Realmente, é muito estranho que um burguês seja
comunista. No entanto, sabe-se que todo líder comunista, seja russo, chinês ou
de qualquer outra nação, como a cubana, tornaram-se muito ricos ao lado de seu
povo na miséria. Fidel Castro, por exemplo, ostentava uma riqueza enorme e a deixou
ninguém sabe pra quem. No entanto, aqui trata-se de lideres que se tornaram burguês
após alçarem o poder, aproveitando-se do mesmo para fazer fortuna.
Não é o caso que vamos analisar. Vamos procurar
entender a razão do cara já ter nascido burguês ou ficado rico em vida e,
apesar de sua riqueza, apoiar um regime da comunidade de bens, ou seja, o
comunismo, haja vista que, nesse regime, todos seus bens seriam desapropriados
e ele ficaria na miséria ou se transformaria num simples proletário.
Sim, existe essa elite. E é muito atuante.
Vejamos como Dr. Plínio Corrêa de Oliveira tenta explicar a existência desse
tipo de comportamento:
O século XX foi regido
pela escola “estruturalista”
“A escola
“estruturalista” considera o progresso uma quimera dos homens. Seus adeptos
chegam à radicalidade inimaginável de afirmar que a verdadeira maneira de viver
é a dos homens pré-históricos.
Pensadores
tidos como atualíssimos, cujos livros se vendem nas livrarias mais modernas, se
transformaram nos detratores do progresso do século XX e nos adoradores de uma
ordem de coisas que estava nas origens da História da humanidade.
Alguém
objetará: “É uma escola de extravagantes, de loucos! É uma minoria muito
insignificante que, por esnobismo, tomou essa importância; nós não devemos dar
ouvidos a essa escola. Na realidade, ela só tem importância por causa de sua
extravagância. Porém, essa escola não pode fazer sucesso, não pode ter muitos
adeptos”.
Respondo
que a grande maioria do século XX está afundada nesse pensamento, ainda que por
vezes não o perceba. Qual é a prova? É a atitude do homem do século XX, do
homem do Ocidente, e mais especialmente do burguês do Ocidente – não do
proletário – viciado nas delícias. A atitude do burguês face ao comunismo é inteiramente
característica nesse sentido. Os burgueses sabem perfeitamente que o comunismo
oferece um teor de vida muitíssimo mais pobre do que se tem no Ocidente. Eles
sabem que, se o comunismo se instalar, eles serão reduzidos ao estado operário,
perderão as fortunas que adoram, o conforto que querem tanto e ficarão
reduzidos a zero. Porém, a resistência burguesa contra o comunismo diminui a
olhos vistos, e os anos de 1970 foram de capitulação e de fuga as mais
vergonhosas face ao comunismo.
Em todos
os países ocidentais, a burguesia deixou de ser a força viva e ativa contra o
comunismo e começou a considerar a possibilidade da implantação dele como uma
coisa que não é desejável, mas que no total não é uma tragédia.
Como
explicar que esses homens estejam
dispostos a deixar suas casas confortáveis, as fortunas que acumularam e sua
vida deliciosa, e se resignem a ponto de ser comunistas? Como explicar que nas
últimas eleições em São Paulo, um candidato comunista tenha obtido quase a
maioria dos votos no bairro mais rico de São Paulo? Como explicar uma coisa
dessas?
Evidentemente,
é porque há na alma do homem do nosso século uma contradição: ele gosta
muitíssimo do progresso, do lucro, do dinheiro, porém ele está farto do
progresso, do lucro e do dinheiro. Então, para não lutar, permite que essas
coisas lhe caiam das mãos.
Uma senhora da alta sociedade de São Paulo contou-me que suas amigas estavam tão indiferentes ante a perspectiva do comunismo que, se o implantassem em São Paulo – todas muito ricas – a única coisa que os comunistas haveriam de fazer era dar a elas o endereço do lugar onde teriam que fazer trabalhos manuais. Elas tomariam o ônibus, iriam para lá”. (Revista “Dr. Plínio”, n. 334, janeiro de 2026, pág. 27/28).
Um caso bem característico daqueles tempos foi
o do politico baiano Nilo Coelho, alçado a governador por causa da renúncia de
Waldir Pires. Trata-se de um dos burgueses mais ricos da agropecuária, detentor
de patrimônio fabuloso. Pois bem, alçado na política com destaque, logo se
mostrou um dos maiores patrocinadores do Partido Comunista, embora não pertencesse
ao mesmo. Do mesmo modo que Marinho, não somente financiava a eleição de um deputado
do PC, mas promoveu a abertura de uma filial do mesmo partido em sua cidade,
Guanambi, local onde seus eleitores, como no resto do país, é uma minoria irrisória.
Certo dia, numa comemoração entre amigos, foi indagado da razão de, apesar de burguês
riquíssimo, está financiando o PC. Respondeu ele que se o partido viesse a
governar o país e instaurar o comunismo, ele então estaria entre seus amigos e
teria garantido um emprego em suas fazendas coletivas estatais. Outros, porém,
afirmavam que estava ele também protegendo suas fazendas de serem invadidas
pelo MST: tudo indica que havia algum acordo secreto entre eles, pois sabe-se
que suas inúmeras e grandes fazendas nunca foram realmente invadidas pelos sem-terra.
Hoje, essa burguesia não esconde mais suas simpatias
pelo comunismo. São os burgueses, e os mais ricos, alguns bilionários, que
apoiam publicamente os partidos de esquerda, muitos até amigos íntimos do Lula,
com o qual vão sempre a Cuba, etc., Dentre eles consta, por exemplo, Blairo
Maggi e a dona do Magazine Luíza. Trata-se de uma elite que vem há bastante
tempo apoiando e financiamento a esquerda, não só no Brasil, mas em outros
países. Na esquerda de hoje há dois tipos dessa burguesia: o daqueles que
ficaram ricos na politica (como Lula e Zé Dirceu) e os que já eram ricos, e hoje sonham com o regime comunista, mas este destinado à população em geral, porque
estes elementos sempre acham um jeito de, através da política, salvar seu modo
de vida.
Está explicado o pensamento de Dr. Plínio
exposto acima.

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