terça-feira, 30 de junho de 2009

Novos professores, velha didática atéia e materialista


Quando o regime comunista imperava na Hungria, surgiu o caso de uma professora atAdicionar imageméia que quería provar aos alunos que Deus não existe, Jesus não existe, etc., E para tanto mandava os seus inocentes pupilos gritar bem alto pelo nome de Deus, do Menino Jesus e de alguns santos para ver se eles os ouviam e respondiam ao chamado. Era uma técnica da didática atéia e materialista de perverter o senso religioso das crianças. Pois bem, essa mesma técnica está para ser usada agora, não num país comunista, tipo China ou Coréia do Norte, mas na Inglaterra.
Richard Dawkins, autor do livro “A Ilusão de Deus”, espécie de “bíblia” do moderno ateísmo, montou um acampamento onde se ensinará aos meninos uma atitude de ceticismo racional ao lado de algumas atividades esportivas. Segundo o diário “The Daily Telegraph”, Dawkins, biólogo especializado na teoría da evolução, está promovendo esse acampamento de cinco días no qual, junto à natação e outros esportes, as crianças receberão lições sobre filosofía moral e biología e aprenderão a refutar as teorías opostas aos ensinamentos de Darwin. Dawkins tem tentado, sem éxito, desafiar teólogos católicos para debates sobre a existencia de Deus, cujo único objetivo é angariar publicidade para si mesmo e seu livro. Ele agora quer cativar o público infantil.
O acampamento, no qual se ouvirá a canção “Imagine”, de John Lennon, que contém estes versos: “Imagine que não há céu, é fácil se o tentas”, está destinado a menores de oito a dezessete anos e procura competir com os organizados por grupos religiosos.
A iniciativa faz parte de uma campanha de Dawkins e do também conhecido professor de filosofía AC Grayling destinada a desafiar as chamadas sociedades cristãs que fomentam a educação religiosa, fazendo com que as crianças possam “pensar de modo independiente, para ser céticos e racionais”.
Também se dará ênfase ao pensamento crítico e uma das provas a que se submeterá aos participantes é a batizada como “o desafío do unicórnio invisível”. Será comunicado às crianças que perto de suas barracas de campanha vivem dois unicórnios e se pedirá que demonstrem que não existem tais animais mitológicos. Um dos dirigentes do acampamento disse que “os unicórnios não são necesariamente uma metáfora de Deus, mas estão aí para que os meninos compreendam a impossibilidade de uma demonstração desse tipo”. Depois, eles dizem que não pretendem “atacar a religião” e evasivas parecidas. Como a figura mitológica do unicórnio leva também muita gente a imaginar a concepção do diabo, eles procurarão da mesma forma negar a existência de satanás.

Em prol do feminismo, leis acobertam o infanticídio

Um dos principais "costumes" da "cultura" indígena foi (e ainda é) o infanticídio. Assim como na China, na Índia, na Europa, nos Estados Unidos, o infanticídio indígena só muda de aspecto porque era mais rude, mais cruel, mais bárbaro, como se diz. Que diferença para o infanticídio praticado e permitido pelas leis modernas? A propósito, vale a pena ler o texto que extraímos do blog português Perspectivas ao comentar a permissividade criminosa das leis portuguesas (que são cópia de outras de outros países europeus).


O estatuto da mulher atingiu no nosso ordenamento jurídico foros de escândalo. A mulher tem um direito que o homem não tem nem nunca terá: o de poder matar outro ser humano sem culpa ou culpa mitigada. Trata-se de um estatuto de semi-deusa que lhe permite poderes de divindade.Segundo o nosso ordenamento jurídico, e para além do aborto indiscriminado e usado como um método anticoncepcional, a mulher tem direito de vida e de morte sobre um bebé recém-nascido.
Reparem no caso de uma mãe que matou um filho seu à nascença e de forma premeditada, e segundo a lei que temos não é sujeita a prisão preventiva, apesar do artigo 136 do Código Penal definir um quadro pena de prisão de 1 a 5 anos. Agora imaginem que em vez de ter sido a mãe a matar o recém-nascido, tinha sido o pai do bebé a cometer o crime: neste caso, já não se aplicava o crime de infanticídio com pena de 1 a 5 anos, mas de homicídio simples (8 a 16 anos de prisão) ou mesmo de homicídio qualificado que pode ir até 25 anos de prisão. Portanto, a lei está feita de forma a atenuar ou desculpar o crime de sangue praticado pela mulher, e esta realidade terá que ser erradicada do nosso direito positivo.
Acontece que essa mãe assassina, para além de não ter sido detida preventivamente e continuar a fazer a sua vidinha normal, está novamente grávida, e dizem os psicólogos que ela pode matar outra vez. Entretanto, o direito positivo marcadamente de esquerda que temos faz de conta que a realidade não existe.
A nossa Justiça chegou a um ponto que só será redimida através de uma política de direita conservadora.
A situação da nossa justiça chegou a este absurdo porque a esquerda tem um conceito determinístico do comportamento do ser humano, e faz reflectir esse preconceito negativo ― segundo o qual o ser humano é exclusivamente um produto das suas circunstâncias ― na feitura das leis, partindo do princípio de que perante o determinismo causal das circunstâncias, o ser humano não pode agir de outra maneira senão daquela que agiu. Este tipo de raciocínio determinístico, que é característica da esquerda, levará, a breve trecho, à descriminalização da pedofilia, por exemplo, tendo como base argumentos genéticos ou de índole semelhante. Ou então, o assassino poderá explicar ao juiz que o seu acto resultou inevitável e inexoravelmente de uma sua predisposição genética ou de um processo programado no cérebro, existindo um determinismo causal idêntico ao fenómeno em que a um trovão se segue um raio.
O determinismo da esquerda (característica do materialismo), que se aplica também ao comportamento humano, tem como objectivo, no caso da moral e da ética, o de relativizar o juízo de modo a que este se faça de forma arbitrária e sujeita a um controlo político. A moral, segundo a esquerda, passa a ser ditada por critérios políticos. A evidência de que a esquerda pretende irracionalizar o ser humano está bem patente numa lei em que uma mãe mata o seu próprio filho e continua em liberdade para poder possivelmente matar outro, e isto só porque pertence a um determinado sexo ― que poderia ser um grupo social minoritário ou cultural, como é o caso dos gays. Se um gay mata alguém tem sempre atenuantes perante a justiça que um não-gay nunca terá.
Quem afirma que todos os actos das pessoas são determinados por leis físicas ou psicológicas, arranja um problema grave, porque afirma que o ser humano nem é livre nem é responsável pelas consequências dos seus actos. Para responsabilizar alguém é sempre necessária a prova de que a pessoa agiu livremente e que, portanto, tinha podido omitir a sua acção.
Num mundo que é dirigido exclusivamente pelas leis da natureza, o conceito de justiça não tem qualquer sentido, passa a ser um absurdo. E é para esse absurdo que o conceito de justiça da esquerda nos leva.

Como fazer para atrair as multidões?


Quando a URSS ainda existia como instituição de capa do domínio comunista, o principal jornal deles, o Pravda, estampou certa feita a manchete acima, colocada abaixo de uma foto de uma peregrinação feita a Fátima. Como sempre, composta esta última de multidões. Socialistas, marxistas, sindicalistas, comunistas, enfim, uma enorme gama de demagogos do século passado (incluindo Hitler) sempre sonharam em comandar multidões. Foi daí que surgiu entre eles a palavra "massa", exorcizada por famoso pronunciamento de Pio XII. Eles comandam multidões de massas e não de povo. No entanto, as maiores multidões não estão do lado de lá, mas do lado de cá, isto é, entre conservadores, católicos tradicionais e seguidores da pura fé religiosa. Para onde se olha uma peregrinação católica, lá estará sempre uma multidão incalculável. Seja em Lourdes, seja em Fátima, seja em Belém do Pará. Agora já chama a atenção a grande afluência de devotos para a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás. Vejam a notícia a respeito veiculada pela CNBB:
Romaria do Divino Pai Eterno de Trindade espera reunir 2 milhões
“Ficai conosco, Senhor!”. Com este tema, teve início na sexta-feira, 26 e se estende até o próximo dia 5 julho, a maior Romaria religiosa da região Centro-Oeste. O tema faz referência à passagem bíblica em que Cristo ressuscitado caminha com os discípulos de Emaús. A escolha deste tema aconteceu porque a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) definiu 2009 como o ano da catequese no Brasil, cujo tema também é o mesmo.
A expectativa é que durante os dez dias de evento o público chegue a 2 milhões de pessoas. Na programação consta a 6ª Romaria arquidiocesana a Trindade, a Romaria dos carros de boi, a missa dos carreiros, as novenas diárias e a missa com os romeirinhos [crianças].
“Festejar o Divino Pai Eterno é fundamental para todos os cristãos. Não estamos falando somente de uma devoção popular, mas sim da glória do Deus criador. Celebrar o Pai Eterno é celebrar o centro da vida cristã; é celebrar não somente uma santidade, mas sim o Pai, o Filho, o Espírito Santo, Maria Santíssima e todos os santos e santas da Igreja”, disse o reitor do Santuário do Divino Pai Eterno, padre Robson de Oliveira.
História
A devoção ao Divino Pai Eterno em Trindade já tem quase 170 anos. A história narra que por volta de 1840 um casal chamado Constantino e Ana Rosa Xavier encontrou, enquanto trabalhavam na lavoura, um medalhão de barro de aproximadamente 8 cm com a estampa da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. Beijaram a imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou juntamente com a sucessão de milagres. Começou-se então a comemoração festiva com a novena que culmina sempre no dia da Grande Festa, no primeiro domingo do mês de julho.
Mais informações pelo site do Santuário (www.paieterno.com.br) e no site da arquidiocese de Goiânia (www.arquidiocesedegoiania.org.br).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Papel da mídia na liberdade de expressão

Recentemente, o STF tomou uma medida inusitada e mesmo demagógica: com uma só penada suprimiu o que a mídia vem chamando de “entulho autoritário” da ditadura, isto é, a chamada “lei de imprensa”. A razão? Muito simples: a liberdade de expressão. Agora, baseado neste princípio universal, neste dogma democrático da opinião pública, qualquer jornalista brasileiro pode publicar o que bem entender, escrever tudo o que lhe vier na telha sem que tenha receio de sofrer qualquer sanção, qualquer penalidade, pois, acima de tudo, o que vale é a “liberdade de expressão”, o direito que todo cidadão tem de falar e escrever o que pensa. Mesmo que, no exercício deste direito, ele venha a ferir outros direitos fundamentais, como o da privacidade, o da honorabilidade e o do respeito públicos. A única dúvida foi levantada pela própria mídia: o tão falado “direito de resposta”. Como se este fosse o principal problema criado pelos erros da imprensa. Eles assim transmitiam ao pública a seguinte mensagem: eu tenho o direito de publicar o que quiser a seu respeito, e você tem o direito de reclamar que eu publique sua resposta (desde que um juiz o ordene, é claro!).
Por que não se discutiu, por exemplo, que o Estado tem o dever de tutelar os direitos fundamentais de todo cidadão, e que nenhuma organização ou grupo pode assumir um poder que se arrogue inclusive acima do próprio Estado? Nós sabemos que o poder de influenciar e dominar a opinião pública é exercido pela mídia, pela imprensa. Este poder deve ficar incólume apenas para se respeitar a liberdade de expressão, mesmo que isto possa ser prejudicial a outros direitos? Mas, a liberdade de expressão pertence só à imprensa ou a todo e qualquer cidadão?
Sabemos de outro lado, pelos fatos constatados no dia-a-dia, que a mídia tem abusado do poder sobre a opinião pública. Abuso exercido de forma até ilícita e criminosa. Mesmo assim, impune. Tudo em nome da imprensa independente.
Existe imprensa independente? Veja abaixo as declarações de John Swinton, ex-redator chefe do New York Times, por ocasião de um banquete oferecido em sua despedida do jornalismo a seus colegas, respondendo a um “toast” (um brinde, oferecido por ocasião sua aposentadoria, após 40 anos de trabalho) à imprensa independente:
“Que loucura oferecer um “toast” à imprensa independente! Cada um, aqui presente esta noite, sabe que a imprensa independente não existe. Vós sabeis o que eu sei. Não há nenhum entre vós que ousaria publicar suas verdadeiras opiniões, e, se o fizesse, vós sabeis de antemão que elas jamais seriam impressas. Eu recebo 250 dólares por semana para manter minhas verdadeiras opiniões fora do jornal para o qual trabalho. Outros entre vós recebem a mesma quantia por um serviço semelhante. Se eu autorizasse a publicação de uma boa opinião em um único número do meu jornal, eu perderia o meu emprego em menos de 24 horas, como Othelo. Este homem suficientemente louco para publicar a boa opinião se encontraria logo na rua, à procura de um novo emprego.
A função de um jornalista (de Nova York) é destruir a Verdade, de mentir radicalmente, de perverter, de aviltar, de subir até os pés de Mamon e de se vender a si próprio, vender seu país e sua raça, em troca do pão cotidiano, ou o que é o mesmo: seu ordenado.
Vós sabeis isto que eu o sei; que loucura, pois, de fazer um “toast” à imprensa independente. Nós somos os instrumentos e os vassalos de homens ricos que comandam por trás do cenário. Nós somos as marionetes; eles puxam os fios e nós dançamos. Nosso tempo, nossos talentos, nossas possibilidades e nossas vidas são a propriedade desses homens. Nós somos prostituídos intelectuais”.
(Citação do pe. Denis Fahey, em sua obra “The Mystical Body of Christ in the Modern World”, pág. 14).

(V. também: Labor's Untold Story, by Richard O. Boyer and Herbert M. Morais, published by United Electrical, Radio & Machine Workers of America, NY, 1955/1979.)

Mídia foi o melhor aliado de Bin Laden
A respeito da onda de simpatias que se criou em torno do terrorista Bin Laden, resumimos abaixo a reportagem publicada pela “Folha de São Paulo”, de 02.12.2001, onde consta as principais teses do ensaísta Umberto Eco. O título da reportagem é: “Mídia foi o melhor aliado de Bin Laden”, seguido de um subtítulo “Artigo – Ao repetir imagens do atentado, jornais e TV fazem propaganda do terrorismo, diz ensaísta”. No início, o articulista faz uma pergunta: “De que maneira, ao se divulgar notícias, é possível promover campanhas de propaganda política de terroristas ou até mesmo contribuir para a difusão de mensagens em código transmitidas por eles?”.
Dando prosseguimento à sua argumentação, Umberto Eco conclui: “Cada ato de terrorismo (e essa é uma história já conhecida) tem como objetivo divulgar uma mensagem. Mensagem que, mais especificamente, espalha o terror, ou, no mínimo, a intranqüilidade ou a desestabilização” Quando os alvos terroristas são mais importantes, a mensagem atinge mais em cheio seus objetivos. Cita o exemplo das “Brigadas Vermelhas”, na Itália, quando deixaram de lado as pessoas de menor importância e passaram a visar autoridades, chegando ao seqüestro seguido de assassinato do primeiro-ministro Aldo Moro.
Com relação aos atentados de 11 de setembro nos EUA, o articulista comenta: “Assim, dado que o objetivo de Bin Laden era criar uma impressão na opinião pública global com essa imagem, o que aconteceu? Os meios de comunicação de massa foram obrigados a difundir as notícias, e isso é óbvio. Do mesmo modo, foram obrigados a divulgar as notícias sobre o que aconteceu após os ataques – os trabalhos de resgate, os trabalhos de recuperação, o horizonte mutilado de Manhattan”.
“Mas será que a mídia era obrigada a repetir esses relatos diariamente e por mais de um mês a fio, com fotos, imagens em vídeo e os intermináveis relatos de testemunhas oculares, todos fazendo as pessoas reviverem e relembrarem os ataques?” ... “É fato que, dessa maneira, a mídia deu a Bin Laden publicidade gratuita no valor de bilhões de dólares. Dia após dia mostrou as imagens que ele criara – e o mundo viu as imagens, com as quais quem vive no Ocidente tentou justificar sua confusão e os seguidores de Bin Laden tentaram justificar seu orgulho”. O articulista não chegou até às nossas conclusões: mas é óbvio que tanto destaque criou uma aura em torno de Bin Laden, tornando-o simpático e fascinante a um número incontável de pessoas no Ocidente: teve ele a coragem de desfiar o poder americano, tem uma mensagem contra o capitalismo e a favor de uma religião “nova” (pelo menos para nós, do Ocidente) e poderá ser um “mártir” de tais idéias se for perseguido e morto pelas tropas inimigas. Tornar-se-á ele um novo Guevara do Islamismo? Prestemos atenção que a figura dele apresentada na mídia será a sempre a mesma, a de um aspecto meio abobalhado e maltrapilho, mas desafiando a maior poder do mundo.
Quando a guerra do Iraque acabou, estourou um escândalo na mídia americana. O jornalista Jayson Blair é acusado de enviar reportagens para o "New York Times", cujos teores eram plágios e invenções. Em abril de 2003, o editor do "Times", Jonathan Landman, pede a demissão de Blair por causa dos excesso de erros e comportamento antiprofissional, mas o jornalista recebe apenas uma advertência. Após o jornalista pedir demissão do cargo, o jornal publica quatro páginas para desmentir informações falsas e plágios publicados por Blair em suas reportagens.
Que tipo de plágios e invenções Blair havia praticado? Num artigo sobre soldados feridos no Iraque, ele descreve cenas de um hospital da marinha sem nunca ter estado lá. Em outra reportagem veicula informações falsas sobre o depoimento de um réu num caso de franco-atiradores que causaram pavor em Washington. Publicou também uma reportagem sobre a recruta Jesica Lynch, capturada pelos iraquianos e depois resgatada, onde o jornalista simula uma viagem da mesma à sua terra natal, West Virginia. Dentre 73 histórias escritas pelo jornalista, 36 continham declarações e personagens fabricados, material plagiado de outros jornais e relatos nos quais ele simulava estar em locais onde jamais esteve.
O caso provocou grande comoção nos meios jornalísticos americanos e no restante do mundo, pois o "Times" sempre foi tido como um jornal de grande credibilidade. A pergunta fica no ar: este caso foi denunciado e vindo a público, mas quantos outros existem que não sabemos até hoje, e talvez nunca saberemos, em que tais jornalistas inventam, criam, plagiam, apenas para satisfazer a si ou a alguma ordem para mostrar as coisas diferentes de como ocorrem? (v. "Folha de S. Paulo", reportagem "Fome pela notícia" põe em xeque o "NYT", de 18.05.2003).
Muitos outros casos de exercício arbitrário deste poder sobre a opinião pública podem ser citados, tanto no exterior quanto no Brasil. Aqui a ação de repórteres de TV nos casos policiais mais escandalosos chega a ser ridícula, insultuosa, clamorosamente espalhafatosa. Foi assim em vários casos de seqüestros, alguns dos quais prejudicando até o trabalho da polícia. Mas, ninguém pode dizer nada e nem impedir que eles penetrem lá, filmem, tirem fotos, entrevistem, etc., porque se alguém interferir estará prejudicando a imprensa e indo contra a “liberdade de expressão”. E para “informar” a população, tudo vale. Na Bahia, por exemplo, um sujeito filmou um preso sendo assassinado dentro da cela por outros detentos, e depois mostrou a cena bárbara a todos os telespectadores. Via-se os presos dando repetidas cutiladas no miserável, já dominado, o sangue correndo, etc. Tornou-se comum nestes canais a apresentação de programas violentos, com único fim de conquistar audiência. Mais uma vez a surrada tese: liberdade de expressão, a santa e imaculada liberdade, usada livremente para fins tão escusos.
Aquela liberdade que é um paradigma das constituições dos novos estados democráticos, a de expressão, torna-se, na prática, de uso exclusivo dos órgãos de imprensa e não do comum dos cidadãos.

Protestantes estão prestes a perder a maioria absoluta nos Estados Unidos

Um estudo da Universidade de Chicago, revelou que os protestantes poderiam perder em poucos anos sua condição de maioria absoluta entre os norte‑americanos. Segundo o estudo do Centro de Pesquisas de Opinião Nacional da Universidade de Chicago, entre 1993 e 2002, os protestantes diminuíram de 63 por cento a 52 por cento. Esta queda obedeceria a um rápido descenso de fiéis em muitas denominações cristãs, a grande quantidade de adolescentes e adultos que abandonaram suas congregações e o crescimento de outras religiões devido à imigração. Outras cifras interessantes do estudo indicam que os norte‑americanos que não se consideram afiliados a alguma denominação religiosa aumentou de 9 por cento a quase 14 por cento. Enquanto aos católicos, a cifra se mantém. Atualmente representam 25 por cento da população e as pessoas que disseram pertencer a outras religiões, incluindo o islamismo, o cristianismo ortodoxo ou religiões orientais, passaram de 3 por cento a 7 por cento entre 1993 e 2002. A cifra de judeus se mantém em 2 por cento.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Novas provas científicas comprovam autenticidade do Sudário de Turim

Onde a ciência pode chegar quando se trata de assuntos misteriosos da fé? Não se sabe. Mas para as pessoas sensatas, os atuais recursos e dados da ciência são mais do que suficientes para
se comprovar que o Santo Sudário de Turim constitui uma autência relíquia de Cristo. Se, de outro lado, a mídia foi tão solícita em trombetear a alguns anos atrás que aquela relíquia era uma fraude medieval, hoje, diante de fatos novos que comprovam ter havido falhas clamorosas na datação do carbono 14, aquelas mesmas trombetas ficam silenciosas e nada falam destes novos dados da ciência.
A propósito, a Zenit estampa uma notícia de que um livro recolhe novas provas científicas sobre Santo Sudário, oriundas de pesquisa do vaticanista italiano Marco Tosatti. Vejam o texto daquela agência católica, que mereceria ser divulgado pelos grandes jornas e TVs do mundo todo na mesma proporção em que alardearam a anos as balelas de que o Santo Sudário eram uma fraude.
- Acaba de ser publicado um livro que pretende desmentir a controvérsia gerada com a prova do Carbono 14 realizada em 1988, segundo a qual o Santo Sudário é uma peça da Idade Média.
Trata-se da investigação sobre o Santo Sudário do jornalista e “vaticanista” do jornal de Turim “La Stampa” Marco Tosatti (Editore Piemme), em que se mostra que o exame realizado nos laboratórios de Tucson, Oxford e Zurique contém um erro de cálculo matemático inaceitável.
Há 21 anos, a prova do Carbono 14 sentenciou que o Santo Sudário, lençol que, segundo a tradição, envolveu o corpo de Jesus após sua morte, é uma falsificação confeccionada ao redor do ano 1260.
Em seu livro, Tossati fala de novas contribuições da ciência na investigação do sudário e apresenta novas provas científicas da Universidade la Sapienza, em Roma, que nunca antes tinha investigado o sudário. Os cientistas comprovam o erro da investigação feita em 1988.
Segundo o vaticanista, os resultados dos três laboratórios não têm a margem mínima de compatibilidade estabelecida e a análise foi realizada sobre um pedaço de oito centímetros do sudário.
Em tal pedaço encontra-se a presença de algodão –o sudário é de linho– e uma espécie de goma que leva a pensar que o sudário foi remendado na Idade Média. Baseando-se nisso supostamente se demonstra que o sudário foi fabricado na Idade Média.
“Este livro está baseado apenas em dados científicos. Descartei o material que não tem estas características para estabelecer um denominador mínimo comum de conhecimentos sobre o sudário que não se podem desmentir”, explica Marco Tosatti a ZENIT.
“Este era o objetivo do livro porque eu mesmo queria uma base de certeza e sobre esta base penso que posso dizer que o Santo Sudário não é uma reprodução falsa”, afirma o autor.
Depois de falar com diversos cientistas de diferentes credos –judeus, metodistas e inclusive agnósticos– e que confirmam a falsidade desta investigação, Tosatti demonstra que a ciência ainda não pôde explicar como se formou a imagem.
Ele assegura que com nenhum aparato se pôde criar um objeto similar: “não é pintura, não há nenhum pigmento e não foi marcado por um objeto quente”, testemunha o jornalista.
“É um mistério, um dos grandes mistérios da Igreja, a maneira como se formou este tipo de imagem. Contém informação tridimensional, algo sumamente particular”, indica.
O sudário encontra-se na catedral de Turim, no norte da Itália. Nos anos 1998 e 2000, foi exibido ao público. No próximo ano, será exposto novamente, de 10 de abril até 23 de maio.
Segundo Tosatti, um dos elementos mais admiráveis do sudário é como representa o rosto de Jesus. “Se se analisa, é um rosto de uma beleza e de características tais como eu nunca vi em nenhuma pintura”, afirma.
O jornalista e pesquisador considera que este lenço é uma peça muito pouco valorizada pelos católicos.
“Creio que nós nos assustamos um pouco com este objeto tão evidente porque houve muita polêmica sobre as relíquias nos séculos anteriores, entre protestantes, católicos, racionalistas, entre outros, e, se alguém crê que é uma relíquia verdadeira, é como se isso fosse uma ideia medieval”.
“Para mim não há dúvidas. Ainda hoje com toda nossa tecnologia não estamos em condições de fazer algo análogo. A ciência nos pode ajudar a dizer que coisa é. Seguramente não é falso”, conclui Tosatti.
Fonte: Zenit.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Por que há tantos refugiados no mundo?

A propósito da data em que se comemora o "Dia Mundial do Refugiado", neste último dia 20 de junho, a CNBB publicou em seu site a nota abaixo transcrita. Segundo dados da própria ONU existem atualmente, no mundo, mais de 42 milhões de pessoas que podem se classificar nesta condição de "refugiados". Qual a razão principal de número tão grande de refugiados, tão grande que nem na segunda grande guerra chegara a tanto (pelo menos em proporção com a população mundial)? As explicações genéricas dadas pela CNBB não chegam ao cerne do problema, pois problemas localizados, ou genéricos (como fome e crises políticas) não chegam a explicar tal crescimento de trânsfugas de seus países de origem. Se houver uma outra guerra de dimensões mundiais como as já precedentes, pergunta-se: será que as organizações sociais atualmente existentes estão preparadas para receber número tão avultado de refugiados? Pensemos no problema. Aqui vai a notícia da CNBB:

O dia 20 de junho é considerado o Dia Mundial do Refugiado. Os refugiados são pessoas que estão fugindo de perseguições, guerras, conflitos, violências, alterações climáticas e fome. São homens, mulheres e crianças obrigadas a deixar sua pátria por fundado temor de perseguição seja por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou grupo social, seja pela violação massiva e generalizada de direitos humanos que ocorre no próprio país ou própria falta de proteção do Estado. Segundo a Agência da ONU para refugiados, em 2008, havia 42 milhões de pessoas sob a proteção e cuidados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Este dado inclui 15,2 milhões de refugiados, 827 mil solicitantes de asilo e 26 milhões de deslocados dentro de seus próprios países por causa de conflitos armados e violência. Cerca de 80% dos refugiados são de países em desenvolvimento, que são, por sua vez, os que têm mais deslocados internos. “Em 2009, vimos um número considerável de novos deslocados no Paquistão, Sri Lanka e Somália", afirma o Alto Comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres. Ele adverte ainda que "enquanto alguns deslocamentos devem ser curtos, outros podem durar anos e inclusive décadas para ser resolvidos". Como exemplo citou os casos de Colômbia, Iraque, República Democrática do Congo e Somália. Segundo documento da ONU a acolhida aos refugiados é aspecto determinante para que eles consigam, pelo menos, recuperar a esperança de começar a reconstruir sua vida. É fundamental considerar que, ao chegar a um novo país, as dificuldades que enfrentam não se limitam à nova cultura, ao idioma e aos costumes. Não raro chegam em situação de pobreza, emocionalmente abalados, doentes e sem perspectiva sobre seu futuro. Estas situações ainda podem ser agravadas em face de práticas discriminatórias motivadas por fatores econômicos, raciais e étnicos. O imaginário de muitas pessoas, afirma o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, ainda tende a achar que o refugiado é um criminoso, que está foragido de seu país, e não alguém que, exatamente ao contrário, teve que fugir de sua casa, de seu país, por ser perseguido ou por ser vítima de uma guerra ou de conflitos que assolam sua Pátria.Há hoje no Brasil aproximadamente quatro mil refugiados, dos quais 70% são procedentes do continente africano. Contudo há refugiados de 72 diferentes nacionalidades. Os países com maior número de refugiados no Brasil são: Angola, Colômbia, Cuba, Iraque, Libéria, Palestina, República Democrática do Congo e Serra Leoa.O ACNUR expressa uma grande preocupação na relação refúgio e tráfico de pessoas no sentido da incidência e garantias necessárias para que as vítimas ou potenciais vítimas de tráfico de pessoas, que têm fundado temor de voltar ao país de origem, sejam identificadas e lhes seja dado acesso aos procedimentos de refúgio. E a outra dimensão preocupante é relativa à prevenção, no sentido de evitar que as pessoas perseguidas e os apátridas se convertam em vítimas de tráfico, devido à situação de vulnerabilidade em que se encontram. Estes aspectos implicam em temas relativos à sua documentação, situação legal e direito de residência.Em documento emanado aos 03 de maio de 2004 – “A Caridade de Cristo para com os Migrantes” – o Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes destaca que as situações críticas do mundo atual - nacionalismo exasperado, o ódio ou a marginalização sistemática ou violenta das populações minoritárias ou dos fiéis de religiões não majoritárias, os conflitos civis, políticos, étnicos e até religiosos que ensangüentam todos os continentes - alimentam fluxos crescentes também de refugiados e de prófugos, freqüentemente misturados com aqueles migratórios, envolvendo sociedades onde, no seu interno, etnias, povos, línguas e culturas se encontram, porém com o risco de contraposição e de choques. (n. 1) As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2008-2010), orienta e estimula a atenção aos refugiados em vários momentos: “É urgente o estabelecimento de estruturas nacionais e diocesanas destinadas não apenas a acompanhar os migrantes e refugiados, como também a empenhar-se junto aos organismos da sociedade civil, para que os governos tenham uma política (...) que leve em conta os direitos das pessoas em mobilidade”, afirma um dos trechos do documento.

Veja também nossa postagem anterior, "O oprórbio que sofrem as mulheres nos últimos tempos", quando a Cáritas Internacional manifesta sua estranheza perante a incapacidade dos governos em dar amparo a mulheres e crianças que sofrem os efeitos dos problemas comuns aos refugiados, ou seja, a guerra.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Cresce produção de alimentos e a fome no mundo

Mais de um bilhão de pessoas vivem em constante estado de desnutrição no mundo: cerca de 100 milhões a mais do que no ano passado. Foi o que anunciou nesta sexta-feira, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), num relatório sobre segurança nutricional mundial. A entidade define como subnutrida a pessoa que ingere menos de 1.800 calorias por dia."Essa silenciosa crise alimentar que atinge 1/6 de toda a população mundial constitui um sério risco para a paz e a segurança no mundo" – destacou o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. O diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico e Agrícola da FAO, Kostas G. Stamoulis, destacou que, este ano, houve um recorde da colheita de grãos: "Então, não há falta de comida, mas sim falta de acesso à comida." Para a FAO, o objetivo fixado na Cúpula Mundial sobre a Alimentação, de reduzir à metade o número de pessoas com fome, não será alcançado até 2015. Na América Latina e Caribe, a única região que registrou sinais de melhora nos últimos anos, também foi comprovado um aumento (12,8%) do número de desnutridos e, segundo o relatório, quase 53 milhões de pessoas sofrerão fome em 2009,no subcontinente. (BF)
A realidade da fome assusta
Nunca se produziu tanto alimentos como nos séculos XX e XXI. A produção de alimentos chegou a um tal magnitude que os dirigentes da FAO declararam no final da década de 60: “Não haverá fome em nosso planeta na década de 1980: é para a abastança, e não para a miséria, que o mundo caminha. (Addeke H. Boerma, da FAO, em 1968). “Teremos, antes do fim do século, atendido o aumento da demanda de proteína comestível de alto valor biológico, equivalente ao dobro, talvez até mesmo ao triplo das 20 milhões de toneladas de proteína animal que constituem a produção mundial de hoje”. (E. J. Bigwood, da FAO, em 1969).
Estas previsões tão otimistas parecem não corresponder à realidade. O mundo vive contradições difíceis de entender a respeito do assunto. Enquanto os supermercados (especialmente nos países ocidentais e ricos) estão abarrotados em países que produzem excesso de alimentos, em outros a escassez é tremenda. Durante o século XIX e o passado vários países sofreram a tragédia da fome, alguns com mais de um milhão de mortos, como a China, a Coréia do Norte e a Biafra.
Geralmente, estes períodos de grande fome são conseqüências de secas havidas nestes países, mas as constantes guerras tribais, ideológicas ou de fronteiras, impedem que as populações sejam assistidas pelas mais ricas. Além do mais, a desastrosa política de reforma agrária dos regimes comunistas arrasou a produção rural e provocou uma tal desestruturação na produção de alimentos, aliada ao caráter persecutório do regime ditatorial dos soviéticos, que as populações se viram impotentes para superar os períodos de escassez de alimentos e secas. O espectro da fome sempre perseguiu a humanidade, mas em nossos tempos ele tem sido mais cruel e avassalador.
Cinco tragédias universais da fome
Contam-se pelo menos cinco grandes tragédias causadas pela fome, quatro das quais decorrentes do avanço do comunismo no mundo. No século XIX, morre de fome ou por causa dela cerca de um milhão de irlandeses e milhares de franceses e ingleses, em decorrência da perca das lavouras de batata e de trigo; na Ucrânia, no período de 1932 a 1933, a política de reforma agrária forçada pelo poder soviético resulta na morte, por subnutrição, de 6 a 7 milhões de pessoas; a mesma reforma agrária confiscatória na China, a partir do ano de 1959 teria causado a morte de mais de 30 milhões, a maior catástrofe mundial provocada pela fome; nos anos de 1967 a 1979, a guerrilha comunista que procurava a “independência” da Biafra provoca a reação do governo federal e causa a morte por subnutrição e fome de mais de um milhão de pessoa; finalmente, a desastrosa estrutura agrária comunista, aliada a dois anos de inundações e um ano de seca, provocam a morte de mais de 3 milhões de pessoas na Coréia do Norte ao final da década de 90. O mais terrível é que as nações do Ocidente não têm coragem de libertar o povo norte-coreano de tão cruel tirania. No final do ano 2002, o governo comunista daquele país expulsou os inspetores da ONU que lá fiscalizavam as instalações nucleares. Ficou claro para o mundo todo as intenções da Coréia do Norte de produzir a bomba atômica, apesar de grassar tamanha fome entre seus habitantes. Outras tragédias menores ocorreram no mundo, mas estas cinco acima por si falam da impotência que o homem moderno está tendo para resolver tão grave problema.

Que fazem as nações ricas e a ONU?
A agência de alimentos da ONU mantém um programa denominado "Programa Mundial da Fome" (sigla WFP em inglês), cuja porta-voz, Christiane Berthiaume, afirmou à imprensa que o órgão não dispõe de recursos suficientes para enfrentar o problema da fome no mundo. A porta-voz da WFP disse que a falta de recursos ocasionou a suspensão temporária de remessa de alimentos para os 3 milhões de famintos da Coréia do Norte, enquanto que em Angola (com o cessar-fogo da guerra) conseguiu ter acesso a 500 mil pessoas famintas, mas só possuindo recursos para atender a um quarto delas.(v. jornal "A Tarde", de 13.10.2002, pág. 17).
Em outras partes do Planeta, como a Eritréia, devastada pela seca, os recursos também não são suficientes para atender aos famintos. Anuncia-se, já de antemão, que espera-se para breve mais uma catástrofe sobre a África, principalmente em Uganda, com a morte, pela fome, de milhares ou talvez mais de um milhão de pessoas. Mais alarmante é a notícia de que a fome ameaça 15 milhões (sim, 15 milhões!) de pessoas na Etiópia e na citada Eritréia. O chefe da Comissão de Mobilização e Prevenção de Desastres, Simon Mechale, disse que 4,3 milhões de pessoas poderiam precisar de 2,12 toneladas métricas de ajuda alimentar na Etiópia, em caráter emergencial. A Comissão Nacional de Socorro e Refugiados da Eritréia, por sua vez, disse que um terço da população do país (cerca de 3,5 milhões) corre o risco de passar fome. (cf. "A Tarde", 8.10.2002, pág. 18).

domingo, 21 de junho de 2009

O opróbrio que sofrem as mulheres nos últimos tempos

Por ocasião do “Dia mundial dos refugiados" (20 de junho), a Cáritas Internacional está chamando a atenção da comunidade internacional para que seja dada uma ajuda maior às mulheres que têm sofrido abusos nas guerras. Segundo aquela entidade católica “há um fracasso coletivo por parte dos governos para proteger as mulheres e as crianças em situações de conflito, as quais são vítimas de violação sexual e outras formas de violência e exploração”. Mulheres e crianças representam a metade do total da população de refugiados de guerra no mundo.
Estas violações ocorrem em diversas partes do mundo, especialmente no Sri Lanka, no Sudão, Congo, e em vários outros países. No entanto, as mulheres não são vítimas somente dos efeitos das guerras, mas de diversos outros meios de violência modernos.
Opróbrios contra a mulher
Opróbrio, ignomínia, afronta infamante, grande desonra, é uma situação em que a pessoa sente uma intensa vergonha por causa de ato praticado ou de seu estado perante os demais. Sofre opróbrio a pessoa que vive em extrema pobreza, por exemplo, sendo obrigada a pedir esmolas ou o que comer. E se esta pobreza provém de uma nobreza decaída, o opróbrio é maior ainda. Pois sofre mais aquele que decai na pobreza do que aquele que já nasceu nela. Sofre-o também a jovem que se vê engravidada sem haver se casado. E quando a gravidez é fruto de um estupro, o sofrimento torna-se mais ignominioso e humilhante. Este tipo de opróbrio (da simples gravidez) é mais comum à mulher, pois não é em seu estado de gravidez que há ignomínia ou desonra, mas no fato de haver praticado um ato só permitido no casamento, fazendo com que as outras pessoas a vejam como prostituta ou mulher de maus costumes, caso não tenha sido violentada, evidentemente. Este opróbrio é agravado, nestes últimos tempos, pelo fato do companheiro que a engravidou deixar a mulher em completo abandono.
Além de serem fáceis objetos do comércio carnal e da chamada escravidão branca, nunca houve em outra época tantas denúncias de opróbrios sobre as mulheres como em nossos dias. Embora o dito movimento feminista às vezes proteste contra tais opróbrios, torna-se inócuo tal protesto pois não é feito geralmente com a força de impacto com que realizam outros, ditos feministas. Um exemplo deste opróbrio vemos na China, onde a mulher é tão desprezada que existe uma superstição pagã que manda simplesmente matar o primeiro filho se este for mulher. E as autoridades comunistas de Pequim fecham os olhos para essa barbárie, em nome da contenção do crescimento populacional, ao lado de estímulo ao aborto e de outros recursos antinaturais e desumanos postos em prática.
Em algumas províncias da China, longe dos holofotes da mídia internacional, ocorrem cenas de terror contra mulheres grávidas. Na cidade de Linyi, por exemplo (v. “Veja”, 09.11.2005), houve uma grave denúncia: funcionários do governo estavam obrigando pela força a milhares de mulheres a praticar o aborto, algumas inclusive no nono mês de gravidez. Foram constatadas cenas de terror. Uma das mulheres foi violentamente agarrada em sua própria casa pelos agentes do governo, os quais aplicaram nela uma injeção abortiva. Em várias casas onde havia mais de um filho, as mulheres simplesmente foram levadas à força para as clínicas de esterilização. Aquelas que resistiam, ou os parentes que ameaçavam denunciar tais violências, eram presos e torturados. O governo não é só conivente com tais brutalidades, mas promove e concede benefícios aos funcionários que administram as províncias onde estão caindo o número dos nascimentos.
Estupro, arma de guerra
O estupro sistemático tem sido muito usado como arma de guerra nos últimos tempos. Embora em outras guerras do passado tenha sido muito empregado, no entanto hoje em dia o estupro tornou-se o recurso mais sistemático das tropas em guerra. Nas guerras de Kosovo, na Croácia, por exemplo, os casos de estupro chegaram a um número avultado, escandaloso e indignante. Mas ocorrem casos também nas tropas americanas, como foi denunciado por ocasião da invasão do Iraque.
O Congo é considerado como o país que atingiu o primeiro lugar em casos de estupros cometidos por soldados em guerra. Todas as forças militares em guerra o praticam, sejam as dos rebeldes sejam as do próprio governo. Como muitos homens morreram em combates, as mulheres enviuvadas são forçadas a tomar o lugar do marido nos negócios da família. De modo geral, estes trabalhos são exercidos na lavoura ou nas florestas, onde produzem o carvão vegetal. É comum as mulheres serem raptadas em seu local de trabalho e levadas para um local onde são mantidas como verdadeiras escravas. Em seu cativeiro, são obrigadas a prestar serviços domésticos aos soldados, pelos quais são costumeiramente estupradas e violentadas de outras formas.
Outras, ao fugirem do campo, vão para a cidade em busca de auxílio, mas logo os soldados as descobrem e se servem delas com o mesmo objetivo: serviços domésticos e utilidade sexual. Em muitos casos, algumas tropas se utilizam do estupro de uma forma sistemática, cujo objetivo estratégico é causar mais males e desespero aos familiares das tropas inimigas. Em alguns casos, os próprios filhos delas são seqüestrados e levados para tornarem-se futuros soldados, ou então até mesmo para escravos sexuais entre os soldados quando alcançarem a idade mais adulta. Este é um dos principais motivos de grande propagação da AIDS naquela região, pois tamanha promiscuidade é um dos fatores de propagação da doença. (“Folha de São Paulo”, 07.12.2003, A-27).
Relatório da Anistia Internacional, divulgado em março de 2004, informa (um dado exagerado, como o é a própria ONG) que 20% das mulheres são alvo de estupro em todo o mundo. E isto não ocorre somente nos países do Terceiro Mundo. Nos Estados Unidos e na França a proporção de mulheres agredidas e estupradas é alarmante. O ator inglês Patrick Stewart chega a acusar Hollywood de estimular a violência contra as mulheres ao expor com exagero muitas cenas do tipo em seus filmes.
A secretária-geral da Anistia Internacional, Irene Khan, declarou que a violência cometida contra as mulheres hoje em dia “é um escândalo revoltante”. Em entrevista à “Folha de São Paulo” declarou que a violência contra a mulher é uma doença grave e um escândalo revoltante. Porque a militante daquela ONG chama isso de doença? Falta ela definir que tipo de doença é essa: seria uma tara sexual que aumenta cada vez mais em nossos dias? (FSP, 06.03.2004).
As mulheres na guerra
Notícia do jornal “Folha de São Paulo”, de 08.03.2002: “Cresce ação de mulheres como combatentes”. O número de mulheres combatentes está aumentando, segundo estudo da Cruz Vermelha. Conforme declarações do coordenador do projeto “As Mulheres e a Guerra”, da Cruz Vermelha, Charlotte Lindsey, “não se deveria presumir que, em situações de guerra, as mulheres sempre fazem parte da população civil. Casos conhecidos ocorridos em Ruanda, por exemplo, demonstram que as mulheres foram cúmplices e participantes em atos terríveis cometidos durante o genocídio (1994)”. O que força as mulheres a serem mais violentas quando investidas do caráter militar é exatamente sua fraqueza: impotentes de subjugar os contrários por outros meios, sentem-se no dever de se defender usando armas e matando.
Segundo Lindsey, as mulheres estão ativamente envolvidas em muitos conflitos armados em todo o mundo e tiveram um papel importante em diversas guerras durante a história. Durante a segunda guerra mundial, elas se destacaram em unidades de apoio ou reserva nas forças alemãs e britânicas. As mulheres russas chegaram a participar diretamente do conflito como combatentes: eram 8% das forças armadas da Rússia.
Hoje, no exército dos Estados Unidos, 14% são mulheres. Cerca de 14 mil delas lutaram na guerra do Golfo em 91. Em guerras de guerrilhas, chamadas de “libertação”, elas também tiveram papel saliente. Na Nicarágua, elas chegaram a representar 30% do exército sandinista, e algumas chegaram até ser comandantes.
Afirma ainda Lindsey que existem leis internacionais para oferecer proteção especial para mulheres envolvidas diretamente em conflitos armados. Mas existe o “princípio da não-discriminação que exige que as partes de um conflito dêem o mesmo tratamento e proteção a todos, sem distinção, incluindo de sexo...” No entanto, as Convenções de Genebra contêm várias provisões garantindo proteção adicional específica às mulheres.
Mas há contradições. A Terceira Convenção de Genebra, por exemplo, determina que as prisioneiras de guerra “devem em todos os casos se beneficiar de tratamento não favorável quanto o dedicado aos homens”, e no entanto exige que mulheres fiquem em dormitórios separados, tenham instalações sanitárias próprias, sejam supervisionadas por mulheres”, etc. (“Folha”, 08.03.2002). Coisa que o feminismo abomina, pois estabelecendo que as mulheres são iguais aos homens, e como tal devendo ser tratadas da mesma forma, não suportam que em alguns casos elas sejam tratadas de forma diferente deles.
A “circundação” feminina
Um outro problema vergonhoso para as mulheres em nosso século é o costume da mutilação genital, existente em alguns países muçulmanos. Calcula-se que a cada dia são mutiladas 6 mil mulheres, cerca de 2 milhões ao ano, em ao menos 28 países africanos e asiáticos. "Os circundadores usam, sem anestesia, tesouras, cacos de vidro, lâminas e facas. Os instrumentos quase nunca são esterilizados. Cerca de 15% das mulheres submetidas à MGF (Mutilação Genital Feminina) - em geral à força - morrem durante o ato.
"Em algumas regiões da África Ocidental, cinzas ou fezes de animais são colocadas no ferimento para acabar com o sangramento, o que aumenta a incidência de infecções graves e outras doenças.
"Na Guiné, as meninas da tribo Cognani são obrigadas a dançar após a mutilação genital, a fim de mostrar que não sentem dor". ("Folha de São Paulo", 18.11.2001, Caderno "A", pág. 23).
Mas este problema não só existe entre os muçulmanos. Aqui mesmo no Brasil temos várias clínicas especializadas em mutilação feminina, muitas delas extirpando órgãos importantes da procriação, como trompas e o próprio útero. Um médico baiano especialista nisso, Elsimar Coutinho, mantém em Salvador um instituo financiado pela ONU e órgãos governamentais, denominado “Centro de Reprodução Humana”, na realidade um local destinado a experiências “científicas” com as pobres mulheres que o procuram. Tais experiências, idênticas às que os nazistas faziam, não sofre nenhuma fiscalização ou restrição do poder público. O falso cientista chegou a declarar à imprensa que o útero é um órgão descartável e que é preciso acabar com o sofrimento do ciclo menstrual feminino. Como? Extirpando simplesmente o útero...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Comunismo e ideologias estão por detrás da "legenda negra" contra Pio XII

Está sendo divulgada pela Zenit uma entrevista com o diretor do "L'Osservatore Romano", Giovanni Maria Vian, onde o mesmo expõe as razões da "legenda (ou lenda) negra" criada contra Pio XII.Faltou o diretor do jornal do Vaticano incluir nesta urdidura o papel de certa mídia que dá ouvidos e faz com que continue ecoando até hoje os rumores desta legenda. A “legenda negra” sobre o Papa Pio XII, que o acusa de proximidade com o nazismo, tem duas causas, segundo o diretor de L’Osservatore Romano: a propaganda comunista e as divisões dentro da Igreja.
Giovanni Maria Vian as expôs em uma entrevista concedida a Zenit por ocasião da publicação de um livro que ele coordenou, intitulado “Em defesa de Pio XII. As razões da história” (In difesa di Pio XII. Le ragioni della storia).
O livro foi apresentado na quarta-feira passada pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelos historiadores Giorgio Israel (Universidade de Roma La Sapienza), Paolo Mieli (Universidade de Milão, diretor em dois períodos do jornal Il Corriere della Sera) e Roberto Pertici (Universidade de Bérgamo).
O diretor do jornal vaticano, historiador, não hesita em utilizar a expressão “legenda negra”, pois, de fato, o Papa Pacelli – que, ao morrer, em 1958, recebeu elogios unânimes pela obra desempenhada durante a 2ª Guerra Mundial – depois foi realmente “demonizado”.
Como foi possível uma mudança tão radical de sua imagem em poucos anos, mais ou menos a partir de 1963?
Propaganda comunista
Vian atribui esta campanha contra o Papa, em primeiro lugar, à propaganda comunista, que se intensificou na época da Guerra Fria.
“A linha assumida nos anos do conflito pelo Papa e pela Santa Sé, contrária os totalitarismos, mas tradicionalmente neutra, foi, na prática, favorável à aliança contra Hitler e se caracterizou por um esforço humanitário sem precedentes que salvou muitíssimas vidas humanas”, observa.
“Esta linha foi, de qualquer forma, anticomunista e por isso, já durante a guerra, o Papa começou a ser acusado pela propaganda soviética de cumplicidade com o nazismo e seus horrores.”
O historiador considera que, “ainda que Eugenio Pacelli sempre tenha sido anticomunista, nunca pensou que o nazismo pudesse ser útil para deter o comunismo, muito pelo contrário”, e o prova com dados históricos.
Em primeiro lugar, “apoiou, entre o outono de 1939 e a primavera de 1940, nos primeiros meses da guerra, a tentativa de golpe contra o regime de Hitler por parte de círculos militares alemães em contato com os britânicos”.
Em segundo lugar, Vian explica que, após o ataque da Alemanha à União Soviética, em meados de 1941, Pio XII em um primeiro momento se negou a que a Santa Sé se unisse à “cruzada” contra o comunismo – como era apresentada – e depois dedicou suas energias a superar a oposição de muitos católicos americanos à aliança dos Estados Unidos com a União Soviética contra o nazismo.
A propaganda soviética, recorda o especialista, foi recolhida eficazmente pela peça teatral Der Stellvertreter (“O vigário”), de Rolf Hochhuth, representada pela primeira vez em Berlim, no dia 20 de fevereiro de 1963, em que se apresentava o silêncio como indiferença diante do extermínio de judeus.
Já naquele então, constata Vian, denunciou-se que a obra teatral relança muitas das acusações de Mijail Markovich Scheinmann no livro Der Vatican im Zweiten Weltkrieg (“O Vaticano na 2ª Guerra Mundial”), publicado antes em russo pelo Instituto Histórico da Academia Soviética das Ciências, órgão de propaganda da ideologia comunista.
E uma nova prova da oposição de Pio XII ao nazismo é o fato de que os chefes do Terceiro Reich consideravam o Papa como um autêntico inimigo, segundo demonstram os documentos dos arquivos alemães, que não por acaso haviam sido fechados pela Alemanha comunista e que só puderam ser abertos e estudados recentemente, como mostra um artigo de Marco Ansaldo no jornal italiano La Repubblica, de 29 de março de 2007.
O livro editado por Vian recolhe um texto do jornalista e historiador Paolo Mieli, um escrito póstumo de Saul Israel, biólogo, médico e escritor judeu, artigos de Andrea Riccardi, historiador e fundador da Comunidade de S. Egídio, dos arcebispos Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, e Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado e, por último, uma homilia e dois discursos de Bento XVI, pronunciados em memória de Pio XII.
Divisão eclesial
Mas a “legenda negra” contra Pio XII também teve promotores dentro da Igreja, por causa da divisão entre progressistas e conservadores, que se acentuou durante e depois do Concílio Vaticano II, anunciado em 1959 e clausurado em 1965, afirma o diretor.
“Seu sucessor, João XXIII – Angelo Giuseppe Roncalli –, foi logo apresentado como o ‘Papa Bom’ e, pouco a pouco, foi contraposto ao seu predecessor: pelo caráter e pelo estilo totalmente diferentes, mas também pela decisão inesperada e surpreendente de convocar um concílio.”
As críticas católicas ao Papa Pacelli haviam sido precedidas, em 1939, pelos interrogantes do filósofo católico francês Emmanuel Mounier, quem repreendeu o “silêncio” do Papa diante da agressão italiana da Albânia.
Pio XII foi criticado também por “ambientes de poloneses no exílio”, que jogavam na sua cara o silêncio frente à ocupação alemã.
Deste modo, quando, a partir dos anos 60, aguçou-se na Igreja a polarização, os católicos que se opunham aos conservadores atacavam Pio XII, dado que ele era visto como um símbolo destes últimos, alimentando ou utilizando argumentos recolhidos da “lenda negra”.
Justiça histórica
O diretor de L’Osservtore Romano sublinha que seu livro não nasce de uma tentativa de defesa prejudicial do Papa, “pois Pio XII não tem necessidade de apologistas que não ajudam a esclarecer a questão histórica”.
No que se refere aos silêncios de Pio XII, não somente diante da perseguição judaica (denunciada sem grandes alardes, mas criticada de maneira inequívoca na mensagem natalina de 1942 e no discurso aos cardeais, de 2 de junho de 1943), mas também diante de outros crimes nazistas,o historiador destaca que esta linha de comportamento buscava que não se agravasse a situação das vítimas, enquanto o pontífice se mobilizava para ajudá-las nesta situação.
“O próprio Pacelli se perguntou em várias ocasiões por esta atitude. Foi, portanto, uma opção consciente e dura para ele de buscar a salvação do maior número de vidas humanas ao invés de denunciar continuamente o mal com o risco real de que os horrores fossem maiores ainda”, explica Vian.
No livro, Paolo Mieli, de origem judaica, afirma neste sentido: “Aceitar as acusações contra Pacelli implica em levar ao banco dos supostos culpáveis, com as mesmas acusações, Roosevelt e Churchill, acusando-os de não ter pronunciado palavras mais claras contra as perseguições antissemitas”.
Recordando que membros da sua família morreram no Holocausto, Mieli disse literalmente: “Eu me oponho a responsabilizar da morte dos meus familiares uma pessoa que não tem responsabilidade”.
O livro publica também um texto inédito de Saul Israel, escrito em 1944, quando, com os demais judeus, ele havia encontrado refúgio no convento de Santo Antônio, na Via Merulana de Roma.
Seu filho, Giorgio Israel, que participou da apresentação do livro, acrescentou: “Não foi um ou outro convento ou um gesto de piedade para poucos; e ninguém pode pensar que toda esta solidariedade que as igrejas e conventos ofereceram ocorreu sem que o Papa soubesse, ou inclusive sem o seu consentimento. A lenda contra Pio XII é a mais absurda de todas as que circulam”.
Muito além da “lenda (ou legenda) negra”
Vian explica, por último, que o livro que ele editou não pretende centrar-se na questão da “lenda negra”. Mais ainda, “meio século depois da morte de Pio XII (9 de outubro de 1958) e 70 aos após sua eleição (2 de março de 1939), parece criar-se um novo acordo historiográfico sobre a importância histórica da figura e do pontificado do Eugenio Pacelli”.
O objetivo do livro é sobretudo contribuir para restituir à história e à memória dos católicos um Papa e um pontificado de importância capital em muitos aspectos que, na opinião pública, continuam sendo ofuscados pela polêmica suscitada pela “lenda negra”.
Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Novas ordenações distanciam ainda mais lefevristas da Igreja

É sabido que o fundador da Sociedade Fraternidade São Pio X foi excomungado, juntamente com o bispo brasileiro Dom Mayer, por ordenar quatro bispos em 1988. Veja um resumo do caso em nossa postagem anterior "Caso Lefebvre ainda indefinido". Numa tentativa de reaproximar o grupo dissidente e cismático com a Igreja, recentemente foi levantada a excomunhão e criada no Vaticano uma comissão encarregada desta reaproximação. No entanto, o bispo que atualmente dirige o grupo está complicando ainda mais a situação deles, pois resolveu ordenar no fim deste mês alguns sacerdotes. Seriam legítimas estas ordenações já que foi levantada a excomunhão de seus fundadores? Não, é o que responde o serviço de imprensa do Vaticano ao emitir um comunicado sobre o fato. No comunicado está consignado que "basta recordar o que afirmou o Santo Padre em sua carta aos bipos da Igreja Católica no dia 10 de março passado: "Até que a Fraternidade não tenha uma posição canônica na Igreja, tampouco seus ministros exercem ministérios legítimos na Igreja..." Mais adiante: "Até que as questões relativas à doutrina não se esclareçam, a Fraternidade não tem nenhum estado canônico na Igreja, e seus ministros (desta forma) não exercem legitimamente ministério algum na Igreja". Portanto, tais ordenações são ilegítimas. Frisou também que naquela mesma carta o Papa anunciava que pretendia dar um novo status à Comissão "Eclésia Dei", associando-a à Congregação para a Doutrina da Fé. Estavam, pois, colocadas pela Igreja todas as condições e para um frutífero diálogo de reaproximação dos cismáticos, mas eles mesmo resolvem dificultar as coisas e se distanciar das normas canônicas e da disciplina religiosa. É uma pena...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Papa fala sobre relação da crise econômica com a fome




O último pronunciamento do Papa sobre a crise financeira que vigora no mundo atual mostra alguns aspectos não revelados pela mídia: perante a costumeira multidão que acorre no Vaticano para o Angelus, o Papa relacionou a fome no mundo com a atual crise financeira.

A atual crise econômica se transforme em oportunidade para um maior desenvolvimento das pessoas e para uma igual distribuição do poder decisório e dos recursos, com atenção aos mais pobres. A fome, de fato, é inaceitável e apesar dos esforços feitos diz respeito a milhões de pessoas. Foi o que reafirmou o Papa, falando aos fiéis após a oração do Angelus, recordando que neste mês será realizado em Nova Iorque a conferencia das Nações Unidas sobre a crise econômica.

No que se refere à Festa de Corpus Christi, o Pão da Vida, que se celebrou neste domingo em diversos países, Bento XVI ligou esse tema ao da Conferência da ONU notando como sejam necessárias escolhas estratégicas e não fáceis para assegurar a todos os alimentos fundamentais e uma vida digna.

Temos necessidade do Pão da Vida, disse, para o caminho em direção da liberdade, da justiça, da paz. Bento XVI falou também de temas eclesiais e recordou que sexta-feira próxima tem início o ano sacerdotal, por ele convocado em concomitância com os 150 anos do aniversário de morte de Cura d’Ars.




sábado, 13 de junho de 2009

O comunismo morreu?

Pelo retrospecto das últimas notícias, tudo indica que o comunismo (ou o que resta dela) continua mais vivo do que nunca. Basta que olhemos para o panorama politico de vários países, como a China, o Vietnã, a Coréia do Norte, Cuba, etc., todos eles dominados pelo partido único, o PC. Aliás, se voltarmos nossos olhos para a velha Rússia não veremos coisa muito diferente, pois lá quem manda ainda são os comunistas, é o PC quem governa o país. E nos outros países, o que foi feito do velho e caduco partido comunista? Morreu esclerosado? Ou continua vivo, mostrando seus dentes afiados através de alguns representantes esparsos pelo mundo?
Realmente, é de assustar como é que ainda tem gente que defende regimes tão desumanos como o socialista ou o comunista, mas é uma realidade patente em várias partes do mundo. Inclusive no Brasil, onde vários dirigentes sindicais e políticos de esquerda ainda "sonham" (pare eles um sonho, para o povo um pesadelo) com o seu fabuloso regime. Um exemplo, dentre muitos, podemos ver nesta notícia estampada pela "Folha de São Paulo":

Líder sindical na USP já fez 12 greves e prega revolta armada

Na pauta de reivindicações de funcionários grevistas da USP, o primeiro item, escrito em negrito e letras maiúsculas sob o título "questões políticas", é a "readmissão do diretor do sindicato Brandão".
O Brandão em questão é o ex-servidor Claudionor Brandão, 52, um dos cabeças do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e da atual paralisação, que completa hoje 40 dias.
Membro de um grupo denominado "Liga Estratégia Revolucionária", uma dissidência do PSTU, ele acredita que só com a revolução seja possível alcançar o comunismo.
Ex-servidor da USP Claudionor Brandão, 52, um dos cabeças do sindicato dos trabalhadores da universidade e da atual paralisação, que completa hoje 40 dias.
Revolução armada? "Você viu as bombas do coronel Longo? Acha que é possível derrotar aquilo só com palavras?", diz, referindo-se ao confronto com a Polícia Militar na última terça na USP (saldo de dez feridos). O tenente-coronel Cláudio Longo dirigiu a operação.
No episódio, Brandão foi detido por desacato e resistência à prisão. Ele afirma que apenas tentou dialogar com o policial que prendia um colega. Foi solto no mesmo dia, após a realização de um "termo circunstanciado". A ele juntam-se outros sete boletins de ocorrência (por ameaça, invasão, dano ao patrimônio e atentado violento ao pudor, entre outros), outro termo circunstanciado e três inquéritos policiais.
"Qualquer diretor sindical ativo tem um monte de processos. Todos foram arquivados por falta de provas. Nunca fui preso." A Secretaria da Segurança Pública afirmou que não teria ontem como verificar o andamento dos casos.
Desde 1987, trabalhava na antiga prefeitura da universidade, reparando e instalando aparelhos de ar condicionado. Acabou demitido em dezembro passado, após um processo administrativo iniciado em 2005.
Foi acusado de "ter invadido uma biblioteca, ameaçado as pessoas e colocado em risco o acervo", conta. Na ocasião, entrou na biblioteca da faculdade com mais 50 funcionários da FAU para levar os servidores do local para um piquete.
A reitoria da universidade não se manifesta sobre os motivos que levaram à demissão por uma "proibição legal".
A punição terminou em demissão por causa da reincidência: em outubro, ele havia sido condenado a 20 dias de suspensão por outro processo administrativo de 2006, quando apoiou um protesto de trabalhadores terceirizados e foi acusado de "desvio da função sindical", segundo ele. "A demissão é perseguição política."
Filiado ao sindicato desde 1988, já foi três vezes da diretoria. Participou de 12 greves e diz que "o diálogo [com a reitoria] ficou cada vez mais difícil". Um exemplo, diz, é a entrada da PM na USP. "É a prova da incapacidade da reitora Suely Vilela de resolver os problemas da universidade." Segundo ele, se ela não ceder, a greve continuará.
Em 1998, foi candidato a deputado estadual pelo PSTU; teve 439 votos. Desde a demissão, vive com R$ 2.600, pagos pelo sindicato -mesmo valor que recebia como servidor da USP.

Bispos peruanos pedem a Episcopado canadense que não financie a grupos abortistas

Espere aí, então alguns prelados não sabem a que fins são destinados os recursos de seus fiéis, muitos dos quais terminam por financiar criminosos abortos? É o que está ocorrendo. O grito de alerta foi dado pelos bispos peruanos, inconformados porque organizações canandenses angariam recursos entre católicos e os destinam a financiar abortos no Peru. Vejam o despacho da agência ACI Prensa:
Os bispos peruanos pediram formalmente à Conferência de Bispos Católicos do Canadá (CCCB) deter o financiamento de grupos afins à promoção do aborto no país através da agência católica de cooperação Development & Peace (Desenvolvimento e Paz). A carta, assinada por D. José Antonio Eguren, presidente da Comissão de Família da Conferência Episcopal Peruana, lamenta que os irmãos bispos canadenses permitam o financiamento de “grupos que trabalham contra os bispos do Peru tratando de danificar o amparo legal do direito à vida dos não nascidos”. O documento, difundido pela agência Lifesite News, sustenta que desde que começaram as versões sobre o financiamento de grupos abortistas por parte do grupo Development & Peace, a Comissão de Família começou uma investigação própria sobre os grupos que recebem financiamento desse organismo no Peru e encontrou que três beneficiários promovem o aborto com o dinheiro dos católicos canadenses.“Cada grupo apóia o aborto, e/ou a anticoncepção, com este nome ou com eufemismos como ‘direitos sexuais e reprodutivos’ ou alguns de seus derivados”, adiciona a carta.“Neste sentido, com todo respeito, formalmente lhes pediríamos que se detenha o financiamento a grupos abortistas no Peru por parte do Development & Peace”, afirma o documento.A carta conclui oferecendo ajuda aos bispos canadenses para que encontrem “organizações católicas” envolvidas em “autênticos projetos de desenvolvimento” no país para que “a nação se beneficie da generosidade dos católicos canadenses”.Carlos Pólo, membro da Comissão de Família, informou que a investigação peruana começou assim que se divulgaram as primeiras suspeitas sobre o destino dos recursos dos católicos canadenses.“Isto não está relacionado só com a Igreja no Canadá, mas preocupa a todos na Igreja”, indicou.“Infelizmente não há duvida no caso peruano. Vemos com muita tristeza como o dinheiro dos católicos canadenses vai para organizações que combatem explicitamente o que a Igreja ensina. As mesmas pessoas que usualmente são nossas adversárias em debates e discussões públicas”, assinalou.O Arcebispo de Winnipeg, Dom James Weisgerber, atual presidente da CCCB, divulgou no último 19 de março uma carta em que nota as “preocupações várias e severas” sobre o presumido financiamento do Development & Peace a grupos abortistas no México.

Espanha: espera-se uma multidão no Cerro de Los Angeles

Mosteiro de Paray-le-Monial

Espanha se prepara para renovar a consagração ao Sagrado Coração de Jesus, é o título de nossa postagem anterior sobre o tema (clique acima e veja).
Como disse um protestante que pensava em tornar-se católico: "estes simbolismos católicos estão sempre interconectados", quer dizer, são símbolos que nunca estão representados de uma forma isolados, sempre há algo de comum entre eles. É assim também a doutrina católica. É assim também toda a Igreja, cheia de simbolismos. Mas o Sagrado Coração de Jesus representa mais do que um símbolo, pois é uma devoção mística e de profundo signnficado para os católicos.
No próximo domingo, dia 21, a província de Madri (que inclui as dioceses de Madri, Getafe e Alcalá de Henares) convoca todos os espanhois à renovação da consagração da Espanha ao Sagrado Coração de Jesus, feita solenemente em 1919 no mesmo local.
Naquele ano, o ato támbém incluiu a inauguração do monumento ao Sagrado Coração de Jesus no Cerro de los Angeles, um monte que está situado mais ou menos no centro geográfico do país. Naquela ocasião, a cerimônia foi oficiada pelo núncio papal e contou com a aprovação do rei de Espanha, Alfonso XII, avô do atual monarca.
Uma tradição que vem do século XVII
A festa do Sagrado Coração de Jesus deverá ser comemorada oficialmente pela Igreja no dia 19 deste mês, uma sexta-feira, por cair na primeira sexta-feira após a semana de Corpus Christi. Tem sua origem nas aparições de Nosso Senhor Jesus Cristo à Santa Margarida Maria Alacoque, entre os anos de 1673 e 1675, na França, assim descrita pela Santa: "Estando certa vez na presença do Santíssimo Sacramento, apareceu-me Jesus, que descobrindo seu Divino Coração, me disse: Eis aqui este Coração, que tanto tem amado os homens, que não se poupou nada até esgotar-se e consumir-se para demonstrar seu amor, e em resposta não recebe da maior parte senão ingratidão, pelas irreverências e sacrilégios, pela frieza e desprezo com que me tratam neste Sacramento de Amor".
Na ocasião, Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu uma série de graças a quem se consagrasse a Seu Sagrado Coração e comungasse nas nove primeiras sexta-feiras de cada mês seguidas: teria paz na família, daria fervor aos tíbios, perfeição aos fervorosos, e, sobretudo, não morreria na desgraça nem sem haver recebido os sagramentos da Igreja. Da mesma forma, prometeu abençoar os lares que exibissem a imagem de Seu Coração.
Cerro de los Angeles, monumento histórico e local de mártires católicos
O local onde haverá a presente renovação da consagração é famoso por ter sido palco de mártires católicos da guerra civil espanhola de 1936: lá foram fuzilados pelos comunistas dezenas de católicos por causa de sua fé religiosa. Logo após, os milicianos comunistas, por ódio à fé católica, dinamitaram o monumento, permanecendo, porém, intactos partes importantes da imagem de Cristo. Perto do monte havia (e ainda há) um mosteiro carmelita, fundado por ordem de Santa Maravilha de Jesus. Os milicianos tentaram entrar no convento sem êxito. Após estas ocorrências, as monjas foram ao monumento e recolheram o que restou da imagem de Cristo, principalmente Seu peito (onde estava intacto Seu Coração), e o levaram como relíquia. Consta que apenas dois daqueles comunistas converteram-se arrependidos. E um deles foi tocado pela graça ao ver um católico gritar "viva Cristo Rei!" antes de ser fuzilado.
O monumento foi reconstruído na década de 60 do século passado. Para ele serão trazidos este ano algumas relíquias de Santa Margarida Maria de Alacoque (que percorrem diversos países). As comemorações deste ano começarão no próximo dia 15 e terminarão no dia 21. Veja a programação completa da renovação da consagração do Sagrado Coração de Jesus no site do Cerro de los Angeles.

Cerro de los Angeles

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Faz 700 anos a chegada dos Papas a Avignon

Monsenhor Cattenez recebeu o Cardeal Poupard como representante de Bento XVI para as festividades que marcam o aniversário dos 700 anos da chegada dos papas a Avignon, na França. Durante o período da presença dos Papas naquela cidade, um dos temas que chegou à maturidade foi o da "visão beatífica", assim como ocorreu a canonização de São Tomás de Aquino e se tornaram habituais as procissões do Santíssimo Sacramento na Igreja. Os Papas permanecem em Avignon no período de 1309 a 1377, ocasião em que sete papas residiram naquela cidade: Clemente V, João XII, Bento XII, Clemente VI, Inocêncio VI, Urbano V e Gregório XI. A transferência da sede do papado para Avignon se deveu ao fato de que os Papas tiveram que fugir das fortes disputas e influências das famílias mais poderosas de Roma.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Darwin teve passado religioso digno de fé?

A propósito de uma efeméride badalada pela mídia parece que não há tanto rojão pipocando, muitos já falham na hora de acender o pavio. Falamos das comemorações, só lembradas por alguns setores, dos 200 e 150 anos de Darwin: nascimento e divulgação de sua temerária tese da evolução espontânea das espécies. Por causa do tema aparecem muitos estudiosos querendo dar seu palpite e a maioria dos opositores de suas teses não são cristãos ou católicos, mas simplesmente cientistas (ou pseudo-cientistas como o próprio Darwin) que discordam de suas idéias. Não é que se discute a idéia da evolução das espécies, uma idéia aceita até pelos teólogos medievais como São Boaventura, conforme já informanos neste blog em nossa postagem Não há incompatibilidade entre Darwin e a Bíblia?. A questão é esta: esta evolução foi espontânea e conduzida apenas pela matéria como querem os materialistas e ateus, ou Deus a conduziu até o ponto final? Aí está a questão principal. E foi por causa desta questão que surgiu a tese, chamada por alguns cientistas de "Design Inteligente" (impossível a criação sem uma inteligêndia que a coordenasse) e combatida ferozmente pelos darwinistas. Agora surge uma nova discordância entre os estudiosos de Darwin, desta vez sobre sobre sua suposta origem ou formação religiosa. Ou, então, sua formação meramente moral, analisada com precisão por um estudioso da matéria. Vejam o texto abaixo que extraí do blog "Desafiando a Nomenklatura Científica"
A vida e algumas mentiras de Darwin
Novo Livro Desnuda “a Vida e as Mentiras de Charles Darwin” Conforme a nova biografia provocadora de Darwin por Benjamin Wiker, The Darwin Myth: the Life and Lies of Charles Darwin, Charles Darwin foi um homem honrado e agradável, um homem de família. Ele amava seus seus irmãos; ele foi dedicado à sua esposa; ele amava seus filhos e ficou profundamente triste pela morte de sua filha [Annie].Mas Darwin também foi alguém que apresentou para o público uma estória elaborada e até enganadora sobre si e seu trabalho para promover uma agenda filosófica. Embora haja muitas biografias de Charles Darwin, a de Wiker merece atenção por causa do seu fascinante relato da interação complexa entre Charles Darwin, o homem, e o Darwinismo, a teoria que ele defendeu e popularizou. A apresentação de Wiker das contradições humanas de Darwin é uma valiosa contribuição para este ano de aniversário de Darwin (200 anos de aniversário do nascimento de Darwin e os 150 anos de aniversário da publicação do Origem das Espécies).Wiker demonstra que Darwin juntou a sua teoria da evolução — a ideia que todos as coisas vivas descendem de um ancestral comum através de um processo cego de seleção natural agindo sobre variações aleatórias — com seu materialismo persistente. Como escreveu Wiker: “O problema com Charles Darwin não é a evolução em si, mas a sua estranha insistência em criar um relato de evolução totalmente atéia. Que a evolução deve ser atéia para ser científica é O Mito de Darwin.”Para apoiar seu “mito”, Darwin criou uma estória sobre si mesmo que se aparta de maneiras significativas da realidade, segundo Wiker. Por exemplo, Darwin afirmou que ele tinha originalmente crido não somente na religião, mas no cristianismo ortodoxo.Na sua autobiografia, escrita anos mais tarde, Darwin fala sobre o tempo em que ela estava considerando a ideia de entrar para o ministério sacerdotal. Wiker é cético:Então ele [Darwin] leu alguns livros de teologia, e “como eu então não tinha a menor dúvida da verdade estrita e literal de cada palavra na Bíblia, eu logo persuadi a mim mesmo que o nosso Credo deve ser totalmente aceito.”Considerando-se o background dele [Darwin], esta afirmação vai além da credulidade. A crença de que toda a realidade é material e que tudo que existe é derivado de causas materiais sem nenhum propósito tem uma longa história filosófica. No caso de Darwin, isso também teve uma longa história familiar. Como Wiker explica, antes de Darwin nascer, seu avô Erasmus Darwin, foi um defensor da evolução (que ele chamou de “transmutacionismo”) e, como muitos intelectuais europeus, do ateísmo. Erasmus Darwin considerava-se um Deísta, mas de acordo com Wiker, o ceticismo dele tinha ido muito além do Deísmo que até o unitarista Samuel Taylor Coleridge, após conhecê-lo, concluiu: “Ele é um ateu.” Como Wiker explica, “Erasmus famosamente descreveu o unitarianismo como um colchão de penas para apanha um cristão que caiu. Seja o que foi Erasmus, ele foi além daquilo.” Segundo Wiker, Darwin seguiu as pegadas de seu avô:para Darwin, a noção de uma alma e vida após a morte era agora [ocasião de seu casamento] uma noção inteiramente ininteligível. Ele era totalmente materialista, assim como tinha sido seu avô, assim como permaneceu sendo seu pai.Nós sabemos disso porque por dois anos ele esteve ocupado escrevendo nos seus Notebooks privados, todos os seus pensamentos privados sobre o transmutacionismo. E os Notebooks deixam bem claro que ele estava atrás de uma versão particular de transformação das espécies, uma versão totalmente materialista, uma que começou, com a ajuda de seu pai, como uma meditação da Zoönomia de seu avô. No seu “Notebook M” de 1838, nós descobrimos que ele sonda o seu pai em busca de informação, e os dois estão caçoando pra lá e pra cá sobre o Zoönomia. Frequentemente nós encontramos “meu pai pensa que”, “meu pai diz que.”Embora anos mais tarde Darwin preferiu descrever a si mesmo como “agnóstico”, seus escritos deixam claro de acordo com Wiker que, por todos os propósitos práticos, Darwin abraçou o ateísmo. Na verdade, muito da preferência de Darwin pelo termo agnóstico pareceu ser prudencial: Darwin não queria chocar mais a sua esposa, uma teísta que já tinha ficado preocupada com a falta de fé de seu marido, ou de seus contemporâneos.Talvez a insistência de Darwin na rejeição absoluta de qualquer realidade exceto as realidades materiais foi realmente uma lealdade à sua família, que tinha sido ateísta por pelo menos três gerações. Todavia, Darwin foi relutante em reconhecer as sãs dívidas para com outras pessoas, até seus ancestrais. Embora o argumento básico de Darwin sobre a transmutação das espécies já estivesse presente no livro de seu avô Erasmus Darwin, o Zoönomia, Darwin quis afirmar que a teoria da evolução era somente dele:Uma das muitas poucas falhas de caráter de Charles Darwin foi esta: ele foi estranhamente possessivo sobre sua teoria, tanto que ele deixou de reconhecer seus predecessores, inclusive seu avô, até que seus detratores destacaram estas omissões gritantes. Ele queria que a teoria da evolução fosse a sua descoberta, a sua criação, o seu filho.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Clínica de abortos é fechada nos EUA

Parece que está pairando uma negra nuvem de castigos sobre abortistas famosos:

No final do mês passado foi assassinado o Dr. Tiller, considerado um dos campeões na prática de aborto nos Estados Unidos. Agora, a família daquele médico anuncia que sua famosa clínica de abortos será fechada. Seus familiares declararam o seguinte: "Estamos orgulhosos pelo serviço e pela coragem mostrados pelo nosso marido e pai, e sabemos que as necessidades de saúde das mulheres foram atingidas graças à sua dedicação e serviço. Este é um legado que nunca vai morrer. A família vai honrar a memória do dr. Tiller através de atividades caritativas privadas". Para redimir os pecados praticados pelo chefe da família, seus descendentes pretendem agora se dedicar a atividades caritativas...
Não é o mesmo que ocorre com o outro abortista, Irving "Bud" Feldkamp, que sofreu também um forte e sinistro aviso da providência divina com a morte de 7 pessoas de sua família, ocorridas num desastre de avião em março último: ali pereceram 5 netos, duas filhas e dois genros dele. O sinal mais forte de que o acidente foi um castigo divino é que o avião se despencou e explodiu nas proximidades do "Ressurrection Cemetery Association", exatamente onde há um túmulo dedicado aos bebês não nascidos como consequência de abortos.
A família de Irving 'Bud' Feldkamp é proprietária da maior rede de aborto para fins lucrativos dos EUA. A "Family Planning Associates" foi comprada quatro anos atrás por Irving Moore "Bud" Feldkamp III, dono da Allcare and Hospitality Dental Associates e CEO do Glen Helen Raceway Park em San Bernardino [California]. As 17 clinicas de Planejamento Familiar da Califórnia (Family Planning clinics) realizam mais abortos no estado do que qualquer outro provedor de aborto – incluindo a Planned Parenthood – sendo que inclusive realizam abortos até ao quinto mês da gravidez.
Apesar de Feldkamp não ser um abortista (de uma forma direta, pois não é quem os executa, mas por ser proprietário incorre no mesmo crime), ele aufere polpudos lucros oriundos de dinheiro tingido com o sangue de dezenas de milhares de bebês, assassinados mediante os abortos praticados a cada ano nas clinicas das quais ele é proprietário. Seus negócios na indústria do aborto lhe permitiram desfrutar do turbo-hélice privado, que estava transportando sua família para uma semana de férias no The Yellowstone Club, um exclusivo resort de esqui para milionários. Todos a bordo morreram. A causa do acidente é um mistério. O piloto, que era um ex piloto militar, com mais de 2,000 milhas voadas, não deu qualquer indicação aos controladores de trafico aéreo de que a aeronave estivesse experimentando dificuldades, no momento em que pediu para ter a rota mudada para um aeroporto em Butte. Testemunhas relatam que o avião subitamente apontou ao solo, sem aparentes sinais de luta. Não existia nenhum gravador de voz no cockpit ou um registrador de dados do vôo a bordo, não existindo quaisquer dicas do radar sobre os momentos finais da aeronave, porque o aeroporto de Butte não está dotado com esse tipo de equipamento. Rezemos para que, não sua família, mas o próprio abortista declare brevemente que vai fechar também seus "matadouros" humanos.

Já querem instituir o "batismo civil" na Espanha

Recentemente, na Espanha, grupos socialistas fizeram um movimento para que seus nomes fossem tirados dos registros de batismo das igrejas católicas. Declaravam que assim pretendiam "renunciar" ao nome de cristãos. Hoje ocorre coisa pior: além de não batizar seus filhos ainda querem que o batismo cristão seja substituído pelo "batismo civil". Conforme notícia divulgada pelo portal católico "Forum Libertas", grupo socialista realizou uma "cerimômia" civil de batismo de uma criança, num claro e afrontoso acinte ao sacramento do batismo católico. A blasfema cerimônia foi realizada pela autoridade responsável pelo registro civil da criança, na Espanha chamado de "concejal". Foi dado ao filho da atriz Cayetana Guillén Cuervo "la bienvenida democrática" da mesma forma como se batiza um baco ou um edifício. É claro, não poderia ser diferente, pois somente o batismo cristão imprime caráter, enquanto este outro, uma macaquice mal humorada do cristão, é apenas uma encenação ridícula para diminuir o valor do verdadeiro batismo. O "mestre de cerimônia" deste afrontoso "batizado" foi um socialista de Madrid, Pedro Zerollo, querendo introduzir uma novidade nos assentamentos de registros de nascimento de crianças em Madri. Afirmou o "mestre de cerimônia" que assim se deu a "benvinda democrática" à criança, de três anos de idade, seguindo os princípios de... liberdade, igualdade e... (esqueceu-se da outra palavra, "fraternidade", da trilogia da Revolução Francesa, e encaixou outras...) "a tradição iniciada na Revolução Francesa". Que tradição, hem? Já a mãe da criança "batizada" foi mais moderada, achando apenas que aquilo não passava de uma cerimônia simbólica, como a de um barco ou edifício, e nada de sacramental como o do cristão. No entanto, frisou que desde que a criança nasceu sempre lhe quis dar umas "boas vindas" democráticas e laicas. Sempre achava que o simples registro civil de um filho não passava de um protocolo, havia necessidade de algo mais cerimonioso e ritual como o de um batismo...
Este ato não vai ficar por aí, pois já se cogita entre membros do Partido Socialista Espanhol, que isto se torne ma coisa "legal", isto é, o "batismo civil". Será? Antes que o Estado institua um "batismo civil" ele terá que, em primeiro lugar, fundar a sua religião...

Crise do homem contemporâneo

O bispo da cidade de Cádiz e Ceuta, Dom Antonio Ceballos Atienza, afirmou que "a crise econômica atual põe em evidência uma profunda crise de valores morais" acentuando que "há percebido nesta época uma pobreza de valores e atitudes que se manifestam em diversos âmbitos e através de alguns meios de comunicação". Estas declarações constam de uma carta pastoral (coisa rara entre os bispos de hoje) publicada por motivo da festa de "Corpus Christi" e divulgada pela "Europa Press". Nela diz também o prelado que não se pode esquecer a crise de educação que se faz presente no seio da família. Acentuou também que "a dignidade da pessoa é o valor que entrou em crise quando não é a pessoa o centro da vida social e econômica, quando o dinheiro se converte em fim em si mesmo e não num meio de serviço da pessoa e do desenvolvimento social". Em certo trecho o bispo falou de uma virtude muito importante, hoje tão ausente das cogitações, que é a confiança: "outras de suas possíveis causas é a falta de transparência, de responsabilidade e de confiança". C0ncluiu dizendo que "estamos num momento privilegiado para promover a comunhão e a participação de todos como propõe Cáritas no "Dia da Caridade" em sua capanha onde diz que uma sociedade com valores é uma sociedade com futuro".
As afirmações do prelado não são novidade dentro da Igreja, pois ele apenas repete a doutrina católica sobre o tema. Ele está fazendo uma coisa que causa surpresa porque a maioria de seus pares se omitem de fazer: revelar a doutrina católica. Em suma, não haveria nenhuma crise (ou esta estaria dominada) se a sociedade moderna praticasse o cristianismo. A solução para a crise do homem moderno não está em fórmulas econômicas, politicas ou sociais, mas na simples prática dos 10 mandamentos da lei de Deus. Isto aí resolveria tudo.
Veja nossa postagem "Crise financeira: crise moral e de confiança".

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Como o Beato Anchieta via a natureza


Por ocasião dos preparativos da concorrida reunião ecológica denominada "Eco-92", o Beato Anchieta foi cogitado, segundo o "Jornal do Brasil", para ser uma espécie de "guia espiritual" daquela conferência mundial sobre o meio ambiente. Não sei o que deu a sugestão, mas o fato é que as idéias de Anchieta não combinam muito bem com os ecologistas de hoje. Estas idéias estão expressas nas diversas cartas que ele escreveu quando aqui chegou, nas quais fazia minuciosa descrição do que ele chamava "as coisas naturais do Brasil". Enquanto os ecologistas enaltecem a natureza como se fosse uma deusa, os jesuítas daqueles tempos viam tudo no seu devido lugar, isto é, que há na natureza aspectos bons e maus a serem considerados, sendo ela inferior ao homem e apenas um meio para este atingir seu fim último que é Deus.
Numa de suas inúmeras cartas, datada de 31 de maio de 1560, o padre Anchieta discorre demoradamente sobre a natureza, cheia de "coisas dignas de admiração..." A fim de transmitir melhor a idéia sobre a nova terra, o Apóstolo do Brasil dividiu sua carta em várias partes: inicialmente descreveu dados astronômicos, posição do sol, curso dos astros, etc.; em seguida passou a dissertar sobre as coisas da terra, dividindo seu relato entre animais aquáticos e terrestres, primeiramente, e depois, entre árvores e pedras.
Sobre os animais aquáticos chamou-lhe atenção o fenômeno do piraquê (o peixe elétrico), falando depois do peixe-boi e tantos outros peixes. Vendo a beleza e riqueza de detalhes de tais animais não se esqueceu, porém, de mencionar os repelentes jacarés, "tão corpulentos que podem engulir um homem", e as lontras que "munidas de agudíssimos dentes e unhas" atacam às vezes as pessoas.
Ao descrever os animais terrestres deteve-se demoradamente na beleza e harmonia de nossas aves, mas também não se esqueceu de mencionar os diversos gêneros de serpentes, jararacas, boiciningas, assim como das diversas aranhas, tipo as caranguejeiras. Além dos animais de tratos agradáveis, Anchieta fala também da onça, "de extrema crueldade", do tamanduá, da anta, da preguiça, passando pelo malcheiroso gambá. A descrição segue com os veados, tatus, insetos, etc. Somente uma mente clarividente para discernir que na natureza, inculta e brava, não se encontram somente as maravilhas da criação. Ao lado de coisas marvilhosas e belas, como flores aromáticas e animais encantadores, coabitavam também espinhos, venenos, feiúras, feras traiçoeiras, insetos peçonhentos e irritantes.
Esta lição merece hoje, mais do que nunca, ser passada para os modernos e fanáticos ecologistas que só vêem coisas melífluas e agradáveis na natureza, esquecendo-se que a floresta só contribui positivamente para o homem quando domada por este. Vejamos um vídeo sobre o Beato Padre Anchieta, cuja festa se comemora amanhã, 9 de junho.