SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Santo Anjo de Portugal

Os Anjos, cujo significado é “mensageiros”, são puros espíritos que, estando na presença de Deus, gozam de Sua graça, isto é, participam da vida divina e O contemplam face a face abrasados em amor e na plena posse da felicidade eterna. Refletem eles mais perfeitamente a imagem de Deus, cada um a seu modo, como o Seu Amor, Sua beleza, Sua bondade, Seu poder, Sua Justiça, enfim, todos os atributos divinos.
Há uma categoria de anjos que recebeu de Deus a missão de serem nossos protetores, que comumente chamamos de Anjos da Guarda. No entanto, é importante assinalar que existem não somente aqueles que protegem os homens individualmente, mas enquanto vivendo em sociedade. São os Anjos da Guarda das casas de família, das instituições, das cidades e, finalmente, das nações. Segundo São Dionísio, a quantidade de nações foi estabelecida por Deus em função dos Anjos que determinou para guardá-las.
A primeira notícia que se tem de um Anjo Custódio de um lugar foi a dos querubins que Deus colocou á porta do Paraíso terrestre, mas desta feita para evitar que os homens lá entrassem e se tornassem imortais: “Eis que Adão se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal; agora, pois, (expulsemo-lo do paraíso), para que não suceda que ele estenda a sua mão e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. E o Senhor Deus lançou-o fora do paraíso, para que cultivasse a terra, de que tinha sido tomado. E expulsou Adão, e pôs diante do paraíso de delícias querubins brandindo uma espada de fogo, para guardar o caminho da árvore da vida ” (Gên 3, 22-24).
No Livro de Daniel (cap. 10, 12-14) há referências sobre o Anjo da Guarda dos hebreus, dos persas e dos gregos. Mas há manifestações claras da ação de outros anjos custódios de lugares, cidades ou nações, como alguns que mencionamos abaixo.

Anjo Custódio de Barcelona
São Vicente Ferrer, poderoso taumaturgo, converteu milhares de judeus e muçulmanos e foram contados para sua canonização 873 milagres, enquanto seus cronistas afirmam que fez mais de 40 mil.
Um dia, quando chegava às portas de Barcelona, seguido de umas três mil pessoas, São Vicente viu um formoso jovem que tinha na mão uma espada desembainhada e a quem ele perguntou:
- Anjo de Deus, que fazes tu aqui?
Ao que o Anjo responde:
- Por ordem do Altíssimo, guardo esta cidade.
Era o Anjo Custódio de Barcelona. Em memória deste prodígio colocaram na referida porta o nome de “Porta do Anjo” e ali construíram uma capela em sua honra.

O Anjo da Guarda da Hungria
Olíbrio, rei da Hungria, estava disposto a dar combate aos Tártaros e confiava absolutamente em suas forças. Mas veio visitá-lo um bispo muito santo que o aconselhou a nada empreender sem primeiro fazer oração, devendo se dirigir especialmente ao Anjo da Guarda do seu reino, pois ele decerto lhe inspiraria o que devia fazer.
O rei aceitou de boa vontade a sugestão, e orou fervorosamente. Quando estava rezando apareceu-lhe então o Anjo Custódio de seus reinos e lhe falou solenemente:
- Não saias a campo contra esse povo, porque nisto em que te empenhas não tens razão e acabarás por ser vencido. Não confies nos grandes exércitos que possuis porque o Anjo dos Tártaros pelejará por eles, e eu não te valerei.
Profundamente impressionado e agradecido, Olíbrio aproveitou o aviso celestial e fez as pazes com o rei dos Tártaros. Mandou depois fazer grandes solenidades em honra do Anjo da Guarda do seu reino, e pôs a imagem dele sobre a sua coroa.
A partir deste episódio, tornou-se costume entre os reis e príncipes da Hungria invocarem sempre nas ocasiões solenes a Deus, por intermédio do seu Anjo, e nada resolviam de grave sem ter feito esta oração.

O Anjo Custódio da Irlanda
Nos relata o Venerável Beda que um dos reis da Irlanda tinha grande devoção aos Santos Anjos, e costumava orar-lhes com muito fervor. Teve, porém, um mau conselheiro e começou a malquistar-se com os seus súditos, pelo que estes se juntaram contra ele, resolvidos a moverem-lhe guerra.
Ao saber disso, o rei ficou perturbado e inquieto, mas eis que lhe apareceu o seu Anjo da Guarda, todo resplandecente de alegria e glória, que lhe diz:
- Não temas. Pela devoção que sempre me tens tido, assim como aos outros Anjos, obtivemos de Deus que os outros príncipes e teus súditos se decidissem a fazer aliança contigo. Mas, por teu lado, tens de apartar de ti esse mau conselheiro, e esforçar-te por contentar os bons homens do teu reino. O que fez o rei, com ótimos resultados.

O Anjo Custódio de Roma e do Sumo Pontífice
Segundo a Tradição e visões de algums místicos, o Santo Protetor do Pontífice Romano e do Vaticano é São Miguel Arcanjo. Anteriormente, quando o Papa residia em Roma, era lá que aquele Arcanjo exercia o seu ministério. No entanto, após a invasão de Roma pelas tropas anticlericais no século XIX e a expulsão do Pontífice para o pequeno território do Vaticano, foi para este lugar que São Miguel mudou sua ação protetora.

O ANJO DE PORTUGAL

Hoje é o dia consagrada ao Anjo de Portugal, data inserida no calendário litúrgico pelo Papa Pio XII após as visões que os Pastorinhos de Fátima tiveram daquele Santo Anjo preparando-os para as aparições de Virgem Maria. 0 dia 10 de junho foi escolhido por ser também o Dia Nacional de Portugal, quando a nação portuguesa celebra a morte de seu maior gênio que foi Camões.

Antecedentes históricos

O primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, notabilizou-se não só pelo valor guerreiro e nobre, mas principalmente por uma grande santidade. É assim que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo lhe aparece para manifestar ao mesmo o desejo de fundar um grande reino através de seus descendentes e pedindo que coloque os símbolos da Paixão no brasão de Portugal.
Dom Afonso Henriques tinha uma grande e entranhada devoção ao Arcanjo São Miguel. Antes do rei haver tido a visão de Nosso Senhor, apareceu-lhe um Embaixador angélico, dizendo-lhe: “Sois amado do Senhor, porque sem dúvida pôs sobre vós, e sobre vossa geração depois de vossos dias, os olhos de sua misericórdia, até a décima sexta descendência, na qual se diminuirá a sucessão, mas nela assim diminuída, Ele tornará a pôr os olhos e verá”. Em seguida, declara o próprio rei: “Obedeci, e prostrado em terra, com muita reverência, venerei o embaixador e Quem o mandava. E como posto em oração, aguardava o som, na segunda vela da noite ouvi a campainha, e armado de espada e rodela saí fora dos reais, e subitamente vi à parte direita, contra o nascente, um raio resplandecente indo-se pouco a pouco clareando, cada hora se fazia maior. E pondo de propósito os olhos para aquela parte, vi de repente, no próprio raio, o sinal da Cruz, mais resplandecente que o sol, e um grupo grande de mancebos resplandecentes, os quais creio que seriam os santos anjos..” O santo rei, chorando maravilhado com a visão, vê finalmente Nosso Senhor, que lhe diz: “Não te apareci deste modo para acrescentar tua fé, mas para fortalecer teu coração neste conflito, e fundar os princípios do teu reino sobre pedra firme. Confia, Afonso, porque não só vencerás esta batalha mas todas as outras em que pelejares contra os inimigos da minha cruz. Acharás tua gente alegre e esforçada para a peleja, e te pedirá que entre na batalha com o título de rei. Não ponhas dúvida, mas tudo quanto te pedirem lhes concede facilmente. Eu sou o fundador e destruidor dos reinos e impérios, e quero em ti e em teus descendentes fundar para Mim um império, por cujo meio seja Meu nome publicado entre nações mais estranhas. E para que teus descendentes conheçam Quem lhes dá o reino, comporás o escudo de tuas armas do preço com que Eu remi o gênero humano, e daquele por que Fui comprado pelos judeus, e ser-Me-á reino santificado, puro na fé e amado da minha piedade”. Até os dias de hoje permanecem os estigmas da Paixão no escudo da grande nação portuguesa.
Um episódio demonstra quanto os homens que cercavam o rei Dom Afonso Henriques eram também de grande valor. O rei de Leão, Afonso VII, estava cercando as tropas de Afonso Henriques e a derrota deste parecia iminente. Egas Muniz, que fora educador de Afonso Henriques, vai até Afonso VII e empenha sua palavra de que seu antigo pupilo lhe prestaria obediência. Confiando na promessa do nobre português, o rei de Leão levanta o cerco. Como Dom Afonso Henriques não cumpriu a palavra, que aliás não dera, Egas Muniz vai até junto do rei de Leão, acompanhado da mulher e filhos, em traje de penitente, pedindo que o mesmo lhe castigue por não se ter cumprido o que prometera. E o castigo, Egas Moniz o sabia, poderia ser a pena de morte. Admirado com tal grandeza de alma, o rei manda de volta e em paz o fidalgo português.
Dom Afonso Henriques continua suas conquistas, principalmente contra os mouros. Em 1147 domina Santarém, que era um grande baluarte islâmico. Algum tempo depois, sob o comando pessoal de Al-Baraque, rei de Sevilha, Santarém é sitiada. O santo rei vê-se impotente para liderar a defesa dos cristãos pois estava ferido numa perna e sem poder montar a cavalo. Mesmo assim, arrisca-se e vai lutar pela defesa de seus homens em Santarém. Quando se encontrava no meio dos combates, Dom Afonso Henriques vê, junto de si, um braço levantado brandindo uma espada. Percebe claramente que um Anjo do Senhor estava a seu lado para protegê-lo.
Quando os combates estavam em sua fase mais renhida e sangrenta, o braço angélico começou a desferir mortais golpes contra os mouros, os quais fugiam aterrorizados e deixavam o campo de batalha à mercê dos soldados cristãos. Os próprios soldados agarenos, presos durante a batalha, confessaram ter visto o braço angélico armado com a espada a lhes deferir mortais golpes.
Como prova de gratidão por tão insigne favor divino, Dom Afonso Henriques fundou a Ordem militar com o nome de “São Miguel da Ala” (a palavra “ala” é aplicada no sentido de “levantada” ou “alada”), em honra daquela intervenção angélica. Seus descendentes estabeleceram o costume de colocar nos seus filhos os nomes dos três Arcanjos, São Miguel, São Gabriel e São Rafael, também em honra desta batalha.
Cresce a devoção ao Anjo de Portugal ao longo dos anos
A pedido do rei Dom Manuel e dos bispos portugueses, o Papa Leão X instituiu em 1504 a festa do «Anjo Custódio do Reino» cujo culto já era antigo em Portugal.
Oficializada a celebração tradicional, Dom Manuel expediu alvarás às Câmaras Municipais a determinar que essas festas em honra do Anjo da Guarda de Portugal fossem celebradas com a maior solenidade. Na referida festa deveriam participar as autoridades e instituições das cidades e vilas, além de todo o povo. Por determinação das Ordenações Manuelinas a festa do Anjo de Portugal era equiparada à festa do Corpo de Deus, já então a maior festa religiosa de Portugal, em que toda a nação afirma a sua Fé na presença real de Cristo na eucaristia.
Esta celebração manteve o seu esplendor durante os séculos XVI, XVII e XVIII, período em que Portugal mantinha grande poder e muita religiosidade, e decaiu no século XIX quando o país já estava em decadência.
De acordo com o testemunho dos Pastorinhos de Fátima, em 1915 e 1916 o Anjo de Portugal apareceu por diversas vezes a anunciar as aparições de Nossa Senhora nesta sua Terra de Santa Maria e deu aos Pastorinhos a comunhão com o «preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo» como ele próprio declarou.
O culto do Anjo de Portugal teve o seu maior brilho nas cidades de Braga, Coimbra e Évora, especialmente na diocese de Braga, Sé primaz de Portugal, onde se celebrava a 9 de Julho.
No tempo de Pio XII a festa do Anjo de Portugal foi restaurada para todo o País e transladada para o dia 10 de Junho a fim de que o Dia de Portugal fosse também o Dia do Anjo de Portugal.


MISSA EM MEMÓRIA DO ANJO DE PORTUGAL

ANTÍFONA DE ENTRADA Dan 3, 95
Bendito seja o Senhor, que enviou o seu Anjo e libertou os seus servos, que n’Ele confiaram.

ORAÇÃO COLETA
Deus eterno e onipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei
que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as Adversidades.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Dan 10, 2a, 5-6.12-14ab
«Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio»

Leitura da Profecia de Daniel
Naqueles dias, ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro. O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como fachos ardentes, os braços e as pernas eram brilhantes como o bronze polido e o som das suas palavras era como o rumor duma multidão.
Ele disse-me: «Anuncio-vos uma grande alegria»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo.
Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor.
Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura».
Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».
Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, estas ofertas que apresentamos ao vosso altar e fazei que, por intercessão do nosso Anjo da Guarda, sejamos defendidos de toda a adversidade.
Por Nosso Senhor.

Prefácio dos Anjos

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Judite 13, 20.21
Bendito seja o Senhor, que me protegeu por meio do seu Anjo. Dai graças ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, por meio do vosso Anjo, no caminho da salvação e da paz.
Por Nosso Senhor.
«Anuncio-vos uma grande alegria»

Dos Sermões de São Bernardo, abade

(Sermão 1, Na Festa de S. Miguel Arcanjo, 2-3.5: Opera omnia, Ed. Cisterc. 5 [1968], 295-297) (Sec. XII)

O ministério dos Anjos

Diz o Profeta, falando ao Pai a respeito do Filho: Fizeste-O um pouco inferior aos Anjos. Assim convinha, com efeito, que superasse os Anjos na humildade Aquele que os superava na sublimidade da sua glória, e que fosse tanto menor que eles quanto é inferior o ministério a que Se consagrou. E, no entanto, Ele é tanto superior aos Anjos quanto mais excelso que o deles é o nome que recebeu em herança.
Mas talvez perguntes: Em que é que Ele Se fez inferior aos Anjos, quando veio para servir, uma vez que também os Anjos, como dizíamos acima, são enviados para exercer um ministério? É que Ele não só serviu mas também foi servido, e era o mesmo Aquele que servia e era servido. Justamente por isso, dizia a Esposa no Cântico dos Cânticos: Ele aí vem, atravessando as montanhas, elevando-se sobre as colinas. Quando serve, Ele atravessa por entre os Anjos, mas quando é servido eleva-Se muito acima deles. Os Anjos servem, mas do que não lhes pertence: oferecem a Deus as boas obras, não suas mas nossas, e trazem-nos a graça, não sua mas de Deus. Por isso, quando a Escritura diz que o fumo dos aromas subia das mãos do Anjo à presença de Deus, teve o cuidado de advertir anteriormente que lhe tinham sido dados muitos aromas. São os nossos suores e não os seus, as nossas lágrimas e não as suas que eles oferecem a Deus; e os dons que nos trazem também não são seus, mas de Deus.
Não é assim aquele Servo, mais sublime que todos os outros mas também mais humilde que todos. Ofereceu-Se a Si mesmo como sacrifício de louvor; ofereceu ao Pai a sua vida e nos dá ainda hoje a sua carne. Não admira, portanto, que, por causa de tão glorioso Servo, os santos Anjos se dignem, ou melhor, queiram da melhor vontade, assistir- nos. Eles amam-nos, porque Cristo nos amou.
Digo-vos isto, meus irmãos, para que de hoje em diante tenhais maior confiança nos santos Anjos e invoqueis com maior familiaridade o seu auxílio em todas as necessidades, e também para que procureis tornar a vossa vida mais digna da sua presença, conciliar cada vez mais os seus favores, captar a sua benevolência, implorar a sua clemência.
Sendo assim, pensai bem quanta solicitude devemos ter também nós, irmãos caríssimos, para nos tornarmos dignos da sua companhia, para vivermos na presença dos Anjos, de modo a não ofendermos nunca a santidade do seu olhar. Ai de nós, se alguma vez, provocados pelos nossos pecados e negligências, nos julgarem indignos da sua presença e da sua visita, e tivermos de chorar e dizer com o Profeta: Os meus amigos e companheiros fogem da minha desgraça e os que andavam comigo ficam ao longe, enquanto os violentos procuram tirar-me a vida. Porque, então, teríamos realmente afastado de nós aqueles que com a sua presença podiam amparar-nos e repelir o inimigo.
Por isso, se nos é tão necessária a companhia familiar que se dignam ter connosco os Anjos, evitemos com todo o cuidado ofendê-los e exercitemo-nos com generosidade nas obras que sabemos serem do seu agrado. Há de facto muitas coisas que lhes agrada e deleita encontrar em nós: sobriedade, castidade, pobreza voluntária, frequentes gemidos e súplicas ao Céu, orações com lágrimas e de coração atento. Mas o que acima de tudo exigem de nós os Anjos da paz é a união e a paz. Será, porventura, estranho que eles ponham as suas delícias principalmente nestas virtudes que reproduzem uma certa imagem da sua cidade e que lhes permitem admirar uma nova Jerusalém na terra? Digo-vos, portanto, que assim como aquela cidade santa forma tão belo conjunto pela sua perfeita unidade, assim também nós devemos manter a unidade de sentimentos e doutrina, afastando do meio de nós toda a espécie de cisma, para formarmos todos um só Corpo em Cristo.


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“Esta é a Hora dos Anjos...” de Giovanni P. Sena – "Obras Completas del Seudo Dionísio
Areopagita" – BAC – Madri, 1990 .

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