SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Enquanto as Bolsas choram suas perdas... milhões estão ameaçados de morte pela fome


"O mundo não deve ficar indiferente à fome e à seca que ameaçam 12 milhões de pessoas no Chifre da África", afirmou o Papa Bento XVI. "Nós não devemos ficar indiferentes ao drama da fome e da sede", declarou o Papa diante de centenas de peregrinos em Castel Gandolfo, a residência de verão do Sumo Pontífice, durante a oração do Angelus semanal. "Muitos irmãos e irmãs no Chifre da África sofrem as consequências dramáticas da fome, agravada pela guerra e pela falta de instituições estáveis", acrescentou.

O Papa pediu "compaixão e solidariedade fraterna". Bento XVI referiu-se à Bíblia, especialmente à história da milagrosa multiplicação dos pães por Cristo. "Jesus nos lembra-nos de nossa responsabilidade de ajudar os que têm fome e sede". O Chifre da África está sofrendo sua pior seca em décadas, segundo a ONU. A ONU, que também falou sobre a crise alimentar mais grave na África nos últimos 20 anos, estima que cerca de 12 milhões de pessoas estão ameaçadas na região.

De acordo com o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon, são necessários US$ 1,6 bilhão apenas para a Somália. Morreram mais de 29.000 crianças nos últimos 90 dias na Somália

A crise de fome prossegue em África e as consequências agravam-se a um ritmo diário. A ONU avançou que as suas estimativas apontam para que na Somália já tenham morrido mais de 29 mil crianças com menos de cinco anos de idade nos últimos 90 dias. A pior crise de fome nos últimos 60 anos tem-se agravado nestas derradeiras semanas e além do número de mortes infantis estimado, a ONU aponta ainda para cerca de 640 mil crianças que estarão subnutridas no país.
Aos constantes apelos pelo envio de ajuda humanitária para a região a ONU tem avançado com informações que colocam em números os efeitos devastadores da crise de seca e fome que tem na Somália o seu epicentro. De acordo com a Organização das Nações Unidas, dos 7,5 milhões de somalis que habitam o país, cerca de 3,2 milhões necessitarão de ajuda imediata e crucial para a sua sobrevivência.
Na Somália são já cinco as áreas classificadas pela ONU como zonas de fome, o que tem motivado a migração de milhares de somalis em direcção a campos de refugiados situados no Quénia e na Etiópia, nações vizinhas.
Às dificuldades colocadas pela crise de seca e fome acrescem os obstáculos erguidos por grupos da al-Qaeda presentes na região, que se recusam a reconhecer a existência de fome na região e dificultam as operações de ajuda humanitária aos refugiados somalis, principalmente ao tentarem bloquear as ajudas vindas do World Food Program, o mais vasto programa internacional de ajuda humanitária para crises de fome.
A calamidade da fome nos dias que correm decorrem, segundo a ONU, de prolongada seca que perdura na região denominada de "Chifre da África". Outras calamidades decorrentes da fome já houve, no entanto, no passado, uma delas decorrentes do regime comunista. Por exemplo, estima-se que só na Coreia do Norte já morreram mais de 2 milhões de pessoas por causa da fome, enquanto a Coreia do Sul (vizinha) não sofre tais calamidades.


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