SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ciência e Fé

Polêmica sobre Fé e ciência

A principal fonte de discórdia, contrária à Fé, entre aqueles que se denominam “cientistas” é a razão humana. Fazem supor que razão é apenas a busca da constatação daquilo que é percebido pelos sentidos ou pela experiência através de elementos materiais. Da mesma forma, admitem somente aquelas conclusões feitas com experiências ditas “científicas”, isto é, cujos resultados são decorrentes apenas das forças naturais do universo: da química, da física, da biologia, etc. No entanto, a razão pertence ao campo especulativo da Filosofia e não das chamadas “ciências naturais”. O Papa João Paulo II assim o define na Encíclica “Fides et Ratio:
“Quando a razão procura intuir e formular os princípios primeiros e universais do ser e tirar corretamente deles conclusões coerentes de ordem lógica e deontológoca, então pode considerar-se uma razão reta ou, como a chamavam os antigos, “orthós logos, recta ratio”.
A razão leva o homem a deduzir e concluir idéias, conceitos e até experiências materiais, sem que seja necessário apenas o uso das forças naturais do universo. Assim, a razão pode levar o homem a crer no universo espiritual, na lei moral, nos milagres, em Deus, enfim, considerando suas deduções lógicas, decorrentes de idéias, de pensamentos, de conceitos, eleborados segundo diversos fatores, dentre os quais tanto as experiências tiradas do universo material quanto daquilo que podemos chamar de “fenômenos unversais”. Uma das experiências mais comuns onde a razão humana busca conclusões não decorrentes de forças naturais do universo é o convívio social do homem. Nele, o homem encontra, por exemplo, a razão da busca da felicidade.
Que são os “fenômenos universais”?. É a constatação da existência de determinada coisa, de um ser, de uma força, através de sua pura manifestação aos homens. Exemplo: um anjo prova que existe porque ele “se manfesta” aos homens e não porque o homem descobriu nele alguma razão material, alguma força ou energia física ou metafísica que prove sua existência. Outro exemplo: as forças sobrenaturais existem porque se manifestam continuamente aos homens, oriundas de causas imediatas que o homem desconhece.
Uma das questões mais polêmicas destes últimos tempos, fazendo com que os ateus proclamem a “morte de Deus”, é o infalível “dogma” da evolução das espécies, defendido por Darwin e por inumeráveis seguidores seus. Estes conceitos da evolução são novos? Não, eles já existiam na filosofia e na teologia desde tempos imemoráveis. Um exemplo vemos na teologia medieval, como em São Boaventura. Aquele Santo afirma que ao criar o Universo material, Deus não o fez de um só ato, por um só gesto, mas por etapas. Quer dizer, para nós, homens, tudo se fez por etapas; mas, para Deus, não: porque estando Ele na eternidade, fora do tempo, tudo ocorre ao mesmo tempo. Somente para nós, homens, sujeitos ao tempo é que existe a evolução da matéria. Diverge, porém, esta dedução dos evolucionistas modernos quando afirma que esta “evolução” faz parte das leis divinas da criação do universo, pois Deus, ao criar, submete sua capacidade criadora aos ditames de suas próprias leis. Poderia, mas não quis, criar o universo material com um só gesto, de uma só vez, preferindo fazê-lo por etapas, por ser assim mais perfeito, já que o universo material deveria passar por fases de aperfeiçoamento. Inclusive, há um conceito teológico que diz haver Deus deixado uma parte de sua Criação para que o homem a completasse. Ele quis que houvesse colaboradores em sua obra. Diferentemente, foi o procedimento de Deus com o universo espiritual, criado de uma só vez porque aqueles seres não necessitariam de passar por fases evolutivas, já nasceram com a perfeição desejada por Deus.
Vamos comentar este tema nas próximas postagens, por si mesmo rico em detalhes.

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