SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

sábado, 12 de junho de 2010

Encerramento do Ano Sacerdotal

Foi encerrdo ontem, dia do Sagrado Coração de Jesus, o Ano Sacerdotal, reunindo uma multidão de sacerdotes e leigos na Praça de São Pedro. Embora ainda perdure uma grande crise dentro da Igreja, a cerimônia é uma grande demonstração de união entre o clero e o Papa. Transcrevemos abaixo o texto divulgado pela CNBB sobre o encerramento do Ano Sacerdotal e um vídeo das cerimônias feito pela EWTN, em inglês, e outro com parte da homilia do Papa acompanhada da tradução em português.
"Uma multidão de 15 mil sacerdotes lotou, nesta sexta-feira, 11, Festa do Sagrado Coração de Jesus, dois terços da Praça São Pedro, em Roma, durante o encerramento do Ano Sacerdotal. Os padres, vindos do mundo inteiro, concelebraram com o papa Bento XVI.
De acordo com informações da Rádio Vaticano, foi a maior concelebração eucarística da história de Roma. Antes do início da missa, Bento XVI entrou na Praça de jipe aberto, e fez um giro pelos quatro setores dianteiros, sorrindo e abençoando os presentes.
Bento XVI deu início à celebração com um rito de aspersão com água benta, como ato penitencial, fazendo referência ao sangue e a água emanados do Coração do Senhor, como salvação para o mundo, evocando assim o tema da purificação.
O padroeiro dos párocos, o santo João Maria Vianney, o Cura d’Ars, foi citado na homilia do pontífice, como modelo de ministério sacerdotal em nosso mundo. O papa também abordou a questão dos abusos sexuais na Igreja e pediu um explícito perdão a Deus e ás vítimas dos abusos cometidos por sacerdotes e bispos.
“O sacerdote não é simplesmente o detentor de um ofício, como os ofícios dos quais toda sociedade precisa. Ele faz algo que nenhum ser humano pode fazer por si: pronuncia, em nome de Cristo, a palavra de absolvição dos nossos pecados e muda assim, a partir de Deus, a situação da nossa vida. O sacerdócio não é simplesmente um ofício, mas sacramento”, recordou.

Ainda em sua homilia, Bento XVI pediu mais vocações para a Igreja. “Esta vocação, esta comunhão de serviço para Deus e com Deus, existe – aliás, Deus está à espera do nosso ‘sim’. Junto à Igreja gostaríamos novamente de pedir a Deus esta vocação. Pedimos operários para a messe de Deus”.
Depois da homilia, os sacerdotes renovaram as promessas sacerdotais, como na Quinta-Feira Santa, na Missa crismal.

Bênção Final
Antes da bênção final, Bento XVI renovou o ato de consagração dos sacerdotes a Nossa Senhora, segundo a fórmula utilizada por ocasião da recente peregrinação a Fátima, e proferiu algumas palavras em português: “Queridos sacerdotes dos países de língua oficial portuguesa, dou graças a Deus pelo que sois e pelo que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. A exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura d’Ars, perseverai na amizade de Deus e deixai que as vossas mãos e os vossos lábios continuem a ser as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade. Bem ajam!”.

Consagração dos sacerdotes a Nossa Senhora
Ato de Confiança e Consagração dos Sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria
Oração do Papa Bento XVI

Mãe Imaculada, neste lugar de graça, convocados pelo amor do vosso Filho Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, nós, filhos no Filho e seus sacerdotes, consagramo-nos ao vosso Coração materno,
para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.

Estamos cientes de que, sem Jesus, nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5) e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele, seremos para o mundo instrumentos de salvação.

Esposa do Espírito Santo, alcançai-nos o dom inestimável da transformação em Cristo.
Com a mesma força do Espírito que, estendendo sobre Vós a sua sombra, Vos tornou Mãe do Salvador, ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho, nasça em nós também.

E assim possa a Igreja ser renovada por santos sacerdotes, transfigurados pela graça d'Aquele
que faz novas todas as coisas.

Mãe de Misericórdia, foi o vosso Filho Jesus que nos chamou para nos tornarmos como Ele:
luz do mundo e sal da terra (cf. Mt 5, 13-14).

Ajudai-nos, com a vossa poderosa intercessão, a não esmorecer nesta sublime vocação, nem ceder aos nossos egoísmos, às lisonjas do mundo e às sugestões do Maligno.

Preservai-nos com a vossa pureza, resguardai-nos com a vossa humildade e envolvei-nos com o vosso amor materno, que se reflecte em tantas almas que Vos são consagradas e se tornaram para nós verdadeiras mães espirituais.

Mãe da Igreja, nós, sacerdotes, queremos ser pastores que não se apascentam a si mesmos,
mas se oferecem a Deus pelos irmãos, nisto mesmo encontrando a sua felicidade.
Queremos, não só por palavras mas com a própria vida, repetir humildemente, dia após dia,
o nosso « eis-me aqui».

Guiados por Vós, queremos ser Apóstolos da Misericórdia Divina, felizes por celebrar cada dia
o Santo Sacrifício do Altar e oferecer a quantos no-lo peçam o sacramento da Reconciliação.

Advogada e Medianeira da graça, Vós que estais totalmente imersa na única mediação universal de Cristo, solicitai a Deus, para nós, um coração completamente renovado, que ame a Deus com todas as suas forças e sirva a humanidade como o fizestes Vós.

Repeti ao Senhor aquela vossa palavra eficaz: « não têm vinho » (Jo 2, 3), para que o Pai e o Filho derramem sobre nós, como que numa nova efusão, o Espírito Santo.

Cheio de enlevo e gratidão pela vossa contínua presença no meio de nós, em nome de todos os sacerdotes quero, também eu, exclamar: « Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).

Mãe nossa desde sempre, não Vos canseis de nos visitar, consolar, amparar. Vinde em nosso socorro e livrai-nos de todo o perigo que grava sobre nós. Com este acto de entrega e consagração, queremos acolher-Vos de modo mais profundo e radical, para sempre e totalmente, na nossa vida humana e sacerdotal.

Que a vossa presença faça reflorescer o deserto das nossas solidões e brilhar o sol sobre as nossas trevas, faça voltar a calma depois da tempestade, para que todo o homem veja a salvação do Senhor, que tem o nome e o rosto de Jesus, reflectida nos nossos corações, para sempre unidos ao vosso!

Assim seja!





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