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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Um povo à altura do Cruzeiro do Sul







Brasileiros de um espírito patriótico, alertado e atualizado! Brasileiros movidos pelo espírito cristão, indissociável de toda alma verdadeiramente brasileira!

Brasileiros aqui se congregam para afirmar perante o país que é bom pensar nas grandezas do futuro, que é necessário trabalhar para que o Brasil vá adiante no caminho de potência emergente que vai trilhando neste momento. Mais do que sonhar com um futuro grandioso, é preciso trabalhar para realizar e antecipar esse futuro.

Mas isso não basta. É preciso também lutar!

Porque a vida não é só feita de esperanças, a vida não é só feita de anelos: ela é feita também de riscos, ela é feita de aleivosias, ela é feita de perigos.

E ai do varão, ai do chefe de família, ai do chefe de empresa, ai do chefe civil, militar ou eclesiástico, que não tenha os olhos igualmente abertos para esse aspecto da realidade: o “inimicus homo” de que nos fala a Escritura, que ronda em torno de cada homem, em torno de cada setor da atividade social, em torno de cada nação do mundo contemporâneo, pronto para se atirar sobre ela, no momento em que encontre condições favoráveis para isso.
Atinge verdadeira grandeza o povo que une a luta ao trabalho
Nesta circunstância é bem certo que importa pensar também no perigo.
Mas, não me parece que o pensar no perigo e nos prepararmos para ele, congregarmos e o concitarmos os nossos concidadãos a lutar contra ele, seja algo dissociado das nobres preocupações da faina diária e da construção de um Brasil sempre maior.

Pelo contrário, professor de História que sou – habituado desde minha remota juventude a me debruçar sobre os fatos históricos á procura das Leis com que Deus pauta a existência, o porvir dos povos, e neles inscreve os sinais de sua Misericórdia e de sua Justiça -, sempre me chamou a atenção um fato que tem a sua projeção sobre a realidade natural, até no mundo animal, e até mesmo no vegetal.

Esse fato que a História ensina é o seguinte:
Não é verdade que atinge a grandeza, a grandeza efetiva, a grandeza durável, a grandeza plena, aquele povo que apenas trabalhou pela sua própria grandeza.
A grandeza é atingida, sim, pelos povos que trabalham, não há dúvida. A Providência na quer, nem abençoa, povos que não trabalham.
Mas a grandeza verdadeira se adquire quando, ademais, o homem – tomando conhecimento desta regra de que ele encontrará em seu caminho o adversário a agredi-lo na justiça de suas vias e na santidade de seus propósitos --, prepara-se para a luta, enfrenta a luta, confia na Providência e vence nessa luta!
Os povos que só são trabalhadores não chegam à verdadeira grandeza. Os povos só trabalhadores não alcançam a verdadeira grandeza.
Os povos que sabem aliar a luta ao trabalho, fazendo do trabalho uma luta e da luta um trabalho, entregando-se operosamente à luta e ardorosamente ao trabalho; os povos que sabem unir esses dois aspectos de sua atividade, esses povos, são o signo da Cruz, tornam-se verdadeiramente grandes.
As intempéries, as dificuldades, quanto maiores, tanto mais preparam uma nação para a sua grandeza, quando ela é grande ao enfrentá-las.

Pensando na grandeza do Brasil

E então eu penso no nosso Brasil...

No nosso Brasil de proporções continentais, habitado por um povo que – é bem verdade – a imigração tornou heterogêneo, mas que vai se amalgamando numa superior unidade de espírito, na qual a inteligência, a sutileza, a capacidade de trabalho e o desejo de progredir se afirmam dia a dia mais.

Eu penso nesse país e nesse povo, e penso comigo: quando o Brasil tomar para si esse dever de aliar luta e trabalho, qual será a sua grandeza?

Ninguém poderá dizê-lo.

Ele terá a grandeza de alma proporcionada ao vigor da luta que, no terreno psicológico como no terreno material, as circunstâncias lhe tenham imposto e ele saiba travar.

Ele terá, ao mesmo tempo, a grandeza de seu território, a grandeza de sua riqueza. Ele será um povo de lutadores, que saberá como nunca trabalhar. Ele será um povo de trabalhadores que soube provar que é formidável na luta.

Sobre ele, eterno, imutável, brilhará o Cruzeiro do Sul, que já Pedro Álvares Cabral viu quando as naus com signo de Cristo vieram aportar em nosso território.

E o Brasil de hoje, voltando-se para o Brasil de ontem, e voltando o olhar enlevado para o Brasil de amanhã, o Brasil de hoje, creio eu que, na afirmação uníssona de todos os nossos corações, poderá exclamar:

“Vivemos dias amargos. Mas, pela graça de Deus, soubemos ser grandes, à altura de nosso povo, de nosso território, à altura do Sinal da Cruz que está esculpido nos nossos céus!”



(Extraído da revista “Dr. Plínio”, nº 66. Setembro de 2003).









quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cresce a confiança na Igreja

CONFIANÇA - Palavra que mais tem sido usada ultimamente. A maioria dos institutos de pesquisas a usam para medir o grau de aceitação ou de popularidade, seja de algum líder político ou de alguma instituição moderna. Notícia recente, por exemplo, diz que caiu a confiança do americano ao atual presidente ianque; outras noticias falam, ora do aumento da confiança no mercado financeiro ora da queda desta confiança. A confiança, pois, é o termômetro que mede a credibilidade e aceitação que a população tem por alguém ou alguma instituição. Poucos lembram que a confiança é uma virtude cristã, embora às vezes ela seja lembrada apenas como certa credibilidade meramente natural e humana. Qual a razão desta procura inaudita pela confiança? É que o mundo moderno vive em suas instituições sociais numa verdadeira orfandade da verdadeira confiança. Procuram exercitá-la, assim, em algo volátil e inseguro por se desconhecer onde está a verdadeira confiança.
A Gaudium Press divulga que, segundo pesquisa da FGV, a Igreja Católica é a segunda instituição mais confiável no país, a frente de tantas outras instituições como o próprio governo federal e a mídia de modo geral. A respeito desta pesquisa é interessante notar que a confiança nos políticos está em último lugar (8%, veja na notícia abaixo) e, no entanto, os demais institutos dão ao atual presidente um grau de confiabilidade superlativo de mais de 60% (chegou a mais). Como é que uma quantia ínfima (8% apenas) confia nos políticos e uma grande maioria confia no presidente? O povo não o vê como político ou as pesquisas também não merecem confiança?

Vejam o texto da notícia:

São Paulo (Quinta-feira, 18-11-2010, Gaudium Press) Para os brasileiros, a Igreja Católica é a segunda instituição mais confiável do país, à frente inclusive do Governo Federal, da mídia e do Judiciário. É o que revela a nova pesquisa do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), tradicional levantamento sobre a imagem das instituições nacionais elaborado pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O estudo da FGV, inicialmente criado para avaliar a confiança no Judiciário, mostra um amplo crescimento da imagem positiva da Igreja ante a sociedade com relação ao trimestre anterior. Naquela ocasião, o levantamento da FGV havia apontado a Igreja como a sétima instituição mais confiável para a população. Agora, ela aparece no ranking a frente de instituições tradicionalmente bem avaliadas e confiáveis, e perde em confiança apenas para as Forças Armadas.

No atual levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que a Igreja é uma instituição confiável, ante 34% na pesquisa anterior. 66% disseram confiar nas Forças Armadas. As emissoras de TV ficaram com 44%, empatadas com as Grandes Empresas (44%). Em seguida, vêm a imprensa escrita (41%), juntamente com o Governo Federal (41%), o Judiciário, empatado com a Polícia (33%), o Congresso Nacional (20%) e os Partidos Políticos, com apenas 8%.

O estudo pode ser visto na íntegra na
FGV

ICJ Brasil

O Índice de Confiança na Justiça é feito pela Escola de Direito da FGV em sete estados da federação, com rigor estatístico, considerando uma amostra representativa da população brasileira. A pesquisa é espontânea (não há apresentação de uma lista prévia de instituições ao entrevistado). O intuito do estudo é aferir o sentimento da população brasileira com relação ao seu Judiciário, mas acaba avaliando a percepção com relação a outras instituições também. O estudo é coordenado pela Prof. Luciana Gross Cunha e publicado trimestralmente por meio de relatórios.