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quarta-feira, 24 de março de 2010

Falece o Padre Marx, aquele que ensinou o mundo inteiro como defender a vida

No último sábado, 20 de março, falaceu o fundador do movimento “Human Life Internacional”, prestes a completar 90 anos de idade, Pe. Paul Marx, OSB. A propósito, publicamos abaixo o texto divulgado no boletim “Spirit and Life” sobre o mesmo:

Do Rev. Padre Thomas J. Euteneuer, presidente da “Human Life International” (HLI)

“O Padre Marx ensinou o mundo inteiro como ser pró vida!
O Abade John Klassen, OSB, da Abadia de St. John, em Collegeville, Minnesota, EEUU, me informou pessoalmente que o venerável fundador do Human Life International, o Ver. Padre Paul Marx, se foi em paz para receber seu prêmio eterno às 8:10 da manhã.
Segundo testemunhas oculares, no momento de sua morte, o Padre levantou os braços e disse: “Leva-me para casa”. Como era o adequado, morreu durante o Ano Sacerdotal, poucos meses antes de completar 90 anos. Não é demais dizer que o lamentaremos muitíssimo!
O Padre Marx fundou o HLI com o nome de Human Life Center (Centro para a Vida Humana) em 1972, com o desejo de combater o ataque global contra a vida que começava a cobrir o mundo com o sangue dos inocentes. Infiltrou-se num congresso pró-aberto na Califórnia em 1971 com o nome de Dr. Paul Marx (o qual era verdadeiro, já que possuía PhD em sociologia) e gravou todas as conferências dos abortistas, para assim poder denunciar o mal que estavam promovendo. Publicou sua denúncia em seu livro “The Death Peddlers” (Os Mercadores da Morte), a primeiro grande obra de seus muitos escritos que puseram a descoberto a terrível maldade do negócio do aborto. O legado do Padre Marx, de denunciar o mal e defender o ensinamento da Igreja acerca da santidade da vida humana, o matrimônio e a família, continua profundamente gravado nos corações daqueles que realizam o trabalho pró-vida animados por seu indomável espírito.
Tive o privilégio de conhecer o Padre Marx pela primeira vez depois de haver se retirado da HLI. Ninguém pode imaginar a dificuldade de assumir a presidência da HLI e tentar preencher o posto de quem o Papa João Paulo II chamou “O Apóstolo da Vida”. Sempre tenho dito que há um só “Apóstolo” da Vida – o resto de nós simplesmente somos “missionários” da vida. De fato, o Padre Marx foi, de todas formas possíveis, um dom único e irrepetível da Igreja ao mundo. Como o Apóstolo que levava seu nome, São Paulo, o Padre Marx foi por todo o mundo pregando o Evangelho de Cristo, dos anos 60 aos 90, estabelecendo grupos apostólicos e organizações pró-vida para levar a cabo esta missão. O Padre Marx foi como o semeador que pessoalmente semeou a boa semente da vida em 91 países e que motivou a muitos ao redor do mundo a fazer o mesmo.
Calculamos que o Padre Marx viajou aproximadamente quase 5 milhões de quilômetros em seus mais de 40 anos de atividade pró-vida. E ainda, depois disso, seus filhos espirituais têm feito o mesmo. Somente em 2009, os missionários do HLI dos EEUU e nossos coordenadores regionais de todo o mundo, viajaram mais de 900.000 quilômetros e visitado 57 países num intento por imitar o elevado exemplo e firmeza do Padre Marx por difundir o Evangelho da Vida!
Parte do legado do Padre Marx ficou expresso nos programas da HLI, como o Resgate Madalena, o Programa de Reabilitação, o Programa de Orfanato na China, Seminaristas pela Vida, o Instituto de Investigação sobre a População (PRI,sigla em inglês) e o Instituto Católico para a Família e os Direitos Humanos (C-Fam, sigla em inglês), todos fundados sob o beneplácito do HLI nos anos 90.
Mesmo que o Apóstolo da Vida tenha estado retirado durante a última década sob os cuidados de sua comunidade religiosa em Minnesota (era beneditino), nunca deixou de manter-se em contato com os assuntos pró-vida, nem tampouco abandonou a correspondência com seus filhos espirituais que todavia estão envolvidos na luta pela vida nas trincheiras do movimento pró-vida. Quão valioso tem sido para mim receber suas breves cartas periódicas animando-me a manter o espírito de luta ante tantos novos desafios. O Padre Marx sempre foi muito consciente também da necessidade de financiamento, pelo que usualmente enviada cheques de $25 e $50 com suas cartas! Tenho entesourado essas cartas com todo meu coração. O Dr. Brian Clowes, da HLI, e a Sra. Magaly Llaguno, da Vida Humana Internacional, a seção espanhola da HLI, têm sido seus mais íntimos amigos e se mantiveram em contato habitual com ele. Muitos outros são os missionários da HLI ao redor do mundo que receberam suas cartas e as mensagens de ânimo do Padre, algumas das quais daremos a conhecer em futuras publicações.
Que eu saiba, a última aparição em público e o último discurso do Padre Marx foi durante o banquete do 35º aniversário da HLI que teve lugar em sua honra em Minneapolis, a 25 de março de 2007. O Padre falou apaixonadamente a seus filhos espirituais repetindo com fervor as mesmas palavras que lhe dirigiu o Papa João Paulo II durante seu encontro com o Santo Padre em princípios dos anos 80: “Você está levando a termo o trabalho mais importante do mundo!” E é verdade, estamos realizando esse trabalho – trata-se de seu ofício e da do verdadeiro ofício da Igreja. Devido ao espírito indomável deste homem, não deixaremos de levar a cabo este trabalho até que o Senhor nos leve para a Casa.
O Padre Marx ensinou ao mundo inteiro como ser pró-vida. Agora toca a nós colocar o manto do espírito profético do Padre Marx e, como Eliseu, que viu seu mestre Elias subir ao céu num carro de fogo, devemos dividir em duas as águas do Jordão com seu manto e investir na luta, tal e como o havia desejado o Apóstolo da Vida!"

domingo, 19 de julho de 2009

Exemplo para nossos políticos, mexicanos protegem vida desde a concepção

.- Diversos meios locais mostraram a aprovação, no dia de ontem, da reforma da Constituição do 1º artigo do Estado mexicano de Yucatán, blindando assim o primeiro e fundamental direito de todo ser humano à vida, desde a concepção até a morte natural.
Durante a sessão, explica o diário Milênio, "a maioria qualificada de legisladores avalizaram que a Constituição do Estado reconheça de maneira explícita o direito fundamental da vida, sem o qual o resto das garantias individuais não existiria".
Trata-se, explicaram, "de uma reforma que defende a dignidade humana das pessoas, em especial das mulheres e das crianças de Yucatán que estão por nascer, já que com as novas disposições constitucionais os direitos da mãe e dos concebidos não colidem, tampouco as pessoas ficam por cima das outras, ambas se complementam".
Com esta reforma, o texto constitucional do artigo 1 fica redigido da seguinte maneira: "O Estado de Yucatán reconhece, protege e garante o direito à vida de todo ser humano, ao sustentar expressamente que desde o momento da fecundação entra sob o amparo da lei e lhe reputa como nascido para todos os efeitos legais correspondentes, até a sua morte natural. Com as condições já previstas nas leis ordinárias".
Foram 24 dos 25 deputados pressentem os que decidiram esta reforma; que, entretanto ainda permite algumas exceções como nos casos de violação ou má formação congênita do bebê.
Yucatán se converte assim no estado número 14 no qual se blindou a defesa da vida; os outros são: Jalisco, San Luis Potosí, Guanajuato, Quintana Roo, Sonora, Baja California, Morelos, Puebla, Colima, Durango, Nayarit, Chihuahua e Campeche.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Enfim, surgem leis em defesa da vida do nascituro

Anúncio num "auto-bus" da cidade de León, em Guanajato, México.
Não decorreu mais de um mês em que a Suprema Corte de Justiça do México aprovou o aborto na capital daquele país e boas notícias nos vêm de lá. É que dois estados mexicanos, Baixa Califórnia e Sonora, aprovaram reformas em suas constituições garantindo a vida humana desde o instante da fecundação. A notícia está sendo veiculada no site Frontera.info, embora de forma resumida. Baja California ou Baixa Califórnia é o Estado mais setentrional do México, fazendo fronteira ao norte com o estado da Califórnia americano, ao leste com o Estado mexicano de Sonora e com o Mar de Cortez, ao sul com o estado mexicano de Baixa Califórnia do Sul, e a oeste com o Oceano Pacífico. A capital do Estado é a cidade de Mexicali. Já Sonora é o segundo maior dos 31 estados mexicanos, localizado no norte do México. Limita-se com os Estados de Chihuahua (que já possui lei garantindo a vida dos nascituros) a leste, Sinaloa ao sul e Baixa Califórnia a noroeste, bem como os Estados Unidos ao norte. Pois bem, nestes estados mexicanos foi aprovada, talvez pela primeira vez no mundo, uma lei que dá proteção aos nascituros desde o momento da concepção até o nascimento.
No Estado de Sonora foi reformada Constituição, introduzindo-se o seguinte:

“Art. 1 – Os Direitos Humanos são a base e o objeto das instituições sociais. No Estado de Sonora todo indivíduo gozará das garantias que outorga a Constituição Política dos Estados Mexicanos. Sendo assim, de forma expressa o Estado de Sonora tutela o direito à vida ao sustentar que desde o momento da fecundação de um invidíduo, entre sob a proteção da lei e se reputa como nascido para todos os efeitos legais correspondentes, até sua morte natural. Em consequência, as autoridades, os funcionários e empregados do Estado e Municípios têm a ineludível obrigação de respeitar e de fazer respeitar, no âmbito de suas faculdades, ditas garantias e as prerrogativas que esta Constituição local concede”.
Esta reforma converte Sonora no primeiro Estado com uma legislação que protege a vida do ser humano desde o momento da concepção. O deputado Manuel Acosta Gutiérrez, um dos autores da reforma, disse que Sonora tem agora uma legislação de vanguarda, já que levou a garantias individuais o direito à vida.
No Estado vizinho, da Baixa Califórnia, a reforma consistiu em acrescentar um tópico ao artigo sétimo da Constituição do Estado, da mesma forma garantindo o direito à vida desde o momento da concepção até à morte natural. Foi implementada por três partidos políticos, mas não prevê alterações no código penal então vigente. Na votação, houve 21 votos a favor da lei e apenas 3 contra.
Não somente no Estado de Sonora, mas também em Chihuahua há lei semelhante, deixando o México como pioneiro nesta questão tão importante do direito à vida humana.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Cardeal-Primaz fala sobre Semana Nacional da Vida

«A partir do óvulo fecundado, há uma nova vida humana hóspede no ventre materno. Se essa pudesse falar, diria: ‘obrigado, minha mãe, por me acolher’. ‘Eu quero viver. O teu sangue corre do teu coração para o meu coração. Não posso me defender, confio na tua defesa. Eu proclamarei sempre que tenho o direito de viver, porque tu me deste a vida. Eu também começo a aprender amar, para ser assim durante toda a minha vida’.»
SALVADOR, terça-feira, 7 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O cardeal Geraldo Majella Agnelo considera que a vida «é um dom para fazer a experiência do amor verdadeiro, que é serviço ao semelhante».
Segundo o arcebispo primaz do Brasil, a vida «só atingirá seu fim último se for sinal de salvação para o outro».
Em artigo enviado a Zenit nessa segunda-feira, no contexto da celebração no país da Semana Nacional da Vida, que encerra hoje, o purpurado afirma que «gostaria de lembrar quanto é sagrada a vida humana».
«A partir do óvulo fecundado, há uma nova vida humana hóspede no ventre materno. Se essa pudesse falar, diria: ‘obrigado, minha mãe, por me acolher’. ‘Eu quero viver. O teu sangue corre do teu coração para o meu coração. Não posso me defender, confio na tua defesa. Eu proclamarei sempre que tenho o direito de viver, porque tu me deste a vida. Eu também começo a aprender amar, para ser assim durante toda a minha vida’.»
«Neste mundo --prossegue o arcebispo de Salvador--, não somos donos de nada. Tudo o que temos foi recebido e somente o amor que tivermos no coração dará o conforto final de nossa existência.»
De acordo com o cardeal Agnelo, a Semana Nacional da Vida e do Nascituro «é ocasião especial para colocar em evidência o valor e a beleza desse Dom precioso que recebemos de Deus».
«De modo especial, salientamos o valor sagrado da vida humana em todas as suas dimensões.»
Diante de tantos ataques que a vida sofre, «é nossa missão reafirmar sua importância inestimável e inegociável». «A vida é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores.»
Segundo o arcebispo, o Evangelho da vida está no centro da mensagem cristã. Por isso, «a Igreja declara que o respeito incondicional do direito à vida de toda pessoa, desde a sua concepção até a morte natural, é um dos pilares sobre o qual assenta toda a sociedade e um Estado autenticamente humano. Defender o direito primário e fundamental à vida humana é um dever do Estado».
Dom Geraldo Agnelo considera que «não é só a guerra que mata a paz». «Todo crime contra a vida é um atentado contra a paz. O aborto é um crime contra a vida e contra a paz, pois a vida individual e a paz geral estão estreitamente ligadas».
«A civilização do amor e da vida é que dá à existência das pessoas e da sociedade o seu significado humano mais autêntico», afirma o cardeal.