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domingo, 29 de dezembro de 2013

O QUE SIGNIFICA FICAR VELHO NOS DIAS ATUAIS

Ancianidade tornou-se sinônimo de solidão. A situação dos anciãos no mundo moderno está cada vez pior, pois estão fadados a viver na solidão e morrer abandonados, inclusive assassinados sob amparo legal pelos próprios médicos, e muitas vezes com autorização ou ordem perempta da família – a terrível eutanásia. Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia, segundo noticia o jornal "Deutsche Welle". Asilo na Alemanha converte-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.(...) Estudo justifica temores – Uma análise feita pela Universidade de Göttingen de sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda justifica o medo de idosos de terem a sua vida abreviada a pedido de familiares. Em 41% destes casos, o desejo de antecipar a morte do paciente foi da sua família. 14% das vítimas eram totalmente conscientes e capacitados até para responder por eventuais crimes na Justiça. (...) Não, não é na China nem na Coreia do Norte. É numa daquelas sociedades perfeitas do Norte da Europa. Aliás, é na Europa onde os idosos são mais desprezados, apesar de tantas leis que lhes dizem garantir uma aposentadoria tranquila - mas não o próprio fim da vida. Veja o vídeo abaixo, muito esclarecedor.


https://www.youtube.com/watch?v=S09zpRXm1U8

quarta-feira, 14 de março de 2012

O laicismo anti-religioso restringe a prática religiosa

A Holanda é vista por muitos como o país das tulipas e dos famosos moinhos de vento. Poucos sabem que lá, também, se desenvolveu umas das seitas mais ardorosamente anti-católicas e, depois, tornaram-se até anti-cristãs, oriunda ainda das guerras religiosas do século XVI. A vizinha Bélgica, apesar da mesma origem, não aderiu ao protestantismo, continua católica, e sofre menos as revoluções morais que grassam no mundo, muitas delas nascidas na própria Holanda, que é hoje tida como símbolo do "secularismo libertário" - uma onda que invade o mundo moderno.
Ao receber o novo embaixador holandês para a Santa Sé, em 20 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI referiu-se à mentalidade anti-religiosa presente em muitas sociedades modernas, mesmo naquelas em que a liberdade religiosa está incluída na proteção de seus direitos positivos. Disse o Papa:


"A liberdade de religião está ameaçada não só pelas restrições legais nalgumas regiões do mundo, mas também por uma mentalidade anti-religiosa em numerosas sociedades, mesmo naquelas onde ela goza da proteção jurídica. Por conseguinte, é desejável que o seu Governo esteja vigilante para que a liberdade de religião e de culto continue a ser protegida e promovida quer no país quer no estrangeiro.
Da mesma forma tranqüilizam-me as medidas que o Governo holandês tomou para desencorajar o abuso de drogas e a prostituição. Embora a sua Nação tenha sido uma defensora da liberdade de escolha dos indivíduos, estas devem ser desencorajadas se prejudicarem os que as fazem ou outras pessoas, para o bem de cada um e da sociedade em geral. A doutrina social católica, como se sabe, dá grande ênfase ao bem comum, assim como ao bem integral dos indivíduos; além disso, é necessário ter o cuidado de discernir se os direitos sentidos estão na verdade de acordo com os princípios naturais que mencionei anteriormente".

A Holanda é, no continente europeu, o paradigma da cultura relativista, a expressão mais avançada de um secularismo libertário, que foi fortemente influenciado pela legislação. Como se sabe, lá existe os “Coffee Shop”, autorizados a vender drogas para indivíduos que têm mais de 18 anos; a prostituição é reconhecida como “profissão” legal; o incesto não pode ser incriminado se consumado por formas consensuais entre adultos; casamentos do mesmo sexo são reconhecidos por lei desde 2001, facilitando a adoção de crianças por casais homossexuais; foi até constituído legalmente o “partido dos pedófilos”, agora dissolvido por causa de uma campanha pública feita por um padre; quanto à eutanásia, já vem se tornando uma prática comum e nunca foi proibido o "Protocolo de Groningen" , o acordo alcançado em 2005 entre o Hospital Universitário de Groningen e as autoridades judiciais holandesas, sobre o alargamento da possibilidade de eutanásia para crianças menores de 12 anos, até a idade neonatal: dos cerca de 200 mil crianças nascidas na Holanda a cada ano, cerca de mil morrem no primeiro ano de vida. Para cerca de 600 dessas crianças, a morte é precedida por uma decisão sobre o fim da vida, de caráter meramente médica, sem levar em conta os fatores morais e éticos ou mesmo religiosos. É comum a expressão “sem perspectiva de vida útil” para caracterizar as pessoas que possam nascer com defeitos físicos. Povos bárbaras procedem assim também: os índios brasileiros, por exemplo, eliminavam todas as crianças que nasciam com defeitos físicos. Por essa razão os colonizadores nunca encontravam um índio cego, aleijado ou com alguma deformidade física. Ainda hoje, na China e na Índia pagãs, se ouve falar em eliminação de crianças que possam causar transtornos futuros aos pais. É para lá que caminha a tão decantada liberdade do povo holandês?

O primeiro artigo da Constituição holandesa, que é uma cópia fiel das constituições republicanas modernas (embora lá reine uma monarquia), afirma que "cada pessoa deve ser tratada em igualdade de circunstâncias" e que a discriminação "com base na religião, crença, opinião política, raça ou sexo ou de qualquer outra forma, não será permitida". Por sua vez, o artigo 6 (outra versão holandesa de liberdade, própria das constituições republicanas) garante que "todos têm o direito de praticar livremente a própria religião ou crença, individual ou em comunidade com outros, sem prejuízo de sua responsabilidade perante a lei", embora o Parlamento possa estabelecer "regras relativas ao exercício do direito de exterior dos edifícios e lugares fechados ", a fim de" proteger os interesses da saúde de tráfego e de combater ou prevenir doenças. "
A participação religiosa da população é a seguinte: 31% são católicos; seguidores da Igreja Reformada Holandesa, protestante, são 14%; lá ainda há calvinistas, com 8% da população; 3,9% são muçulmanos; 4,1% são de outras religiões, e sem praticar religião, a maioria, isto é, são 39%. É para este último grupo que caminha o geral da população, manipulada pelo agnosticismo moderno.

Intolerância religiosa, fruto do “laicismo libertário”

O relatório sobre Liberdade Religiosa, da Fundação de direito pontifício "Ajuda à Igreja que Sofre (AIS)", afirma que a pressão cultural do secularismo e do relativismo cria problemas de discriminação legal contra os cristãos. Por exemplo, um cristão que queira exercer a medicina, se diz não estar disponível para praticar ou auxiliar um aborto ou a eutanásia, é discriminado e até pode ser processado criminalmente, dado as exigências legais para se cumprir tais eventos. Mesmo no caso de objeção de consciência, se, por exemplo, um funcionário público declarar que não está disposto a registrar um casamento gay. Recentemente, o parlamento holandês decidiu que um funcionário público não pode se recusar a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, e ao se recusar a fazê-lo poderá sofrer uma acusação de violação de lei anti-discriminação. Posteriormente, foi alterada a lei sobre os casamentos, revogando a parte em que há a objeção de consciência por motivos religiosos. Quer dizer, o abuso do exercício da liberdade em benefício de certas correntes termina por prejudicar e punir a parte sã da sociedade, composta de cristãos. Na realidade, este “laicismo libertário” nada mais é do que intolerância religiosa, hoje uma tendência mundial nas leis laicas de diversos países.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Morte digna?

Na Europa há um país para cada um que queira praticar uma aberração: enquanto uns vão a Espanha praticar o aborto, outros vão à Suíça praticar o “suicídio assistido”, único país a legalizar esta abominável prática.
A rede de televisão britânica BBC exibiu no último dia 13 de junho um programa que mostra o suicídio assistido de Peter Smedley, um milionário de 71 anos que sofria de Alzheimer e decidiu se matar, antes que chegasse ao estágio terminal da doença.
O milionário era membro de uma família dona de empresas de comida enlatada e hotéis, a quem foi diagnosticado no início de 2010 a doença já em estado avançado. Temendo os efeitos terminais, que o deixariam completamente incapacitado, Smedley decidiu não apenas cometer suicídio, mas também tornar o caso um exemplo para pessoas em condições semelhantes.
Após conseguir a internação na clínica Dignitas, na Suíça, especializada em casos de suicídio assistido, o milionário contatou a BBC, que estava produzindo uma série de programas sobre o assunto, para contar sua história. Lá, tudo foi gravado com a finalidade de ser publicado depois.
Após a exibição do vídeo, com receio de alguma reação do público, a BBC emitiu uma nota defendendo sua posição, dizendo que o programa "não trata os espectadores como idiotas", "mostrando todos os pontos de vista sobre o assunto e dando a eles a chance de formar sua própria opinião sobre casos de suicídio assistido".
Uma pesquisa feita depois disse constatar que 75% dos britânicos são a favor da legalização do suicídio assistido. Se isto é verdadeiro porque a liberalização do suicídio assistido não logrou êxito na Inglaterra, e sim na Suíça?

A propósito, divulgamos abaixo o artigo da Arvo.net sobre assunto, traduzido para o português:

Por: Francisco de Borja Santamaría

A recente legalização do suicídio assistido na Suíça e a projeção na BBC do suicídio do empresário hoteleiro britânico Peter Smedley puseram mais uma vez em foco a atenção na eutanásia e o suicídio assistido. A demanda para que estas opções sejam legais se faz com um duplo argumento: a autonomia do sujeito e o direito a uma morte digna. A seguir, tentarei rebater tais justificativas, começando pelo segundo argumento.

O conceito de morte digna é mais confuso do que á primeira vista parece. Em primeiro lugar, porque a “dignidade” de morrer, não há quem a evite, se entendemos por dignidade o completo controle de nossa vida, pois morrer não é uma opção mas um destino. A partir de uma concepção da liberdade como disponibilidade completa, a morte impõe sem contemplações sua férrea lei ao ser humano e põe de realce uma finitude e limitações insuperáveis. Nesse sentido, a morte sempre é “indigna” e o fato de que alguém a procure a si mesmo não a faz mais digna.
A que faz referência, então, a dignidade que alegam aqueles que defendem a eutanásia e o suicídio assistido? Entendo que faz referência à idéia de que resultam incompatíveis com a dignidade humana várias circunstâncias nas quais pode encontrar-se uma pessoa e que podem ir, desde a aparição de uma enfermidade incurável ou degenerativa, até o sofrimento que podem levar as etapas mais próximas da própria morte, passando por uma progressiva decomposição do corpo e das capacidades mais especificamente humanas. Agora, identificar a dignidade da pessoa com a ausência de limitações ou com não padecer sofrimentos físicos ou morais representa um argumento extraordinariamente perigoso, porque equivale a dizer que sofrer ou padecer limitações é indigno do ser humano. Deste modo, uma cultura “pró-suicídio” é uma cultura na qual o sofrimento e as limitações deixam de ter sentido. Numa cultura deste tipo, as pessoas incapacitadas, enfermas ou anciãs seriam progressivamente percebidas como pessoas que arrastam uma vida indigna. Uma coisa é que seja um imperativo moral aliviar os sofrimentos, curar as enfermidades e proporcionar a melhor qualidade de vida possível em cada caso e outra, muito distinta, decretar que o sofrimento atenta contra a dignidade humana.
Quem deseja que se legalize a eutanásia e o suicídio assistido argumentará provavelmente que trata-se simplesmente de que cada um possa realizar sua opção e que a ninguém se vai impor o suicídio assistido. Se argumenta com base na autonomia pessoal do sujeito e se defende que cada qual há de poder atuar nesta questão como melhor lhe pareça, sem que ninguém limite sua capacidade de decisão.
Na teoria é assim, de modo que a despenalização da eutanásia e do suicídio assistido suporiam um incremento da autonomia da pessoa. Mas isso é assim só na teoria, já que a ação de legislar não leva consigo somente neste caso a possibilidade de que se possa ajudar a quem o deseje a tirar-se de seu meio. Legislar é sempre configurar um tipo de sociedade. A legalização da eutanásia e do suicídio assistido, antes ou depois, fará com que estes se convertam num direito, que criará imediatamente a obrigação por parte do Estado e das pessoas que este designe de tornar realidade este pretenso direito.
Legalizar essa opção significa, ademais, na prática, demonizar socialmente as deficiências, as enfermidades graves e degenerativas e o próprio processo de se matar quando este se amplia. Numa sociedade em que o suicídio assistido fosse uma opção perfeitamente plausível resultaria praticamente uma imoralidade não recorrer a essa possibilidade. Quem se empenhasse em viver nas condições de severas limitações passaria a ser percebido – e aperceber-se a si mesmo – como um sujeito moralmente egoísta, que põe sua vontade acima das pessoas que o têm que atender e cuidar e, definitivamente, por cima da sociedade.
Assim, pois, a legalização do suicídio assistido não consiste, sem mais, em arbitrar uma liberdade a respeito da enfermidade ou da morte: é criar uma sociedade na qual o sofrimento e as limitações, além de tornar-se incompreensíveis, converterem-se em moral e socialmente inaceitáveis. Este é o preço que a sociedade tem de pagar, em nome de uma morte digna, para salvaguardar o invocado princípio de autonomia.
* * *
Veja, sobre o tema, nossa postagem: Alguns países europeus ainda podem se dizer civilizados?


segunda-feira, 1 de março de 2010

Alguns países europeus ainda podem se dizer civilizados?

A notícia corre pela mídia há algum tempo: a eutanásia tornou-se legal em alguns países europeus e pode ser aprovada em outros. Não só legal, mas uma prática até mesmo comercializada. Em alguns deles, como Suíça, Holanda, Bélgica e Luxmburgo o chamado “suicídio assistido” é legal e torna-se até uma prática comercial. Destaca-se a empresa “Dignitas”, fundada na Suíça em 1998 pelo advogado Ludwig Minelli, que vem “ajudando” pessoas com doenças terminais ou portadores de graves doenças físicas a morrer antes da hora. Tudo legal, aprovado pelo Supremo Tribunal da Suíça. Isto nos faz recordar o médico americano Kekorkian, apelidado de “Dr. Morte”, que por alguns anos se utilizou de uma máquina de matar “doentes terminais” e, segundo ele, com mortes “sem dor”: bastava uma injeção e pronto...

Diz-se que a empresa suíça já conta com mil clientes cadastrados em seus arquivos, os quais, segundo ela foram lá unanimemente a procura do “serviço”, enquanto outros seis mil potenciais clientes aguardam uma ocasião propícia. Segundo o jornal “Folha de São Paulo”, há até brasileiros que pretendem se inscrever nesta lista negra. Não cita, porém, o jornal nenhum nome alegando respeito à privacidade.

Declarou o proprietário da empresa, Ludwig Minelli, que o suicídio é o último direito humano. Ele é também o fundador e secretário-geral da Sociedade Suíça para a Convenção Europeia dos Direitos do Homem. Que tipo de “direitos” esse homem está defendendo, hem? Suícido é um direito? Só faltava essa! Daqui a pouco vai ser incluído no “catálogo” de direitos humanos da ONU, logo após o aborto e outros “direitos” reclamados por certa gente. Mas a Suíça não parece estar só: outros países europeus, num afã de demonstrar algo de “civilizados” já permitem o “suicídio assistido”, como a Holanda, a Bélgica, Luxemborgo, etc. Estão seguindo à risca o slogan da Revolução da Sorbonne, de 1968: “é proibido pobir”; hoje, é proibido punir certos crimes como a droga, o aborto e o próprio assassinato.
Vejam algumas declarações do dono da “Dignitas”:
"É um direito, um direito humano, sem condições, exceto a capacidade de discernimento", disse ele. "Eu tenho uma atitude totalmente diferente ao suicídio. Digo suicídio é uma possibilidade maravilhosa dado a um ser humano".
"O suicídio é uma possibilidade muito boa para escapar de uma situação que você não pode alterar. Não é uma condição de ter uma doença terminal. Doença terminal é uma obsessão britânica".
Segundo a imprensa, antes da “Dignitas” ter instalações mais apropriadas a remoção dos corpos de seus “clientes” já executados vinha causando indignação entre os moradores da redondeza. É de causar arrepios o método e a finalidade. Cinicamente o proprietário da “guilhotina” moderna diz que o paciente não sente qualquer dor. Só vale pra ele a dor física: e a dor moral? E a dor espiritual e moral, não só do que morre, mas de seus familiares? Crema-se os corpos e se cumpre um macabro “ritual” em nome deste monstruoso “direito”. Se alguém disser que isto se assemelha aos métodos nazistas de eliminação das pessoas dirão que é exagero, não é bem assim, etc.

“Turismo suicida”
Europeus de todos os países procuram a “Dignitas” para se submeter a tão horroroso processo. A Alemanha (vizinha da Suíça) é a campeã, seguida pela Inglaterra (que consta já ter eliminado mais de 100 ingleses no “suicídio assistido” de Minelli).

Pode haver um suicídio “assistido”?
Em vários campos da atividade huamana, o eufemismo toma conta de certos setores para respaldar atividades criminosas e revolucionárias. Assim, aqui no Brasil inventaram a algum tempo atrás a palavra “ocupação” para substituir à “invasão” de terras; o aborto é substituído pela frase “interrupção da gravidez”; a expressão “direitos humanos” é utilizada para acobertar o banditismo e a imoralidade; arranjaram a palavra “gay” (que quer dizer alegre em inglês) para substituir o termo homossexual. Enfim, há uma infinidade de termos que a mídia procura um eufemismo para encobrir a maldade de ações revolucionárias. Como choca na opinião pública o termo “eutanásia”, que quer dizer a morte proposital de quem estar à beira da morte, andam agora inventando um termo mais açucarado chamado “suicídio assistido”.
Ora, o termo “assistir” quer dizer prestar assistência e, no caso, não se trata disso, mas, muito pelo contrário, uma verdadeira falta de assistência. E, nos casos concretos, os potenciais suicidas desta modalidade de eutenásia não são “assistidos” mas induzidos à prática da morte premetidada. Trata-se, pois, de um crime. Como não é possível punir o suicida, deve-se castigar seu “assistente” que o induziu a morrer antes do dia.
Não existe, pois, “suicídio assistido”, poderia ser, isto sim, “suicídio induzido”, ou conduzido por alguém, mas nunca assistido.

“Na mídia”
Em 2008 foi divulgado o ducumentário “The Tourist Suicide” (“Selbstmord-Touristen” em alemão) em que retrata as histórias de várias pessoas que foram à Suíça com a macabra finalidade. O vídeo chegou a ser exibido até na TV suíça, sem que houvesse qualquer reação da população. Nele se relata a execução de um professor universitário aposentado, Craig Ewert, que sofria de doença mental, ao lado de sua esposa. A BBC chegou a produzir também um filme, intitulado “Uma breve estada na Suíça”, narrando o caso de Anne Turner, assassinada na “Dignitas” em 2006 a de um maestro britânico, Sir Edward Douwnes, também morto ao lado da esposa.


A eutanásia e a eugenia nazistóide

A propósito do rumoroso “caso Ray Gosling” na Inglaterra, um crime bárbaro e desumano perpretado por um homossexual contra seu parceiro num leito de hospital, todo o noticiário aparece complacente com o assassino. Não só a mídia, mas a própria justiça britânica que mandou solta-lo mediante fiança como se seu ato fosse um ato criminoso comum. O site “Forum Libertas” enumera pelo menos 18 argumentos contrários à liberação legal de tais atos, todos eles levantados pelo psiquiatra Herbert Hendin e o filósofo Pablo López. Vejam o resumo destes argumentos:
1. A eutanásia favorece uma precedente perigoso em detrimento do direito à vida em outros campos. Na Holanda, por exmeplo, a eutanásia já não se aplica a enfermos, mas simplesmente a pessoas que não querem viver. Segundo dados de 2004, calcula-se que na Holanda se deixam morrer cerca de 300 bebês por ano e há casos de se negar a colocação de marca-passos a idosos com mais de 75 anos: trata-se da prática nazista da “eliminação dos inúteis” da sociedade.
2. A eutanásia dificulta a relação médico-paciente e também a relação paciente-familiares. Permanece alguma margem para que os enfermos, anciãos ou incapaticados, continuem mantendo aquela plena confiança naqueles que, nesta hora, tenham por obrigação (quase sagrada) de procurar amenizar suas dores? Quem poderá devolver aos enfermos holandeses seu sentimento de confiança na classe médica? E como confiar naquele médico que deve se esforçar por salvar minha vida se meus parentes pressionam num sentido contrário?
3. A eutanásia desestimula a inversão em cuidados paliativos e no tratamento para a dor. De 1995 a 1998 a Holanda investiu apenas em cuidados paliativos; a partir de 1998 tais cuidados paliativos era considerado apenas uma alternativa a mais, sendo a eutanásia a mais apoiada dentro das instituições e na própria sociedade. Tratar a dor com cuidados paliativos é caro, tem-se que fomentar a opção mais barata: matar o enfermo.
4. A eutanásia perverte a ética médica que desde Hipócrates tem se centrado em eliminar a dor, não em eliminar o enfermo. Os médicos insistem em que a eutanásia, como o aborto, não são atos médicos, já que o fim da medicina é curar, e se não se pode curar ou ao menos mitigar a dor, poder-se-ia pelo menos atender e acompanhar. A eutanásia não cura nada. Os médicos que entram na mentalidade da eutanásia a incorporam a toda sua visão profissional e esquecem o compromisso de Hipócrates.
5. A eutanásia não é solicitada por pessoas livres, mas quase sempre por pessoas deprimidas, mental ou emocionalmente transtornadas. Geralmente não têm amadurecimento para praticar qualquer ato livre. De outro lado, a pessoa vítima da ansiedade e da depressão facilmente é levada a se ver livre aquele sofrimento pedindo a própria morte.
6. A eutanásia não é um direito humano, não é reconhecida na Convenção Européia dos Direitos Humanos, por exemplo. Segundo o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, no caso de Dianne Pretty em 2002, não há o direito de se procurar a morte, seja em mãos de terceiros ou com assistência de autoridades públicas.
7. A eutanásia, como o suicídio, é contagiosa. Uma que vez uma pessoa deprimida se suicida, outras também deprimidas ao seu redor podem copiar seu comportamento com mais facilidade. Isto é assim em sucídios com ou sem assistência, o que inclui a eutanásia.
8. A eutanásia dificulta o trabalho dos terapeutas que trabalham com inválidos, deprimidos ou enfermos mentais de modo geral. As pessoas que ajudam outros a viver, como os portadores de distúrbios mentais, vêem seu trabalho prejudicado pela eutanásia, que, legalizada, aparece como atrativo mais simplificador para a mente enferma.
9. A tendência é que, pela eutanásia, sejam eliminados geralmente os mais pobres ou mais fracos. Como o aborto, a eutanásia tenderá a fazer-se especialmente acessível e favorecida entre as classes mais baixas, os grupos étnicos desprotegidos, etc.
10. A “eutanásia legal” não impedirá as “eutanásias ilegais”, muito pelo contrário, as estimulará. Da mesma forma como o aborto. O caso da Holanda demonstra que não há controle dos mais de 2 mil casos denunciados, como tem registrado com indignação o Comitê dos Direitos Humanos da ONU.
Além dos dez fatores acima que desautorizam a legalização da eutanásia, há ainda estas oito advertências feitas pelo psiquiatra Herbet Hendin e pelo filósofo Pablo López López:
11. “Os pedidos de legalização da eutanásia são um sintoma de nosso fracasso em dar uma resposta adequada aos problemas dos moribundos”. A primeira reação de muitos pacientes ao ter conhecimento da gravidade de sua enfermidade e de sua possível morte é a de terror, a de deprimir-se e a de desejar morrer. Muitos pacientes e médicos menosprezam sua ansiedade perante a morte centrando-se nas circunstâncias que a acompanham: a dor, a dependência, a perda da dignidade e os desagradáveis efeitos secundários dos tratamentos médicos.
12. É o médico e não a enfermidade o responsável pela morte. Ao decidir quando terão que morrer seus pacientes, ao fazer da morte uma decisão médica, o doutor se vê na ilusão de manter o domínio sobre a enfermidade e sobre os sentimentos de indefesa que a acompanham.
13. O paciente fica apegado à sua própria petição e morre num estado de terror que ninguém adverte. O pedido de suicídio assistido se faz com muita ambivalência. Nem sempre o médico é capaz de reconhecer essa ambivalência, assim como a ansiedade e depressão que subjazem na petição de morte de um paciente.
14. A legalização da eutanásia induz também para a violação da mesma regulação. Somente 60% dos médicos holandeses informaram sobre seus casos de eutanásia, e 40% admite não haver informado dos casos e uns 20% disse que sob nenhuma circunstância pensam faze-lo.
Outras advertências são feitas pelo filósofo Pablo López López, em artigo intitulado “Da Eugenia utilitarista à Eutanásia global”, publicado no mesmo site do “Fórum Libertas” em 30 de novembro de 2009.

15. A aceitação política da eutanásia representa o sistemático suicídio impune de seres humanos cuja vida não se considera valiosa. Mesmo que em suas propostas se prometam várias precauções, enquanto ao movimento eutanasista se assenta nas leis e costumes, suas vítimas abarcam um aspecto cada vez mais amplo da população e não têm que ser necessariamente enfermos terminais nem anciãos.

16. As diferenciações entre “eutanásia ativa” ou “passiva”, “direta” ou “indireta” são interessantes, mas resultam secundárias frente ao que antes de tudo está em jogo: se se mata ou não a milhares ou milhões de pessoas muito debilitadas. Disse este Autor que “Eutanásia” e “ajudar a morrer”, empregam-se como eufemismos que tentam ocultar a intenção programada de matar pessoas cuja vida não se dá valor ou seu valor é considerado inútil, com a limitada de uma suposta aceitação cabal de suas vítimas.

17. A mesma noção de “suicídio assistido” é questionável, pois às vezes o papel de “assistente” é tão determinante que, mais que “ajudar”, executa. Considera o filósofo que com freqüência “quem consente em seu assassinato, normalmente não está em condições razoáveis de exercer sua liberdade.

18. Para os praticantes da eutanásia, quando a vida já não é “digna”, quando já não tem “qualidade”, só resta um beco sem saída: sua peculiar morte “digna”. Assim, a “eutanásia” não é mais que a aplicação eufemisticamente adocicada do utilitarismo eugênico.

Na Holanda é onde se mata mais enfermos: 2.500 eutanásias “legais” e 400 “suicídios assistidos”

A instituição oficial que monitora a eutanásia legal na Holanda aprovou 2.500 eutanásias ditas “oficiais” durante o ano de 2009, duzentas a mais do que no ano anterior. Nesta progressão a quantos chegaremos em dez anos? Estas são as cifras “oficiais”, registradas no órgão competente, mas o número real é maior. Como ocorre com o aborto, tanto na Espanha como em todo país onde é legal, há uma quantidade enorme de eventos da natureza que não são registrados, uma vez que a lei dá a condição de considerar tais práticas como não criminosas...
Segundo informes do próprio governo, no ano 2005 houve 550 casos de “suicídios assistidos” (ou eutanásias) sem autorização oficial. Estes dados são fornecidos pelo próprio governo, portanto são tendenciosos, fazendo-nos supor que a cifra está abaixo da real.
Segundo a lei holandesa, para se eliminar um enfermo que pede a eutanásia, o mesmo deve “sofrer dor insuportável”, o médido deve estar convencido de que o enfermo toma uma “decisão consciente” e um segundo médico deve concordar com o primeiro.
Na Holanda não há informes oficiais sobre outro crime bárbaro: a quantidade de crianças que são eliminadas porque nasceram com deficiências mentais ou físicas, cujos pais pedem que sejam mortas sob a alegação que não poderão viver debaixo de tanto sofrimento.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Eutanásia, recurso terrível para quem quer fugir da dor

A americana Theresa Marie Schindler-Schiavo (mais conhecida como Terri Schiavo), sofreu, aos 27 anos de idade, um ataque cardíaco que resultou na falta de oxigenação do cérebro. Lesão cerebral considerada irreversível, deixou a paciente vivendo à custa dos aparelhos ligados no hospital. O marido, Michal Schiavo, alegando que ela não queria mais viver, especialmente daquela forma, sob alimentação artificial, pediu juridicamente que os aparelhos fossem desligados. No dia 18 de março de 2005 o tubo que alimentava a paciente foi retirada e, após longo martírio, Terri Schiavo falaceu, após sofrer 14 dias de fome e sede, no dia 31 de março daquele ano. Caso semelhante está para ocorrer agora na Itália. A sentença do tribunal de Cassação que decidiu confirmar a interrupção da alimentação e da hidratação para Eluana Englaro, em coma vegetativo há 16 anos, provocou uma série de reações no mundo católico. A Presidência da Conferência Episcopal Italiana (Cei) divulgou o seguinte comunicado: “A vida de Eluana Englaro, cujo drama envolveu a consciência do nosso País, já foi encaminhada para a morte. Enquanto participamos com delicado respeito e profunda compaixão de sua dolorosa experiência, não podemos deixar de chamar à responsabilidade moral os que se dedicam a dar um fim à sua existência. A convicção de que a alimentação e a hidratação não são uma forma de insistência terapêutica foi muitas vezes, mesmo recentemente, manifestada pela Igreja e só pode ser reafirmada, mesmo nesse trágico momento. Nesse contexto, é mais urgente refletir sobre a conveniência de uma lei sobre o fim da vida, a partir dos conteúdos inequívocos na proteção da própria vida, a ser elaborada com o mais amplo consenso possível por todos os homens de boa vontade”.A Associação Comunidade Papa João XXIII, fundada pelo padre Oreste Benzi, que há muitas décadas luta pela defesa da vida humana, mesmo quando ela está na sua fase mais fraca e precária, manifestou a sua profunda consternação, triste pela decisão do Tribunal de Cassação. “esta condenação a morte – lê-se no comunicado assinado pelo Responsável geral da Associação - comove a consciência de todos, uma vez que não é manifestação da ciência médica oficial, mas sim é um veredicto de uma suprema corte. O senso comum da ética se rebela e se opõe a este assunto até porque será criado um precedente muito grave que poderia levar à legitimação da eutanásia. Dirigimos o nosso apelo ao Presidente da República, responsável e garantidor do direito à vida de cada cidadão, para que possa deter esse homicídio de Estado em nome de uma justiça insuportável e desumana. Ninguém pode ficar em silêncio ao assistir à lenta e progressiva morte de uma pessoa a quem será suspendida a alimentação e a hidratação, deixando-a morrer de fome e de sede”.O Presidente nacional da Renovação no Espírito Santo (RnS), Salvatore Martinez, em mérito ao pronunciamento da Cassação, declarou: “Foi sentenciada a condenação à morte de uma cidadã italiana indefesa. A partir de hoje, o direito à vida estará submetido ao poder da lei que avança na esfera mais inviolável da pessoa humana. Que triste Itália surge diante de nós, cada vez mais culpada, propensa a inserir uma cultura da morte, incapaz de afirmar democraticamente o direito à vida. Pergunto-me: é isso o que realmente sentem os italianos? Não se pode chamar de solidariedade suprimir os fracos, nem de justiça remover as razões mais profundas do viver comum, justamente a partir da partilha das angústias e dos sofrimentos que nos tornam realmente homens dignos de estar no mundo”.
Que ideologia não obscureça a consciência!
O Presidente do Pontifício Conselho para a Família
, Cardeal Ennio Antonelli, assinalou que Eluana Englaro "foi condenada a morrer de fome e sede porque vive em um estado vegetativo faz muitos anos. Esperemos que no último momento se pense novamente esta decisão e que a ideologia não escureça as consciências".
O Cardeal indicou também que "Eluana está em estado vegetativo mas não é um vegetal, é uma pessoa adormecida. A pessoa inclusive quando está adormecida ou com descapacidade conserva toda sua dignidade. A pessoa vale por si mesma e não por aquilo que produz ou consuma ou pelo prazer e as satisfações que procura aos outros".
Na opinião do Cardeal, "estamos chamados a testemunhar isto inclusive com o sacrifício. Com um esforço inteligente, generoso e perseverante a favor da vida: esforço cultural, jurídico e político mas também esforço concreto de testemunho pessoal e de serviço à vida especialmente a dos mais fracos".
"Tantas palavras se disseram e escreveram sobre o caso da Eluana", lembrou o Cardeal e comentou que "as mais belas e persuasivas" parecem "as da religiosa da clínica de Lecco que faz 14 anos a assiste com tanto amor: 'Se houver alguém que a considere morta, que deixe que Eluana fique conosco que a sentimos viva… deixem-nos a liberdade de amar e nos doar a quem é fraco'".
"Sinto que devo repetir um chamado da Madre Teresa: ‘não matem as crianças
com o aborto. Se não as quiserem, dêem elas a mim’", concluiu.

Medo ao sofrimento é "motor" de promotores de eutanásia
Num artigo publicado no L'Osservatore Romano, a jornalista Lucetta Scaraffia (a mesma que publicou elucidativo artigo sobre a morte cerebral - veja nossa postagem anencefalia, porque o cérebro e não o coração?) explica que o medo ao sofrimento do mundo atual é o "motor" dos promotores da eutanásia.
Diante dele os católicos devem propor os princípios que respondem razoavelmente os questionamentos que surgem deste temor exacerbado a sofrer. A jornalista assinala que certamente esta vez "operou o mecanismo do caso misericordioso: nesta circunstância não da dor da Eluana – de quem os médicos juram que não sente já mais nada e que não se dará conta que vai morrer de fome e de sede!– senão de seu pai. Como se o pai, com a morte de sua filha, deixasse de sofrer: e este é o paradoxo que ninguém soube objetar"."O medo ao sofrimento constitui o motor base de todas as decisões equivocadas de intervenções sobre o fim da vida: o sabem bem os que fazem propaganda da eutanásia alentando um futuro sem sofrimento", alerta Scaraffia e ressalta que "é próprio da reflexão a propósito do significado do sofrimento –que só o cristianismo sabe confrontar– que devemos fazer o possível para impedir que casos como este se repitam". A tradição católica "oferece luzes certas e claras para decidir nestas complexas circunstâncias: o valor da vida humana da concepção até a morte natural, quaisquer que sejam as condições nas que é vivida, inclusive se os casos a confrontar mudarem constantemente fazendo-os mais complicados e inéditos". Depois de assinalar que este assunto também toca o rol da "tecno-ciência em nossa vida, os limites da medicina, e que, então, para estar verdadeiramente convencidos, exige um exame das mesmas", a jornalista culmina explicando que a "terrível sorte de Eluana, então, é uma admoestação a todos e ensina a nós os católicos que devemos pensar e trabalhar para defender nossos princípios –que são princípios razoáveis compartilhados pelos que não são católicos– e impregná-los cada vez mais nas novas questões que o progresso científico cria".
Caso de adolescente que rechaçou transplante de coração
Outro caso que é visto como semelhante é o da adolescente inglesa de 13 anos, Hannah Jones, que supostamente se recusa a fazer um transplante de coração. O perito em bioética e professor na Divisão de Hematologia Clínica e Oncologia Médica do Sylvester Comprehensive Cancer Center da Universidade de Miami, Dr. Luis Ráez (*), alertou que o caso de Hannah Jones, apresenta um precedente "muito perigoso que pode ser usado legalmente para promover a eutanásia
".
O caso
Segundo a imprensa inglesa, as possibilidades de que Hannah sobreviva logo depois da operação são escassas. A pequena sofreu de leucemia faz alguns anos e o tratamento para combatê-la deixou muito debilitado seu coração que atualmente só funciona ao 10 por cento; e que já foi submetido a várias cirurgias.
Hannah explicou como é dura sua situação atual: "É exaustivo, os doutores me vêem a cada três meses, tomo remédios constantemente e é muito duro, eu não gosto de estar assim, mas vivo com isso". Estas e outras razões a teriam levado a decidir rechaçar o transplante, sem o qual os médicos lhe dão um máximo de 6 meses de vida
.
Diante de sua negativa, a direção do hospital que a atende, o Herefordshire Primary Care Trust do Hereford (Reino Unido), decidiu ir aos tribunais para retirar temporalmente a custódia a seus pais e "obrigar" a adolescente a submeter-se à cirurgia; entretanto, depois de vários procedimentos legais e o relatório de um funcionário do escritório do defensor do menor, o hospital decidiu retirar a demanda.
Segundo a BBC, Hannah foi capaz de convencer ao funcionário estatal de que sua decisão era fruto de uma reflexão meditada e amadurecida. "Não sei exatamente o que lhe haverá dito, mas deveu ser algo realmente poderoso para o convencer de que tinha razão. É algo incrível que uma pessoa que passou por tanto tenha a valentia de defender assim seus direitos. Estamos muito orgulhosos de nossa pequena", declarou o pai de Hannah, Andrew Jones, ao jornal The Independent.
Ele e sua esposa apóiam a decisão de sua filha. "Obviamente queremos ter a Hannah conosco tanto como seja possível, mas não vamos forçar a fazer algo que ela não quer fazer neste momento", disse também ao periódico Daily Mail.
Manipulação anti-vida
Sobre este caso, a Presidente da Federação Espanhola de Associações Pró-vida, Alicia Latorre precisa que com este caso "mais uma vez se utiliza uma linguagem enganosa. A imprensa sensacionalista nos fala de que Hannah Jones, a menina britânica de 13 anos que não quer submeter-se a um transplante de coração, ganhou a batalha para 'morrer com dignidade'".
Deste modo lembra que "o termo 'morte digna' forma parte dos eufemismos da cultura da morte. A dignidade a tem o ser humano desde sua concepção e é obrigação de todos facilitar que todos possam nascer e desfrutar de umas condições de vida de acordo a essa dignidade".
A respeito, o Dr. Ráez precisa que "a Igreja Católica
sempre foi clara que não se deve forçar com métodos extraordinários a prolongação artificial da vida, mas estes meios se definem de acordo com a pessoa e as circunstâncias. Por exemplo, um transplante de coração em um paciente ancião (mais de 85 anos) é provavelmente um procedimento extraordinário e desnecessário, mas neste caso é uma menina que só tem 13 anos. Certamente há dúvidas de que sua expectativa de vida não sejam outros 70 anos mas só Deus sabe quantos serão". Do mesmo modo, Ráez precisa que "as cirurgias de coração são procedimentos que se fazem todos os dias em todos os países do mundo pelo qual não sempre são necessariamente procedimentos extraordinários".
Para o perito, o outro aspecto importante com o caso de Hannah "é o precedente já que as leis britânicas e européias se influenciam muitíssimo nesta forma de legislação. Nos países de fala inglesa este caso cria um precedente perigosíssimo que pode ser usado para promover legalmente a eutanásia se se começar a deixar que as crianças
opinem sem ter os critérios adequados sobre o tema, especialmente quando estão doentes".
Na opinião do perito em oncologia e bioética, talvez "a menina, devido a sua curta idade e ao sofrimento que teve pela longa enfermidade, está perdendo esperança em viver". Por isso, comenta, "os pais que são legalmente responsáveis por tomar qualquer decisão por ela estão muito faltos de esperança e fé e não querem lutar mais". "A dignidade da pessoa humana é muito valiosa ainda no leito de sofrimento e morte porque o amor de Deus por nós não diminui nunca nem quando passamos pelas piores circunstâncias", conclui.
(*)O Dr. Luis Ráez é American Board Certified em Medicina Interna e Oncologia Médica; e atualmente trabalha na investigação de novos tratamentos contra o câncer e tem diversas publicações científicas na matéria, assim como trabalhos e artigos em temas de ética médica sobre a eutanásia, células tronco
e embriões humanos.

domingo, 6 de abril de 2008

Eutanásia, a guilhotina de nossos dias


O inventor de um instrumento de morte mais famoso, a guilhotina, chamava-se Antoine Louise e não Guillotin. No início, aquela máquina de morte era chamada de "Luiseta". Na Revolução de 1789, a Asembléia Nacional discutiu a urgência de um instrumento de morte que fosse o "menos doloroso possível" e mais rápido na execução. Havia muitos candidatos à morte e eles tinham pressa em eliminá-los. O nome foi dado a Guillotin por causa de seu prestígio junto aos deputados (era um deles) e por causa de sua defesa para o uso da máquina de morte. Tanto Antoine Louise quanto Guillotin eram médicos...
Aquele instrumento tão sinistro já foi esquecido, não se fala muito nele nos dias atuais. No entanto, fala-se numa palavra que pode muito bem substituí-la: a eutanásia. Que, da mesma forma, é muito usada por médicos... que deveriam procurar salvar vidas e não eliminá-las.
Estamos numa época em que a pena de morte (como instrumento de punição dos governos) está sendo cada vez menos usada. No entanto, outra "pena" de morte está sendo posta em prática cada dia que passa. É o que se convencionou chamar de eutanásia, com o fim de abreviar a vida de doentes terminais. Esta coisa tão bárbara e desumana era costumeiramente praticada por nossos selvagens, e de uma forma rápida: usava-se o tacape na cabeça do doente, que em poucos segundos (e não minutos, como diz a notícia abaixo) o padecente estava morto.
Nos Estados Unidos da América, o Dr. Kevorkian (ou Kekorkian, segundo outros), que também é médico, inventou um instrumento para abreviar a morte de certos doentes terminais. Ficou, por isso, cognominado como "Dr. Morte", mas foi processado por assassinato em série e não pôde continuar usando sua máquina assassina.
Agora surge um seu sucedânio, um alemão, pensando, talvez, como os convencionais da Revolução de 1789, que há pressa em eliminar o maior número de pessoas que se possa. Transcrevo na íntrega a notícia divulgada hoje pela ACI Prensa, no original em espanhol, dando conta de novo "invento" para a morte:

Ex Ministro de Justicia alemán crea "máquina suicida" para enfermosterminales
HAMBURGO, 06 Abr. 08 / 04:10 pm (ACI).- El ex Ministro de Justicia de Hamburgo (Alemania), Roger Kusch, presentó hace unos días una "máquina suicida" para que los enfermos terminales en este país puedan terminar con sus vidas cuando así lo deseen.
Según informa la cadena alemana Deutsche Welle (DW), el pasado 28 de marzo Kusch presentó su "invento" ante los periodistas, a quienes explicó que "la máquina está lista para su uso" de modo tal que los enfermos terminales en Alemania no tengan que viajar a Suiza en donde el suicidio asistido sí es legal, explica DW.
"Es el mejor método para los que tienen deseos de muerte", dijo luego a CNN.
El aparato consta de una máquina intravenosa convencional. Se alimenta de dos jeringas, una de las cuales se llena con un anestésico mientras que la otra contiene una dosis letal de cloruro de potasio. Con este aparato, lo único que tendría que hacer el médico es colocar una aguja en la vena del paciente, procedimiento que no iría contra ninguna norma legal en Alemania; y éste último sería quien presionaría un botón colocado al alcance de sus manos para inyectarse el mencionado veneno.
Kusch explicó que el procedimiento de muerte duraría cuatro minutos.
El Obispo Auxiliar de Hamburgo, Mons. Hans-Jochen Jaschke, comentó a la agencia KNA que este aparato es un "instrumento de tortura" y un "juego macabro con la muerte, encubierto con palabras nobles de compasión y apañado por artimañas legales cuestionables".
De otro lado, el Vicepresidente de la Asociación Médica Alemana, Frank Ulrich, advirtió en declaraciones a la agencia DPA que "no necesitamos una máquina asesina, sino cuidado de enfermos terminales y medicinas paliativas que alivien a la gente del dolor y el temor al final de sus vidas".
"Esto atenta contra del espíritu de nuestra ética, el espíritu de nuestra tradición ética, el espíritu de la imagen cristiana sobre ser humano y contra el espíritu de nuestra ley", dijo el director de la iglesia luterana alemana, Wolfgang Huber.