sábado, 12 de dezembro de 2015

VEM, DEUS MENINO, VISITAI ESTE MUNDO PERDIDO E SALVAI TUA GLÓRIA, TUA LEI E TUA RELIGIÃO!



Como se não bastasse , Nosso Deus e Senhor,
O nascer em tão grande desprezo e solidão
Vendo o coração de Vossa Mãe pleno de dor


Pô-Lo em pedra fria pra prestar-Vos adoração
Seguida por gentinha humilde e três reis pagãos
Por Vossa Causa matam crianças: quanta aflição!


Fugistes para longe de tão maldosas mãos,
Porque desde então fostes odiado até à morte!
Rancor repartido com Vossa Mãe e os cristãos:


A Igreja sofreu perseguição de toda sorte
Para gerar a Civilização verdadeira
Feita, em séculos, pelo cristão com braço forte


Tão rejeitado fostes naquela vez primeira
Em que nascestes pequenino e tão amoroso
- Que aquela semente de ódio é hoje touceira


Como se não bastasse ser a Vós tão odioso
Tanto se perseguiu, desprezou, seus seguidores
Do mais sábio doutor ao mais simples e piedoso


Negaram toda a Vossa Obra que em Vossos amores
Na dor fostes Mestre para nosso ensinamento
Em vez de nela prestar a Vós seus louvores


Deixaram de adorar-Vos em Vosso nascimento
Fugiram de Vossa dor e de tanta pobreza
Pois tinham que honrá-Lo só com este ornamento


Terníssima criaturinha, de excelsa beleza!
Mostraste-Vos assim tão pequeno quão amável
E o homem insensível O recusa e despreza


O Natal de Vosso tempo foi quão inefável!
Nos natais seguintes Vossa dor foi aumentando
Até chegar ao nosso século miserável


Adorar-Vos? – Não! – Sacrilégios vão se passando
E a virtude é tida como um grande desabono
Só há desespero – as almas estão se danando!


Este o pesadelo de Vosso primeiro sono:
Coroa de espinhos, cravos, chicotes, cruz e lança
E enquanto Vos matam, ao redor só abandono!


Em Vossa manjedoura, meu Deus, ainda criança
Vos crucificaram, já, nossos atuais pecados
Que nesta vida achamos como terral herança


E como se não bastasse males tão ousados
Querem matar Vossa Mãe, de quem vão invejando
E as almas dos fiéis, que também são crucificados


Querem tornar inútil Vosso sangue, tentando
Esvaziar Vosso Reino dos que predestinastes
Quando nascestes naquele ermo tão miserando


Lembras-Te do primeiro choro que derramastes?
Das espadas que estavam naquele Coração
de Vossa Mãe, tão triste mas não A consolastes?


Ó Rei das dores – a dor nasceu conVosco em vão?

Vem, Deus Menino, visita este mundo perdido
E salvai Tua Glória, Tua Lei e Tua Religião!

(Autor: Juraci Josino Cavalcante -
 Salvador - BA)


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