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quinta-feira, 5 de maio de 2011

O senhor ama a sua mâe?



Foi um valente soldado o cabo Pedro Pitois, que fez essa pergunta a Napoleão. Pedro estava sempre na primeira linha de combate, não temia as balas inimigas, e, a 6 de julho de 1809, na batalha de Wagram, ainda pelejou valorosamente. Depois desapareceu. Desertara do exército... Não demorou muito foi preso e condenado à morte.
- Tu, um dos mais valentes, por que fizeste isso? Perguntavam-lhe os companheiros.
- Não me arrependo – respondia – não fiz mal.


À meia-noite, na véspera da execução, um oficial entrou na cela de Pedro. Era Napoleão disfarçado e o preso não o reconheceu.
Tomando-o pela mão o Imperador disse-lhe com carinho: “Amigo, eu como oficial sempre admirei o teu valor nos combates. Agora venho saber se tens alguma recordação para tua família, que a enviarei depois da tua morte.
- Não, nenhuma.
- Não queres mandar um adeus a teu pai, a teus irmãos ou irmãs?
- Meu pai é falecido; não tenho irmão nem irmã.
- E a tua mãe?
- Ai! Não a nomeie, porque, quando ouço nomeá-la, tenho vontade de chorar e um soldado não deve chorar.
- Por que não? Replicou Napoleão. Eu não teria vergonha de chorar ao lembrar-me de minha mãe.
- Ah! O senhor quer bem à sua mãe? Vou contar-lhe tudo. De tudo que existe no mundo, nada amei tanto como minha mãe. Quando parti, deu-me sua bênção e disse-me: “Se me amas, cumpre o teu dever”.
Nas batalhas, diante das balas, sempre me recordei de suas palavras. Não tinha medo algum. Um dia soube que estava gravemente enferma; pedi licença para ir abraçá-la pela última vez e... não me deixaram partir. Recebi, afinal, a notícia de que falecera e pedi licença para ir vê-la ao menos morta. Segunda vez me disseram que não. Não aguentei mais: era preciso ir ao menos depositar uma flor sobre sua sepultura. Fui, chorei e recolhi esta flor de miosotis que aqui trago sobre o meu coração. Morrerei amanhã, mas a morte não me amedronta.
Napoleão, depois de algumas palavras de consolo, retirou-se grandemente comovido. No outro dia foi o preso conduzido ao lugar do suplício.
Estando a guarda para disparar, chegou o Imperador a cavalo, poupou a vida a Pedro Pitois e nomeou-o oficial.
- Amais a vossa Mãe do Céu?
Respondereis certamente com São Stanislau: “Como não a hei de amar, se é minha Mãe?”
E Ela diz: “Cumpri o vosso dever, e eu vos alcançarei a perseverança, a graça final”.
(Extraído de “Tesouro de Exemplos”, do padre Francisco Alves, C.SS.R., (editora Vozes, 1958), págs. 65/66)


Este e outros fatos que comprovam o amor materno podem ser lidos no texto "O heroísmo da mulher no amor materno, esponsal e filial", no site
Glória TV.

Machucou-se, meu filho?

Apesar de haver pertencido à Academia Francesa, o escritor (e também ator) Jean Richepin (1849-1926) não nos legou obras de grande vulto. No entanto, ficou celebrizado por haver composto um poema, "La Chanson de Marie-des-Anges", adaptado musicalmente por seus conterrâneos. Sua característica era escrever obras dramáticas e violentas, daí surgindo o pequeno conto da Canção de Maria dos Anjos. Como se vê no texto abaixo, tradução de Guilherme de Almeida, ele imaginou a história de um filho que matou a mãe e arrancou-lhe o coração, a pedido da própria esposa, e, ao levar o coração para lhe ser entregue, tropeça e cai, ouvindo então o coração dizer: "machucou-se, meu filho?".
Apesar do aspecto trágico, novelesco e quase inversossímil, a legenda nos serve para demonstrar o quanto ama seu filho um coração de mãe. Veja a seguir um vídeo com a famosa canção ou diretamente no
Glória TV.

La Chanson de Marie-des-Anges

Y avait un'fois un pauv'gas,
Et lon la laire,
Et lon lan la,
Y avait un'fois un pauv'gas,
Qu'aimait cell'qui n'l'aimait pas.

Elle lui dit : Apport'moi d'main
Et lon la laire,
Et lon lan la,
Elle lui dit : Apport'moi d'main
L'cœur de ta mèr' pour mon chien.

Va chez sa mère et la tue
Et lon la laire,
Et lon lan la,
Va chez sa mère et la tue,
Lui prit l'cœur et s'en courut.

Comme il courait, il tomba,
Et lon la laire,
Et lon lan la,
Comme il courait, il tomba,
Et par terre l'cœur roula.

Et pendant que l'cœur roulait,
Et lon la laire,
Et lon lan la,
Et pendant que l'cœur roulait,
Entendit l'cœur qui parlait.

Et l'cœur lui dit en pleurant,
Et lon la laire,
Et lon lan la,
Et l'cœur lui dit en pleurant :
T'es-tu fait mal mon enfant ?

(Autor: Jean Richepin)

Tradução de Guilherme de Almeida

Era uma vez um bom rapaz,
E tra la li,
E tra la la,
Era uma vez um bom rapaz
Que amou quem não o amou jamais.

Ela diz: Dá-me o coração
E tra la li,
E tra la la,
Ela diz: Dá-me o coração
De tua mãe para o meu cão.

Ele procura a mãe e mata-a,
E tra la li,
E tra la la,
Ele procura a mãe e mata-a,
E o seu coração lhe arrebata.

E, quando vem correndo, cai,
E tra la li,
E tra la la,
E, quando vem correndo, cai,
E o coração por terra vai.

E enquanto vai, vai a rolar,
E tra la li,
E tra la la,
E enquanto vai, vai a rolar,
O coração põe-se a falar.

E o coração lhe diz baixinho,
E tra la li,
E tra la la,
E o coração lhe diz baixinho:
Tu te magoaste, meu filhinho?




terça-feira, 3 de maio de 2011

Mães extraordinárias

Aproximando-se o dia das mães (no Brasil é no segundo domingo de maio, e em Portugal é no primeiro), escolhemos os casos abaixo, que circulam pela internet, para homenageá-las.



A mãe com o maior número de filhos sobreviventes de um único parto

A americana Nadya Denise Doud-Suleman Gutierrez deu à luz a oito bebês em janeiro de 2009. Os óctuplos são o segundo caso registrado de um número tão grande de bebês que sobrevivem ao parto. O caso levou a uma polêmica no campo da tecnologia de fertilidade assistida, já que Gutierrez, que é solteira, já tinha seis filhos, e ficou grávida dos óctuplos a partir de tratamentos contra infertilidade, assim como seus outros filhos. Tem sido comum, ultimamente, ocorrer anomalias em partos decorrentes de tratamento de infertilidade, ocasionando às vezes o nascimento de vários bebês.

A mãe mais jovem do mundo


Em 1939, surgiu em um hospital em Pisco, no Peru, um dos casos mais assombrosos de gravidez: uma índia das proximidades levou ao hospital uma garota de cinco anos, com um abdome enorme. A mulher acreditava que ela estava possuída por espíritos malignos, e o médico achou que ela tinha um tumor. Após exames, o médico Geraldo Lozada constatou a gravidez de oito meses na pequena Lina Medina.
O médico então levou a garota para Lima, capital do país, onde outros médicos realizaram exames e confirmaram a gravidez. No dia 14 de maio de 1939, Medina deu à luz a um bebê por meio de uma cesariana. O bebê pesava 2,7 quilos, e recebeu o nome do médico que cuidou da sua mãe.

A mãe de primeira viagem mais velha do mundo

Rajo Devi Lohan teve seu primeiro filho em novembro de 2008, aos 70 anos. Ela afirmou que tinha esperado por mais de 40 anos para ter este filho, e que planejava amamentá-lo por pelo menos três anos.


A mãe com o maior número de partos


Valentina Vassilyeva, casada com o camponês russo Feodor Vassilyev, bateu o recorde do maior número de filhos paridos por uma única mulher. Ela deu à luz a 69 crianças: 16 pares de gêmeos, 7 trigêmeos e 4 quadrigêmeos entre 1725 e 1765, totalizando 27 partos. Dos 69 filhos, 67 sobreviveram.
No mundo moderno, o recorde fica com Leontina Albina, de San Antonio, no Chile. Ela afirma ser mãe de 64 crianças, destas, 55 estão devidamente documentadas.




A mulher com o maior número de filhos que não são gêmeos é Lívia Ionce (foto acima) . A mulher romena, de 44 anos, deu á luz ao seu 18° filho em 2008.

A mãe mais velha de gêmeos



Charan Singh Panwar, de Uttar Pradesh, norte da Índia, de 77 anos, viu seu marido vender seus búfalos e hipotecar a terra em que eles viviam, além de gastar todas as suas economias para pagar o tratamento que a deixaria fértil para, finalmente, conseguir ficar grávida. Só que sua gravidez foi de gêmeos, um garoto e uma garota, que nasceram prematuramente, mas que são saudáveis, segundo médicos. O casal já tinha duas filhas adultas, além de cinco netos.


A mãe de aluguel mais fértil

O termo "mãe de aluguel" tem se prestado a explorações degradantes para as mães, uma vez que banaliza a maternidade a uma mera operação comercial. Carole Horlock, de 42 anos, é uma mãe de aluguel recordista por ter dado à luz a 12 bebês em 13 anos, inclusive a trigêmeos. Ela afirma que, quando começou a ser mãe de aluguel, pensou em fazer aquilo uma única vez, mas que gostou muito da experiência. Não falou, porém, se foi motivada por questões financeiras. Ela diz que não tem nenhuma exigência aos pais dos trigêmeos, só pediu que eles mandassem uma carta e uma foto anualmente, para que ela soubesse como eles estão.

A menor mãe do mundo




A mãe mais baixinha do mundo é Stacey Herald e tem apenas 70 centímetros de altura. Ela desafiou os médicos que diziam que ela não poderia ter filhos devido à sua diminuta estatura. Não satisfeita, engravidou pela segunda e terceira vez. Enquanto está grávida, Stacey não consegue segurar sua outra filha, porque a barriga atrapalha muito. Admitiu que ficar grávida é desconfortável, mas afirma que tem vontade de ter mais filhos.

A mãe com o maior intervalo entre cada gravidez


Elizabeth Ann Buttle teve dois filhos, Belinda e Joseph, o que não é nada de incomum. Porém, Belinda nasceu em 1956, e seu irmão Joseph nasceu em 1997, com um intervalo de 41 anos e 185 dias entre cada nascimento. Há casos raríssimos, também, em que o segundo bebê gêmeo (ou segundo e terceiro trigêmeos) nasce algunas dias ou meses depois do primeiro.
Foi o caso da advogado Juliana Fachada Cezar Ribeiro, a qual declarou: “Até o dia em que entrei em trabalho de parto, nunca tinha ouvido falar que era possível gêmeos nascerem com dias de diferença, como aconteceu com meus filhos. No cartório, o escrivão não sabia como registrá-los como irmãos gêmeos. Acontece que, na 27ª semana de gestação dos meus trigêmeos, fui internada às pressas, com contrações. A bolsa da Sofia estourou dois dias depois. Apesar dos medicamentos, o trabalho de parto progredia. Com dez centímetros de dilatação e o bebê encaixado, o obstetra nos disse que era a hora. Foi quando ele nos falou sobre a possibilidade de Sofia nascer de parto normal, parar o processo e manter meus outros dois filhos no útero. Mas a decisão era exclusivamente nossa. Como confiávamos nele, aceitamos a sugestão e arriscamos. Minha garotinha nasceu e eu voltei para o quarto, para adiar o máximo o nascimento dos irmãos. Nesse intervalo, nem sequer me mexia.
Só conheci Sofia oito dias depois, quando os médicos puderam levá-la até mim, na incubadora. Helena e Felipe nasceram quatro dias depois, de cesárea. Foi um período de grande preocupação pela sobrevivência dos meus bebês, acompanhando tudo que acontecia na UTI. Hoje, sei que o sacrifício para manter Helena e Felipe no útero, mesmo que apenas por 12 dias, fez toda a diferença. A Sofia tem um crescimento mais lento, levou mais tempo para desenvolver a sucção, sentar, andar. Fico impressionada com o esforço que ela faz para acompanhar os irmãos. Respeito o aniversário de cada um. No primeiro ano de vida deles, fizemos duas festinhas. Cada um assoprou a vela no seu dia.”

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Como nasceu o dia das mães

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo e era no dia 15 de março. Com o advento do Cristianismo, a festa foi transferida para se fazer homenagem à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus. Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz. A maioria das fontes é unânime acerca da idéia da criação de um Dia da Mãe. A idéia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães. Segundo Anna Jarvis seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe. Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial. E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo. Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo
No Brasil a introdução desta data se deu no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de Eula Kenedy Long, uma imigrante irlandesa, através da Associação Cristã de Moços; em SÃO PAULO, a primeira comemoração se deu em 1921. A oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366. Em 1947, a data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.
Na maioria dos países do mundo, como Espanha, Portugal, Hungria e África do Sul, se festeja a data no primeiro domingo de maio. Em outros países, o mês é o de maio mas em dias distintos, como a Guatema, a Malásia, o México, ctc. Na Nicarágua foi escolhido o dia 30 de maio porque era o natalício da sogra do ditador do país, Somosa.