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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

MORRE O "BLUFF" DAS MULTIDÕES

 


Vivemos um período no passado recente em que os jornais, revistas e TVs do mundo todo dominavam a opinião pública. Chegaram até a dizer que constituíam um “quarto poder”, tal era seu império sobre o povo. Maculavam honras, perseguiam adversários e até derrubavam governos. Com o advento das redes sociais o poder da mídia foi minguando gradativamente, até chegar a uma condição de quase inexpressividade. É claro que ainda têm certo poder, influenciam pequeno público, mas nunca a massa da população, nunca as multidões como antigamente. Hoje só os segue uma certa elite.

Certo público os consulta apenas para “checar” se tal notícia é verdadeira, pois ainda mantêm aquela máscara de seriedade, de confiança e fidelidade nas notícias e comentários diários. A mídia oficial funciona como se fosse o único foro da verdade. Baseados nessa falsa credibilidade, de serem sérios e fieis, fazem com perfeição “as fake new”, pois fica mais fácil para o público acreditar numa falsa notícia, bem feita,  publicada pela mídia oficial do que nas redes sociais, verdadeira “terra de ninguém”...

Quando a URSS estava a pleno vapor na Rússia, o jornal “Pravda”, de Moscou, publicou uma foto de uma procissão ou peregrinação que os católicos fizeram a Fátima, reunindo aproximadamente 700 mil pessoas. O jornal publicava abaixo da foto a seguinte manchete: “Quando é que vamos reunir multidões como esta?” E o comentário era este: como era fácil aos católicos tradicionais reunir gratuitamente multidões em suas procissões e romarias, enquanto eles, os comunistas, só o faziam oferecendo vantagens ao povo e nunca conseguiam atrair tanta gente.

É claro que com o passar do tempo houve outros tipos de promoções que diziam atrair até multidões maiores, como as do futebol, dos shows musicais e até as passeatas de homossexuais. Algumas com números exagerados e outras próximas da verdade. No entanto, as manifestações populares da esquerda sempre foram de uma minoria, cujos números eram exagerados pela mídia para lhes dar prestígio. Um exemplo aqui na Bahia: quando ACM renunciou ao cargo de senador para não ser cassado, foi recepcionado em Salvador por uma grande multidão; no mesmo dia o seu principal opositor, Jaques Wagner, fez uma manifestação contrária, na qual compareceu poucas centenas de pessoas. Nesse caso a mídia não teve coragem de mentir, mas também não mostrou a monstruosa diferença de público, pois se o fizesse confessaria que os conservadores são a grande maioria da população.

O termo mais moderno hoje é "fake news" para demonstrar a montagem de notícias enganosas. No entanto, prefiro usar o termo "bluff", porque este não é apenas uma mentira mas uma manobra astuciosa para enganar, criar, por exemplo, uma história cheia de engodos. Foi o que a mídia fez durante muitos anos para iludir o público com a ideia de que as multidões seguem as esquerdas. Hoje, os canais de TV e os repórteres dos jornais e revistas não conseguem mais criar tais "bluffs", pois há muita gente nas ruas documentando os fatos com seus celulares.

No último dia 8, houve o chamamento para o público comparecer a uma cerimônia política em Brasília. Lá ocorreu um exemplo do mirrado público da esquerda, quase ninguém compareceu para prestigiar o nosso falso presidente em sua afronta contra os inocentes que estão presos por causa do decantado "golpe" (aqui um "bluff" bem montado, não somente pela mídia, mas por um organizado grupo de esquerda). Mais uma prova eloquente de que a esquerda é uma minoria de elite, cujo público (amorfo, verdadeiros “Maria vai com as outras”) só a segue quando é enganado por engodos. Se estivéssemos nas eras passadas em que o poder de fazer "bluff" da mídia era onipotente, teriam alardeado que uma multidão tinha ido aplaudir o presidente. Hoje, ou se calam ou dizem a verdade, forçosamente, porque se mentirem o público saberá logo.

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA E A OPINIÃO PÚBLICA

 


Antigamente a perseguição religiosa era feita a ferro e fogo, mas hoje tudo mudou e os métodos são mais psicológicos, tentam indispor os perseguidores perante a opinião pública. E nisso tem se empenhado muito a imprensa falada, escrita e da TV, comumente chamada de mídia.

A coordenação dos métodos utilizados na onda de perseguição que se levantou contra os Arautos do Evangelho faz supor uma só origem, dando a impressão que tudo procede de uma só organização que visa destruir tudo o que procede da Santa igreja Católica e produz bons efeitos na sociedade.  Como essa organização consegue arregimentar algumas pessoas com tal finalidade é um mistério.

Toda entidade, seja ela civil, militar ou religiosa, sempre tem elementos que dela participa e depois, ao sair, se tornam seus desafetos, procurando combate-la e, no caso, até denegri-la pelos motivos ao mais variados. Por inveja, por espírito de vingança ou, em alguns casos, ludibriado por falsas promessas de inimigos externos. Muitos dos detratores são pessoas que tentaram cometer alguns erros dentro da entidade e foram expulsos ou saíram por causa disso, e, em muitos dos casos, vão a público fazer algumas acusações de coisas que elas mesmo tentaram praticar e não conseguiram.

Vamos aqui analisar o problema debaixo do que pensa a opinião pública. Classificamos dois tipos de opinião pública. A primeira é aquela manobrada pela mídia, toda sujeita a influxos das manchetes de jornais e das emissoras de rádio e TV, que não pensa por si mesma, mas apenas repete aquilo que os manobradores de plantão lhes implantam na cabeça. A segunda é composta do povo legítimo, que pensa por si e não segue tudo o que querem lhes empurrar mente a dentro. É nesse público que trabalha os Arautos do Evangelho. Espontâneo, não precisa que ninguém lhes diga o que devem fazer, pois sua consciência o indica nas ocasiões propícias.

A opinião pública artificial, acostumada com os jornais de violência e crimes, move-se apenas por impulsos e não consegue abstrair de uma simples notícia ou reportagem o que está por detrás de tudo. É este o público trabalhado há muitos anos pelas TVs, especialmente pela Globo. Quanto a esta, movendo um público leviano acostumou-se e reproduzir em suas reportagens apenas a aparência das coisas, e joga no público os informes de maneira açodada e sem consistência, porque o objetivo é apenas causar comoção social, mesmo que esta comoção ultraje a honra e dignidade das pessoas honradas. Para eles, isso pouco importa. Foi isso o que fizeram com os professores e proprietários da Escola de Base, em São Paulo, um rumoroso caso de difamação e calúnia sem qualquer consistência, o qual terminou fazendo fechar a escola e acabar com a vida de todos os envolvidos no caso. Já tentaram caluniar inúmeras vezes a TFP, especialmente nos anos 80 do século passado, tendo esta se defendido galhardamente e deixado os caluniadores sem credibilidade perante a opinião pública. Os sucessores da TFP, Arautos do Evangelho, são vítimas constantes destas perseguições midiáticas.

No entanto, quem perde prestígio perante a opinião é a imprensa. Vejam o exemplo abaixo:

"A Igreja é imaculada e indefectível"

Este foi o título do artigo, de autoria de Monsenhor João Clá, publicado em abril de  2010, defendendo o clero católico contra uma intensa campanha de calúnias veiculada pela mídia no mundo inteiro.  Por simples denúncias, jornais e TVs passaram a veicular todo tipo de notícias escandalosas maculando a boa fama e a honra de diversos sacerdotes e bispos. Havia casos escabrosos, como o da cidade de Boston, em que dezenas de pessoas, em geral já maduras, acusavam padres de violências morais supostamente praticadas há dezenas de anos, quando os acusadores eram ainda crianças. Mesmo assim, a justiça aceitava as denúncias, visando, sempre, extorsões financeiras além da desonra moral. A arquidiocese de Boston foi obrigada a fazer um acordo com a justiça, pois não tinha condições financeiras de arcar com o pagamento das expensas judiciais.

Após a publicação do citado artigo de Monsenhor João Clá, aos poucos a campanha de calúnias foi diminuindo, até se acabar completamente. Como reconhecimento, seria justo que o órgão do Vaticano premiasse os Arautos e Monsenhor João Clá por ter publicado obra tão auspiciosa em defesa da boa fama e da honra do clero em todo o mundo, especialmente a do Papa Bento XVI, muito visado nas calúnias. Pelo contrário, o que houve foi ingratidão e nenhum reconhecimento daquele benefício recebido.

 No entanto, a credibilidade ao Papado sempre aumenta, enquanto a mídia cai no desprestígio popular, conforme notícia a seguir transcrita:  

Fracasso da mídia em sua campanha difamatória contra o Papa

Foi revelado agora um dos sintomas do fracasso da mídia em sua burlesca campanha de difamação contra Bento XVI e a Igreja. O jornal que comanda esta campanha é o The New York Times, porta-voz de outros inúmeros órgãos de imprensa que lhe fazem eco, tentando implicar Bento XVI com supostas ocultações de casos de abusos sexuais cometidos entre sacerdotes, de modo especial americanos. Após ficar demonstrado a falsidade das acusações, o diário viu ficar completamente comprometida sua credibilidade. Agora acaba de ser publicada uma pesquisa, feita pelo próprio jornal, na qual se revela que o apoio ao Papa disparou entre o povo norte-americano. 88% dos católicos pesquisados asseguram que os escândalos sexuais cometidos por presbíteros e religiosos não afetam o seu trato com sacerdotes. De outro lado, é superior a 80% a percentagem de católicos que afirmam que o ocorrido não influi nada em sua decisão de assistir à missa, enquanto cerca de 79% continuam dando sua colaboração financeira para a Igreja.

Melhora a imagem do Papa Bento XVI

A figura de Bento XVI sai muito fortalecida na pesquisa, já que em apenas dois meses aumentou em 16 pontos sua simpatia pelo público, aumentando de 27 para 43% a percentagem de católicos que têm uma opinião muito positiva do Papa por sua firmeza na atual crise.

Entre os católicos praticantes a percentagem dos que estão conformes com a atuação da Igreja alcança 75%, chegando a 91% os que acreditam na capacidade do Vaticano em enfentar os escândalos. Por último, o estudo destaca que nove entre dez pesquisados disseram que os abusos são tão comuns na Igreja como fora dela.

Fonte: InfoCatólica, de 11 de maio de 2010

 

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

UM DOS SINTOMAS DA FALÊNCIA MIDIÁTICA MODERNA

 




Consideramos aqui como mídia aqueles órgãos oficiais que dizem merecer credibilidade na opinião pública, como jornais, revistas, rádios e TVs. Quanto aos órgãos impressos, como jornais e revistas, basta dá uma olhada nas antigas bancas de jornais para ver como o público não mais os consome. Alguns anos atrás o “New York Time” tinha uma tiragem em torno de 6 milhões de exemplares, e hoje não passa de algumas centenas de milhares. A “Folha de São Paulo” perde, a cada diz, mais eleitores, com edições minguadas. Televisão e rádio, porém, ainda resta algum público que lhes apreciam algum tanto, embora não como antigamente. A principal delas, a Globo, alguns atrás alardeava ter uma audiência de 40 milhões, e hoje talvez não chegue a 10, e mesmo assim somente nas lojas, nas clínicas e nos shoppings. A falta de credibilidade de tais órgãos da mídia é algo clamoroso, que chama a atenção de qualquer um de nossos contemporâneos.

Um dos principais motivos que os fazem perder cada vez mais a credibilidade da opinião pública é a ação facciosa e tendenciosa nas notícias e informações dadas. Por exemplo, o vergonhoso silêncio em torno da maior personalidade religiosa falecida no início do mês, em 1º de novembro, Monsenhor João Scognamíglio Clá Dias. Eles sabem de tudo, e informam tudo, a respeito de políticos, de bandidos, de artistas, de jogadores de futebol, mas nada sabem sobre uma das mais pujantes personalidades católicas atuais.

Então os principais jornais e TVs sabem de tudo, menos da existência e morte de um líder e fundador de uma grande ordem religiosa existente em quase 80 países? Eles não assistem os vídeos que a instituição posta no YouTube?

Desconhecem, por exemplo, que essa ordem religiosa congrega milhares de pessoas no mundo, incluindo aderentes e simpatizantes, além de seus sacerdotes, monges e freiras? Nada sabem, ou fingem desconhecer, que calcula-se em alguns milhões os católicos que fizeram consagração à Nossa Senhora através dos Arautos do Evangelho? Ou então que a instituição tem uma das maiores publicações religiosas do mundo, a sua principal revista?

Desconhecem ou ignoram que Monsenhor João Clá é um escritor, autor de obras com milhares e até milhões de exemplares já publicados e vendidos? Desconhecem que seu nome é destaque em institutos de renome internacional, tanto na Europa quanto nas Américas?

Desconhecem ou ignoram que fundou alguns conventos e basílicas católicas, cujos edifícios são obra prima de beleza e arquitetura?

Muito mais do que isso: nada sabem sobre o apostolado intenso feito por esse grande defensor da nossa fé, especialmente entre a juventude, dando educação e instrução relevante a milhares deles em vários países do mundo?

Por que a mídia ignora tais fatos? Por que ignora, ou faz de conta que ignora, a existência de um personagem tão fantástico, o qual realizou uma obra primorosa e espantosa, não somente no Brasil, mas em mais de 70 países? O fato da Providência Divina ter suscitado tal vocação no Brasil, nos dando uma condição de liderança no mundo não deveria ser motivo de notícias e comentários?

Não. Não saiu em nenhum jornal de grande tiragem, em nenhuma publicação de grande público, nem em nenhum grande canal de TV, uma só palavra, uma simples menção ao falecimento de tão grande personagem, que fez história, mas eles pretendem dessa forma abafar sua boa fama.  Essa é uma das razões pelas quais a mídia oficial, essa “tuba da publicidade” do mundo moderno, composta de elementos tendenciosos e alheios ao pensamento popular, está perdendo cada vez mais credibilidade perante o povo.

 

 


domingo, 23 de julho de 2023

O PAPEL DA TV E SUA INFLUÊNCIA NA SOCIEDADE




ENTREVISTA DE DR.PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA SOBRE O PAPEL DA TV

(Após mais de 30 anos dessa entrevista, o que se nota hoje é que a TV brasileira tem piorado cada vez mais seu péssimo e ruinoso papel em nossa sociedade. Em vez de dar cultura ao nosso povo ensina somente subcultura e atraso, ao lado de incentivo constante à violência urbana divulgam apenas perversão moral da sociedade). 

Perguntas formuladas pela Associação Cultural Videobrasil em 29 de agosto de 1992:


1. O que existe de melhor e de pior na TV brasileira hoje?

RESPOSTA: O que há de bom: não serem estatizadas. O que há de ruim: muitíssimos de seus programas se têm voltado contra um legado de instituições, de doutrinas, de costumes, de modos de ver, sentir e pensar cristãos que recebemos de nossos maiores e que ainda não foi possível à impiedade reinante abolir completamente.

2. De que maneira os níveis de audiência, como são aferidos hoje, interferem na programação?

RESPOSTA: Tem-se a impressão de que os níveis de audiência de fato influenciam as programações. Resta saber se os números apresentados correspondem à realidade, o que é discutível.

3. O que o senhor pensa sobre a maneira como são concedidos os canais de TV no Brasil?

RESPOSTA: O tema é amplo e complexo. Certamente os critérios políticos pesam muito nesta matéria.

4. Que tipo de responsabilidade a concessão de um bem público como esse acarreta?

RESPOSTA: A TV adquiriu uma influência notável, como poucas pessoas ou instituições exerceram no passado. Ora, ela deve utilizar essa influência para a consecução da cultura e da civilização por parte do público a que se dirige. Ela estará assim exercendo sua função social.

5. Por que não existe maior participação de produtores independentes de cinema e vídeo na TV brasileira?

RESPOSTA: A mídia em geral tornou-se um IV Poder dentro do Estado. O jornalista "se considera dono da verdade e tem dificuldade em admitir que pode errar com frequência", afirmou Juan Cruz, redator-chefe de um dos mais importantes diários europeus, o "El País" de Madri, no seminário jornalístico comemorativo dos 70 anos da "Folha" ("Folha de S. Paulo", 19-10-91).

E ao analisar mais especificamente o jornalismo em seu país - com evidentes aplicações também às demais nações -, aquele jornalista afirmou: "A imprensa espanhola pós-franquista tornou-se refratária à crítica (...), os jornalistas passaram a acreditar que eles próprios é que exerciam o poder político".

É claro que quem se considera "dono da verdade" tem de ser "refratário à crítica".

Guy Sorman, um arguto jornalista francês, é incisivo. O título de sua matéria diz tudo: "A mídia: máquina de bestializar".Assim define ele, com fina ironia, os componentes da "classe mediática": "Um novo grupo social informal e restrito, cuja característica é `pensar bem'".

Creio que daí advém a razão do fechamento da TV à participação de produtores independentes.

6. Como se pode respeitar e valorizar as diferenças regionais na televisão?

RESPOSTA: Seria preciso atender à sensibilidade, às diferenças psicológicas, políticas, culturais etc., de cada região. As grandes cadeias de TV concorrem para o desrespeito e a massificação do sadio regionalismo no interior de cada país.

7. Como a TV brasileira pode ajudar a melhorar o nível cultural de nossa população?

RESPOSTA: Com programações informativas e formativas de alto nível cultural, e não como escola de vulgaridade, imoralidade e violência em que está se transformando.

8. Em que a programação infantil veiculada hoje colabora no processo de educação das crianças?

RESPOSTA: Segundo demonstram estudos especializados feitos na Europa e nos EUA, a TV exacerba demasiadamente a imaginação, em detrimento do raciocínio. Causa pasmo, mas os programas ditos infantis da TV brasileira chegam mesmo a apresentar cenas cuja exibição só era tida como concebível após as 22 horas.

Quanto à educação, cumpre salientar que não se pode reconhecer como verdadeira aquela que habitua crianças a verem programações sem nenhuma espécie de controle moral. Ou seja, sem fazê-las distinguir o que é lícito do que não é lícito. Uma "educação" que é... "deseducação".

9. Que programa ou emissora estão voltadas à experimentação e busca de novos caminhos para a televisão?

RESPOSTA: Não vejo muita originalidade e criatividade em nossas emissoras e programações de TV. Creio mesmo que este fenômeno seja mundial. A TV, após quatro décadas de sua aparição, já começa a dar mostras de esclerosamento e atravessa uma crise de identidade.

10. O que falta na TV brasileira?

RESPOSTA: Em duas palavras: moralidade e cultura.

 


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

ENTENDA A GUERRA DA MÍDIA OFICIAL CONTRA CERTOS GOVERNOS

 





Fica difícil entender as causas verdadeiras do comportamento dos órgãos de imprensa nos últimos anos sem que se tenha presente as observações abaixo. E eles sabem que estão perdendo credibilidade por causa disso, dando ensejo para que se dê mais crédito às redes sociais.

1.    O comportamento geral de toda a mídia oficial (rádio, imprensa escrita e TV) tem sido no sentido de desestabilizar qualquer governo. Por causa de um princípio doutrinário que eles adotam: é preciso estabelecer o caos e a anarquia, em benefício da revolução que foi pregada ainda na Sorbone em 1968.. Isso eles fazem com afinco em todos os países do Ocidente. Os maiores órgãos de imprensa da América e da Europa não têm feito outra coisa senão tentar desestabilizar os governos e os órgãos administrativos de seus países, sejam eles de que partido for. E nisso eles são mais rigorosos quando agem contra governos conservadores.

2.    E por que não o fizeram com Obama? Por que não o fizeram com os governos de esquerda da França, da Espanha, de Portugal?  Fizeram, sim, mas com menos intensidade, talvez por causa de jornalistas aliados com a esquerda encarregados dos noticiários. No Brasil, por exemplo, a revista “Veja” fez inúmeras reportagens mostrando os desmandos de Lula e do PT. De alguma forma, a TV Globo repercutiu algumas delas. Faz parte do jogo deles desmoralizar qualquer governo para com isso criar o caos em busca da anarquia.

3.    Vejam, por exemplo, como procuram a todo custo desmoralizar a policia. E isso não é de hoje, sempre foi assim. Quando ocorre um crime, o repórter se preocupa logo em repetir um velho chavão: “até agora ninguém foi preso”, mesmo que o fato tenha sido muito recente, pois essa expressão deixa no ouvinte ou telespectador a idéia de que a policia é inoperante. E quando abordam vítimas de algum crime procuram açular neles a idéia de “justiça”, quando, na maioria das vezes, busca-se simplesmente vingança. É uma técnica de causar comoção social.  Que está sendo usada agora habilmente com o coronavirus para se criar uma onda de comoção mundial. Espertamente eles dizem à população para não entrar em pânico, mas a repetição disso já cria o pânico. 

4.    A Insistência com que buscam divulgar escândalos políticos não é porque são zelosos pela justiça e honradez pública: na realidade visam, tão somente, desmoralizar e desacreditar os governos, sejam eles de que partido for.  A Globo, por exemplo, se hoje faz campanha escandalosa e escancaradamente contra o atual governo, não é somente porque não gosta dele e tem idéias contrárias, mas porque já o fazia muito antes contra os governos anteriores. Lembram-se da guerra que havia entre Temer e a Globo?  Será que era tudo teatro?

5.    Nesse jogo, estão agora tentando promover a China com o problema do coronavírus. Como? Dando cabimento a todas as notícias vindas de lá, as quais dão conta de que o governo de Pequim está controlando a doença (deram enorme destaque aos hospitais feitos de um dia pro outro, lembram-se?), já começa a debelá-la e dá show de eficiência a todo o mundo civilizado. Ora, não se pode dá crédito às informações oriundas de um governo comunista, para a qual não existe verdade, mas apenas oportunismo. Se morreram dez mil, eles dizem que só morreram mil. Se o problema é de extrema gravidade e que fugiu ao controle, eles repetem o contrário, que a medicina lá está muito eficiente. Afinal, tudo tem que ser dito para comprovar a tese de que a China é a segunda potência do mundo. E outros blefes da mídia. E qual a razão da mídia nada fazer para desacreditar o regime chinês, mas, pelo contrário, procurar sempre coloca-lo nas alturas?  É que ele  representa, para eles, a vitória do comunismo. A propaganda tem que mostrar eficiência, onde todos sabem que reina o caos. Não demora e vai desmoronar por si mesmo este blefe. Já ocorreu o mesmo com a extinta URSS, tida como a segunda maior potência do mundo durante 70 anos. E hoje, cadê a potência da Rússia e seus satélites? Amanhã vai desmoronar também como um castelo de cartas a falsa potência chinesa: na realidade uma associação da burguesia ocidental com um corrupto governo comunista.

6.    Mas, as redes sociais estão aí. Vários informes transpuseram os controles midiáticos do governo chinês e chegam até nós, mostrando tremenda crise na economia de lá, com falência de enormes shoppings e de escândalos com empresas ocidentes que contratam escravos atendendo exigências do governo. A história de que o PIB vem crescendo não merece nenhuma credibilidade, pois é vedado a órgãos controladores do Ocidente o acesso á realidade. Não demora e vai explodir a realidade sobre o coronavírus, e talvez nessa ocasião eles resolvam de vez implantar o comunismo mais radical, desapropriando todas as empresas de capital ocidental, e, aí, sim, pode haver uma quebradeira nas bolsas do mundo. Porque, embora ineficiente, o dinheiro vai estar lá. Desde a década de 70, quando Nixon inaugurou a “corrida” das grandes empresas americanas e europeias para investir na China, o mundo vem assistindo a ascensão inescrupulosa deste império do mal, com enorme propaganda da mídia. Na realidade, predomina na China uma das maiores escravaturas da história.

Há outros fatores a serem comentados do comportamento da mídia oficial. Mas, aqui não há espaço para discorrer sobre tudo. Uma coisa é certa: quando eles divulgam uma falsa notícia, por ser oriunda de um órgão tido como sério e crível, faz mais mal ao público do que as famosas “fakes news” divulgadas nas redes socais. 



terça-feira, 9 de junho de 2020

O QUE A MÍDIA NÃO FALA SOBRE O RACISMO NOS ESTADOS UNIDOS







A propósito da onda de protestos recentes nos Estados Unidos da América, ocasionada pela morte de um negro por um policial branco, surgiu repentinamente uma organização mundial sob o epíteto de Antifas, com pretensões de combater não tanto o ódio racial, mas o fascismo político.
Vê-se nessa ocasião uma semelhança do que ocorreu em 1992, quando uma onda de violência racial foi detonada por causa do clamor provocado pela mídia, especialmente por canais de TV. A diferença é que, naquele ano a motivação foi exclusivamente racial, enquanto que nos dias de hoje o racismo foi apenas o pretexto para a ação política de elementos de esquerda e adeptos de uma nova ordem mundial anárquica condizentes para a desordem social.
Vejamos como os fatos se deram naquele ano, quando a comoção social foi detonada por canais de TV da mesma forma que hoje.

O ódio racial que explodiu em Los Angeles, em 1992, deixando 53 mortos e mil feridos, foi excitado pela mídia

Tudo ocorreu porque um júri popular absolveu em Los Angeles quatro policiais brancos que no ano anterior haviam espancado um motorista negro durante uma blitz. Um vídeo amador havia documentado as agressões e foi ostensivamente divulgado por canais de TV, promovendo grande comoção social entre os negros. Nas reportagens, as TVs destacavam o fato de todos os membros do jurado não serem negros, dando grande realce ao ódio racial. Em pouco tempo havia manifestações violentas de negros contra brancos, queimando lojas, destruindo e matando. Em dezenas de grandes cidades, como Houston, Las Vegas e São Francisco foi ateado o ódio racial. Passeatas reuniam milhares de negros em cidades como Nova York, onde só se via incêndios, arruaças, depredações e... mortes. A partir da divulgação das notícias em todas as emissoras do mundo, o destaque era para o ódio racial dos brancos, como que “desculpando” ou justificando as violências praticadas pelas comunidades negras em revolta.[1] Segundo a tônica geral da mídia, o ódio racial parte quase sempre dos brancos, quando não é sempre assim. Segundo dados estatísticos, o racismo tem origens mais profundas.

Violência de negros contra brancos nos EUA é mais de 25 vezes maior que o inverso, mas jornais escondem dados

Os ataques de brancos contra negros são acontecimentos comuns, muito mais frequentes do que os de negros contra brancos, ou negros contra negros? Os dados omitidos na cobertura da imprensa mostram o contrário. Vejam tais dados, que resumimos abaixo, divulgados por jornalista da insuspeita revista “Veja”:
1)  Assassinatos:
– Entre 93 e 94% dos negros assassinados nos EUA são mortos por outros negros.
O ex prefeito de Nova York Rudy Giuliani foi chamado de racista pelo ativista negro Michael Eric Dyson por dizer, no calor do debate, que “policiais brancos não estariam lá (nas comunidades negras) se vocês não estivessem se matando uns aos outros”. Depois o ex-prefeito teve de explicar na CNN:
“Eu disse a mesma coisa que o presidente dos Estados Unidos disse e fui acusado de ser racista. O presidente disse ‘porque as comunidades minoritárias normalmente estão sujeitas a mais crimes, elas precisam de aplicação da lei mais do que ninguém’. Quando ele disse isso, ele não foi acusado de ser racista. Quando eu disse, o meu adversário disse que eu era um racista. Se houver grandes quantidades de crime na comunidade, nós colocamos mais policiais lá. Se não fizéssemos isso, seríamos racistas (também). Se eu colocar todos os meus policiais na Park Avenue e nenhum dos meus policiais onde estão ocorrendo cinco vezes mais crimes, então eu serei acusado de racista. A polícia vai aonde o crime é cometido.”
Em outra oportunidade, declarou:  “Até o momento em que me tornei prefeito, milhares de negros estavam sendo mortos a cada ano. Quando deixei o cargo, o número havia baixado para cerca de 200. Eu provavelmente salvei mais vidas de negros como prefeito de Nova York do que qualquer prefeito na história desta cidade. Eu gostaria de ver se o dr. Dyson já salvou tantas vidas em sua comunidade como eu salvo, e eu fiz isso por ter de usar policiais em áreas de negros onde havia uma quantidade enorme de crimes.”
2) Crimes violentos não letais:
Os dados da Pesquisa Nacional de Vitimização de Crime (NCVS, na sigla em inglês) sobre crimes violentos não letais cometidos em 2010 – último ano disponível – são os seguintes:
– Brancos contra negros: 62.593;
– Negros contra brancos: 320.082.
Logo: negros cometem 5 vezes mais crimes violentos contra brancos do que o contrário.
Mas estes são números absolutos. Proporcionalmente, ainda é pior.
– População branca: 197.000.000.
– População negra: 38.000.000.
– Crimes violentos de brancos contra negros por cada 100 mil brancos = 62.593 x 100.000/197.000.000 = 32.
– Crimes violentos de negros contra brancos por cada 100 mil negros = 320.082 x 100.000/38.000.000 = 842.
Logo:
– Taxa de crimes violentos de negros contra brancos é mais de 25 vezes maior do que o contrário.
No caso específico de “agressão agravada”, a diferença ainda aumenta:
– Brancos contra negros: 1.748.
– Negros contra brancos: 67.755.
Logo:
– A taxa de crimes de “agressão agravada” de negros contra brancos é 200 vezes maior do que o contrário.
Nos casos de roubo e estupro, há um dado curioso (e aqui vou inverter a ordem, em nome do suspense):
– Negros contra brancos: 13.000 estupros; 39.000 roubos.
– Brancos contra negros: 0!
Isso mesmo: o número de estupros e roubos de brancos contra negros relatados na pesquisa é tão infinitesimal que o dado foi arredondado para zero.
“Para atiçar o fogo do ressentimento racial em face desses fatos contrários”, como escreve David Horowitz, “os defensores dos direitos civis fingem que as estatísticas mentem ou que apenas mencioná-las é um ato de racismo. Eles nos dizem que os criminosos negros não são, na verdade, os criminosos; o verdadeiro culpado é o ‘sistema branco e injusto de justiça’”.
Escreve Horowitz:
“Nenhum membro da imprensa perturbou seu dueto [Obama e Hillary] salientando que os afro-americanos cometem muitos mais crimes proporcionalmente do que os brancos. Isto é ‘privilégio de pele negra’ e ilustra como as atitudes racistas anti-brancos tornaram-se predominantes na cultura política.
Por pura repetição e falta de informação corretiva, os mitos de ‘privilégio de pele branca’ deixaram uma marca profunda na cultura em geral e na cultura dos negros americanos em particular. De acordo com uma recente pesquisa do Washington Post e da ABC News, 84% dos negros norte-americanos acham que o sistema de justiça os trata de forma injusta. Mas, se é verdade que os negros são presos em maior número do que sua representação na população, também é verdade que eles cometem crimes em número muito maior do que sua representação garantiria. Os afro-americanos são 12,6% da população dos EUA, mas eles são responsáveis por 38,9% de todas as detenções em casos de crimes violentos – incluindo 32,5% de todos os estupros, 55,5% de todos os roubos e 33,9% de todas as ‘agressões agravadas’. Isto porque eles são presos por crimes que não cometeram? Eles são apenas ‘culpados por serem negros’? Na verdade, as estatísticas são compiladas por meio de entrevistas com as vítimas destes crimes violentos, o que, no caso de crimes cometidos por negros, são em sua maioria negras elas próprias. Em 2010, autores negros eram responsáveis por 80% de toda a violência contra os negros (incluindo 94% dos homicídios), enquanto autores brancos representavam apenas 9% de toda a violência contra os negros.
Outro fato inconveniente para os promotores do mito racial ‘sistema de injustiça’ é que muitas cidades de alta criminalidade com população de maioria negra e altas taxas de prisão de negros são dirigidas por prefeitos afro-americanos e chefes de polícia afro-americanos. Entre eles estão Detroit, Jackson, Birmingham, Memphis, Flint, Savannah, Atlanta, e Washington. Conhecedor dos métodos usados pela polícia para combater o crime e da contribuição desproporcional de negros para as taxas de criminalidade, o ex-chefe de polícia negro de Los Angeles Bernard Parks disse: ‘Não é culpa da polícia quando eles param homens das minorias ou os colocam na cadeia. É culpa dos homens das minorias por cometerem o crime. Na minha mente, não é uma grande revelação que, se os oficiais estão à procura de atividade criminal, eles vão olhar para o tipo de pessoas que estão listadas em relatórios de crimes.’ Mas esta atitude sensata não penetrou na liderança do Partido Democrata, nem no moralmente degradado movimento dos direitos civis neste país.”
Nada disso você lê nos jornais. Nada isso importa à militância. Os casos Trayvon Martin e Michael Brown mostraram que a esquerda agora quer que os negros também tenham o “direito” de espancar ou tentar pegar a arma de autoridades sem correr o risco de serem mortos.
E se você acha que Giuliani, Horowitz e eu só constatamos esses fatos porque somos brancos, assista ao “épico massacre moral e intelectual”[2]  imposto pelo radialista negro Larry Elder no âncora esquerdista branco da CNN Piers Morgan sobre a violência inter-racial, na ocasião da morte de Martin: “O racismo não é mais um dos principais problemas da América. O problema número 1 entre as pessoas negras é o alto número de negros nascidos fora do casamento: 75%. Em 1960, 5% de todas as pessoas deste país haviam nascido fora do casamento. Atualize-se, Piers. O número agora é de 43%. Olhe para isso, para os crimes, para o abandono dos estudos – está tudo conectado”, ensinou Elder.
Pois é. Os fatos são coisas teimosas. E, felizmente, não dependem da cor de ninguém. [3]
Repete-se, nos dias de hoje, onda semelhante de violências supostamente raciais, demonstrando que o detonador deste ódio é a própria mídia e também que há mais ódio de negros contra negros do que de brancos contra negros.
Tornado um movimento político criminoso e terrorista pelo presidente americano, já se sabe que o Antifas nada tem de anti-racista, muito menos de democrata.

Os distúrbios de 1992 estão assim registrados na wikipédia:
 Os distúrbios de Los Angeles em 1992 foram desencadeados em 29 de abril de 1992, quando um júri absolveu oficiais do Departamento de Polícia de Los Angeles, três brancos e um hispânico, acusados ​​de agressão contra o motorista negro Rodney King após uma perseguição em alta velocidade. A agressão dos policiais foi filmada. Milhares de pessoas na área de Los Angeles se revoltaram ao longo dos seis dias após o veredito provocando um conflito racial.
Saques, assaltos, incêndios, assassinatos e danos materiais ocorreram, causando cerca de US$ 1 bilhão de prejuízo. Ao todo, 53 pessoas morreram durante os tumultos e milhares mais foram feridas.Reginald Denny, um motorista de caminhão branco que passava pelo local dos distúrbios, foi arrancado de seu caminhão e agredido violentamente quase até a morte, tornando-se involuntariamente um símbolo da agressão e violência dos dias dos distúrbios.
Os tumultos começaram no dia 29 de abril e iniciaram-se na região sul da cidade de Los Angeles, espalhando-se em seguida por toda a região metropolitana do Condado de Los Angeles. Como a polícia local não conseguiu lidar com a situação após quase uma semana de protestos, o Corpo de Fuzileiros Navais e a Guarda Nacional da Califórnia foram chamados para patrulhar as ruas, e, no sexto dia após o início, os tumultos finalmente cessaram. Após o final dos protestos, uma profunda reforma na polícia de Los Angeles foi realizada, o que incluiu a demissão do chefe de polícia, e os policiais envolvidos foram novamente julgados.


segunda-feira, 13 de abril de 2020

A MÍDIA PERDE CADA VEZ MAIS SEU PODER DE INFLUÊNCIA NA OPINIÃO PÚBLICA







Vamos dividir este poder entre a mídia mundial e a nacional. A mundial predomina nos Estados Unidos e na Europa, onde o poder econômico é hoje o maior do mundo. Lá eles foram pioneiros e ainda hoje mandam, tanto na parte de controle da opinião pública quanto na parte financeira. No entanto, no que se refere ao controle sobre a opinião pública observa-se que vem decaindo ao longo dos anos. Até o final do século passado o que publicava um jornal era motivo de alta credibilidade, e as notícias corriam de boca a boca porque eram críveis. Hoje, isso já não ocorre da mesma forma. Eles perderam grande parte desta credibilidade e o  público já os vê com certa desconfiança.
Um exemplo. Durante o pontificado de Bento XVI houve várias tentativas de abalar a credibilidade do Papa e da Igreja, dando destaque a notícias de escândalos dentro da Igreja, mesmo que os fatos tenham ocorrido há décadas. No entanto, a Igreja e o Papado são as instituições de maior credibilidade no mundo. O Papa é consultado por autoridades, é visitado por personalidades do mundo todo, até mesmo do mundo islâmico, dando a certeza de que nada foi abalado de seu prestígio de credibilidade. Toda a farta cobertura dada aos “profetas” do ateísmo, em confronto com expoentes da fé cristã, não surtiu os efeitos e o Cristianismo continua a crença mais popular da atualidade. Sem nenhuma cobertura da mídia.
A mídia brasileira praticamente perdeu seu rumo; a fim de obter sucesso de vendas ou de audiências a única opção tem sido escândalos, violências e baixarias de todo tipo. Mesmo assim, audiências e vendagens vêm caindo. O medo da opinião pública é patente: praticamente só há um órgão de imprensa que possui a personalidade do Ombudsman, que é o jornal ”Folha de São Paulo”, que entretanto não é, de longe, um eco fiel do pensamento de seus leitores. Rádios e TVs nem sequer cogitam de um canal de críticas ou reclamações. São os donos da verdade e pronto...
A partir de certa época começaram a enfrentar a concorrência da internet.  Trata-se de uma verdadeira “terra de ninguém”, onde pode ocorrer de tudo, mas a credibilidade do público é quase nula. Nos EEUU, onde seu uso é mais intenso, tem mais influência, mais numa pequena elite do que na massa da população. É tida mais como um recurso de entretenimento do que informação ou formação de opinião. Seu uso mais intenso é entre estudiosos, especialmente nos círculos intelectuais e universitários, mostrando a preferência de uma elite por este meio de comunicação. Na grande massa da população, especialmente entre a juventude, a internet é vista também mais como meio de entretenimento do que de informação ou de formação de opiniões. Há, inclusive, uma grande crítica pelos males psicológicos que vem causando entre jovens ou pessoas viciadas em redes sociais.
É preciso notar, entretanto, que as chamadas “redes sociais” têm crescido muito pela internet, tornando-se paulatinamente ao longo dos anos mais próximas de superar as mídias oficiais, como rádio, imprensa escrita e TV.
A experiência que mais demonstra o crescimento do poder de influência das “redes sociais” na opinião pública brasileira foi a campanha pelas eleições gerais ocorridas em outubro de 2018, quando um candidato, usando quase que exclusivamente as redes sociais, teve mais aceitação do que os demais que se utilizaram das mídias oficiais.

A liberdade de expressão ou de pensamento
Indiscutivelmente a mídia moderna detém um poder incalculável. Tanto o  financeiro quanto o de influência na opinião pública. Em qualquer parte do planeta, este poder hoje é patente. Todo órgão de imprensa (jornal, rádio ou TV) é administrado por duas diretorias paralelas: uma financeira e outra editorial. O pessoal da área comercial diz que não manda na outra, quer dizer, não dar as diretrizes do pensamento, do que se deve escrever ou falar.
No entanto, conforme publicamente foi declarado pelo ex-diretor do Times, de Nova York, os redatores de jornais são pagos para escrever, ou melhor, pensar, aquilo que pedem que eles escrevem ou pensem. Embora todos neguem, sabe-se que o grupo de redatores sempre segue uma linha de pensamento pré-estabelecida por um grupo econômico, filosófico ou ideológico. O resto é conversa fiada, é pura hipocrisia. O jornalista, em geral, é formado numa escola toda eivada de princípios socialistas, marxistas e até anarquistas, mas quando assume um cargo em qualquer órgão de publicidade recebe orientação de “pensar” de acordo com certa corrente de opinião dos leitores, até mesmo se for contrária à sua formação ideológica. Há órgãos de imprensa onde seus principais redatores são marxistas confessos, mas emitem idéias diferentes publicamente a fim de não ir de encontro a seus leitores
Não é verdade que tais jornalistas sigam sempre a orientação dada por seus patrões. Mas há uma dependência recíproca, pois os elementos da área comercial necessitam daqueles que escrevem, ou que pensam, pois são eles os articuladores da opinião pública, são os técnicos na arte de dominar as mentes populares. Utilizam-se de velhas e surradas (mas eficientes) técnicas ideológicas, como a de dizer que estão usando apenas da “liberdade de expressão” ou sendo veículos e promotores da “democracia”.  Estes, por sua vez, dependem da área comercial, pois sem dinheiro seus órgãos de divulgação fenecerão e morrerão. Pode ocorrer que atendam ao pedido do dono de sua empresa para evitar tal notícia, ou para “blindar” um ou outro, isso pode até ocorrer com grupos inteiros de gente comprometida com órgãos da mídia em geral, mas no final eles vão sempre deixar exposto um interesse ideológico, astutamente veiculado, pelo qual aqueles elementos sejam expostos à opinião pública em futuro. Em geral, eles sabem blindar com eficácia os próprios donos de suas empresas: hoje quase não se fala em escândalos em que tais homens estejam envolvidos, não porque sejam inexistentes, mas porque são omitidos pelos órgãos de imprensa.
Há também uma forma moderna de comunicação, muito usada, que consiste em dar destaque à notícia enquanto tal, mostrando mais fatos que causem desestabilidade nas instituições sociais ou até mesmo coisas banais. É comum  buscarem erros da polícia, dos políticos, etc., mostrando falhas de suas instituições (muitas vezes até clamorosas) para lhes causar descrença ainda maior entre a população. A mídia está funcionando, hoje, como se fosse a palmatória dos erros sociais: a tudo quer criticar, desmoralizar, desacreditar. Quanto ao lado bom da sociedade, as instituições sadias e que funcionam a contento, causando credibilidade e confiança na população, é em geral deixado de lado ou menosprezado. E quando fazem alguma citação deste lado é coisa passageira e de pouca repercussão. Dedicam, por exemplo, grandes espaços ao futebol (e aos esportes de modo geral) e espaços maiores ainda para certas correntes artísticas (que só uma pequena elite gosta e segue) em detrimento de grandes classes sociais ou outros setores, como o militar e religioso.
Existe imprensa independente? Veja abaixo as declarações de John Swinton, ex-redator chefe do New York Times, por ocasião de um banquete oferecido em sua despedida do jornalismo a seus colegas, respondendo a um “toast” (um brinde, oferecido por ocasião sua aposentadoria, após 40 anos de trabalho) à imprensa independente:
“Que loucura oferecer um “toast” à imprensa independente! Cada um, aqui presente esta noite, sabe que a imprensa independente não existe. Vós sabeis o que eu sei. Não há nenhum entre vós que ousaria publicar suas verdadeiras opiniões, e, se o fizesse, vós sabeis de antemão que elas jamais seriam impressas. Eu recebo 250 dólares por semana para manter minhas verdadeiras opiniões fora do jornal para o qual trabalho. Outros entre vós recebem a mesma quantia por um serviço semelhante. Se eu autorizasse a publicação de uma boa opinião em um único número do meu jornal, eu perderia o meu emprego em menos de 24 horas, como Othelo. Este homem suficientemente louco para publicar a boa opinião se encontraria logo na rua, à procura de um novo emprego.
A função de um jornalista (de Nova York) é destruir a Verdade, de mentir radicalmente, de perverter, de aviltar, de subir até os pés de Mamon e de se vender a si próprio, vender seu país e sua raça, em troca do pão cotidiano, ou o que é o mesmo: seu  ordenado.
Vós sabeis isto que eu o sei; que loucura, pois, de fazer um “toast” à imprensa independente. Nós somos os instrumentos e os vassalos de homens ricos que comandam por trás do cenário. Nós somos as marionetes; eles puxam os fios e nós dançamos. Nosso tempo, nossos talentos, nossas possibilidades e nossas vidas são a propriedade desses homens. Nós somos prostituídos intelectuais”. [1]



[1] Citação do pe. Denis Fahey, em sua obra “The Mystical Body of Christ in the Modern World”, pág. 14