SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

segunda-feira, 1 de março de 2010

Alguns países europeus ainda podem se dizer civilizados?

A notícia corre pela mídia há algum tempo: a eutanásia tornou-se legal em alguns países europeus e pode ser aprovada em outros. Não só legal, mas uma prática até mesmo comercializada. Em alguns deles, como Suíça, Holanda, Bélgica e Luxmburgo o chamado “suicídio assistido” é legal e torna-se até uma prática comercial. Destaca-se a empresa “Dignitas”, fundada na Suíça em 1998 pelo advogado Ludwig Minelli, que vem “ajudando” pessoas com doenças terminais ou portadores de graves doenças físicas a morrer antes da hora. Tudo legal, aprovado pelo Supremo Tribunal da Suíça. Isto nos faz recordar o médico americano Kekorkian, apelidado de “Dr. Morte”, que por alguns anos se utilizou de uma máquina de matar “doentes terminais” e, segundo ele, com mortes “sem dor”: bastava uma injeção e pronto...

Diz-se que a empresa suíça já conta com mil clientes cadastrados em seus arquivos, os quais, segundo ela foram lá unanimemente a procura do “serviço”, enquanto outros seis mil potenciais clientes aguardam uma ocasião propícia. Segundo o jornal “Folha de São Paulo”, há até brasileiros que pretendem se inscrever nesta lista negra. Não cita, porém, o jornal nenhum nome alegando respeito à privacidade.

Declarou o proprietário da empresa, Ludwig Minelli, que o suicídio é o último direito humano. Ele é também o fundador e secretário-geral da Sociedade Suíça para a Convenção Europeia dos Direitos do Homem. Que tipo de “direitos” esse homem está defendendo, hem? Suícido é um direito? Só faltava essa! Daqui a pouco vai ser incluído no “catálogo” de direitos humanos da ONU, logo após o aborto e outros “direitos” reclamados por certa gente. Mas a Suíça não parece estar só: outros países europeus, num afã de demonstrar algo de “civilizados” já permitem o “suicídio assistido”, como a Holanda, a Bélgica, Luxemborgo, etc. Estão seguindo à risca o slogan da Revolução da Sorbonne, de 1968: “é proibido pobir”; hoje, é proibido punir certos crimes como a droga, o aborto e o próprio assassinato.
Vejam algumas declarações do dono da “Dignitas”:
"É um direito, um direito humano, sem condições, exceto a capacidade de discernimento", disse ele. "Eu tenho uma atitude totalmente diferente ao suicídio. Digo suicídio é uma possibilidade maravilhosa dado a um ser humano".
"O suicídio é uma possibilidade muito boa para escapar de uma situação que você não pode alterar. Não é uma condição de ter uma doença terminal. Doença terminal é uma obsessão britânica".
Segundo a imprensa, antes da “Dignitas” ter instalações mais apropriadas a remoção dos corpos de seus “clientes” já executados vinha causando indignação entre os moradores da redondeza. É de causar arrepios o método e a finalidade. Cinicamente o proprietário da “guilhotina” moderna diz que o paciente não sente qualquer dor. Só vale pra ele a dor física: e a dor moral? E a dor espiritual e moral, não só do que morre, mas de seus familiares? Crema-se os corpos e se cumpre um macabro “ritual” em nome deste monstruoso “direito”. Se alguém disser que isto se assemelha aos métodos nazistas de eliminação das pessoas dirão que é exagero, não é bem assim, etc.

“Turismo suicida”
Europeus de todos os países procuram a “Dignitas” para se submeter a tão horroroso processo. A Alemanha (vizinha da Suíça) é a campeã, seguida pela Inglaterra (que consta já ter eliminado mais de 100 ingleses no “suicídio assistido” de Minelli).

Pode haver um suicídio “assistido”?
Em vários campos da atividade huamana, o eufemismo toma conta de certos setores para respaldar atividades criminosas e revolucionárias. Assim, aqui no Brasil inventaram a algum tempo atrás a palavra “ocupação” para substituir à “invasão” de terras; o aborto é substituído pela frase “interrupção da gravidez”; a expressão “direitos humanos” é utilizada para acobertar o banditismo e a imoralidade; arranjaram a palavra “gay” (que quer dizer alegre em inglês) para substituir o termo homossexual. Enfim, há uma infinidade de termos que a mídia procura um eufemismo para encobrir a maldade de ações revolucionárias. Como choca na opinião pública o termo “eutanásia”, que quer dizer a morte proposital de quem estar à beira da morte, andam agora inventando um termo mais açucarado chamado “suicídio assistido”.
Ora, o termo “assistir” quer dizer prestar assistência e, no caso, não se trata disso, mas, muito pelo contrário, uma verdadeira falta de assistência. E, nos casos concretos, os potenciais suicidas desta modalidade de eutenásia não são “assistidos” mas induzidos à prática da morte premetidada. Trata-se, pois, de um crime. Como não é possível punir o suicida, deve-se castigar seu “assistente” que o induziu a morrer antes do dia.
Não existe, pois, “suicídio assistido”, poderia ser, isto sim, “suicídio induzido”, ou conduzido por alguém, mas nunca assistido.

“Na mídia”
Em 2008 foi divulgado o ducumentário “The Tourist Suicide” (“Selbstmord-Touristen” em alemão) em que retrata as histórias de várias pessoas que foram à Suíça com a macabra finalidade. O vídeo chegou a ser exibido até na TV suíça, sem que houvesse qualquer reação da população. Nele se relata a execução de um professor universitário aposentado, Craig Ewert, que sofria de doença mental, ao lado de sua esposa. A BBC chegou a produzir também um filme, intitulado “Uma breve estada na Suíça”, narrando o caso de Anne Turner, assassinada na “Dignitas” em 2006 a de um maestro britânico, Sir Edward Douwnes, também morto ao lado da esposa.


A eutanásia e a eugenia nazistóide

A propósito do rumoroso “caso Ray Gosling” na Inglaterra, um crime bárbaro e desumano perpretado por um homossexual contra seu parceiro num leito de hospital, todo o noticiário aparece complacente com o assassino. Não só a mídia, mas a própria justiça britânica que mandou solta-lo mediante fiança como se seu ato fosse um ato criminoso comum. O site “Forum Libertas” enumera pelo menos 18 argumentos contrários à liberação legal de tais atos, todos eles levantados pelo psiquiatra Herbert Hendin e o filósofo Pablo López. Vejam o resumo destes argumentos:
1. A eutanásia favorece uma precedente perigoso em detrimento do direito à vida em outros campos. Na Holanda, por exmeplo, a eutanásia já não se aplica a enfermos, mas simplesmente a pessoas que não querem viver. Segundo dados de 2004, calcula-se que na Holanda se deixam morrer cerca de 300 bebês por ano e há casos de se negar a colocação de marca-passos a idosos com mais de 75 anos: trata-se da prática nazista da “eliminação dos inúteis” da sociedade.
2. A eutanásia dificulta a relação médico-paciente e também a relação paciente-familiares. Permanece alguma margem para que os enfermos, anciãos ou incapaticados, continuem mantendo aquela plena confiança naqueles que, nesta hora, tenham por obrigação (quase sagrada) de procurar amenizar suas dores? Quem poderá devolver aos enfermos holandeses seu sentimento de confiança na classe médica? E como confiar naquele médico que deve se esforçar por salvar minha vida se meus parentes pressionam num sentido contrário?
3. A eutanásia desestimula a inversão em cuidados paliativos e no tratamento para a dor. De 1995 a 1998 a Holanda investiu apenas em cuidados paliativos; a partir de 1998 tais cuidados paliativos era considerado apenas uma alternativa a mais, sendo a eutanásia a mais apoiada dentro das instituições e na própria sociedade. Tratar a dor com cuidados paliativos é caro, tem-se que fomentar a opção mais barata: matar o enfermo.
4. A eutanásia perverte a ética médica que desde Hipócrates tem se centrado em eliminar a dor, não em eliminar o enfermo. Os médicos insistem em que a eutanásia, como o aborto, não são atos médicos, já que o fim da medicina é curar, e se não se pode curar ou ao menos mitigar a dor, poder-se-ia pelo menos atender e acompanhar. A eutanásia não cura nada. Os médicos que entram na mentalidade da eutanásia a incorporam a toda sua visão profissional e esquecem o compromisso de Hipócrates.
5. A eutanásia não é solicitada por pessoas livres, mas quase sempre por pessoas deprimidas, mental ou emocionalmente transtornadas. Geralmente não têm amadurecimento para praticar qualquer ato livre. De outro lado, a pessoa vítima da ansiedade e da depressão facilmente é levada a se ver livre aquele sofrimento pedindo a própria morte.
6. A eutanásia não é um direito humano, não é reconhecida na Convenção Européia dos Direitos Humanos, por exemplo. Segundo o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, no caso de Dianne Pretty em 2002, não há o direito de se procurar a morte, seja em mãos de terceiros ou com assistência de autoridades públicas.
7. A eutanásia, como o suicídio, é contagiosa. Uma que vez uma pessoa deprimida se suicida, outras também deprimidas ao seu redor podem copiar seu comportamento com mais facilidade. Isto é assim em sucídios com ou sem assistência, o que inclui a eutanásia.
8. A eutanásia dificulta o trabalho dos terapeutas que trabalham com inválidos, deprimidos ou enfermos mentais de modo geral. As pessoas que ajudam outros a viver, como os portadores de distúrbios mentais, vêem seu trabalho prejudicado pela eutanásia, que, legalizada, aparece como atrativo mais simplificador para a mente enferma.
9. A tendência é que, pela eutanásia, sejam eliminados geralmente os mais pobres ou mais fracos. Como o aborto, a eutanásia tenderá a fazer-se especialmente acessível e favorecida entre as classes mais baixas, os grupos étnicos desprotegidos, etc.
10. A “eutanásia legal” não impedirá as “eutanásias ilegais”, muito pelo contrário, as estimulará. Da mesma forma como o aborto. O caso da Holanda demonstra que não há controle dos mais de 2 mil casos denunciados, como tem registrado com indignação o Comitê dos Direitos Humanos da ONU.
Além dos dez fatores acima que desautorizam a legalização da eutanásia, há ainda estas oito advertências feitas pelo psiquiatra Herbet Hendin e pelo filósofo Pablo López López:
11. “Os pedidos de legalização da eutanásia são um sintoma de nosso fracasso em dar uma resposta adequada aos problemas dos moribundos”. A primeira reação de muitos pacientes ao ter conhecimento da gravidade de sua enfermidade e de sua possível morte é a de terror, a de deprimir-se e a de desejar morrer. Muitos pacientes e médicos menosprezam sua ansiedade perante a morte centrando-se nas circunstâncias que a acompanham: a dor, a dependência, a perda da dignidade e os desagradáveis efeitos secundários dos tratamentos médicos.
12. É o médico e não a enfermidade o responsável pela morte. Ao decidir quando terão que morrer seus pacientes, ao fazer da morte uma decisão médica, o doutor se vê na ilusão de manter o domínio sobre a enfermidade e sobre os sentimentos de indefesa que a acompanham.
13. O paciente fica apegado à sua própria petição e morre num estado de terror que ninguém adverte. O pedido de suicídio assistido se faz com muita ambivalência. Nem sempre o médico é capaz de reconhecer essa ambivalência, assim como a ansiedade e depressão que subjazem na petição de morte de um paciente.
14. A legalização da eutanásia induz também para a violação da mesma regulação. Somente 60% dos médicos holandeses informaram sobre seus casos de eutanásia, e 40% admite não haver informado dos casos e uns 20% disse que sob nenhuma circunstância pensam faze-lo.
Outras advertências são feitas pelo filósofo Pablo López López, em artigo intitulado “Da Eugenia utilitarista à Eutanásia global”, publicado no mesmo site do “Fórum Libertas” em 30 de novembro de 2009.

15. A aceitação política da eutanásia representa o sistemático suicídio impune de seres humanos cuja vida não se considera valiosa. Mesmo que em suas propostas se prometam várias precauções, enquanto ao movimento eutanasista se assenta nas leis e costumes, suas vítimas abarcam um aspecto cada vez mais amplo da população e não têm que ser necessariamente enfermos terminais nem anciãos.

16. As diferenciações entre “eutanásia ativa” ou “passiva”, “direta” ou “indireta” são interessantes, mas resultam secundárias frente ao que antes de tudo está em jogo: se se mata ou não a milhares ou milhões de pessoas muito debilitadas. Disse este Autor que “Eutanásia” e “ajudar a morrer”, empregam-se como eufemismos que tentam ocultar a intenção programada de matar pessoas cuja vida não se dá valor ou seu valor é considerado inútil, com a limitada de uma suposta aceitação cabal de suas vítimas.

17. A mesma noção de “suicídio assistido” é questionável, pois às vezes o papel de “assistente” é tão determinante que, mais que “ajudar”, executa. Considera o filósofo que com freqüência “quem consente em seu assassinato, normalmente não está em condições razoáveis de exercer sua liberdade.

18. Para os praticantes da eutanásia, quando a vida já não é “digna”, quando já não tem “qualidade”, só resta um beco sem saída: sua peculiar morte “digna”. Assim, a “eutanásia” não é mais que a aplicação eufemisticamente adocicada do utilitarismo eugênico.

Na Holanda é onde se mata mais enfermos: 2.500 eutanásias “legais” e 400 “suicídios assistidos”

A instituição oficial que monitora a eutanásia legal na Holanda aprovou 2.500 eutanásias ditas “oficiais” durante o ano de 2009, duzentas a mais do que no ano anterior. Nesta progressão a quantos chegaremos em dez anos? Estas são as cifras “oficiais”, registradas no órgão competente, mas o número real é maior. Como ocorre com o aborto, tanto na Espanha como em todo país onde é legal, há uma quantidade enorme de eventos da natureza que não são registrados, uma vez que a lei dá a condição de considerar tais práticas como não criminosas...
Segundo informes do próprio governo, no ano 2005 houve 550 casos de “suicídios assistidos” (ou eutanásias) sem autorização oficial. Estes dados são fornecidos pelo próprio governo, portanto são tendenciosos, fazendo-nos supor que a cifra está abaixo da real.
Segundo a lei holandesa, para se eliminar um enfermo que pede a eutanásia, o mesmo deve “sofrer dor insuportável”, o médido deve estar convencido de que o enfermo toma uma “decisão consciente” e um segundo médico deve concordar com o primeiro.
Na Holanda não há informes oficiais sobre outro crime bárbaro: a quantidade de crianças que são eliminadas porque nasceram com deficiências mentais ou físicas, cujos pais pedem que sejam mortas sob a alegação que não poderão viver debaixo de tanto sofrimento.

Um comentário:

Anônimo disse...

Acho q não cabe a nós escolher qndo a pessoa vai morrer... e tbm nao cabe a nós prolongar a vida com máquinas que pioram o sofrimento.