(Uma gesta milagrosa da Idade Média)
1. Num
campo de batalha, com vários cavaleiros caídos, três jovens monges procuram
mortos e feridos. Diante dos mortos fazem o sinal da cruz e os encomendam a
Deus
Por entre os cavaleiros monges da ordem dos
Hospitalários de São João de Jerusalém, viviam três magníficos jovens, três
irmãos da casa de Eppe, senhorio das proximidades de Laon.
A Ordem dos Hospitalários[1]
era a herdeira de um estabelecimento de caridade, fundado em Jerusalém, bem
antes das Cruzadas, hotel e hospital para os pobres peregrinos, situados todos
próximos do Santo Sepulcro.
Este hospital, vivendo de subvenções dos ricos
Sicilianos, foi organizado por Gerardo Tenque, o glorioso menino da cidade dos
Martigues, na Provença, e colocado sob a proteção de São João Evangelista.
A tomada de Jerusalém e a fundação de seu reino
transforma, naturalmente, as instituições e a ordem dos monges beneditinos de
Gerardo Tenque, deixando de ser unicamente hospital, para se tornar também
ordem militar. Foulque d’Anjou, quarto rei de Jerusalém, lhes tinha confiado a
guarda do forte de Betsabé.
Sua fé, sua coragem, seu ardor os faziam se
encontrar sempre nos lugares os mais perigosos da batalha, atendendo aos
feridos, defendendo os vivos, vingando os mortos.
Uma noite, após um sangrento combate, em que eles
recolhiam os mortos e confessavam os agonizantes, os três irmãos, cavaleiros de
Eppe, foram indignamente atacados por uma tropa de piratas turcos, que
retornavam aos lugares do massacre para roubar aos que tinham sido
assassinados:
-- Peguem-nos, tomem as suas armas e amarrem-nos,
vamos levá-los a Ascalão -, ordena o mais mal-encarado, que parecia ser o
chefe.
2.
Perseverança dos cavaleiros cristãos desespera o sultão
Os turcos de Ascalão procuravam por todos os meios
a aliança do sultão ou sudam do Cairo
e um dos chefes teve a idéia de lhe oferecer os cativos em sinal de amizade.
Os infelizes, após uma viagem ainda mais penosa que
a primeira, se crêem no fim de seu calvário, na presença do sultão do Egito,
homem mais civilizado que os Turcos Seljúcidas[2].
Este monarca tendo igualmente ouvido falar dos grandes serviços que tinha
prestado, em outros tempos, um janízaro[3]
cristão na corte de seu pai[4],
propõe naturalmente aos três Cruzados de recuperar suas liberdades combatendo
por ele.
-- Nosso coração e nossos braços pertencem a Nosso
Senhor Jesus Cristo e, vencedores ou vencidos, esperamos jamais faltar a Deus e
a nosso país, respondeu o mais velho.
O sultão, que não esperava esta resposta, sentiu a
necessidade de refletir sobre este novo aspecto do problema. Tendo feito lançar
os três cristãos num calabouço, mandou chamar o seu grão vizir, que passava por
muito astucioso.
-- Dai um pouco de ouro a esses cristãos... Ah, ah,
ah, ah, e essa obstinaçãozinha, cristã, amolecerá! Sugeriu, ironicamente, o
vizir, que o sultão aprova, e, no dia seguinte...
-- Então, meus belos cristãos, grita fortemente,
fiz preparar para cada um de vocês uma jarra cheia de ouro e um palácio de
mármore. Aqui estão então meus janízaros! Bem melhor!
O mais velho dos três cavaleiros tinha tanta fome e
tanta sede que não pôde falar. Mas o de menos idade respondeu com uma voz
fraca:
-- Não, não, senhor infiel! Somos os soldados de
Cristo que morreu sobre a cruz e, fora d’Ele, não existe salvação para nós.
Agradecemos pela jarra e pelo palácio. Nós não queremos nada.
O sultão ficou tão estupefato que mastigou com
negligência uma semente de pistácio[5] que
ele gostava de mordiscar. Ele devolveu os Hospitalários para sua gaiola, a fim
de pensar mais um pouco, e chamou seu vizir. Este chegou de cabeça baixa e o
turbante desfeito.
-- Ao cair da tarde, eu te darei como pasto aos
meus crocodilos queridos, grita seu senhor. Tu não és mais que um filho de um
idiota e esta espécie de francês me tem ridicularizado. Sim, eu sou o mais ridicularizado
dos sultãos do Egito! Jamais me recuperarei!
E ele se põe a chorar com amargura.
-- Não choreis mais, meu senhor! Suplica o vizir,
lançando-se a seus pés. Não choreis mais, pois acabo de ter uma idéia.
-- É a última chance que te dou, esbraveja o
Sultão, mas se tu fracassares, não somente tu engordarás meus crocodilos, mas
lançaremos juntos teu velho pai e tuas trezentas e dezessete esposas.
-- Não façais isto, ó luz do Islã! Vossos pequenos
animais queridos morrerão de indigestão e eu não ousarei mais entrar no
Paraíso. Eis a minha idéia: enviai os Francos para as minas de cobre e vereis
que, ao fim de dois anos, vós não tereis mais que lhes pedir sua opinião.
3. Surge
Ismael, príncipe muçulmano de bom coração.
Dois anos mais tarde, os três cavaleiros de São
João reaparecem diante de seu tirano. Antes que ele tivesse tempo de abrir a
boca, o mais jovem avança e diz, com ar tranquilo:
-- Nós te agradecemos, ó monarca infiel, de nos ter
mostrado as consolações imensas que Deus dispensa sobre os que estão com Ele...
Uma hora mais tarde, ouve-se um concerto horrível
de gritos e de lamentações, do lado da fossa dos crocodilos. O filho do Sultão,
moço forte e valente, que, apesar da pouca idade, já participou de inúmeras
guerras em defesa de seu povo e de seu país, sai de seus aposentos.
--
Que gritos horríveis são estes, meu querido pai. Estou com uma dor de cabeça
insuportável. O que se passa e por que tendes o ar furibundo?
--
Eu tenho o ar furibundo porque eu sou furibundo, replica o sultão, com amargura
e roendo nervosamente as unhas. Eu sou o mais ridicularizado dos sultões do
Egito e meus crocodilos queridos vão seguramente arrebentar de indigestão.
-- Melhor assim, aplaudiu o jovem príncipe. Eu
sempre reprovei vossa paixão por estes horríveis animais. Mas por que sois
ridicularizado, ó meu pai?
-- Eu sou ridicularizado porque três miseráveis e
insignificantes cruzados zombam de mim, recusam de abraçar nossa fé, a única
verdadeira e, sobretudo, recusam de me servir como janízaros contra esses
sacripantas Turcos Seljúcidas, os quais estão prestes a nos atacar a qualquer
momento.
-- Ah bom, confiai vossos futuros recrutas aos
nossos mais célebres doutores. A Universidade do Cairo é a mais célebre e a
mais rica do mundo. Entregai-os aos nossos lentes que eles voltarão obedientes
como cordeiros.
E sob estas boas palavras, o sultão entrou nos seus
aposentos, mastigando nervosamente.
4. Ismael
conhece os cavaleiros cristãos presos no calabouço
Fatigados! Os três cavaleiros de Eppe esgotaram os
setecentos e quatro doutores da Universidade de Olivier e o sultão fez vir seu
filho bem amado.
-- Eu te chamei, meu filho, para te mandar
chicotear, anuncia com dor o sultão. Para te ensinar a não zombar assim de teu
velho pai, que está tão ridicularizado, que a segurança do trono está ameaçada.
-- Meu Deus! Como isso é interessante, grita
Ismael. Que direis se eu experimentar, a meu modo, já que falo o francês? Não
sou o mais sábio e o mais espirituoso dos moços do Islã? Mas... Bem entendido,
não quereis mais tentar a experiência!
O sultão teve um gesto de desencorajamento...
Sentia que seu Alá não lhe estava ajudando.
Muito alegre, o príncipe desceu aos subterrâneos.
A aparição do belo príncipe Ismael, com seu
turbante dourado, ricos trajos, muitos anéis e alfinetes, portando bela adaga e
punhais de ouro e prata, com jóias engastadas, o ar altivo, mas com uma bondade
quase angelical nos olhos, foi como um raio de sol no esconderijo infame onde
enferrujavam os três infelizes. Ordenou, imediatamente, que desamarrassem-nos
e, com suas mãos rijas, incrustada de anéis de ouro cravejados de pedras
preciosas, habituadas ao cabo do alfanje, lava as feridas que lhes tinham sido
infligidas pelas cadeias. Em seguida, dá-lhes de comer, enquanto fala-lhes –
durante todo o tempo – das maravilhas de seu país, de seus costumes e de mil e
uma coisa sem importância.
-- Como sois bom! Diz o mais velho dos três irmãos.
-- Como é agradável ouvi-lo falar nossa doce
língua, diz o caçula.
-- Como gosto de ouvir de um moço sobre tudo o que
nos é caro, diz ainda o outro. Reaparecereis logo, jovem príncipe?
-- Amanhã, amanhã!... Durmam bem, senhores!
E pela primeira vez em três anos dormiram tranquilamente.
5. Ismael
fala sobre as guerras contra os seljúcidas. Ao fim, para falar de religião,
lamenta-se de sentir que Alá não tem ajudado muito ao seu povo
No dia seguinte reaparece mais alegre como nunca;
falando de umas coisas e de outras, ele deslizou, com habilidade, a conversa
para os problemas de religião.
-- O que é isto? Pergunta ele, mostrando um rosário
de madeira, pendurado aos andrajos do mais velho.
--Um rosário, senhor. Pedro, o Eremita, o inventou
quando atravessava as planícies da Hungria com sua cruzada. Calculavam as
distâncias pelo número de dezenas, e cada novena lhes dava direito à remissão
de um pecado. Isso impedia de se extraviarem e sustentava maravilhosamente as
almas.
-- Verdade? Disse o príncipe. Ah! O sol já se
apressa a manchar o nosso céu com as cores do sangue de nossos antepassados, eu
voltarei amanhã. Gosto de ouvi-los falar de vossos símbolos.
Eles estavam espantados, de suas próprias palavras,
pois não pretendiam ser nem clérigos nem pregadores.
6. Ismael
reaparece com um ar sério e narra o sonho que teve com Nossa Senhora
O príncipe reaparece no dia seguinte.
-- Meu pai está radiante de saber que nossas
relações tomam boa direção, diz ele inicialmente. Bom dia... De quê falávamos
ontem?... Ó! É verdade! Eu esqueci de vos contar a aventura extraordinária que
me sobreveio nesta noite. Eu vi, creiam-me, uma mulher de uma beleza
incomparável. Na verdade, ela era tão bela e tão boa que me deixou inquieto.
Ela tinha o ar o mais amável do mundo, sob um véu azul, e de suas mãos
espargiam, sobre o meu colo, uma grande quantidade de rosas. De manhã,
encontrei essas flores junto a mim.
E ele estendeu aos três cavaleiros uma rosa cujo
perfume era quase miraculoso.
O mais velho então lhe disse:
-- Se desejardes, eu posso esculpir uma imagem de
Nossa Senhora, vossa visitante.
O príncipe bateu as mãos e fez trazerem para dentro
da cela tudo o que era preciso para um escultor: um pesado toro de madeira
preciosa e uma grande lanterna, a fim de enxergarem melhor.
7. O
príncipe muçulmano promete converter-se, caso seja feita a imagem de seu
sonho
Não sendo mais artista que doutor, o generoso
cavaleiro concluiu com dificuldade uma escultura disforme. Seus irmãos o
ajudaram com zelo, mas o príncipe, desapontado, considerou o trabalho com uma
careta desprezante.
-- Eu me converterei a vossa fé, se eu encontrar
amanhã de manhã uma imagem tão bela quanto a senhora de meu sonho. Boa noite,
senhores cruzados!
E
ele os deixou, levando a lâmpada, por perfídia juvenil.
Os três cavaleiros se lançam de joelhos e rezam
longamente, desnorteados e aflitos. Depois adormecem sobre seus catres,
sonhando com tristeza no dia seguinte.
8. Uma
luz forte, direcionada, ilumina uma imagem de Nossa Senhora. O príncipe, ao
postar-se de joelhos, depõe suas armas aos pés da Virgem
Ora, no dia seguinte, eles foram acordados por um
barulho insólito. Circunspectos por tantos anos de sofrimentos, de pé, se olham
vivamente. Qual não foi o seu assombro e, em seguida, seu êxtase vendo se
dirigir sobre o solo viscoso daquele lugar sombrio uma maravilhosa, uma divina
imagem da Mãe de Deus! A seus pés, um dos irmãos apanha um pouco de pluma
coberta de neve, caída da asa de um dos anjos que a haviam trazido.
Ismael não tardou a aparecer. Ele detém-se à
entrada por um instante, muito estupefato para falar... E, extasiado, cai de
joelhos.
-- É esta a efígie com a qual sonhei, murmura, lhe
beijando os pés. Eu sou cristão, meus irmãos, diz ainda e, lhes estendendo a
bilha d’água, implora: Batizem-me.
Eles
batizaram o filho do tirano e, até à noite, a prisão ressoou de hinos de
alegria, de Salmos de contentamento.
-- Que esta Virgem seja Nossa Senhora das Alegrias,
declara o mais jovem, em lembrança da letícia que ela pôs em nosso coração.
9. Fuga
dos três cavaleiros e do príncipe árabe
Na noite seguinte, Maria apareceu ainda a Ismael e
lhe falou. Anunciou-lhe que um lugar no céu lhe será reservado, se ele ajudasse
os cavaleiros a se salvarem.
Na noite subsequente Ismael ficou escondido nos
corredores da prisão e se postou, habilmente, para roubar as chaves dos guardas
adormecidos. Ele tinha já depositado entre os três irmãos um pacote muito
pesado, fabulosa quantidade de pedras preciosas, atadas numa echarpe.
Ele abriu a porta aos cativos e tomou a frente lhes
mostrando o caminho. Seu pequeno cortejo se agitou, o mais velho dos irmãos
portando a imagem, o mais jovem as pedras preciosas.
Diante deles, ó milagre! as portas se abriam uma a
uma, como empurradas pelas mãos dos anjos.
Eles saíram para os campos e só encontraram guardas
sonolentos ou vigias adormecidos.
Sobre o Nilo, deslizando sob um raio da lua, uma
barca vem a eles, guiada por um remador do qual não se vislumbrava o rosto. Ele
encosta e os fugitivos sobem, no momento em que uma música celeste os
acompanhava. O barqueiro atravessou o largo curso d’água, deixou-os num lugar
desconhecido, e... desapareceu imediatamente nas trevas, sem que tivessem tempo
de lhe agradecer.
O dia nasceu. Eles avançavam no deserto, sob um sol
escaldante... Então, surgiu um milagroso bosque de palmeiras onde, vencidos
pela fadiga, os quatro caíram no sono. Todos os quatro, pois os cavaleiros que
tinham prometido de velar cada um por seu turno, sucumbiram também ao cansaço.
Oito badaladas do sino de uma igreja despertam-nos
em sobressalto.
-- Milagre! Prodígio inacreditável! Dizem os quatro
numa só voz.
Eles se encontram no meio de uma pradaria sombreada
por altos choupos. Um vaqueiro guia a sua boiada, cantando, num caminho
estreito e solitário.
Um dos três irmãos, o mais disposto a restabelecer
os ânimos, correu até o camponês e, após ter feito o sinal da cruz, fez os
cumprimentos de praxe:
-- Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
-- Para sempre seja louvado!
-- Senhor, que lugar é este, pela graça de Deus?
O camponês, reconhecendo o manto negro dos
Hospitalários, tornado milagrosamente novo com a grande cruz púrpura que o
ornava, se põe de joelhos diante do defensor da fé e lhe beija as mãos. Mas o
cavaleiro o levanta com bondade.
-- Vós estais sobre o domínio dos três senhores de
Eppe, mortos na Cruzada, respondeu o inocente.
-- Nós estamos em casa! Grita o cavaleiro. Ó
Senhor, ó Doce Virgem Maria, ó graça do Céu! Em casa!
E ele aperta contra o seu coração o aldeão muito
espantado.
-- Senhor... não sereis vós o senhor Teodorico, meu
bom mestre?
-- Mas sim, Joaquim! E tu, tu és o filho da velha
Francisca. Eis os meus irmãos: Pedro, o mais velho e Gerardo, o mais jovem. E
aqui tendes o príncipe Ismael, filho de Jefté, sultão do Cairo.
O aldeão não acreditava nos seus olhos, nem nos
seus ouvidos.
-- Ah, vós não estais mortos! É isto possível, meu
Deus! Ah! Que o Céu seja louvado! E dizer que nesta manhã teve lugar na abadia
uma missa pelo repouso de vossas almas!
-- Bom, vamos indo, a fim de tranquilizar nossa
gente e agradecer ao bom Deus, nos pés de seu altar.
-- Esperem, diz o mais jovem, convém enviarmos
Joaquim na frente a fim de que não nos tomem por três almas errantes.
Joaquim se benze precipitadamente.
-- Não, não, tranquiliza-o o mais novo, nós estamos
bem vivos e tu podes tocar... nossa mão é sólida e nosso coração bate sob nossa
armadura.
Joaquim, um tanto mortificado, desabalou sem nada
dizer, abandonando suas vacas, correndo até à abadia de Forgny onde toda a
cidade se apressava...
10.
Batismo de Ismael, que adota o nome de Mariano
O senhor abade batizou oficialmente e com grande
pompa Ismael e lhe deu o nome cristão de Mariano, em honra da Virgem. A imagem
milagrosa encontrou o seu lugar numa magnífica igreja que Mariano mandou
construir, oferecendo as pedras preciosas que ele tinha levado.
Ele escreveu a seu pai narrando a sua aventura e o
exortando a se fazer cristão. A história não nos diz o que ele fez...
Mas é verdade e confirmado que Mariano morreu muito
mais tarde em odor de santidade na abadia de Forgny, e figura no número dos
bem-aventurados da Ordem de Citeaux. Sua festa é comemorada no dia 6 de junho,
aniversário de sua morte.
No lugar em que ele despertou com seus três
companheiros, brotou desde então uma fonte milagrosa e foi sempre um lugar de
peregrinações dos arredores de Laon. Esta história, a mais célebre do martirológio
dos cavaleiros de São João de Malta, foi retratada em nove quadros, numa das
salas do palácio da Ordem, na Ilha de Malta, e compõe os vitrais da abadia de
Laon.
O papa Clemente VII ordenou a veneração particular
da imagem na sua bula de 28 de maio de 1384.
Tal é a origem da imagem de Nossa Senhora das
Alegrias, louvada seja Ela.
(*)
Traduzido e adaptado dos “Contes et Légendes des Croisades”, de Maguelonne
Toussaint-Samat – Fernand Nathan, Éditeur – Paris – 1961. Por: Jurandir Josino Cavalcante –
Fortaleza, CE, 25-08-2000.
Veja também: como surgiu no Brasil a devoção à Nossa Senhora das Alegrias - https://quodlibeta.blogspot.com/2009/08/nossa-senhora-das-alegrias.html
[1] Hospitalários, ordem religiosa voltada
ao serviço dos viajantes, peregrinos ou doentes, na Terra Santa.
[2] Clã criada pelo turco Seljuc (séc. IX),
cujo império abrangia a Pérsia, a Síria e a Armênia.
[3] Janízaros, soldados muçulmanos que
apostataram da fé católica e formavam grupo de elite.
[4] Gilles de Trazegnies.
[5] Pistácio, noz que contém uma única
semente, oblonga, esverdeada, edule (Aurélio).

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