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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

PRECE A NOSSA SENHORA APARECIDA NO SESQUICENTENÁRIO DE NOSSA INDEPENDÊNCIA

 


Ó Senhora Aparecida.

Ao aproximar-se a data em que completamos um século e meio de existência independente, nossas almas se elevam até Vós, Rainha e Mãe do Brasil.

Cento e cinquenta anos de vida são, para um povo, o mesmo que quinze para uma pessoa: isto é, a transição da adolescência, com sua vitalidade, suas incertezas e suas esperanças, para a juventude, com seu idealismo, seu arrojo e sua capacidade de realizar.

Neste limiar entre duas eras históricas, vamos transpondo também outro marco. Pois estamos entrando no rol das nações que, por sua importância, determinam o rumo dos acontecimentos presentes, e têm em suas mãos os fios com que se tece o futuro dos povos.

 

AGRADECIMENTO

Neste momento rico em esperanças e glória, ó Senhora, vimos agradecer-Vos os benefícios que, Medianeira sempre ouvida, nos obtivestes de Deus onipotente.

Agradecemo-Vos o território de dimensões continentais, e as riquezas que nele pusestes.

Agradecemo-Vos a unidade do povo, cuja variegada composição racial tão bem se fundiu neste grande caudal étnico de origem lusa — e cujo ambiente cultural, inspirado pelo gênio latino, tão bem assimilou as contribuições trazidas por habitantes de todas as latitudes.

Agradecemo-Vos a Fé católica, com a qual fomos galardoados desde o momento bendito da Primeira Missa.

Agradecemo-Vos nossa História, serena e harmoniosa, tão mais cheia de cultura, de preces e de trabalho, do que desavenças e de guerras.

Agradecemo-Vos nossas guerras justas, iluminadas sempre pela auréola da vitória.

Agradecemo-Vos nosso presente, tão cheio de realizações e de esperanças de grandeza.

Agradecemo-Vos as nações deste Continente, que nos destes por vizinhas, e que, irmanadas conosco na Fé e na raça, na tradição e nas esperanças do porvir, percorrem ao nosso lado, numa convivência sempre mais íntima, o mesmo caminho de ascensão e de êxito.

Agradecemo-Vos nossa índole pacífica e desinteressada, que nos inclina a compreender que a primeira missão dos grandes é servir, e que nossa grandeza, que desponta, nos foi dada não só para nosso bem, mas para o de todos.

Agradecemo-Vos o nos terdes feito chegar a este estágio de nossa História, no momento em que pelo mundo sopram tempestades, se acumulam problemas,  terríveis opções espreitam, a cada passo, os indivíduos e os povos. Pois esta é, para nós, a hora de servir ao mundo, realizando a missão cristã das nações jovens deste hemisfério, chamadas a fazer brilhar, aos olhos do mundo, a verdadeira luz que as trevas jamais conseguirão apagar.

PRECE

Nossa oração, Senhora, não é, entretanto, a do fariseu orgulhoso e desleal, lembrado de suas qualidades, mas esquecido de suas faltas.

Pecamos. Em muitos aspectos, nosso Brasil de hoje não é o País profundamente cristão com que sonharam Nóbrega e Anchieta. Na vida pública como na dos indivíduos, terríveis germes de deterioração se fazem notar que mantêm em sobressalto todos os espíritos lúcidos e vigilantes.

Por tudo isto, Senhora, pedimo-Vos perdão.

E, além do perdão, Vos pedimos forças. Pois sem o auxílio vindo de Vós, nem os fracos conseguem vencer suas fraquezas, nem os bons alcançam conter a violência e as tramas dos maus.

Com o perdão, ó Mãe, pedimo-Vos também a bênção.

Quanto confiamos nela!

Sabemos que a bênção da Mãe é preciosa condição para que a prece do filho seja ouvida, sua alma seja rija e generosa, seu trabalho seja honesto e fecundo, seu lar seja puro e feliz, suas lutas sejam nobres e meritórias, suas venturas honradas, e seus infortúnios dignificantes.

Quanto é rica destes, e de todos os outros dons imagináveis, a Vossa bênção, ó Maria, que sois a Mãe das mães, a Mãe de todos os homens, a Mãe Virginal do Homem-Deus!

Sim, ó Maria, abençoai-nos, cumulai-nos de graças, e mais do que todas, concedei-nos a graça das graças. Ó Mãe, uni intimamente a Vós este Vosso Brasil.

Amai-o mais e mais.

Tornai sempre mais maternal o patrocínio tão generoso que nos outorgastes.

Tornai sempre mais largo e mais misericordioso o perdão que sempre nos concedestes.

Aumentai vossa largueza no que diz respeito aos bens da terra, mas, sobretudo, elevai nossas almas no desejo dos bens do Céu.

Fazei-nos sempre mais amantes da paz, e sempre mais fortes na luta pelo Príncipe da Paz, Jesus Cristo, Filho Vosso e Senhor nosso.

De sorte que, dispostos sempre a abandonar tudo para lhe sermos fiéis, em nós se cumpra a promessa divina, do cêntuplo nesta terra e da bem-aventurança eterna.

*    *    *

Ó Senhora Aparecida, Rainha do Brasil! Com que palavras de louvor e de afeto Vos saudar no fecho desta prece de ação de graças e súplica? Onde encontrá-las, senão nos próprios Livros Sagrados, já que sois superior a qualquer louvor humano?

De Vós exclamava, profeticamente, o povo eleito, palavras que amorosamente aqui repetimos:

— “Tu gloria Jerusalem, tu laeticia Israel, tu honorificentia populi nostro”.

Sois Vós a glória, Vós a alegria, Vós a honra deste povo que Vos ama.[1]

*    *    *

A perspectiva do sesquicentenário sugeriu esta prece a meu coração de brasileiro. Resolvi não adiar sua publicação. Espero retomar na próxima semana o assunto que começara a desenvolver no domingo passado.

(Oração de autoria de Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, publicada no jornal “Folha de São Paulo”, 16 de janeiro de 1972)

 



[1] Publicado até aqui na revista “Dr. Plínio” n.25, abril de 2000, págs. 6/7



terça-feira, 7 de maio de 2024

ORAÇÃO ABRASADA PELA CONTRA-REVOLUÇÃO

 




"ESCRAVIDÃO A MARIA: CONDIÇÃO PARA A VITÓRIA DA CONTRA-REVOLUÇÃO

 

Ó Senhora de Fátima, nossa Rainha e nossa Mãe, vosso manto sagrado diante de nosso estandarte lembra a nós vossa augusta presença como Generalíssima à frente de sua falange escolhida, passando em revista as tropas, prestes a iniciar a batalha do grande e decisivo revide, que culminará na instauração de vosso Reino.

O que ordenais a nós, vossos escravos e paladinos, neste momento, Senhora? A Contra-Revolução.

A Contra-Revolução, sim, que forme no interior de cada um de nós um escravo vosso perfeito; professando com ardor a Fé Católica, especialmente as verdades em cuja negação ou em cujo olvido mais insiste agora a Revolução; praticando as virtudes cristãs, de modo especial aquelas que a Revolução atualmente mais execra; lutando contra todos os agentes da Revolução, em particular os mais ocultos e eficazes; desfazendo todas as tramas da Revolução, sobretudo as mais necessárias para que ela progrida.

“Agere contra”, eis a máxima de Santo Inácio e a constante da ação que desejais de nós. Contra, com todos os riscos e sacrifícios. Contra, apesar de todos os escárnios e calúnias. Contra, a despeito de todos os ataques e ciladas. Contra, sim, ó Mãe, os vossos adversários, quando rezamos e quando lutamos, quando falamos e quando nos calamos, quando imprecamos, argumentamos, atraímos, afugentamos ou golpeamos; contra, até, quando repousamos.

Contra, sim, no ponto mais certo, com a tática mais apropriada, o vigor mais intenso, a destreza mais exímia, a sutileza mais ágil, a delonga mais tenaz ou a serenidade mais fulminante.

Contra, com o desejo inabalável da vitória mais imediata, terrível e inteira; com a confiança mais inquebrantável e serena em Vós, até quando a vitória pareça afastar-se de nós.

Contra os adversários vossos que surgem em torno de nós e também, ó Mãe nossa, contra os que surgem dentro de nós: contra o orgulho, o apego à vontade própria, o igualitarismo, a inveja, a impureza, o sentimentalismo e os devaneios; contra o acanhamento dos horizontes, a trivialidade da alma, a vulgaridade da linguagem e das maneiras, a inconstância dos ideais.

Contra, mais do que tudo, aquele que, por trás e por cima de todos os poderes humanos, é o grande fautor da Revolução: Satanás. É ele que, nestes dias de supremo horror, vai levando a um paroxismo, só igualado quando da Paixão e Morte do Filho de Deus, todos os pecados e desordens do homem.

A ignomínia dos maus vai atingindo um grau superior às possibilidades de mal existentes na natureza humana. A curteza de vistas, a desprevenção, a moleza, a covardia e a contradição dos que hesitam entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, chegaram a proporções que as limitações naturais dos intelectos apoucados e das vontades pusilânimes não bastam para explicar. Isso porque, presente em cada um desses aspectos da decadência contemporânea está Satanás, à testa dos anjos imundos, a comunicar aos homens a sua própria infâmia, a inspirá-los, a açulá-los, coligá-los e lança-los ao ataque final contra o pouco que no mundo ainda resta de fé, de grandeza sacral, de ordem, de pureza e de beleza.

Vós já nos prometestes, mas permiti-nos, Mãe querida, que insistamos em suplicar-Vos que intervenhais quanto antes, quebrando o poder do demônio e enxotando-o desta Terra para as prisões eternas criadas para seu merecido tormento. Mandai logo São Miguel Arcanjo e as legiões celestes para desfecharem contra as hostes infernais uma investida fulminante e irresistível.

E como nas lutas entre os homens costumais utilizar também homens, imploramo-Vos que nos deis a graça e a glória de sermos, também nós, batalhadores desta luta imensa. Quebrai em nós todo poder infernal, enchei nossas almas de uma perspicácia penetrante, de um ódio abrasado, de uma intransigência absoluta, de uma combatividade inexorável contra Satanás, suas pompas e suas obras. Tornai-nos terríveis e irresistíveis face a ele.

Uma Contra-Revolução assim só é possível se houver entre vossa e nossa alma uma consonância, uma união misteriosa, mística, que opere em nós uma transformação por onde não sejamos nós, mas Vós que vivais em nós. Sim, Vós, a Ipsa conteret, Aquela que esmaga a cabeça do demônio.

Para que possais realizar em nossas almas esse segredo de vosso Coração, queremos renovar solenemente o vínculo de escravidão com que já nos ligamos tantas vezes a Vós. Dignai-Vos aceitar, Mãe misericordiosa, o tributo de nossa inteira e incondicional dependência, e conceder-nos o que tão súplice pedimos, para a honra e a glória de vosso nome. Amém.(Composta em 13/5/1974)"

 

(Extraído da revista “Dr. Plinio”, edição n.313,de abril de 2024, pág. 5)

 

 


terça-feira, 25 de abril de 2023

O PODER DE FOGO DA COMPUNÇÃO

 



Eu tenho uma pedra dentro de mim difícil de ser quebrada. As montanhas mais rochosas são estilhaçadas e derretidas pelo fogo do vulcão; essa pedra, porém, resiste aos mais potentes fogos materiais e continua intacta. Não há fogo material que a quebre ou derreta.

Que pedra é essa? De que dureza é sua composição?

Não se pode dizer que ela é de gelo, porque nesse caso o sol a derreteria sem ser preciso quebrar.  Ela tem algo do gelo pela sua frieza, mas tem, entretanto, uma dureza ainda maior.

Ela é impenetrável, pois a água das chuvas (nesse caso, chuvas de graças divinas) nela não penetra, tal é sua compactação e impenetrabilidade. Rija, dura, compacta e indiferente ao tempo e à natureza, ela teima em viver isolada do resto do mundo, não se abre aos que estão ao seu redor.

Que pedra é essa?

É a matéria de que é feito o meu coração, que foi se acumulando ao longo do tempo em seu interior e formando coisa assim tão dura. Toda essa matéria é formada por grãozinhos acumulados dos inúmeros pecados veniais, assim como de lascas rochosas enormes e compactas, equivalentes aos pecados mortais, que resistem ao tempo mais implacável. São tantas que formam uma só massa compacta e dura. Só um vulcão pode derretê-las.

Que vulcão será esse?

Lá pelas profundezas da terra há grande quantidade de fogo ardendo sem parar. Assim também nas camadas mais profundas do nosso coração há fogo semelhante. Que fogo é esse? Posso dizer que é o fogo da compunção, o arrependimento e a dor por haver pecado, que não aflora por si à superfície, mas por influxo da graça divina, pois provém somente do Espírito Santo. E, aflorando à superfície, é alimentado por outro fogo, oriundo do olhar materno da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus.

Vinde, bendito olhar! Vinde, da profundeza de seu Imaculado Coração e surja na superfície do meu pobre coração como um vulcão que sai do interior da terra, para  assim derreter essa pedra de que é composto ele! Derreta-a, consuma-a inteiramente, se for possível, a fim de que ele possa cumprir finalmente seu destino e sua vocação.

Minha Mãe, do olhar de fogo, desejo ardentemente que esse Vosso olhar se derrame dentro do meu coração e o derreta completamente!

Vós, somente Vós, podeis fazer isso! E se podeis, o farás, assim espero!

 Talvez pensando nisso o Senhor Doutor Plínio fez a seguinte oração:

 

“Minha Mãe,

Vós sois a Rainha de todas as almas, mesmo das mais duras e empedernidas, desejosas contudo de se abrirem à vossa misericórdia.

Peço-Vos, pois, sede Rainha de minha alma, quebrai nela os rochedos de maldade, as resistências abjetas que de Vós me separam. Dissolvei, por um ato de vosso império, as paixões desordenadas, as volições péssimas, os restos dos meus pecados passados que tenham permanecido no meu íntimo. Limpai-me, ó minha Mãe e Rainha, para que eu seja inteiramente vosso. Amém.”


ORAÇÃO Á MINHA MÃE, SENHORA E RAINHA DO MEU CORAÇÃO

 Quando Vos lembrareis de vosso indigno escravo?  Não será para castigar meus inúmeros e horríveis pecados. Vós lembrareis deles, sim, mas apenas para aquilatar, medir, mensurar pra mim mesmo minha grande miséria (somente nisso sou grande) e ter compaixão de minha alma.

Não será para condenar-me por causa das constantes infidelidades, pois lembrar-Vos-eis delas apenas para mandar um Anjo tocar meu coração a fim de lhe amolecer a dureza.

Vos lembrareis de mim todo o instante em que olhardes o Sagrado Coração de vosso Filho e ver nele as dores que tenho Lhe provocado e o tanto de sangue nele derramado. E também ao olhardes para todo o Sagrado Corpo d’Ele e, contemplando-O, e por amor a Ele, fazer-me compreender que tudo Ele sofreu para a salvação de minha alma.

Depois de tudo, Vós não Vos lembrareis deste miserável escravo, socorrendo-o, amparando-o, convertendo-o, não por causa daquilo que ele porventura representa (que não é nada), mas pelo que representa Vosso Filho para mim e todos os demais homens, e por causa da grande vocação que Ele me chamou?

Quando eu rezar “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria,”, colocai vossa memória no exercício de fazer a minha conhecer e relembrar meu passado miserável, mas apenas para merecer de Vós a misericórdia, o perdão, o auxílio poderoso, que, aliás, nunca falhou.

Se Vós lembrardes algum instante em que este escravo vosso praticou alguma virtude que o faça possuir algum mérito, peço que me faça compreender que nada fiz sem Vós, e que por isso nenhuma de minhas virtudes mereça vossa atenção, nem que sejam lembradas ou premiadas, pois o escravo não tem nada de si, tudo dele pertence à Sua Senhora, inclusive tudo o que é bom. Lembrai-Vos, antes de tudo, de meus vícios e pecados, pois é para eles que Vós possuís o remédio desta quase infinita misericórdia.

Vós sois, pois, minha força e fortaleza, meu sustentáculo, garantia de minha santificação e salvação, proteção segura contra meus inimigos, seiva de meu sangue e energia de meu coração, alma de minha alma, minha protetora e seguro amparo nos perigos, tesoureira das graças de minha constante conversão, refúgio de meus males, ouvidora de meus queixumes, senhora de minha alma e de minha vontade, ordenadora e Senhora de meu Anjo da Guarda e dos demais Santos Anjos, inspiradora dos meus santos desejos, abafadora de meus maus pensamentos, garantia de socorro nas minha mais urgentes necessidades, rica Senhora doadora das minhas riquezas, protetora de minha extrema pobreza, Senhora da minha mesa, fornecedora de meu pão material e espiritual, portadora da minha Verdade e da minha Cruz, dominadora das minhas paixões, exterminadora dos meus vícios, edificadora da minha vida espiritual, meu modelo de virtudes e santidade, guia do meu Paraíso de delícias na eternidade, glória dos Santos Anjos e da Santíssima Trindade, dispensadora de todos os dons e riquezas da ordem universal.

Alívio e consolo de minhas cruzes, exemplo máximo de minha vocação. Vítima expiatória de meus pecados juntamente com Vosso Divino Filho, suprema exorcista dos demônios que me tentam e atormentam, sofredora irmanada de minhas dores a fim que eu possa expiar também não só meus pecados mas os dos outros homens,  pacificadora de meus ímpetos de ira, animadora de minha ira apenas para com o mal e o pecado, inspiradora de minhas meditações que me elevam  a Deus, subjugadora das minhas más inclinações.

Coração ardente de caridade, Rainha do meu coração; sagradas mãos que me abençoam e me amparam; peito que alimenta e acolhe o meu coração sofredor e indigno; sagrados ombros que me carregam quando desfaleço; olhos quase divinos que fazem penetrar no interior do meu coração toda a Santíssima Trindade, ocupando o lugar vazio deixado pelos demônios; sagrada boca que me ensina e admoesta; estrela rutilante que guia meus passos no caminho do céu; proprietária de minha alma por toda e eternidade; minha Mestra na escola divina da ascese; sustentáculo da minha vida mística; bondade suprema que se desvela em atos de afetos para com minha alma:

DERRAMAI O VOSSO OLHAR NO INTERIOR DE MINHA ALMA, pois tal olhar tem o poder do fogo do vulcão para derreter toda a dureza que há em meu coração, exorcizando todas as más inclinações e todos os demônios que por acaso ainda estejam nele produzindo males. Se assim o fizerdes, tenho certeza que aflorará do interior dele um fogo devorador, o fogo vulcânico da compunção e de arrependimento, dando lugar a tantas maravilhas que só o poder do vosso olhar poderá produzir.

 

Juraci Josino Cavalcante

(Seu indigno filho e escravo - 26.04.2023, festa de Nossa Senhor do Bom Conselho de Genazzano)

 

Talvez pensando nisso o Sr. Dr. Plínio compôs a seguinte oração:

 

“Minha Mãe,

Vós sois a Rainha de todas as almas, mesmo das mais duras e empedernidas, desejosas contudo de se abrirem à vossa misericórdia.

Peço-Vos, pois, sede Rainha de minha alma, quebrai nela os rochedos de maldade, as resistências abjetas que de Vós me separam. Dissolvei, por um ato de vosso império, as paixões desordenadas, as volições péssimas, os restos dos meus pecados passados que tenham permanecido no meu íntimo. Limpai-me, ó minha Mãe e Rainha, para que eu seja inteiramente vosso. Amém.”

 






 

 

 

sexta-feira, 25 de junho de 2021

ORAÇÃO CONTRA A MOLEZA

 




A moleza

           Trata-se de um estado de espírito que predomina no mundo atual. Há também o desânimo, mas enquanto este faz a pessoa perder a coragem de agir ou reagir, a moleza a faz ceder imediatamente a qualquer investida ou ameaça.

Foi por moleza que muitos homens cederam aos imperativos da moda filosófica e caíram no ceticismo, outros caíram na tibieza e até na desesperança. Sim, por que a falta de fé leva à desesperança.

Eis os problemas criados pela vida moderna: ceticismo, incredulidade, tibieza, moleza, desânimo e, por último, desesperança. E hoje a desesperança parece caminhar como resultado último dos males modernos, como a violência, as injustiças, o caos social, etc.

A moleza não é um estado de espírito somente dos católicos que não agem ou não reagem em defesa de sua Igreja, ou às vezes até em defesa de si mesmo; ela é também um estado característico dos protestantes que não lutam contra o aborto e a eutanásia, por exemplo; ou até mesmo de certas populações muçulmanas ou budistas que não agem ou reagem contra a ditadura dos xiitas ou ortodoxos. Até mesmo certos agnósticos, pessoas sem religião (mas que, de algum modo respeitam a Lei Natural) sofrem da moleza porque se acomodam e não enfrentam os males da vida moderna.

Todo este estado de moleza, digamos assim, universal, é decorrente da ação da Revolução, pois tudo o que os revolucionários pregaram e fizeram nestes últimos séculos não trouxe outras conseqüências para o homem moderno senão a solidão, o desengano, a falta de confiança nos dias futuros; ao lado de multidões enormes que são, como as massas, movidas por fora...

Doutor Plínio Corrêa de Oliveira compôs, então, uma oração contra a moleza por ocasião das comemorações dos 200 anos da morte de Luís XVI, em janeiro de 1992, num artigo publicado sob o título “Reflexões sobre a execução de Luis XVI”.

 

 

Oração contra a moleza

 

 

Ó Maria Santíssima, nós Vos pedimos que nos obtenhais a graça de jamais sermos moles em face da Revolução, de não perdermos uma só ocasião de a combater, e de a combater implacavelmente!

Obtende-nos a graça de empregar todos os meios para conter o ímpeto da Revolução, para aniquilá-la, e para fazer vencer por toda parte a Santa Igreja e a Civilização Cristã.  Para que com isto vençais Vós, ó Maria, Rainha do Céu e da Terra, e vença o Vosso Divino Filho. Vós sim, ó Maria, cuja vitória é necessariamente e esplendidamente a vitória de Vosso Divino Filho.

Ó Maria, venha a nós o Vosso Reino, para que a nós venha o Reino de Jesus. Mandai que se acelerem os acontecimentos por Vós previstos em Fátima, a fim de que a presente época de reinado da Revolução satânica e igualitária cesse o quanto antes,  e sobre nós desça o vosso Reino. Não para ser o reino dos preguiçosos, dos moles, que em última análise, se vencerem terá sido só porque Vós interviestes, com os vossos Anjos, a favor deles. Mas para ser o reino dos heróis que lutaram como gigantes, porque a graça e as virtudes cristãs, e sobretudo as virtudes da pureza, da fortaleza e da humildade, os nimbaram como uma coroa, e eles souberam ser, ao mesmo tempo, terríveis na hora da batalha, e despretensiosos e desapegados na hora da vitória.

Obtende-nos de Deus força, força, força! Força a favor da justiça, força a favor do bem, força a favor da Contra-Revolução. Força a favor vosso, Maria Santíssima nossa Mãe, a favor de vosso Divino Filho, nosso Salvador e Redentor. Força, enfim, a favor da Santa Igreja e da Civilização Cristã.

Tornai-nos fortes para que, amando-Vos com o amor dos fortes, saibamos servir-Vos com a dedicação e eficácia dos fortes, a fim de que chegue o quanto antes o vosso Reino sobre a terra, ó Maria, ó Jesus!


domingo, 30 de maio de 2021

TRISÁGIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE – PODEROSA ORAÇÃO CONTRA CALAMIDADES PÚBLICAS

 


Há condição de se preparar para grandes catástrofes? Esta preocupação tem sido um tema constante nos últimos anos. A população de San Francisco, nos Estados Unidos, por exemplo, há muitos anos que vem se preparando para um grande terremoto que dizem pode acontecer a qualquer momento. Será que, realmente, está preparada?

A propósito de terremotos e tsunamis, a preocupação tem sido muito grande. Mas, não é somente terremotos e maremotos ou tsunamis que causam catástrofes de grandes proporções. As pandemias, por exemplo, atingem nível mundial e terrível, sem que as populações estejam preparadas para enfrentá-las.

Na realidade, o fator mais importante para que se escape de uma catástrofe desse tipo é nossa fé, uma confiança inabalável na proteção divina. Foi com este objetivo que foi revelado uma oração apropriada para tais catástrofes, chamada "Triságio da Santíssima Trindade".

 

O Triságio da Santíssima Trindade


Do grego “tris-agion” (três vezes Santo), é o nome que se dá à aclamação de louvor “Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal”, testemunhado pela primeira vez no Concílio de Calcedônia (451). Nos ritos orientais, sobretudo no bizantino, tem o seu lugar na procissão de entrada da Missa, como também acontece nos dias mais solenes do rito hispânico. Noutras liturgias orientais, canta-se antes das leituras bíblicas. Na Liturgia romana conservou-se só em Sexta-Feira Santa, durante a adoração da Cruz. Outra circunstância litúrgica em que também se pode falar de triságio é na aclamação do Sanctus, da Oração Eucarística: “Santo, Santo, Santo".

O triságio encontra suas raízes no Antigo Testamento, no livro de Isaías, capítulo 6, versículo 3: "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos, a terra inteira está repleta de sua glória."

Na Sexta-Feira Santa, nos Lamentos do Senhor da Celebração da Paixão do Senhor, encontramos traços que expressam o triságio: "Deus Santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós!" Na liturgia oriental, o triságio aparece no rito da palavra, na pequena entrada, como se pode notar da Divina Liturgia de São João Crisóstomo. O sacerdote recita a Oração do Hino do Triságio, e é concluída com o canto: "Santo Deus, Santo poderoso, Santo imortal, tem piedade de nós! (3 vezes). Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém! Santo imortal, tem piedade de nós! Santo Deus, Santo poderoso, Santo imortal, tem piedade de nós!"

O triságio, que deita raízes na liturgia judaica, aparece, documentado, em As Constituições Apostólicas (compostas no século IV), Livro VIII, Liturgia Eucarística: A Oração de Oblação, n. 12:27 - Introdução ao Sanctus: "Santo, Santo, Santo, o Senhor do universo; o céu e a terra estão cheios da sua glória, bendito és Tu pelos séculos. Amen".

Vejamos agora como um grande Santo, Antonio Maria Claret, conta tudo sobre esta oração tão importante para se rezar nos momentos de grandes catástrofes:

TRISÁGIO À SANTÍSSIMA TRINDADE



Origem do triságio

O santíssimo triságio não é invenção do engenho humano, senão obra do mesmo Deus, que Ele inspirou ao profeta Isaías quando este ouviu que o cantavam os Serafins, para exaltarem a glória do Criador.
Na escola dos mesmos Serafins e na dos outros coros angélicos foi onde o aprendeu milagrosamente aquele menino que, como São Paulo, foi arrebatado ao céu, segundo referem as histórias eclesiásticas. No ano 447, e sendo Teodósio Júnior imperador do Oriente, sentiu-se um terremoto quase universal, violentíssimo, e que pela sua duração e espantosos estragos se fez o mais célebre de todos quantos até então se tinham visto. Foram incalculáveis os prejuízos que seis meses de abalos quase contínuos causaram nos mais suntuosos edifícios de Constaninopla e em toda a famosa muralha do Quersoneso. Abriu-se a terra em muitos pontos e ficaram sepultadas em suas entranhas cidades inteiras; secaram-se as fontes e apareciam outras novas, e era tal a violência dos abalos que arrancava árvores corpulentíssimas, apareciam montanhas onde primeiro havia planuras, e profundos abismos onde havia antes montanhas. O mar lançava às praias peixes de grandeza enorme; e as praias e navios ficavam sem águas, que iam inundar grandes ilhas.
Em semelhante conflito, achou-se prudente abandonar os povoados e assim o fizeram os habitantes de Constantinopla com o imperador Teodósio, sua irmã Pulquéria, São Proclo, então patriarca daquela Igreja, e todo o clero. Reunidos num lugar chamado Campo dirigem ao céu grandes clamores e fervorosas súplicas, pedindo o socorro em necessidade tão apertada. Um dia, entre oito e nove horas da manhã, foi tão extraordinário o abalo que fez a terra, que pouco faltou para que não causasse os mesmos estragos que o dilúvio universal. A este espanto sucedeu admiração do prodígio seguinte: Um menino de poucos anos foi arrebatado pelos ares à vista de todos os do Campo, que o viram subir até perdê-lo de vista. Depois de algum tempo desceu à terra, do mesmo modo que subira ao céu, e logo em presença do Patriarca, do Imperador e da multidão pasmada, contou que sendo admitido nos coros celestes ouviu os anjos cantarem estas palavras: Santo Deus, Santo forte, Santo imortal, tende misericórdia de nós; e que ao mesmo tempo lhe mandaram que comunicasse a todos esta visão. Ditas estas palavras, aquele inocente menino morreu.
São Proclo e o Imperador, ouvida esta relação, mandaram unanimemente que todos entoassem em público este sagrado cântico, e imediatamente cessou o terremoto, e ficou quieta a terra.

Daqui nasceu o uso do Triságio, que o Concílio geral Calcedonense prescreveu a todos os fiéis, como um formulário para invocar a Santíssima Trindade nos tempos funestos e nas calamidades; daqui veio merecer a aprovação de tantos Prelados da Igreja, que apoiaram o uso dele, enriquecendo-o com o tesouro das indulgências e daqui finalmente veio que se pusesse método, que se imprimisse e reimprimisse tantas vezes, e sempre com universal aplauso e aceitação dos fiéis, que o consideram como um escudo impenetrável contra todos os males que Deus manda à terra em castigo de nossos pecados. [1]

 

Oferecimento

Para ganhar as indulgências, os que rezarem o Triságio

 

Rogamos-te, Senhor, pelo estado da Santa Igreja e Prelados dela; pela exaltação da fé católica, extirpação das heresias, paz e concórdia entre os príncipes cristãos, conversão de todos os infiéis, hereges e pecadores; pelos agonizantes e caminhantes, pelas benditas almas do purgatório e mais piedosos fins de nossa Santa Madre Igreja. Amém.


V. Bendita seja a santa e indivídua Trindade, agora e sempre por todos os séculos dos séculos.

R. Amém.

V. Abri, Senhor, meus lábios.

R. E a minha boca anunciará vossos louvores.

V. Meu Deus, em meu favor benigno atende.

R. Senhor, apressai-vos a socorrer-me.

V. Glória seja ao Eterno Pai.

Glória seja ao Eterno Filho.

Glória ao Espírito Santo.

R. Amém. Aleluia.


(no tempo da Quaresma se diz conforme abaixo):


Louvor seja a ti, Senhor, Rei da eterna glória.

Ato de Contrição

 Amorosíssimo Deus, trino e uno, Pai, Filho e Espírito Santo, em quem creio, em quem espero, a quem amo com todo o meu coração, corpo, alma, sentidos e potências; por serdes Vós meu Pai, meu Senhor e meu Deus, infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas; pesa-me, Trindade Santíssima, pesa-me, Trindade misericordiosíssima, pesa-me, Trindade amabilíssima, de vos ter ofendido só por serdes Vós quem sois; proponho, e vos dou palavra, de nunca mais vos ofender e de morrer antes do que pecar; espero de vossa suma bondade e misericórdia infinita, que me perdoareis todos os meus pecados, e me dareis graças para perseverar num verdadeiro amor e cordialíssima devoção a vossa sempre amabilíssima Trindade. Amém

 

Hino

Já se afasta o sol radioso,

Ó luz perene, ó Trindade,

Infunde em nós ardoroso

O fogo da caridade.


Na alvorada te louvamos

E na hora vespertina;

Concede-nos que o façamos

Também na glória divina.

 

Ao Pai, ao Filho e a Ti,

Espírito consolador,

Sem cessar como até aqui

Se dê eterno louvor. Amém.

            Oração ao Pai

 Ó Pai Eterno, fora o prazer de vos possuir, eu não vejo mais do que tristeza e tormento, embora digam outra coisa os amadores da vaidade. Que me importa que diga o sensual que sua felicidade está em gozar de seus prazeres? Que me importa que diga também o ambicioso que seu maior contentamento é gozar de sua glória vã? Eu pela minha parte nunca cessarei de repetir com vossos Profetas e Apóstolos, que a minha suma felicidade, meu tesouro e minha glória é unir-me a meu Deus, e manter-me inviolavelmente unido a Ele.

Recita-se um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, e nove vezes:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos exércitos, cheios estão os céus e a terra de vosso glória.

(responde-se, se possível em coro):

Glória ao Pai, glória ao Filho, glória ao Espírito Santo.

Oração ao Filho

Ó Verdade eterna, fora da qual eu não vejo outra coisa senão enganos e mentiras. Oh! E como tudo me aborrece à vista de vossos suaves atrativos! Oh! Como me parecem mentirosos e asquerosos os discursos dos homens, em comparação das palavras da vida, com as quais Vós falais ao coração daqueles que vos escutam. Ah! Quando será a hora em que Vós me tratareis sem enigma e me falareis claramente no no seio de vossa glória? Oh! Que trato! Que beleza! Que luz!

Recita-se um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e nove vezes:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus, etc.

Oração ao Espírito Santo

Ó Amor, ó Dom do Altíssimo, centro das doçuras e da felicidade do mesmo Deus; que atrativo para uma alma ver-se no abismo de vossa bondade e toda cheia de vossas inefáveis consolações! Ah! Prazeres enganadores! Como haveis de poder comparar-vos com a menor das doçuras que um Deus, quando quer, sabe derramar sobre uma alma fiel? Oh! Se uma só partícula delas é tão deliciosa, quanto mais será quando Vós as derramardes como uma torrente sem medida e sem reserva? Quando será isto, meu Deus, quando será?

Recita-se um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e nove vezes:  Santo, Santo, Santo, Senhor Deus, etc.

Antífona

A ti, Deus Pai, a ti, Filho Unigênito, a ti, Espírito Santo, Paráclito, santa e indivídua Trindade, de todo coração te confessamos, louvamos e bendizemos. A ti seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

V. Bendigamos ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Louvemo-lo e exaltemo-lo em todos os séculos.


Oração

Senhor Deus uno e trino, dai-me continuamente vossa graça, vossa caridade e a vossa comunicação para que no tempo e na eternidade vos amemos e glorifiquemos. Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo numa deidade por todos os séculos dos séculos. Amém.


Deprecação devota à Santíssima Trindade

(A cada invocação se responde: ”Toda criatura vos ame e glorifique”)


V. Pai eterno, onipotente Deus;


R. Toda criatura, etc.


V. Verbo divino, imenso Deus;


R. Toda criatura, etc.


V. Espírito Santo, infinito Deus;


- Santíssima Trindade e um só Deus verdadeiro;

- Rei dos Céus, imortal e invisível;

- Criador, conservador, governador de todo o criado;

- Vida nossa, em quem, de quem e por quem vivemos;

- Vida divina, e uma em três pessoas;

- Céu divino de excelsitude majestosa;

- Céu supremo do céu, oculto aos homens;

- Sol divino e incriado;

- Círculo perfeitíssimo de capacidade infinita;

- Alimento divino dos anjos;

- Belo íris, arco de clemência;

- Astro primeiro e trino, que iluminais o mundo;



(A cada invocação, responde-se: “Livrai-nos, trino Senhor”)



V. De todo mal de alma e corpo;

R. Livrai-nos, etc.


- De todo pecado e ocasião de culpa;

- De vossa ira e indignação;

- Da morte repentina e improvisa;

- Das insídias e assaltos do demônio;

- Do espírito de desonestidade e das suas sugestões;

- Da concupiscência da carne;

- De toda ira, ódio e má vontade;

- Das pragas da peste, fome, guerra e terremoto;

- Dos inimigos da fé católica;

- De nossos inimigos e de suas maquinações;

- Da morte eterna;

- Por vossa Unidade em Trindade e Trindade em Unidade;

- Pela igualdade essencial de vossas pessoas;

- Pela sublimidade do mistério de vossa Trindade;

- Pelo inefável nome de vossa Trindade;

- Pelo portentoso de vosso nome, uno e trino;

- Pelo muito que vos agradam as almas que são devotas de vossa Santíssima Trindade;

- Pelo grande amor com que livrais de males aos povos onde há algum devoto de vossa Trindade amável;

- Pela virtude divina, que nos devotos de vossa Trindade santíssima, reconhecem os demônios contra si mesmos;


(A cada invocação, responde-se: “Rogamo-Vos, ouvi-nos”)


V. Nós pecadores;

R. Rogamo-Vos, etc.

- Que saibamos resistir ao demônio com as armas da devoção à vossa Trindade;
- Que embelezeis cada dia mais, com as cores da vossa graça, vossa imagem que está em nossas almas;

- Que todos os fiéis se esmerem em ser muito devotos de vossa Santíssima Trindade;
- Que todos alcancemos as muitas felicidades que estão vinculadas para os devotos dessa vossa Trindade adorável;

- Que ao confessarmos o mistério de vossa Trindade, se desfaçam os erros dos infiéis;

- Que todas as almas do purgatório gozem muito refrigério em virtude do mistério de vossa Trindade;

- Que vos digneis ouvir-nos pela vossa piedade;

- Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, livrai-nos, Senhor, de todo mal.[2]



Obséquios ou oferecimentos à Santíssima Trindade

 

1. Ó beatíssima Trindade, eu vos prometo que com todo esforço e empenho hei de procurar salvar minha alma, visto como Vós a criastes à vossa imagem e semelhança e para o céu. E também por amor vosso procurarei salvar as almas de meu próximo.

2. Para salvar minha alma e dar-vos glória e louvor, sei que hei de guardar a divina lei; eu empenho minha palavra de a guardar como a menina de meus olhos e procurar, outrossim, que os outros a guardem.
3. Aqui na terra hei de exercitar-me em louvar-Vos e espero fazê-lo depois com maior perfeição no céu; e por isso com freqüência rezarei o triságio e o verso: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. E procurarei, além disso, que os outros Vos louvem. Amém.



[1] O Papa Clemente XIV concedeu 100 dias de indulgência para cada dia que se reze: 100 mais três vezes no dia, nos domingos, na festa da Santíssima Trindade e durante a sua oitava, e Indulgência Plenária a quem o rezar todos os dias durante um mês, confessando e comungando no dia do mês que se escolher.
[2] Invocação semelhante Nosso Senhor ensinou à Santa Faustina: “Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, tende piedade de mim e de todos os pecadores, etc” , jaculatória que a Santa rezava entre uma dezena e outra do terço.

("Caminho Reto e Seguro para Chegar ao Céu" - Santo Antonio Maria Claret - Editora Ave Maria, São Paulo - págs. 155/166)