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sábado, 12 de outubro de 2019

O QUE O SÍNODO DA AMAZÕNIA DIZ DISSO? INFANTICÍDIOS E ABORTOS, BÁRBAROS COSTUMES INDÍGENAS






A matança de inocentes, inclusive de nascituros ou dos fetos através de abortos, é um costume  que se disseminou em quase todos os povos pagãos. Em alguns deles as crianças eram oferecidos aos ídolos, como ocorreu com os caldeus das primeiras civilizações antigas. Entre os indígenas a matança de inocentes não tem, porém, nenhum pretexto idolátrico ou alguma razão aparente. Trata-se apenas de desvencilhar-se de um “incômodo”  e nada mais...
São José de Anchieta conta que uma velha índia enterrou uma criança viva, logo após nascer, pelo simples fato do pai dela haver abandonado a mãe e se juntado a outra índia. Explicou que fez isto para evitar que o menino “ficasse mestiço de duas sementes”.  Matam os nascituros até mesmo como vingança por causa de alguma irritação do marido que lhe causou alguma humilhação ou desdita.  Há também casos que as demais parentas matam o filho caso a mãe venha a morrer após o parto, pois não há quem lhe dê de mamar. Comenta São José de Anchieta: “coisa que assim sem mais piedade, a criança viva e a mãe morta, ambas em uma cova”  sepultavam. Sim, sepultavam viva a própria filha...
O aborto e o infanticídio não são, portanto, prerrogativas decorrentes do progresso tecnológico e social da vida moderna, é um costume que tem sua origem nos povos pagãos, especialmente entre os índios. E como praticam, especialmente os abortos? Di-lo São José de Anchieta: “As índias, ou iradas contra seus maridos ou, as que não os têm, por medo ou por outra qualquer ocasião muito leviana, matam os filhos, ou bebendo para isso algumas beberagens, ou apertando a barriga, ou tomando alguma carga excessiva e de muitas maneiras, que a crueldade humana faz inventar”.[1]
Parece que a maioria dos casos tinha como causa a vingança contra os maridos. A esse propósito Afonso Arinos transcreve o relato feito por Moncquet sobre um inglês que convivia com uma índia há muitos anos e, chegando ao porto um navio, nele embarcou sem levar consigo a índia que já tinha um filho dele. Furiosa, a índia pegou o filhinho e saiu despedaçando o corpo com sanha feroz pela praia, atirando metade do cadáver no mar em direção do navio que se afastava do porto.[2]
Pior do que isso eles faziam. Não só matavam as crianças, mas em alguns casos as comiam em seus festins antropofágicos. São narrados vários casos em que os filhos eram também mortos e comidos juntamente com os pais, ou então, engordados para serem comidos depois...
Mas, este problema persiste até hoje, pois já foram denunciadas várias tribos ou etnias que continuam praticando o infanticídio entre eles. O tema é bastante discutido no âmbito do direito, havendo algumas organizações que defendem o costume sem levar em consideração o sagrado direito á vida. Quem quiser ver este problema atual com mais profundidade veja o seguinte artigo https://jus.com.br/artigos/61370/infanticidio-indigena
Ou, com mais detalhes, o vídeo a seguir:




[1] “Cartas – Correspondência Ativa e Passiva – Pe. Joseph de Anchieta, SJ – Ed. Loyola, 1984, pág. 159
[2] Vide a obra “O Índio Brasileiro e a Revolução Francesa” – Afonso Arinos de Mello Franco – Livraria José Olympio Editora/MEC, 1976, pág. 28


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

PRETENDEM PAGANIZAR A SANTA MISSA COM RITUAIS DA PAJELANÇA?






De modo geral, fala-se muito  hoje em dia no respeito que se deve ter pelos “costumes” dos povos nativos, em especial dos indígenas.
No que consistem os costumes indígenas? Quando os portugueses chegaram ao Brasil, era mais profusa a disseminação de tais costumes: antropofagia (matavam e comiam seus adversários), feitiçarias, curandeirismo, muitas superstições, etc.
O aspecto religioso era, e é até hoje, o que chama mais atenção. E a tônica é o xamanismo, feitiçaria, verdadeiramente diabólica. Carl von Martius, estudioso do século XIX, afirma que os feiticeiros formavam uma verdadeira “confraria”, realizando encontros que eles chamavam de “santidade”. Vejamos  uma destas reuniões feitas por eles. Pode ser que se tratasse das faladas “santidades” ou então simples reunião de seus rituais pagãos. 
Jean de Léry, pastor protestante francês que esteve no Brasil tomando parte da famosa “França Antártida”, no Rio,  assistiu uma delas, que ele mesmo  narrou num livro, e que ocorreu da seguinte forma:
“...Os nossos tupinambás costumavam reunir-se com grande solenidade de três em três ou de quatro em quatro anos;  achei-me por acaso em uma dessas reuniões...
“...foram reunir-se em número de quinhentos a seiscentos numa grande praça...  Paramos então e voltamos para saber o motivo da assembléia; nisto os silvícolas se separaram subitamente em três bandos. Os homens recolheram-se a uma casa, as mulheres entraram noutra e as crianças numa terceira. Como vi dez ou doze caraíbas entre eles, suspeitei algum acontecimento extraordinário e convenci meus companheiros a permanecer ali até averiguá-lo.
“Antes de se separarem das mulheres e meninos, os caraíbas proibiram severamente de sair das casas em que se encontravam;  aí também nos encerraram...  ...quando principiamos a ouvir...  ...um murmúrio surdo de rezas; imediatamente, as mulheres, em número de quase duzentas, se puseram todas de pé e muito perto umas das outras. Os homens pouco a pouco erguiam a voz e os ouvíamos distintamente repetir uma interjeição de encorajamento: HE, he, he, he. As mulheres, por seu turno, a repetiram com voz trêmula: He, he, he. He.
“Assim aconteceu um quarto de hora e nós não sabíamos o que fazer. Ao mesmo tempo urravam, saltavam com violência, agitavam os seus braços e espumavam pela boca até desmaiar como vítimas de ataques epilépticos; por isso não era possível deixar de acreditar que se tivessem repentinamente possuídos do diabo. Também os meninos se agitavam e se torturavam... confessarei que tive medo...
“...Ao contrário do que afirmara o  intérprete, não se incomodaram os selvagens conosco;[1] conservaram-se em seus lugares e continuaram as suas cantorias, em vista do que eu e meus companheiros nos acomodamos sossegadamente em um canto a fim de contemplar a cena...
“...Como eram numerosos, formavam três rodas no meio das quais se mantinham três ou quatro caraíbas ricamente adornados de plumas, cocares, máscaras e braceletes de diversas cores, cada qual com um maracá na mão...
“...Os caraíbas não se mantinham sempre no mesmo lugar como os outros assistentes;  avançavam saltando ou recuavam do mesmo modo e pude observar que, de quando em quando, tomavam uma vara de madeira de quatro a cinco pés de comprimento em cuja extremidade ardia um chumaço de “petum”[2]e voltavam-na acesa para todos os lados soprando a fumaça contra os selvagens e dizendo: “Para que vençais os vossos inimigos recebei o espírito da força”.
A reunião que, pelo relato, talvez estivesse até mesmo decidindo ou pedindo aos espíritos forças contra os católicos, termina melancolicamente:
“Essas cerimônias duraram cerca de duas horas e durante esse tempo os quinhentos ou seiscentos selvagens não cessaram de dançar e cantar...” [3]
Será que os participantes do Sínodo da Amazônia, que se realiza agora no Vaticano, pretendem que futuramente haja cerimônias como estas dentro de nossas igrejas? Vão querer “paganizar” a Santa Missa com tais rituais?



[1] A aliança entre os maus: a presença de um herege não incomodava os feiticeiros. Jean de Lery encontrava-se provavelmente entre os tamoios, aliados dos franceses que haviam invadido o Rio de Janeiro.
[2] “petum” - fumo
[3]  “Viagem à Terra do Brasil” – Jean de Léry – Liv. Martins Editora, 1967, págs. 180/183