segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

AGRADECIMENTOS AO REDENTOR QUE NASCEU E MORREU POR NÓS







"Não podemos esquecer os incontáveis agradecimentos que devemos a Deus, e dizer:
Agradeço-vos, ó Jesus, a vida que destes a meu corpo no momento em que insuflastes minha alma.
Agradeço o plano eterno que tínheis a respeito de mim — um plano determinado e individual que, pelos vossos desígnios, deveria eu ocupar lugar no enorme mosaico de criaturas humanas que devem subir ao Céu.
Agradeço-vos por terdes apresentado uma luta em meu caminho, para que eu pudesse tornar-me herói.
Agradeço-vos a força que me concedestes para resistir, combater e rezar — a Dios orando y con el mazo dando (a Deus rezando, e golpeando com o cajado), como dizia Santo Antonio Maria Claret.
Agradeço-vos tudo isso, e também todos os anos de minha vida que já se foram e se tenham passado na vossa graça.
Agradeço-vos os anos que não se passaram em vossa graça, pois Vós os encerrastes em determinado momento com vossa graça, abandonando eu o caminho do pecado para entrar de novo na vossa amizade.
Agradeço-vos, Divino Infante, a hora em que vos procurei. Agradeço-vos tudo o que fiz de árduo para combater meus defeitos. Agradeço-vos por não vos terdes impacientado comigo e por me terdes concedido tempo para corrigi-los até a hora da morte.
E se uma prece vos posso dirigir nesta noite de Natal, Senhor Jesus, é a que se encontra em um salmo: "Não me chameis na metade dos meus dias" (Salmo 101). Transformando-a um pouco, não quero saber quantos serão os meus dias, que talvez já tenham tido uma duração exorbitante, mas altero-a suplicando: "Não me tireis os dias na metade da minha obra". Peço-vos que me ajudeis, para que meus olhos não se fechem pela morte, meus músculos não percam seu vigor, minha alma não perca sua força e agilidade antes que eu tenha, por vossa glória, vencido em mim todos os meus defeitos, galgado todas as alturas interiores para as quais fui criado; e que, no vosso campo de batalha, eu tenha prestado a Vós, por feitos heróicos, toda a glória que esperáveis de mim quando me criastes".

(PLINIO CORREA DE OLIVEIRA - Conferência proferida em 23-12-1988)


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