SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

domingo, 2 de março de 2008

A caridade enobrece o rei

Santa Isabel da Hungria cuidando dos doentes

Qual o estadista moderno tem as virtudes próprias aos antigos reis católicos? O historiador francês Henri Robert conta que entre as antigas cerimônias de sagração dos reis franceses há uma que ele considera singular e pitoresca. Uma crença perpetuada desde São Luís IX dizia que os reis tinham o poder quase milagroso de curar pelo toque as escrófulas e até os cancros. E para cumprir a tradição, no dia de sua sagração Luís XVI reservou um dia para fazer cumprir ato tão meritório. Não pensem que a tarefa era fácil, pois haviam mais de dois mil e quatrocentos escrofulosos em Paris. Segundo conta o Conde de Croy, com o calor o mau cheiro era tremendo e o ar ficava infecto; de sorte que era preciso muita coragem e força moral do rei para tomar parte nesta cerimônia, tão rude e repugnante.

Luís XVI, entretanto, não se deixou desanimar pelo cheiro ou pelo aspecto repugnante daquelas pessoas cheias de chagas. Participou alegremente da cerimônia, tocando paternalmente cada um dos enfermos na fronte, nas duas faces e no queixo, fazendo o sinal da cruz e dizendo: "Deus te cure, o rei te toca". Um médico o assistia levando um vaso de vinagre em que o rei molhava a mão antes de passar ao doente seguinte.

Uma outra tradição é na corte espanhola, que surgiu também no tempo de um rei santo, por sinal primo de São Luís IX, São Fernando de Castela: trata-se da cerimônia do lava-pés, realizada toda quinta-feira Santa, dela participando não só o rei mas seus principais nobres. São escolhidos vários mendigos para a cerimônia, ocasião em que o rei lava seus pés e os enxuga com uma toalha (nos tempos antigos alguns reis santos chegavam a oscular os pés dos mendigos).

Qual governante da era moderna seria capaz disto, mesmo a custo de fazer propagando de seu regime ou mesmo de alguma demagógica filantropia?

A este propósito, Dr. Plínio escreveu em 1938:

“Não nos parece conveniente discutir. Um fato apenas: onde, fora da Igreja Católica, se encontra tipo de “homem cristão” na plenitude que os Santos da Igreja atingiram? Onde o Francisco de Assis? Qual o Führer cristão que lave as chagas dos leprosos como São Luís e Santa Isabel? Qual o benfeitor cujo coração arda com o amor compassivo dos pobres de um Vicente de Paulo?
“É em vão. Por mais que se diga, se repita ou se proclame o contrário, só à luz e ao calor do sobrenatural divino da Igreja, pode medrar a flor preciosa do autêntico espírito cristão. Para ser cristão, só há um caminho: a Igreja Católica.

("Legionário", 24.7.38).

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