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sábado, 8 de outubro de 2016

A LIÇÃO DO HAITI



Após a passagem destruidora do furacão “Matthew”,o Haiti voltou ao noticiário como desgraçado país vítima de catástrofes naturais. O  terremoto de 2010 foi mais arrasador quanto à quantidade de vítimas fatais, mas o “Matthew” pode deixar um rastro mais destruidor como causador de maior desorganização social do país, pelo menos a longo prazo.
Algumas lições poderemos tirar da situação do Haiti. A primeira delas é que a miséria lá reinante é fruto da falta de elites autênticas, pois os dirigentes do país o abandonaram desde o final do século XVIII e início do XIX e fugiram para os EEUU. A Revolução que se produzira em sua terra natal deitava seus tentáculos na colônia, e a fim de não morrerem tiveram que fugir. O país ficou entregue a grupos xamanistas e sem elites autênticas.
Uma das famílias tradicionais que lá viviam era a dos senhores do Bem-Aventurado Pierre Toussant, os quais fugiram para Nova Iorque. Escravo fiel e cristão, Pierre Toussant dedicou-se a sustentar sua patroa exercendo a atividade de cabeleireiro. Hoje, sabe-se que deve-se a ele um grande incremento que foi dado ao catolicismo naquela cidade.
Uma outra causa da miséria que lá reina, esta mais profunda, pode ser creditada à prática do satanismo, especialmente através do vodu. A propósito, transcrevemos abaixo texto traduzido do espanhol, onde é relatado a situação religiosa do Haiti. “único país do mundo consagrado ao demônio”, pelo menos de uma forma conhecida e pública.



Haiti, o único país do mundo consagrado ao demônio.

Em 1791 o Haiti se consagrou ao demônio por 200 anos e foi o primeiro país americano em obter a independência. No ano 2005 foi novamente consagrado ao demônio por outros 200 anos.
E um fato recente que podemos fazer nexo. A 12 de janeiro de 2010, às 16:53 hora local o Haiti sofreu um devastador terremoto de 7.0 graus, com epicentro a 15 km de Porto Príncipe, sua capital.
Este fato terrível do terremoto ocorrido na antiga Ilha La Espanhola (nome dado por Cristóvão Colombo ao que corresponde atualmente ao Haiti e à República Dominicana), nos fala da desgraçada realidade desse país.

A TRAGÉDIA DO HAITI

Pobreza, escravidão, fome, praga da AIDS, (de lá surgiu a AIDS para os EEUU e o resto do mundo), açoite dos 3 furacões ocorridos em 2008: Ike, Gustav e Hanna que deixaram em sua passagem milhares de mortos, inundações e tormentas catastróficas.
O Haiti é um país que social e politicamente vive em grande desequilíbrio, com um cúmulo de golpes de estado (ao redor de 30), ditadores, assassinos e praticantes do vodu como foi Françoise Duvalier e seu filho, corrupções, analfabetismo, etc.
No âmbito ecológico sofre um grande desflorestamento com graves conseqüências no equilíbrio do meio ambiente, fruto da destruição indiscriminada que sofrem as matas, como último recurso de seus habitantes para utilizá-las como combustível.
 Socialmente, o Haiti se parece com um enorme Puzzle, com peças amarrotadas, descoloridas, desgastadas e muitas que faltam simplesmente porque não existem: são os grandes subúrbios.
Lá, bandos armados se defrontam uns com os outros, compram-se armas facilmente em qualquer mercado a preços baixos, coexistindo ao lado dos “meninos de rua” frutos dos órfãos que nunca conhecerem seus pais.
Fala-se na existência, somente em Porto Príncipe, de aproximadamente 5.000 meninos de rua, muitos deles filhos de pais falecidos da AIDS e contagiados desta terrível enfermidade, a desnutrição de certos meninos se detecta em terceiro grau, sendo já uma desnutrição crônica.
A malária e a febre tifóide são outras pragas endêmicas do país que se nutrem nestes inocentes. 80% dos meninos haitianos não sabem quem são seus pais.
O acesso à classe média só atinge 400 euros anuais. Sete em cada dez habitantes são pobres. Mais de 70% dos habitantes vivem com menos de 1,40 euros por dia, enquanto o restante o faz com menos de 0,70 euros. O Haiti é o país mais pobre de toda a América Latina e um dos mais pobres do mundo.
Todo mundo se pergunta a que se deve tanta desgraça. Não podemos colocar a culpa nos conquistadores espanhóis, nem aos colonos franceses, nem tampouco aos EEUU, pois foi a primeira colônia européia em obter a independência.
Mas desde então leva aos poucos 200 anos de uma terrível maldição, que jaz nas profundezas do satanismo e da magia negra como uma altamente provável causa primeira.
Resulta pouco ético a comparação com outro país que divide a mesma ilha, mas a história se escreve com fatos; na República Dominicana – país que divide a mesma ilha com Haiti – sem ser um país rico como os EEUU, Canadá ou União Européia, se vive digna e prosperamente, sendo lugar de freqüentes visitas turísticas de muitos países do mundo. [1]

A TRISTE HISTÓRIA DO HAITI

A história do Haiti é uma história “interessante” do ponto de vista religioso-antropológico, porque pouca gente sabe que é o único país do mundo que foi consagrado explicitamente ao Demônio e onde se lhe segue rendendo culto a ele e a suas hostes satânicas nas diversas modalidades do Vodu e da Santeria (ou Santidade, como se diria em Português) [2].
O Vodu, religião animista, foi oficialmente reconhecida pelo governo como elemento próprio de sua identificação nacional.
Foi em abril de 2003 quando o então presidente Jean Bertrand Aristide (ex padre católico que chegou ao poder como o primeiro presidente do recém criado regime democrático), autorizou a prática do Vodu para que fosse reconhecida oficialmente em paralelo com a Católica.
A 5 de dezembro de 1491 as tropas espanholas sob o comando de Cristóvão Colombo desembarcaram na Ilha que chamaram “A Espanhola” e acamparam perante o forte “Natal”, deixando ali parte da tropa enquanto Colombo partia para conquistar o resto do continente; dois anos mais tarde ele volta, porém encontra todos seus companheiros mortos – haviam sido assassinados pelos indígenas (Caraíbas, Arauaques, Ciboneys e Tainos).
Prossegue a colonização, mas os grandes descobrimentos e conquistas no continente, especialmente as de México e Peru, fazem com que a Coroa espanhola se desinteresse pela ilha, que fica praticamente abandonada.
Neste tempo, disso se aproveitaram os piratas franceses, denominados flibusteiros e corsários, fazendo presa fácil de seu território e assentando ali suas bases de pirataria. Uma vez conquistada a ilha, os franceses continuam a colonização e terminam reclamando sua posse.
Em 1697, sob o tratado de Ryswick, a Coroa espanhola cede formalmente a parte ocidental da Ilha para a França.
A população majoritariamente é negra: formada por escravos trazidos às centenas das costas ocidentais da África (Togo, Benin, Gana e Nigéria) numa proporção de 20 para 1, principalmente formada nas plantações.
Há também os chamados “grandes brancos”, funcionários franceses e colonos das grandes fazendas e os “pequenos brancos”, os comerciantes e artesãos, além de mulatos e negros livres.
O maior desejo destes últimos é imitar a vida e costumes dos cidadãos franceses, de tal forma que se estabeleceram até 32 níveis sociais em razão do percentual de sangue branco que corria nas veias: quanto mais sangue negro, menos nível social e vice-versa.
Os negros quilombolas ou selvagens fugiam de seus amos e se escondiam nas montanhas, vivendo isolados ou formando pequenos grupos, que irrompiam nas fazendas para insuflar o restante dos escravos a rebelar-se.
Por outra parte, a população autóctone, índios caribes, tainos, ciboneys e arauaques viviam uma cultura própria do paleolítico.
A ilha transformou-se na principal colônia francesa e possivelmente a mais rica colônia européia, devido ao cultivo e comércio de açúcar, café, madeira, tabaco, etc.
Como dado característico há que se ressaltar que toda esta população africana, trouxe além de seus costumes étnicos algo sumamente importante para sua desgraça, sua religião: o vodu e suas variantes – candomblé, lukumbi, umbanda, culto de xangô, palo mayombé, obeah ou a simples santidade.
Esta última funcionava misturada com a religião católica, uma forma de fugir das proibições que nos séculos passados tinham sido feitas por causa de praticarem seus sangrentos rituais, não suportados pela religião católica que era praticada pelos seus senhores.

QUE É O VODU?

Vodu é a deformação da palavra “vadoux”, referida a um ídolo em forma de serpente (zoolatria) adorado na África como um oráculo, dentro de sua jaula, não como divindade em si, mas como uma representação de um princípio de caráter divino.
Na religião vodu acredita-se na vida depois da morte e na existência de uma série de hierarquias espirituais malignas ou benignas chamadas “Loas” (demônio), que interferem no mundo terreno.
Estes são contatados graças à mediação de um hierofante (sacerdote de ritos ocultos e misteriosos) chamado houngan, o qual pode conseguir curas, obter certos segredos e exercer poder sobre a natureza, isto no caso do homem, pois se a mulher é apta também pode representar este papel e é chamada de mambo.
Este misterioso culto tem como objeto aos “loas”, que na realidade são deidades que regem o destino humano.
Atualmente, o vodu é uma mistura de cerimônias rituais próprias do vodu africano com ritos cristãos.
Nas crenças vodu, estima-se a existência dos zumbis (ou pessoas que acreditam que o são), e são o resultado de um sortilégio provocado pelo bruxo “bokor”, transformando-o em seu escravo particular.
O zumbi (morto vivente) perde sua vontade e realiza todos os atos que o ordena o bruxo. Diz-se que o “bokor” pode transformar seu zumbi num animal e vender a carne no mercado.
Num princípio, se o que se quer obter é “benéfico” como as curas por exemplo, é o homem que intervém, mas quando se deseja obter resultados maléficos (prática de magia negra) ao sacerdote se lhe chama “bokor”.
Uma de suas atividades é “ressuscitar aos mortos” e convertê-los em seus escravos: são os famosos zumbis.
Os “bokor” também podem produzir a morte à distância, a enfermidade ou a desgraça mediante a utilização de um boneco cravado de alfinetes e outras técnicas: prática de adivinhação, interpretação de sonhos, realização de feitiços, conjurações de proteção, utilização de poções mágicas que podem ter duplo sentido, poções com feitiços de amor e para produzir a morte.
Os rituais vodus de modo geral são muito complexos: há várias deidades, ocorrem múltiplas possessões demoníacas, brutais orgias sexuais, sacrifícios rituais com derramamento de sangue de galinhas e cabras, danças frenéticas acompanhadas de fortes ruídos de tambores, sob consumo de rum e tabaco que terminam em vários “êxtases”.
Acredita-se que os mortos caminham e dançam ao mesmo tempo. Os possessos entram em êxtase quando um ou vários “Loas” os “cavalgam” produzindo estranhas contorções e os olhos em branco, é quando o “Loa” fala através do dançarino (possessão diabólica).
É comum que na prática do vodu se consagre as crianças a estas deidades (demônios): os meninos apesar de serem inocentes dos atos dos adultos ficam escravos dos espíritos malignos e devendo obedecer tudo o que eles lhes digam, do contrário os espíritos os matam.
Também se ofereciam bebês aos demônios, queimando-os vivos, isto em séculos anteriores ao atual, atualmente não se fala mais nisso, mas pode ser que clandestinamente ainda se realizem.
É muito difícil sair desta religião; assim quando um membro da família se arrepende porque chega a conhecer a mensagem do Evangelho, a família chega a ser um branco perfeito como vítima de satanás: enfermidades, ruína, morte inexplicável de algum membro, roupa destroçada antes de ir para a igreja, acidentes, etc.
Esta tática do terror e do medo que o demônio utiliza surte seus efeitos, a pessoa cede e volta atrás ante o temor de sofrer mais maldições.
Em agosto de 1850, o periódico New Orleans Times publicou uma reportagem sobre uma cerimônia vodu na qual dançaram desnudas ao redor  cinqüenta mulheres negras e brancas.
Em 1855 o diário de Nova Orleans “Daily Crescent” publicou uma entrevista feita a uma sacerdotisa voduista (uma mambó) e a seus seguidores, narrando o seguinte:
“Sabe-se que não somente negras, mas também mulheres brancas, algumas delas jovens e formosas, pertencem a esta infernal seita”. O autor, Henry C. Castelhanos, em seu livro “New Orleans it Was”, em 1895 conta o ocorrido: “Pessoas brancas e negras estavam dançando com grande bulício e algazarra, efetuando estranhas contorções musculares, soprando presas de delírio e deitando espumas pela boca. Porém o mais degradante e incrível desta cena era a presença de um grande número de mulheres ricas da alta sociedade e, por conseguinte, consideradas como respeitáveis...”
Há ritos e segredos vodus que são estritamente secretos, mas se sabe que hoje em dia há cerimônias ocultas onde se utilizam galinhas, cabritos e outros animais vivos para utilizá-los em sacrifícios sangrentos.
O sacerdote “bokor” ou a sacerdotisa “mambo”, ou os participantes da cerimônia, despedaçam com seus dentes uma cabra, uma galinha, uma pomba ou um gato negro (geralmente os animais têm que ser negros). Depois, o sangue ainda quente é dado a cada um dos participantes enquanto as invocações brotam dos lábios dos assistentes. Durante este ritual todos os presentes tiram a roupa, ficando completamente despidos.
Tudo fica no mais íntimo segredo, e cada um dos participantes rende adoração a um ou mais das deidades vodus. Amiúde a sensualidade se apodera deles e deitam aos pares no chão, dando seguimento a uma orgia desenfreada. Outros abandonam o recinto sagrado, em pares ou grupos, para entregar-se a prazeres sexuais mais íntimos.

A CONSAGRAÇÃO DO HAITI AO DIABO

A primitiva população negra trazida como escrava da África sofreu toda classe de avatares[3] próprias de uma ação desprezível e desumana, refiro-me a escravidão, a qual propiciou um grande sofrimento a este grupo social.
Oprimidos ante a desesperança e a dor, desejando ser livres de seus opressores, os brancos, de tornar-se livre seu povo e como uma nação liberta e autônoma, recorreram ao pacto com Satanás, utilizando para isso dos conhecimentos ocultistas da religião vodu.
Corria o ano de 1791, a 20 de agosto, quando o poderoso sacerdote vodu (bokor) Boukman encabeçou um levante geral para pôr fim à escravidão de seu povo numa cerimônia vodu na povoação de Bois-Cayman.
Esta cerimônia era de “pacto” com o demônio, onde em nome de todo o povo haitiano, consagrava seu país Haiti e seus moradores ao diabo com um pacto de compromissos por 200 anos (consagração temporal) efetuando adoração, em troca pediam a libertação dos laços opressores de seus amos, os brancos e franceses.
Havia um sinal que daria começo à revolução, seria o fogo queimado em centenas de plantações de cana de açúcar e usinas.
Iniciava-se assim um processo revolucionário, cujo principal líder foi Toussaint Louverture, escravo negro que deteve os massacres e fez acordos entre negros e brancos, mas posteriormente foi capturado e deportado para a França, onde morreu em 1803.
O bruxo ou “bokor” Boukman faleceu em circunstâncias estranhas no mesmo ano de 1791.
A revolução continuou sob a liderança do também escravo Jean Jacques Dessalines (nome pertencente a seu senhor e que o adotou como próprio), que fugiu de seu amo para as montanhas, recrutou outros escravos somados à sua causa, os quais, escondidos nas recônditas montanhas selváticas, continuavam praticando seus rituais vodus.
No ano seguinte, a 1º de janeiro de 1804, J. J. Dessalines proclamou a independência dizendo que a Ata da Constituição devia ser escrita sobre o pergaminho de papel feito da pele de um branco, sua caveira como tinteiro e a baioneta como pluma suja com o sangue dos fazendeiros que haviam lucrado com seus sangues.
Nascia assim a primeira República negra independente, onde havia se logrado abolir a escravidão. Jean Jacques Dessalines faleceu dois anos depois da proclamação da independência.

AS DESGRAÇADAS CONSEQUÊNCIAS DA “CONSAGRAÇÃO” ATÉ NOSSOS DIAS

Curioso é para o observador da história, que ao mesmo tempo que o Haiti obtinha a almejada liberdade, conseguida mediante ajuda do demônio e sua consagração no ano de 1804, começava também uma larga cadeia de desgraças.
Jean Jacques Dessalines se nomeia Governador Geral e mais tarde se autoproclama Imperador, Jacques I, mas só pôde viver uns poucos meses e caiu assassinado violentamente.
Paralelamente nasce uma era de calamidades naturais, sociais, políticas e econômicas que não têm descanso até estes momentos em que ocorreu o terrível terremoto.
Ao cair assassinado o “prócer independentista”, sofre o país a invasão norte-americana em 1915; posteriormente sobem ao poder 23 governantes cada qual mais desalmados e corruptos; talvez a saga sanguinária de François Duvalier seja a mais larga e mais sangrenta, durou desde 1957 até 1986, 30 longos anos de desajustes sociais.
É claramente notório que Duvalier se autoproclamara praticante do vodu.
Já em 1954, com a colaboração de Lorimer Denis, publicou uma obra escrita denominada “L’Evolution graduelle du vaudou” (a evolução gradual do vodu), livro de conhecimentos e prática desta religião e que utilizou inteligentemente durante seu mandato político, chegando a contabilizar como vítimas deste sangrento ditador até 200 mil mortos.
Logo após tomar o poder, François Duvalier (o Papa Doc) nomeou como comandante em chefe de sua milícia ao temido bruxo bokor Zacharie Delva, reivindicando a religião vodu como a religião oficial.
Funda uma espécie de polícia esotérica semelhante à SS nazista, eram os chamados “Voluntários da Segurança Nacional” (os “Tontons Macoutes”) que semearam o terror no país.
Entre o terror, o temor e a reverência quase idolátrica que se tinha por Duvalier, se chegava a dizer pelas ruas: “O homem fala porém não atua, Deus atua porém não fala, Duvalier é um Deus”.
Em 1971, morre F. Duvalier e lhe sucede seu filho Jean Claude Duvalier, levando o país a uma decadência mais trágica ainda do que seu pai, ficando no poder por 29 anos, até que é obrigado a exilar-se na França.
Surgem em 1988 as primeiras eleições semi-democráticas, depois de ter sido promulgada a nova constituição, tendo sido vencedor Leslie Manigat, que é logo vencido por um golpe de estado pelo general Henry Namphy.
Dois meses depois toma o poder outro general, Proper Avril, que se autoproclama presidente. Poucos meses depois, por causa de fortes protestos populares, Avril renuncia ao cargo, sucedendo-o a magistrada da Corte Suprema Ertha Pascal-Trouillot.
Ao final de 1990 e após as primeiras eleições autenticamente democráticas é eleito Jean Bertand Aristide, um sacerdote católico.
Aristide toma posse em fevereiro de 1991, porém é destituído por um golpe de estado efetuado pelo general Raoul Cedras no mês de setembro.
A OEA intervém tomando a determinação de congelar todos os bens do país no exterior e declara um embargo comercial para obrigar o governo a reimpossar Aristide, ao mesmo tempo que a Câmara dos deputados e o Senado ratifica como primeiro ministro Jean Jacques Honoret.
Em janeiro de 1992, Aristide no exílio norte-americano aceita René Theodore como primeiro ministro. Finalmente em julho se chega a um acordo com a ONU de cumprir as resoluções ditadas e se promove a posse do cargo ao presidente legítimo Jean Bertrand Aristide, o qual termina seu mandato em fevereiro de 1996.
Em fevereiro de 1994, a comissão de direitos humanos da ONU estima que ao redor de 3 mil pessoas foram assassinadas a partir do golpe militar que havia derrubado Aristide no começo de sua posse em 1991;.
Concluído seu período presidencial se convocam eleições e sai eleito René Garcia Preval (7 de fevereiro de 1996 – 7 de fevereiro de 2001).
No ano de 2001 apresenta-se novamente para as eleições Jean Bertrand Aristide e é eleito presidente, governando até 2004 quando é novamente forçado a exilar-se e deixar o cargo a favor de um governo interino, sendo presidente provisório Boniface Alexandre até 14 de maio de 2006.
Em 2006 é eleito René Preval, em seguida Michel Martelly e atualmente Jacelerme Privert que foi eleito como presidente interino a 14 de fevereiro de 2016, enquanto se aguarda a realização de eleições presidenciais pendentes desde 2015.

A OFICIALIZAÇÃO DO VODU

É obrigatório relatar quanto ao tema que nos ocupamos que, depois da retirada das tropas americanos em 1935, o governo haitiano lutara para erradicar estas práticas, impondo penas de prisão e multas pecuniárias, mas tudo isso como conseqüência da poderosa influência que tinha os EEUU nos anos de intervenção de seus marines.
A prática do vodu permaneceu assim inalterada até 1987, que com a queda de J. C. Duvalier redigiu-se uma nova constituição onde se reconhecia o direito à prática de qualquer religião, entendendo-se implicitamente que a prática do vodu ficava incluída em dita liberdade de culto, inscrita na SECÇÃO D, da Constituição Haitiana de 1987, em seu artigo 30: Da liberdade de consciência.
Sem embargo, o Status legal como religião propriamente dita, e expressamente firmado sob declaração de lei, se obteve sob a presidência do ex sacerdote católico Jean Bertrand Aristide a 7 de maio de 2003.
“Sempre fomos maioria no Haiti e nunca foi ilegal a prática do vodu. O que o presidente Aristide fez por nós, e por isso estamos agradecidos, foi tornar mais fácil a obtenção do status necessário para que as cerimônias religiosas tenham valor legal”, disse a sacerdotisa Mambu Racine Sumbu, em entrevista concedida à BBC.
Mambu é uma sacerdotisa americana que está no Haiti há 15 anos. Segundo ela, mais de 90 por cento da população haitiana pratica o vodu. Uma enquete popular diz que 70% dos haitianos são católicos, 30% são protestantes, e 100% são seguidores do vodu. Na prática, o vodu se celebra duas vezes ao ano, a chamada “festa de ação de graças a seus ídolos”, quer dizer, a satanás e aos demônios.

RENOVAÇÃO DA CONSAGRAÇÃO INICIAL A SATANÁS

Transcorridos os 200 anos concedidos pelo demônio ao sacerdote “bokor” Baukman e seus seguidores revolucionários, no “pacto de sangue” onde o anjo decaído prometeu sua pronta libertação e independência das cadeias opressoras dos franceses, era de suma importância para os sacerdotes do vodu voltar a consagrar o país a satanás tal como o fizeram seus predecessores em 1803.
Foi a 14 de agosto de 2004, quando milhares de cristãos haitianos uniram-se em oração para reparar e desagravar a Deus Nosso Senhor, com intenção de contra-restar no dia nacional da oração, a pronta cerimônia de pacto vodu que se ia realizar sob o respaldo do presidente Jean Bertrand Aristide.
Neste dia os sacerdotes bruxos vodu levaram o Haiti a uma nova consagração do pacto de sangue feito com o demônio a 206 anos atrás.
Jean Bertrand Aristide fez tudo o que pôde quanto a seu âmbito de autoridade máxima do país para sustar dito pacto satânico.
Ainda em abril de 2003 emitiu uma lei na qual se reconhecia o vodu como religião oficial do país. Ademais, pagou e fez viajar 400 praticantes de dita religião da África ocidental até a ilha.
Esta notícia, que os grandes periódicos e cadeias de TV ou de rádio não difundiram, se tomou conhecimento porque houve cristãos que foram enviados como espias ao lugar onde se ia celebrar o novo pacto de sangue pelos bruxos vodus no mesmo lugar do pacto original de 1803, onde se negociou a alma do Haiti pela vitória sobre os franceses.
Os espias informaram que se haviam trazido multidão de animais (porcos, cabras e galinhas) para fazer os sacrifícios, mas (e isto se atribui á força da oração) logo surgiu muita confusão, discutiam as pessoas e ao final se debandou sem que se realizasse o sacrifício sangrento.
Não obstante o fracasso anterior, não foi obstáculo para que se renovasse este pacto satânico no dia 1º de janeiro de 2005, dia nacional da independência do Haiti, e também por mais 200 anos!
Um dado curioso que não deixamos escapar: uma das zonas mais devastadas pelo terremoto foi o subúrbio de Porto Príncipe chamado “Carrefour”, que ninguém pense que se trata de um bairro edificado com as ajudas da grande cadeia internacional francesa de supermercados, oxalá fosse assim.
Carrefour é o nome de um demônio do vodu, se lhe considera o senhor do submundo, do lugar inferior dos mortos, a representação da sombra e das trevas.
Por certo, o logotipo das lojas Carrefour, dizem alguns entendidos em mistérios esotéricos que guarda curiosa analogia quando se lhe representa girando 90º , com outro correspondente a uma sociedade secreta francesa. (O Priorado de Sión, seita aludida na obra maçônica “O Código Da Vinci”).
Não nos esqueçamos que a destruição do bairro Carrefou foi avaliada em cerca de 90%! Sem palavras...

CONCLUSÕES

Uma vez conhecida a trágica história do Haiti, a ninguém com senso comum, se lhe escapa a idéia de que este país abandonou há muitos séculos a graça que Deus inerentemente regala a todos seus filhos que lhe reconhecem como tal, e guardam seus mandamentos.
O povo em massa mudou a adoração de seu Criador pela adoração a satanás, expulsaram Deus de seus corações, não é que Deus os tenha abandonado, mas que eles abandonaram a Deus para deixar-se seduzir pelas atrações das artes maléficas do vodu, invocação de espíritos, prática de magia negra, assassinatos, orgias sexuais e demais rituais sangrentos.
Está escrito: “Vede, Eu os ponho hoje perante benção e maldição; a benção, se cumpris os mandamentos de Javé, vosso Deus, que Eu vos prescrevo hoje; a maldição se não cumpris os mandamentos de Javé, vosso Deus, e, apartando-vos do caminho que Eu vos prescrevo hoje, seguis outros deuses que não haveis conhecido” (Deut 11, 26-28).
Também está escrito: “Todo homem ou mulher que invoque aos mortos e se entregue á adivinhação será morto lapidado; caia sobre eles seu sangue”.
O que tem ocorrido no Haiti como conseqüência da desobediência ás leis de Deus, se há repetido ao longo da história desde o princípio dos tempos. Recordemos os casos de:
O dilúvio universal: morreu toda carne vivente, somente se salvou Noé e sua família.
Sodoma e Gomorra: a homossexualidade, a luxúria, a soberba, a imoralidade, a embriaguês, a ociosidade fizeram que o fogo descesse do céu e terminasse com seus dias.
Muita gente disse naqueles dias em relação ao desastre do Haiti: “Como existir um Deus que permita tanto mal, tanta morte e tanta destruição?”
Esta gente não analisa onde mora o verdadeiro mal, e a causa de seus desastres e erros que conduziriam irremediavelmente – se Deus não intervém – à autodestruição total.

FONTE

Ver também nossa postagem anterior: “Ai de ti se não aprenderes a lição do Haiti” -





[1] Chamou a atenção no terremoto de 2010 o fato de um navio de cruzeiro turístico estar ancorado perto da catástrofe, na República Dominicana, que se recusou no entanto a socorrer as vítimas.
[2] O termo “santidade”, em português, ou “santeria” em espanhol, refere-se ao culto do xamanismo, prática muito comum nas religiões fetichistas tanto da África quanto dos índios americanos.
[3] Avatar significa manifestação corporal de um ser super poderoso.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sé Primaz das Américas completa 500 anos

No último dia 8 de agosto, festa de São Domingos de Gusmão, a arquidiocese de Santo Domingo, na República Dominicana, concluiu as celebrações jubilares pelo aniversário de 500 anos da sua fundação, feita pelo Papa Júlio II, em 8 de agosto de 1511. Uma missa, presidida pelo arcebispo emérito de Sevilha (Espanha), cardeal Carlos Amigo Vallejo, encerrou as comemorações.
O papa Bento XVI, em mensagem enviada ao arcebispo de Santo Domingo, cardeal Nicolas de Jesus Lopez Rodriguez, expressou sua esperança, na celebração dos 500 anos de criação da primeira diocese na América, desejando que este evento “traga abundantes frutos de fé e compromisso entre sacerdotes, religiosos e leigos que, com fervor, pregam o Evangelho”.
Além da arquidiocese de Santo Domingo, com a Bula Romanus Pontifex, o papa Julio II constituiu, no mesmo período, as circunscrições eclesiásticas de La Concepcion de la Vega, na ilha de Hispaniola, e a circunscrição de San Juan, em Porto Rico.
Desde a sua fundação, em 1511, a arquidiocese de Santo Domingo teve 43 bispos, 32 dos quais foram arcebispos e dois cardeais, além de diversos funcionários e administradores apostólicos.
São Domingos, ou Santo Domingo, é a primeira cidade do Novo Mundo, onde estão as primícias das Américas, pois lá se estabeleceu a primeira sé, o primeiro bispo, a primeira catedral, a primeira fortaleza, etc.
A cidade foi fundada em 1496, à margem esquerda do rio Ozama, por Bartolomeu Colombo, irmão de Cristóvão Colombo. Inicialmente, como colônia espanhola, foi batizada com o nome de Nova Isabela, em honra da Rainha Isabel, então reinante. Como cidade, seu nome completo era “La Nueva Isabela, Santo Domingo del Puerto de la Isla de la Española”, servindo então de ponto de apoio para as expedições em busca do resto do continente.
Apesar de haver sido criada por ordem papal no ano de 1511, sua construção somente se iniciou no ano seguinte e sua consagração somente deu-se no ano de 1541. Seu estilo arquitetônica tem traços góticos, com três naves, com as linhas italianas sobressaindo-se em sua fachada principal.
No interior da igreja, destaca-se o estilo renascentista, com grande tesouro artístico formado por móveis, monumentos, quadros, pinturas e outras obras de grande valor histórico. Lá estão os mausoléus de vários arcebispos daquela sé do período colonial. Os restos mortais de Cristóvão Colombo estiveram lá também por muitos anos, depois trasladados para a Espanha. Dentre as obras de arte se destaca o da Virgem de Altagracia, pintada em 1523, uma impressionante obra ainda existente na nave principal.
Como se vê, as Américas receberam seu “batismo” no dia do Santo do Rosário, São Domingos de Gusmão, cujo nome ainda perdura até hoje naquela localidade.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ai de ti, se não aprenderes a lição do Haiti!

Eis a catedral de Porto Príncipe, antes do terremoto...
E, abaixo, como ficou depois...



Correu pela internt, especialmente num círculo grupal do yahoo chamado "perguntas e respostas", várias indagações sobre a questão de ser ou não castigo divino a catástrofe que caiu sobre o Haiti. É claro que vários protestantes, especialmente os propagadores de desgraças, apressaram-se em dizer que o castigo assemelha-se ao de Sodoma e Gomorra. Até o cônsul haitiano no Brasil fez declarações no SBT afirmando que a causa do terremoto foi o castigo divino pela quantidade de cultos satânicos que se pratica por lá. Dizendo ter vários parentes entre os mortos da catástrofe, mostrava um rosário colorido em que dizia rezar regularmente. Algumas entidades de direitos humanos já se apressam em processar o cônsul por suposto racismo, pois afirmou que tudo o que vem da África e dos negros é maldito.

A questão foi posta, então, na eventualidade do terremoto ter sido um castigo divino, haja vista dois grandes pecados que bradam aos céus por vingança: o satanismo e homossexualismo. Ora, satanismo e homossexualismo são dois pecados praticados em grande profusão nas grandes metrópoles do mundo, como São Paulo, Nova York, etc., Nesta hipótese, o castigo sobre o Haiti nada mais foi do que uma pequena amostra do que vem por aí, foi apenas um aviso. Imaginem o que está por vir, perante a veracidade da tese do castigo divino.

Lembremo-nos, no entanto, de que o Haiti tem dois grandes protetores:

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a Padroeira:


Venerável Pierre Toussant (clique aqui para ver sua vida), o ex-escravo e cabeleireiro haitiano que teve suas virtudes heróicas reconhecidas pela Igreja trabalhando em Nova York para sustentar até o fim da vida sua ex-patroa e familiares. Deus escolhe outros interecessores: além da brasileira Zilda Arns, tivemos também o bispo de Porto Príncipe, pouco lembrado e morto na catástrofe:

Segundo a agência Zenit, em despacho de 13 de janeiro, o arcebispo da cidade de Porto Príncipe, Dom Joseph Serge-Miot, está entre as vítimas do violento terremoto que devastou a capital haitiana na tarde de 12 de janeiro. Seu corpo foi resgatado dos escombros do arcebispado, de acordo com fontes ligadas às missões atuantes no Haiti.
Dom Serge-Miot, 63 anos, era arcebispo há dois anos, mas já atuava na arquidiocese como coadjutor há mais de 10 anos.
As redes de telecomunicações estão cortadas. Um missionário, falando por um telefone via satélite à agência MISNA, disse que o centro da cidade está “inteiramente devastado”. “É terrível. Nós estamos bem, mas perdemos contato com alguns de nossos seminaristas. Alguns devem estar feridos, outros devem estar mortos. Orem por nós”.
Outro sacerdote, padre Pierre Le Beller, falando também por satélite, disse temer “um número altíssimo de feridos”, e que será “uma verdadeira emergência” tratar de todos. Segundo ele, é muito difícil ter acesso a informações confiáveis.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Depoimentos de Ingrid Betancourt após encontro com o Papa

Veja abaixo os vídeos da H2Onews sobre os depoimentos de Ingrid Betancourt após seu encontro com Bento XVI:

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ingrid Betancourt revela como Deus tocou seu coração

Após a audiência com Bento XVI, Ingrid Betancourt fez declarações à repórter Carmen Elena Villa Betancourt, da agência Zenit, cujo teor transcrevemos abaixo:
"CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 2 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Após os 25 minutos de encontro com Bento XVI ontem, no palácio apostólico de Castel Gandolfo, a ex-candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, revelou em uma coletiva de imprensa como Deus lhe tocou o coração em seu cativeiro. Antes de ser seqüestrada, em fevereiro de 2002, Ingrid era uma mulher de pouca fé; ela mesma reconhece isso. Contudo, durante os quase 7 anos que permaneceu em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), no sul da selva colombiana, os únicos livros que tinha consigo eram a Bíblia e o dicionário; assim, durante os longos dias de cativeiro, ela se dedicava a ler e meditar a Palavra de Deus. Consagração ao Sagrado Coração Ingrid todos os dias escutava o rádio para poder se distrair e se informar. Um mês antes de sua libertação, em 1º de junho passado, estava ouvindo a Rádio Católica Mundial e escutou as promessas que experimentaria quem se consagrasse ao Sagrado Coração. Ainda que Ingrid reconheça que não se lembra de todas, enumerou-as aos jornalistas: a primeira é tocar o coração duro de quem lhe faz sofrer; a segunda, abençoar os projetos do interessado; e a terceira, a ajuda para carregar a cruz e a presença divina na passagem da morte. Ingrid relata que, ao escutar estas promessas, disse: «Isso é para mim. Eu preciso que Deus toque o coração duro da guerrilha, que toque o coração duro de todos aqueles que não deixam que a nossa liberdade se manifeste». «Eu preciso que a minha missão, que é a de obter a liberdade de todos nós, Ele a tome para si, que a abençoe e permita que isso aconteça. E eu preciso que Ele me acompanhe para levar esta cruz porque sozinha eu não posso mais», comentou a cidadã colombo-francesa. Ao conhecer estas promessas, Ingrid comenta que disse ao Sagrado Coração: «Jesus, nestes anos eu nunca te pedi nada. Mas hoje sim vou te pedir algo: como este é o mês do Sagrado Coração, teu mês, vou te pedir que me faças o milagre, não de minha libertação, porque não creio que seja possível, mas faze-me o milagre de que eu saiba quando vou ser libertada, porque se eu souber quando, por mais que seja dentro de muitos anos, vou ter a força para agüentar. Se tu me fizeres esse milagre, Senhor meu, serei tua». Ingrid conta que disse ao Santo Padre: «Eu não sei o que quer dizer ser de Cristo». Ele lhe respondeu: «Ele vai te mostrar o caminho». No dia 27 de junho, um comandante das FARC foi falar com Ingrid: «Há uma comissão internacional que vai visitar os prisioneiros e é muito provável que alguns de vocês sejam libertados». Ingrid conta que o Santo Padre lhe disse: «Ele fez o milagre de sua libertação porque você soube pedir. Porque você não lhe pediu a sua libertação, mas que se fizesse a vontade d’Ele e que Ele a ajudasse a entender essa vontade». Crer em Deus Betancourt aproveitou a ocasião para convidar todos aqueles que não crêem: «Há muitas pessoas que estão distantes de Deus e não querem acreditar, e tantas pessoas que têm vergonha de crer em Deus. A única coisa que posso lhes dizer é que há alguém que nos ouve e nos fala com palavras e que se nós entendermos como falar com Ele, Ele vai nos ajudar». Após a audiência, Ingrid assegurou que Bento XVI sempre ora pelos seqüestrados: «O Papa leva a dor dos que sofrem em sua alma», é um «homem de luz». Igualmente, enviou uma mensagem de alento àqueles que foram seus companheiros no cativeiro e que ainda não foram libertados: «Sei que esta voz vai chegar à selva colombiana. Sei que logo vou abraçá-los na liberdade». Também fez um apelo aos membros da guerrilha, que atualmente têm cerca de 3 mil seqüestrados em seu poder: «Vocês me tiveram sete anos cativa. Eu os conheço profundamente, conheço sua organização, sua maneira de pensar, seus objetivos. Hoje quero dizer-lhes que o mundo está esperando por vocês. O mundo quer que haja espaços em sua mente para que vocês alcancem a paz na Colômbia. (...) A resposta está no coração de vocês, não nos cálculos militares e políticos», concluiu".

Em entrevista à H2Onews, Ingrid também fez referência à sua devoção à Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Aumentam rumores de aliança entre Chávez e terrorismo árabe

A primeira notícia circulou a alguns dias atrás, quando um deputado boliviano denunciou que havia uma célula do Hezbollah treinando índios para a execução de atentados terroristas. Veja nossa postagem "Guerra Santa Islâmica importada para as Américas?" . Agora, a mídia internacional dá conta de que o Hezbollah teria já estabelecido uma base regional na Venezuela. Os rumores foram divulgados pelo jornal americano "Los Angeles Times", e os diários israelenses "Haaretz" e "Jerusalem Post". Segundo este último, a aliança entre Caracas e Teerã permitiria ao Hezbollah utilizar a Venezuela como ponto central para executar atentados em toda a América. É bom lembrar que "Carlos, o Chacal", famoso terrorista da década de 70, era venezuelano e, provavelmente, fez "escola"... Pelo menos duas pessoas são citadas pelo diário: Ghaza Nasr al-Din, diplomata venezuelano de ascendência libaneza, e Fawzi Kanan, um agente de viagem de Caracas. Já o "Haaretz" recordou que faz tempo que se diz que Teerã desenvolve atividades secretas na América do Sul em conjunto com o Hezbollah. Coincidência ou não, na semana passada houve um inédito atentado a bomba em Bogotá, bem no estilo das que são explodidas no Oriente Médio. Se esta versão for comprovada, isto é, cair a máscara da "Revolução bolivariana", será que Lula ainda vai manter sua posição hipócrita e dúbia, se dizendo democrata e contrário às ditaduras e favorecendo tão descaradamente ao governo Chávez e correligionários?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ex-refém de guerrilheiros é recebida pelo Papa

Conforme nossa postagem de 23 de julho, Ingrid Betancourt chegou na Europa, depois de sua libertação, e concedeu uma entrevista ao semanário católico francês “Pelèrin”, que a publicou no dia 10 de julho. Antes a ex-cativa dos guerrilheiros colombianos visitou o Santuário de Lourdes e a basílica Sacré-Coeur, de Paris, a fim de dar graças ao Sagrado Coração de Jesus pela sua libertação. Em sua entrevista, Ingrid fala de sua conversão, de sua fé, seu encontro com a Sagrada Escritura (lida no cativeiro) e com Deus e Jesus Cristo. Naquela entrevista, falou ela que se passou em sua alma uma verdadeira conversão espiritual no cativeiro. Disse que lá começou a ler a Bíblia (coisa que nunca tinha feito antes) e a fez prometer a Deus mudar de vida quando se libertasse. Houve também uma mudança no que diz respeito a devoção à Virgem Maria. Hoje, a ex-refém foi recebida oficialmente pelo Papa Bento XVI, dando assim mais um sinal de sua conversão verdadeira.

sábado, 9 de agosto de 2008

Profanações ao Santíssimo Sacramento no Equador

A difícil situação política do Equador, governado por um grupo de extrema esquerda radical, agora está ficando mais grave perante diversas profanações que se faz ao Santíssimo Sacramento. Segundo o padre Francisco Sojos Oneto, porta-voz da Arquidiocese de Guayaquil, o Santíssimo Sacramento foi profanado no Equador em três ocasiões. A primeira foi na Igreja da Santíssima Trindade, de Nobol, de onde foram roubadas as hóstias; a segunda foi na capela do Menino Jesus de Praga, na Paróquia de Nossa Senhora de Loreto, onde houve profanação mais grave pois as sagradas espécies foram jogadas no chão e pisoteadas. Os mesmos profanadores entraram na Igreja da Santa Ceia, domingo à noite, realizando também atos profanadores. Concomitante com isto são feitas ameaças de morte a autoridades religiosas, até mesmo ao líder do movimento “pró-vida”, Padre Thomas J. Euteneuer, por combater a legalização do aborto. No próximo domingo, dia 10, será celebrada missa solene na Catedral de Guayaquil em reparação dessas profanações, a ser presidida pelo presidente da Conferência Episcopal do Equador, Mons. Antonio Arregui Yarza. A igreja local fez um comunicado explicando que, quando se faz um sacrilégio, a Igreja inteira é chamada a rezar em conjunto para sanar a ofensa cometida contra Jesus Cristo, isto é, deve-se fazer um ato de reparação ao Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, presentes na hóstia consagrada.

Guerra santa islâmica é importada para as Américas

Começa a surtir efeito o pacto "Chavedinejad", firmado entre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e Ahmadinejad do Irã. Não pensem que é para vender mais petróleo; nem tampouco para conseguir recursos e ajudar os sofridos povos que dirigem. Pasmem, o pacto é para exportar a “guerra santa” de lá do Oriente para as Américas. Como fruto desse pacto já estão formando grupos de terroristas ligados ao “Hizbolah”. O aliciamento é feito não entre gente dita civilizada, das grandes cidades, mas entre índios, como é o caso da tribo Wayuu mostrada na foto ao lado. Entre aqui para assistir uma exposição de slides sobre esta guerra santa.Esta é a situação atual entre Venezuela e Bolívia. Mas a coisa vai mais longe: o tripé formado por Venezuela, Bolívia e Equador está agora movendo uma perseguição religiosa contra a Igreja Católica. Na Venezuela, o ridículo "ditador" daquele país resolveu fundar uma religião, após conseguir a adesão de um padre apóstata. Enquanto tenta fazer o povo engolir sua falsa religião, persegue os bispos e sacerdotes católicos porque estes não estão apoiando sua "revolução bolivariana". Na Bolívia, a situação está cada vez mais difícil para o burlesco presidente daquele país, agora às voltas com uma oposição cada vez mais forte. E no Equador? Vejamos algumas notícias extraídas do jornal “El Tiempo” e no site “Notícias Globales”, de 05 e 06 de agosto últimos.ECUADOR: ESTADO DE PERSECUCIÓN RELIGIOSA, é a manchete, seguida do subtítulo “Ameaças a Mons. Arregui, presidente da Conferência Episcopal e a outros cidadãos".