SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

“Collège des Bernardins”, um lugar tido como próprio ao diálogo intelectual e espiritual

Com a inauguração do “Collège des Bernardins”, em Paris, no próximo dia 12, por ocasião de sua visita a França, há uma expectativa de que o Papa use a ocasião para promover um diálogo maior entre fé ciência, entre intelectualidade e espiritualidade. Isto porque aquela instituição é destinada aos estudos e pesquisas de diversas naturezas. No entanto, o “Collège des Bernardins” não é uma instituição nova; ele está apenas sendo reinaugurado. É considerado um “chef d’oeuvre” da arquitetura medieval, construído no século XIII e desde o início destinado aos estudos dos monges de Claraval. Funcionou muitos anos e durante a Revoluão Francesa foi transformado em prisão, e mais tarde em simples galpão, escola e até caserna, como sempre ocorria os revolucionários fazer com os prédios católicos. Depois de cinco anos de restauração será reaberto e a hierarquia católica francesa pretende transformá-lo num centro de influência cultural de destaque. O jornal Le Figaro comenta: “Num antigo edifício cisterciense reformado pela diocese de Paris, o Papa se dirigirá ao mundo da cultura em 12 de setembro” Na Rue de Poissy e seus arredores o Collège des Bernardins aparece como um longo barco branco, tranquilamente amarrado aos imóveis vizinhos. Fachada percorrida por altas janelas em ogiva, sob um teto com telhas postas recentemente, o edifício cisterciense tornou-se um lugar preferido entre os monumentos de Paris medieval, e uma atividade em seu espírito original de estudo e espiritualidade. A iniciativa deve-se ao cardeal Lustiger, que desejou fazer desse lugar “um centro de renovação cultural da Igreja católica”. A majestosa construção foi fundada em 1245 por Etienne de Lexington (de nobre família inglesa), abade de Claraval, e destinava-se à educação dos monges cistercienses. A partir de 1320 o abade e os religiosos de Claraval cederam o estabelecimento aos cistercienses. Em 1790, a Revolução Francesa, demonstrando ser inimiga não só da Religião mas também da cultura, toma o edifício e o “vende” à prefeitura de Paris para que o utilize como galpão, prisão e, depois, até mesmo como caserna de soldados. Somente a partir de abril de 2001 o “Collège des Bernardins” retorna à posse da Igreja. Comenta-se que a Igreja gastou mais de 50 milhões de euros para sua reforma, mas não se fala se o Governo A ressarciu deste prejuízo e do tempo que passou com a posse do imóvel injusta e abusivamente. O projeto original prevê que o Colégio seja usado atualmente como centro de estudos e debates culturais, científicos, intelectuais, etc. Já o estão chamando de “Vitrine Intelectual da Igreja”, conforme o jornal “Le Monde”. O diretor do Colégio, Jerome Beau, confirma para o próximo dia 11 de outubro um primeiro debate sob o tema “o sagrado na publicidade”. Haverá também um pólo cultural composto por concertos musicais e exibições de filmes. O Bernardins tem capacidade para 3 mil estudantes regularmente inscritos nos cursos laicos e mais 150 seminaristas e leigos da Faculdade de Teologia de Notre-Dame, contendo vinte salas e um auditório com capacidade para 260 cadeiras.
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