SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Enquanto Dom João VI trazia a corte portuguesa para o Brasil...


Não é só o Brasil e Portugal que têm comemorações a fazer neste ano de 2008: a Espanha também está comemorando os 200 anos da revolta contra Napoleão, desencadeada a partir de 2 de maio de 1808. Esta revolta começou em Madri e, dizem alguns historiadores, foi se propalando por todo o país como uma verdadeira guerra de independência. A Espanha havia assinado covardemente o Tratado de Fontainebleau em outubro de 1807, permitindo que as tropas nepoleônicas passassem por seu território a fim de atacar Portugal. Mas estas logo se apossaram de Madri e passaram a dominar, primeiramente, a própria Espanha. Quando a revolta eclodiu em 2 de maio, as tropas fiéis a Napoleão, dirigidas pelo general Murat, fizeram vários fuzilamentos (cerca de 400), retratados pelo pintor De Goya (ver quadro acima). Enquanto isso, vários madrilenos foram presos, acutilados e degolados. No entanto, a personagem que mais deixou sua marca neste período foi a "Virgem de Zaragoza", distante da corte de Madri.
“La Zaragoza”
Trata-se de uma personagem que tornou-se heroína espanhola ao enfrentar bravamente as tropas de Napoleão. O impostor corso havia forçado o rei da Espanha a aceitar que suas tropas passassem por aquele país para atacar Portugal, com a promessa de que nada de mal faria à Espanha. Prometera Napoleão que, ao final da invasão, dividiria Portugal com a Espanha, mas traiu sua promessa ao chegarem suas tropas a Lisboa.
Os espanhóis, tão logo se deram conta da traição de Napoleão, se revoltaram e pegaram em armas para atacar o exército francês. Reuniram mais de 100 mil soldados, corajosos e patrióticos, mas não tinham armas, organização ou quem os comandasse eficazmente. Quando os franceses atacavam a fortaleza de Zaragoza, repentinamente surge uma virgem, contando cerca de 18 anos, a um dos portões chamado “Portillo”, com comida para os soldados. Verificou estarrecida que muitos soldados espanhóis já se encontravam mortos ou haviam abandonado suas posições. “La Zaragoza”, que também ficou famosa como “A virgem de Zaragoza”, pegou de um fósforo, acendeu um dos pavios de um canhão e o disparou contra o inimigo. Isto despertou o brio dos soldados, os quais voltaram ao combate com mais varonilidade. “La Zaragoza”, no entanto, não abandonou o campo de batalha. Durante cerca de dois meses permaneceu entre os soldados animando-os ao combate. Demonstrou incrível bravura ao resgatar sobreviventes em meio ao tiroteio e cuidar de seus ferimentos. Alguns soldados contam que viram a Virgem de Nossa Senhora do Pilar, em vestes brancas, vir ajudá-la

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