino, daí dando origem aos grupos de cangaceiros. Segundo o historiador Nertan Macedo, em sua obra “Capitão Virgulino Ferreira Lampião”, o cangaço surgiu dos fugitivos destas revoluções que explodiram no Nordeste nas primeiras décadas do século XIX. Quando Lampião se engajou num destes grupos, no início do século XX, eles já existiam a quase cem anos pelas caatingas

2.         A Gênese das quadrilhas modernas – a luta armada da esquerda

O quinto poder
Os informes e dados abaixo sobre o Brasil podem ser aplicados a qualquer país moderno, seja europeu, americano, africano ou asiático, pois tudo isso é decorrente da vida moderna. Dir-se-ia que a violência também foi "globalizada". No Brasil, porém, os bandidos chegaram a se organizar de tal forma que podem se considerar como um poder paralelo que rivaliza com o Estado. Teríamos já instaurado no Brasil o "quinto poder", pois o Estado possui os três poderes convencionais (Executivo, Legislativo e Judiciário), a mídia é considerada o quarto poder, e agora o banditismo tornou-se o quinto.

Qual o papel da figura do malandro na psicologia popular?

Uma figura que a mídia sempre propagou foi a do malandro. Desde o início do século XX que ela é apresentada como certo “modelo” ao nosso povo. Primeiramente, veio o malandro do samba, do morro, pintado como um cara esperto e ladino, conseguindo levar vida mansa, inclusive enganando aos incautos. Esse modelo de esperteza ganhou a simpatia popular e passou a pautar a vida pública, inclusive de políticos.

Os filhos não abortados da montanha vermelha[2]

É difícil calcular hoje como está a situação do Rio de Janeiro ou em qualquer outra grande capital brasileira: quantos carros incendiados, quantas pessoas presas ou mortas, por causa de uma guerra sem objetivos e inimigos claros e definidos. Mesmo no apogeu da perseguição dos militares aos comunistas nos anos de ditadura nunca houve “guerrilha” semelhante.
Fala-se muito no Brasil sobre o legado que a revolução militar de 1964 nos deixou. E a mídia só ressalta o lado negativo das prisões ilegais, torturas e mortes ocorridas com os elementos da esquerda. Não se fala do bom legado, qual seja, os enormes benefícios trazidos pela moralização da chamada “coisa pública” e um grande desenvolvimento econômico que marcou época.
De outro lado, não falam do legado negativo deixado pelas esquerdas. Um deles foi o incremento da violência urbana no Brasil. É no decorrer da década de 60 que começam a surgir os assaltos a bancos através do famoso “Comando Vermelho”, uma facção criminosa criada pelas esquerdas que lutava contra os militares naquela época. Foi criada e alimentada pela esquerda, sendo hoje o modelo de inúmeras outras facções como o PCC ou a FDN. Atualmente, dizem que o “Comando Vermelho” não faz mais um trabalho característico das esquerdas, sendo apenas mais uma falange de bandidos que assaltam e se organizam para incrementar o tráfico de drogas. Não acredito nesta versão, há elementos estrangeiros ligados ao socialismo internacional que despejam rios de dinheiro nas facções criminosas brasileiras, ou com fins de alimentar o tráfico de drogas ou então simplesmente para angariar recursos. Tanto Fidel Castro quanto os seguidores de Hugo Chávez membros do “Foro de São Paulo”, mantêm ligações com todas estas organizações criminosas, e os elementos da esquerda dita moderada não desconhecem esta realidade.
Há uma outra coisa: foram as esquerdas que inauguraram ou incentivaram no Brasil a esperteza política, o chamado populismo oportunista em busca de votos, a demagogia para se promover aos cargos públicos. A esquerda, hoje, não visa mais as guerrilhas urbanas porque já disputa livremente o poder através de seus principais partidos, onde  PT despontava como principal líder. Seus filhos não abortados continuam vivos: os traficantes e as quadrilhas de assaltos a mão armada que se espalharam pelo Brasil, verdadeiros herdeiros das guerrilhas esquerdistas do período da ditadura militar.

O papel da mídia na propagação da violência urbana[3]


Numa entrevista do jornal “O Globo”, o marginal “Marcola” tem até data 23.5.2006 – Local: Segundo caderno – Autor: Arnaldo Jabor – Tamanho: 1000 palavras. Título da reportagem: “Estamos todos no inferno”. No entanto, o site “Observatório da Imprensa”, desmente que a entrevista tenha existido, seria tudo “virtual” como nos dias modernos. Virtual ou não a suposta entrevista correu pela rede e causou certo alvoroço. O objetivo  era mesmo promover um bandido.
Temos outro exemplo. A REVISTA “ÉPOCA”, de 27.5.2009, divulga reportagem sobre o bandido, mostrando apenas banalidades da prisão, discussão com carcereiro, com vizinho de cela, etc., nada que revele ao leitor algum aspecto interessante sobre a organização do marginal. Falando sobre banalidades, a mídia peca por banalizar a violência enquanto retida no presídio. O único destaque dado é sobre a intimidação que Marcola exercia sobre os carcereiros. O Brasil hoje está repleto deste tipo de reportagens e notícias, onde o crime organizado, a violência, o banditismo simplesmente é considerado coisa normal.
Não somente a mídia, mas alguns políticos de esquerda deram todo o destaque a bandidos famosos.
Em plena abertura da Copa do mundo (2014), televisionada para todo o planeta, o Palácio do Planalto convidou Desiré Delano Bouterse para se sentar na mesma tribuna que Dilma.
 O convidado de Dilma, chefe de estado do Suriname, é procurado internacionalmente por tráfico de drogas. Em julho de 1999 foi condenado em Haia a 16 anos de reclusão por tráfico de cocaína. O país europeu emitiu um mandado internacional para a sua prisão, o que torna praticamente impossível que ele saia do Suriname, se colocar os pés fora do país teoricamente será preso. Mas estava num estádio brasileiro assistindo a um jogo de futebol. É este tipo de gente companhia freqüente da presidente e do PT.
 O site da Anistia Internacional publicou artigo alertando sobre a demora no julgamento de Bolterse. A entidade alerta ainda para a possibilidade de que o traficante seja anistiado em seu país. Bolterse foi Tenente Coronel, em 82 estava a frente do exército do Suriname, e é acusado também de tortura e assassinatos cometidos nessa época.
Os massacres perpetrados por presos no Norte, e alguns motins em outras partes do Brasil mostram apenas um aspecto desta chaga violenta que as esquerdas implantaram no Brasil. Nisso encontramos tudo junto: corrupção entre policiais, favorecimentos de presos sob alegação de “direitos humanos”, legislação beneplácita com o crime, enfim, todo um sistema jurídico e policial que impede qualquer ação organizada para combater o crime.

3.         O Brasil está prestes a ser dominado pelo comunismo?

Há várias maneiras de tentar responder a esta pergunta: a primeira seria negativamente se tratar-se do comunismo estatal, da forma como predominou na URSS, Cuba, Coréia, China, etc., Quer dizer, nenhum outro país do mundo, hoje, corre o risco de cair no comunismo de Estado, numa república sindicalista ou coisa parecida, especialmente o nosso querido Brasil.  Mas, poderíamos dizer que há risco, sim, de cair no chamado “comunismo difuso”, que não é um regime político propriamente dito, mas um estado de coisas que pode predominar em toda a sociedade.
Ao lado de uma vida prazenteira, materialista, cheia de gozos e satisfações pessoais, temos uma sociedade atribulada por violências incríveis, onde só se fala em desespero. Em plena crise econômica, com um altíssimo índice de desemprego, as festas carnavalescas enchem o país de um sossego aparente, dando por alguns dias a idéia de que vai tudo bem. No período chamado de alto verão, onde o carnaval desponta como o máximo do gozo dos prazeres, não se fala em crise nas famílias e nas viagens. Isso só existe na mídia e nos discursos políticos.
Sim, isso pode ser muito bem descrito como uma espécie de “comunismo difuso”, pois não há leis que suprimem o direito de propriedade nem de locomoção, mas há uma vida social totalmente materialista, atéia e aética, até mesmo imoral em alguns aspectos, que é secundada por assaltos, crimes hediondos, catástrofes de toda natureza. Nesse sentido pode-se dizer que o comunismo está dominando o Brasil.
Cresce assustadoramente a prática de crimes de estupros, inclusive muitos deles praticados contra crianças. E os cidadãos que  vivem pensando só em gozo e delícias carnais julgam que a solução seria matar ou castrar os autores de tais barbaridades. Não pensam eles que a solução seria pregar a moralidade, o cumprimento dos mandamentos da Lei de Deus, especialmente o sexto que manda respeitar a castidade. E se alguma lei tiver que ser feita seria proibir toda a divulgação de material pornográfico, que desfruta de uma liberdade assombrosa e pode-se dizer que é a principal alimentadora das taras sexuais que excitam tais crimes.
A vida de família tornou-se um manancial de pecados, onde se pratica o adultério como a coisa mais natural do mundo, fazendo com que se propague cada vez mais o amor livre e o concubinato. E ao lado do adultério e concubinato, os crimes hediondos contra mulheres, crianças, filhos, etc. O desespero é tal que, na maioria dos casos, o sujeito mata a família e depois se suicida. E nas famílias mais tradicionais, onde há ainda um pouco de recato, a religiosidade é quase zero, dando ensejo a que as crianças e adolescentes sejam educados mais pela rua do que pela família. Em casa, aprendem a respeitar os pais; mas, quando chegam no colégio ou na rua aprendem que a liberdade deve ser total e nenhum idoso deve ser respeitado. Seria o “comunismo difuso” dentro da família.
E a corrupção? Como é que o sujeito pode condenar o político que recebe propina para enriquecer se dentro de casa os filhos aprendem com seus pais que isso é coisa normal? Se a esperteza é o critério principal para progredir na sociedade, onde tudo vale para alcançar vantagens, todo mundo vai querer um dia auferir tais vantagens mediante a esperteza, sendo a corrupção e a venda de favores uma das mais fáceis de se usar.  Estamos vendo agora que o “comunismo difuso” já passa a ser um hábito social.
Vendo as coisas desta maneira, estamos perante um sistema de completo materialismo prático, do chamado “comunismo difuso”.
E isto não existe também nas leis? Sim, em muitas de nossas leis já predominam princípios marxistas de modo especial na nossa Constituição. A lei do divórcio, a da reforma agrária, a do aborto, a do casamento homossexual, uma infinidade de leis econômicas que procuram a prática do igualitarismo nivelador, tudo isso vem da influência do marxismo. Nosso sistema jurídico está inchado de princípios marxistas. A dialética de Hegel (base do marxismo) predomina em todos os campos da sociedade, tanto o político, quanto o econômico, quanto o jurídico, especialmente nas leis trabalhistas, todas elas niveladoras sob o pretexto de promover uma “distribuição de rendas”, mas, no fundo, promovem mesmo a luta de classes.
Enfim, só falta ser criado o Estado socialista para controlar toda a sociedade. E este pode ressurgir das cinzas do banditismo, que hoje promove motins em cadeias e se matam por domínio e poder, mas que amanhã podem causar tal vazio político na sociedade que a única saída seria preenchê-lo com oportunistas da esquerda. De repente, alguém pode gritar que a solução para combater tal estado de violência, que foi fruto da própria esquerda, seria colocar a esquerda no poder através de um Estado controlador. Para acabar com o caos, a solução seria um Estado caótico, mas com mão de ferro e controlador.
Será que o Brasil chegará a esse ponto? Nas aparições de Pesqueira mandaram a vidente fazer a seguinte pergunta à Nossa Senhora:
- O comunismo vai dominar o Brasil?
Ao que Nossa Senhora respondeu:
- Sim, mas por pouco tempo.
Este sim deve se referir ao comunismo estatal. E este pouco tempo deve se referir a uma situação transitória de poder em que algum sistema parecido com o comunismo impere em nosso país. Algo muito parecido com a atual situação criada a propósito da pandemia do coronavírus, quando as liberdades individuais estão sendo abolidas e se persegue cidadãos de bem e se proíbe até a religião católica em alguns lugares. As restrições individuais, por sua vez, estão provocando a falência de toda a economia e a ruína das famílias: num só golpe estão acabando com a propriedade privada e a família, direitos elementares do homem. O que vai resultar disso senão uma sociedade inteiramente miserável, pobre e socializada ao extremo? E isso tudo sem fazer uma lei, sem mudar o governo, apenas aplicando normas de controle de uma pandemia.
Confiemos em Deus que não surta todos os efeitos runs que tememos. Confiemos na Virgem Santíssima, Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira e protetora, de que tal situação seja logo superada . Se depender d’Ela e dos bons católicos isso nunca viria a ocorrer. Mas se depender do geral da população, que continua levando a vidinha de gozo e pecado como se não estivéssemos numa situação de crise e de emergência, tal comunismo virá, mas virá como castigo e não como solução para nossos problemas. 


Bibliografia:

• “O Clero e a Independência” – Dom Duarte Leopoldo e Silva – Centro Dom Vital, Rio, 1823.
• “História do Brasil” – Luiz Koshiba e Denize Manzi Fryze Pereira – Atual Editora.
• “A Vida de José de Alencar” – Luís Viana Filho – Livraria José Olympio Editora, 1978.
• “Capitão Virgulino Ferreira Lampião” – Nertan Macedo –
Editora Leitura S. A.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

O VALOR DA MANSIDÃO



A mansidão, às vezes, exige o uso da violência

O que é a mansidão? Virtude que na Sagrada Escritura é tida como uma grande conformidade à vontade divina. Isso diz tudo: se nossa vontade é a potência essencial para exercer o poder de regência, estando ela em plena conformidade com a divina isso quer dizer que Deus estará nos regendo de forma mansa e  pacífica. Esta virtude caracteriza o perfeito Cristão (Gál 6-1; Ef 4,2 e Cols 3, 12) e é exaltada como uma das principais da regência divina, pois Deus “...reina por meio da Verdade, da Mansidão e da Justiça” (Sl 44, 5).
Se a mansidão é uma virtude muito importante para o convívio social, como se explica que Deus tenha inspirado, e até exigido, (e, por vezes, assim agido) que os dirigentes do povo eleito tomassem posse da terra pela força das armas? Seria mais normal que Deus quisesse reger pelo império da força do que o da persuasão?
Deus não só inspirou, mas até animou alguns patriarcas, como Moisés e Josué, a invadir a terra prometida por meio de armas. No entanto, o uso da mansidão é claro, não havendo discordância do que preceituou no Evangelho quando disse que “os mansos possuirão a terra” ao animar Josué, por exemplo, a agir sem temor e com ânimo forte (Josué  1, 9). A mansidão era exigida para se obter o sucesso: “Tem ânimo, pois, e reveste-te de grande fortaleza, para observar e cumprir toda a lei” (Jos 1, 7). Quer dizer, “cumprir a lei” é cumprir a vontade de Deus, condição essencial para se tornar manso. A vontade divina, no caso, era dividida em duas partes: 1) cumprir a Lei; 2) cumprida a Lei, Deus os faria tomar posse das terras, que, no caso, não poderia ser pacífica essa posse, haja vista que tais localidades eram possuídas por povos maus e diabólicos. E de tal forma o “cumprimento da lei” era rigoroso no ato de se tomar posse das terras que Deus exigia, inclusive, o extermínio dos povos inimigos: “Por isto conhecereis que o Senhor, o Deus vivo, está no meio de vós, e exterminará à vossa vista  o cananeu, o heteu, o heveu, o ferezeu, o gergeseu, o jebuseu e o amorreu” (Jos 3, 10). Aqui está claro que o extermínio era obra do próprio Deus, mas há momentos em que Ele exige que o mesmo seja feito por quem exerce a regência de seu povo.
Na maioria dos casos o dirigente do povo eleito faria como o fez Josué, que ordenou que “todos os que sois mais valentes passai armados à frente de vossos irmãos, e pelejai por eles” (Jos 1, 14), indicando que mansidão não quer dizer pacifismo e cordura demasiada com o inimigo de Deus.
Tais episódios servem para demonstrar a necessidade de se difundir entre os povos o temor divino, naqueles tempos quase inexistente. E o temor de Deus era constantemente alimentado, tanto por Moisés como por Josué, sendo útil para se incentivar entre eles a mansidão. Foi esse temor que fez a prostituta Raab tornar-se mansa e fosse colaborar com os invasores de Jericó (Jos 2, 10-11): ela soubera que o povo eleito passara incólume pelo Mar Vermelho que se abriu milagrosamente para ele, e este fato deveria fazer com com que aquele povo pagão temesse o Deus verdadeiro que havia feito aquele prodígio. Posteriormente, novo prodígio ocorreria, desta vez com o rio Jordão dando passagem aos hebreus guiados por Josué (Jos 3, 15-17 e 4, 22-24).
Tudo indica que o Anjo, ao aparecer a Josué (Jos 5, 13-16) tinha a missão de ordenar como deveria ser feito o cerco a Jericó (Jos 6, 2-5), onde algumas determinações deveriam ser cumpridas: não haveria saques (Jos 6, 18-19), mas deveriam matar além dos homens também as mulheres, velhos e crianças (Jos 6, 21), até mesmo os animais. Puseram fogo na cidade, mas, antes disso, salvaram o ouro, a prata, o cobre e o ferro, que seriam destinados ao “tesouro do Senhor” (Jos 6, 24).  Tais metais eram utilizados pelos gentios, geralmente, para a fabricação de ídolos ou para simples prazeres mundanos, sendo agora destinados a uma causa divina.
Antes desse massacre, a cidade ficou sitiada por sete dias, ocasião em que toda a população (ou pelo menos alguns), cheia de temor, poderia sair e pedir clemência. Os sitiantes passavam diante das muralhas tocando suas trombetas, fazendo com que entre eles se relembrassem os episódios em que Deus protegera os israelitas. A única a escapar foi Raab porque tornou-se mansa e fez um acordo de delação com os espias de Josué e, por causa disso, obteve clemência e passou a viver entre o povo eleito. Por que os demais não fizeram o mesmo? Provavelmente havia um tal domínio diabólico sobre aquele povo que o fez tornar-se não somente incrédulo do poder divino, mas, pior ainda, obstinados no mau. Só havia uma forma de interromper a regência que os anjos maus exerciam sobre aquele povo: a perspectiva da morte e da condenação eterna..

A mansidão de Moisés, exaltada pelo próprio Deus
Ao nascer Moisés os filhos de Israel já eram mais de dois milhões, segregados dos egípcios, praticando rituais diferentes (como a circuncisão e a imolação de animais), crendo num Deus diferente, não se miscigenando nem se acostumando completamente aos costumes pagãos.  E assim progrediram formando um povo, embora vivendo numa espécie de gueto e debaixo do poder de um outro. Moisés criou-se, portanto, num ambiente diferente do de sua gente. Isso deve tê-lo feito ficar muito versado nos conhecimentos egípcios e caldeus, mas também pode ter lhe transmitido alguma influência pagã. É o caso, por exemplo, de haver matado o homem que açoitava um operário hebreu e tê-lo escondido na areia. Foi este o fato que o fez fugir do Egito para não ser morto, tendo que morar com um sacerdote madianita chamado Jetro, pai de Séfora sua futura esposa. Moisés morou 40 anos com Jetro em Madian, sofrendo grande influência do mesmo. Era tão grande a influência de Jetro sobre Moisés que este seguiu prontamente seus conselhos quando se encontrava no deserto com o povo hebreu (Ex 18, 13-26). É provável que Jetro o tenha convertido ao verdadeiro caminho de Deus, pois foi a partir do momento que foi conviver com ele que o Senhor lhe apareceu e o escolheu para salvar o povo judeu tornando-o “o homem mais manso de todos os homens que havia na terra” (Num 12-3).
Os 120 anos de vida de Moisés foram divididos em três partes iguais: 40 anos entre os egípcios, 40 com seu sogro Jetro e os restantes 40 conduzindo o povo pelo deserto. Foi necessário 40 anos de ação divina em sua alma para que obtivesse aquela mansidão e entendesse onde estava a verdadeira vontade divina. Entre os egípcios teve vida cheia de prática e conhecimentos daquele povo, inclusive morando entre pessoas da elite dirigente, pois foi achado e criado por familiares do Faraó. Aprendeu a arte da guerra, a escrita cuneiforme que os egípcios aprenderam com os sumérios, a arte de embalsamar os mortos e alguns princípios doutrinários dos sacerdotes egípcios, que eram influenciados remotamente pelos antigos sumérios e caldeus. O saber manejar a escrita foi fator importante para a elaboração dos livros sagrados. E conhecer as religiões egípcias foi também importante para saber com que povo teria que se defrontar. Quando suscitava as pragas com que Deus castigava o Egito recusou a proposta do Faraó, para que imolassem lá mesmo suas vítimas, dizendo: “Não se pode fazer assim, porque sacrificaremos ao Senhor nosso Deus animais que para os egípcios é sacrilégio matar; e se nós diante dos egípcios matarmos o que eles adoram nos apedrejarão” (Ex 8, 26). Moisés revela, assim, grande conhecedor e respeitador da opinião pública e procura evitar entrar em choque com ela. 

Manso, mas um general, guerreiro e comandante implacável nas guerras
Tendo que enfrentar diversos povos hostis, Moisés deixou instruções detalhadas da forma como deveriam os hebreus guerrear contra eles. Mas, se para obter sucesso tinha que, antes de tudo, cumprir a vontade divina e tornar-se mansos, deveriam ser castos e puros: “Quando saíres a combater contra os teus inimigos abster-te-ás de toda a coisa má. Se entre vós houver (algum) homem que esteja impuro, por causa dum sonho noturno, sairá para fora do acampamento, e não voltará antes de se ter lavado em água à tarde; depois do sol posto tornará a ir para o acampamento” (Deut 23, 9-11).  Na maioria dos casos a tônica era um discurso inflamado, cheio de confiança na proteção divina: “Se saíres à guerra contra os teus inimigos, e vires os seus cavalos e carroças, e o exército contrário mais numeroso que o que tu tens, não os temerás, porque o Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, é contigo”. Tão rigorosa era a seleção para os que iriam combater que, de 630 mil homens aptos para a guerra no tempo de Moisés, na época de Josué só restavam 40 mil.
Em seguida, dando-se início a batalha ele diz como devem ser animados os soldados para a guerra: “Quando se aproximar a batalha, o pontífice estará diante do exército, e falará assim ao povo: Ouve, ó Israel, vós estais hoje para combater contra os vossos inimigos, não se atemorize o vosso coração, não temais, não recueis nem lhes tenha medo, porque o Senhor, vosso Deus, está no meio de vós e combaterá por vós contra vossos inimigos, para vos livrar do perigo”. Este  discurso deverá ser proferido pelo pontífice para assim trazer as bênçãos de Deus para o exército. Mas logo a seguir os comandantes das tropas, os oficiais e comandantes, deverão falar aos soldados:
 “Os oficiais também de cada esquadrão, ouvindo todo o exército, gritarão: Quem é o homem que tenha edificado uma casa nova e a não tenha ainda estreado? Vá e torne para sua casa; não suceda que morra na batalha e outro a estreie” (Deut 20, 5).  A referência à “casa nova” dá a idéia de que esta ordem deveria ser cumprida depois do povo haver se estabelecido em cidades, pois não se compreende que andando no deserto, com tendas portáteis, alguém tenha a idéia de construir sua casa. Da mesma forma , todo aquele que tenha plantado uma vinha, o medroso, o tímido, ou o que tenha desposado uma mulher, isto é, tenha algo que o apegue aos bens terrenos não deve ir para a batalha mas fique em casa. Também, não deveriam combater os recém-casados: “Quando um homem tiver tomado uma mulher há pouco tempo, não irá à guerra, nem se lhe imporá cargo algum público, mas estará descansando sem culpa em sua casa, a fim de passar alegre um ano com sua mulher” (Deut 24, 5). Nenhuma lei trabalhista moderna concede um prazo tão longo para uma lua-de-mel.
Outra recomendação importante que demonstra quanto se prezava a mansidão e paz: ao se aproximarem de uma cidade para ser tomada, antes lhes mande mensageiros propondo uma paz. “Se ela aceitar e te abrir as portas, todo o povo que houver nela será salvo e te ficará sujeito pagando tributo. Mas, se não quiser aceitar as condições e começar a guerra contra ti, cercá-la-ás. E, quando o Senhor, teu Deus, ta houver entregado nas mãos, passarás a fio da espada todos os varões que nela há, poupando as mulheres, as crianças, os animais, e tudo o mais que houver na cidade.”  Esta norma, porém, era diferente para aquelas cidades que Deus havia prometido dar ao povo hebreu: “Quanto àquelas cidades, porém, que te hão de ser dadas, não permitirás que alguém fique vivo, mas passá-lo-ás ao fio da espada...  para que não suceda que vos ensinem a cometer todas as abominações que eles mesmos praticaram para com os seus deuses...” (Deut 20, 1-20).
Quando um comandante, um general, um chefe militar qualquer, quer conquistar o território inimigo, manda alguns espiões ou exploradores na frente para averiguar o terreno inimigo. Assim, estando no início da caminhada pelo deserto Moisés mandou 12 homens explorar as terras que iriam ser invadidas pelo povo hebreu (Deut 1, 23). Os homens voltaram acovardados, principalmente pelo fato de terem visto gigantes combatendo ao lado do inimigo. Mas Moisés os animou dizendo: “Não tenhais medo e não os temais; o Senhor Deus, que é o vosso guia, ele mesmo combaterá por vós, como fez no Egito à vista de todos”.
No tempo de Moisés havia uma tribo de gigantes chamada “emins” e outra chamada “enacins”. Uma delas descendia dos moabitas, filhos de Lot: “Os emins foram os seus primeiros habitantes, povo grande e forte de tal estatura que se tinham por gigantes, da linhagem dos enacins. Enfim os moabitas chamam-nos de emins” (Deut 2, 10). Haviam outras tribos de gigantes. Em terra de Amon havia uma tribo chamada zomzomin, “povo grande e numeroso, e de tal estatura, como os enacins, que o Senhor exterminou diante dos amonitas, e fez habitar estes em lugar daqueles...” (Deut 2, 21). Um gigante famoso foi o filisteu Golias, com 6 côvados de altura, cerca de 2,80 m.
Os hebreus iriam passar por alguns povos que deveriam ser expulsos ou exterminados, e aí Moisés ouvia a voz de Deus ordenar:

 “Levantai-vos e passai a torrente do Arnon; eis que te entreguei nas mãos Seon, rei de Hesebon, amorreu; começa a possuir a sua terra e peleja contra ele. Hoje começarei a pôr o terror e o medo das tuas armas nos povos, que habitam debaixo de todo o céu, para que, ao ouvir o teu nome, temam, e à maneira das mulheres que estão para dar à luz, tremam e sintam dores” (Deut 2, 24-25).  Houve a batalha, pois o rei não aceitou a proposta de paz mandada por Moisés: “Naquele tempo tomamos-lhe todas as suas cidades,  mortos os seus habitantes, homens, mulheres e meninos, e nelas não deixamos nada, exceto os animais, que tocaram aos saqueadores, e os despojos das cidades, que tomamos” (Deut 2, 34-36).

Nada foi poupado, como se vê.  E nunca se ouviu dizer que Moisés tenha proibido de se apossar dos despojos de uma guerra, ele simplesmente os narra como coisa mais normal do mundo. 
Contra os amalecitas, dirigidos pelo rei Amalec, foi necessário Moisés subir o monte juntamente com Arão e Hur e ficar rezando para que Deus desse a vitória a Josué. Cada vez que Moisés mantinha os braços levantados, Josué vencia, e cada vez que baixava os braços, de cansado que estava, Amalec vencia. Seus auxiliares, Arão e Hur, tiveram então a idéia de colocar pedras debaixo de seus braços para que os mesmos não baixassem. Josué ganhou a guerra e passou os inimigos ao fio da espada (Ex 17, 8-16). Depois, Moisés deixou este conselho:

“Lembra-te do que te fez Amalec no caminho, quando saíste do Egito, de como ele te saiu ao encontro e matou os últimos do teu exército, que cansados ficavam atrás, quando tu estavas consumido de fome e de fadiga, e ele não teve nenhum temor de Deus. Quando, pois, o Senhor teu Deus, te tiver dado descanso e tiver sujeitado todas as nações circunvizinhas na terra que te prometeu, apagarás o seu nome debaixo do céu. Olha, não o esqueças” (Deut 25, 17-19).

Houve também a guerra contra o rei Og, de Basan. Este rei era o último sobrevivente da estirpe dos gigantes. “O Senhor, nosso Deus, entregou, pois, nas nossas mãos também Og, rei de Basan, e todo o seu povo; ferimo-lo até o extermínio, devastando ao mesmo tempo todas as suas cidades; não houve cidade que nos escapasse; sessenta cidades, todo o país de Argob pertencente ao reino de Og, de Basan”.  (Deut 3, 3-4). Ressalte-se que nem sequer as crianças foram poupadas: “Destruímo-los, como tínhamos feito a Seon, rei de Hesebon, destruindo as cidades, os homens, as mulheres e as crianças”. Foram mortos também os pais dos reis a fim de se evitar que voltassem a gerar gigantes.
Uma das últimas paradas antes de entrarem na terra prometida era em meio aos madianistas. Estes foram os que tentaram o povo israelita com a idolatria do deus Beelfegor e conseguiram muitos adeptos. Os idólatras hebreus foram punidos com o enforcamento dos principais responsáveis, ocasião em que morreram 24 mil homens (Num 25, 9). Faltava agora punir os madianitas, mas para tanto teria que haver uma guerra. E Deus o exigiu de Moisés, para a qual logo convoca seu povo: “Armem-se para a batalha alguns homens dentre vós, que possam executar a vingança do Senhor sobre os madianitas”. Foram escolhidos mil homens de cada tribo, num total de 12 mil, os quais Moisés enviou com Finéias, abençoado por Deus por ter morto o casal que fornicava (um israelita e uma madianita), tido pela tradição hebraica como o primeiro pontífice escolhido por Deus.
A batalha contra os madianistas foi uma das mais terríveis e arrasadoras: “mataram todos os varões, os seus reis Evi, Recem, Sur, Hur e Rebe...”.  “Tomaram as suas mulheres, os seus filhinhos, todos os seus gados e todos os seus bens; e saquearam tudo o que puderam alcançar. O fogo consumiu as cidades, as aldeias e os castelos”.  Levaram tudo o que foi apreendido ao inimigo até Moisés, ao sacerdote Eleazar e a toda a multidão para mostrar-lhes, mas Moisés ficou irado porque os soldados israelitas haviam poupado as mulheres: “Por que poupastes as mulheres?  Não são elas que, por sugestão de Balaão, seduziram os filhos de Israel e vos fizeram prevaricar contra o Senhor com o pecado de Fegor, pelo qual também o povo foi castigado? Matai, pois, todos os varões, mesmo os de tenra idade, e degolai as mulheres que tiveram comércio com homens; mas reservai para vós as donzelas e todas as mulheres virgens”.  (Num 31, 16-18).
Nesta guerra não morreu um israelita sequer. Após contar todos os soldados disseram os comandantes a Moisés: “Nós, teus servos, fizemos a resenha dos combatentes, que comandávamos, e nem um faltou. Por esta causa cada um de nós oferece por donativo ao Senhor o ouro que pudemos achar na presa, ligas, braceletes, anéis, arrecadas e colares, para que rogues por nós ao Senhor” (Num 31, 49-50). Todo o ouro arrecadado, com o peso de 16.750 ciclos, foi posto no tabernáculo.
No total, Moisés derrotou 8 reis. Josué, no entanto, derrotou muito mais, cerca de 33 reis. E a glória de Josué era apenas parte da de Moisés. Com tudo isso, no entanto, eles o fizeram com muita bondade e mansidão.