SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mata de São João se irmana com São Pedro de Rates

O site do Centro Cultural da Casa da Torre Garcia D'Ávila e a Embaixada Portuguesa no Brasil divulgam a seguinte notícia:
Em sessão especial ocorrida no último 14 de abril, no plenário da câmara municipal de Mata de São João, na Bahia, foi requerido pelo vereador Alexandre Rossi, autor do projeto de Cidade Irmã com São Pedro de Rates em Portugal, e assinado o protocolo de cooperação entre as duas cidades, pelo prefeito João Gualberto, o presidente da Junta da Freguesia de Rates, Armindo Ferreira, cônsul de Portugal, João Sabido Costa, presidente da câmara, Joselito Pereira e o vice-presidente, Alexandre Rossi. O vereador Alexandre Rossi estará em Portugal no próximo dia 26 de abril para as comemorações do aniversário de Rates, bem como mantendo uma agenda de visitas com organizações, universidades e empresas de Portugal.

S. Pedro de Rates é a maior freguesia do concelho da Póvoa de Varzim (com uma área de 1.383 ha).

A história, de mais de três séculos, da Casa da Torre está intimamente ligada à história das Comunicações no Brasil, uma vez que foi naquela Torre de Garcia d'Avila que se estabeleceu um primeiro sistema de comunicação à distância, no país, ligando-a à primeira capital do Brasil - a Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos: A "Torre Singela de São Pedro de Rates". De lá partiam os emissários, a cavalo, para avisar na metrópole sobre a presença de navios corsários ou dos hereges holandeses que apontavam no horizonte tentando invadir a Bahia.

Em Mata de São João, no dia anterior, foi feita uma homenagem aos descendentes de Garcia d'Ávila , feita da seguinte forma, conforme informa o site da “Casa da Torre de Garcia D’Ávila”:
Nesta data verdadeiramente histórica, em que a Freguesia de São Pedro de Rates – Berço de Garcia d’Ávila tornou-se, formalmente, “Irmã-Gêmea” da Cidade de Mata de São João – Berço da Casa da Torre foi com grata satisfação que os descendentes destas duas Origens, congregados neste Centro Cultural foram representados na memorável Sessão da Câmara Municipal, por Caio Cesar Tourinho Marques, Visconde de Tourinho, presidente da seção do Brasil Setentrional da Associação da Nobreza Histórica do Brasil.
Agradecemos e rogamos aos Padroeiros – São Pedro de Rates e Nossa Senhora da Conceição da Torre de Garcia d’Ávila –, que protejam e iluminem a todos, para que saibamos aproveitar tão auspiciosa oportunidade, como instrumento de contato entre as populações e culturas, em prol da paz e do desenvolvimento.
Deus a todos guarde muitos anos.

História contada pelo Padre Vieira:

O padre Vieira fala sobre São Pedro de Rates em sua defesa perante o Santo Ofício: “E porque não saiamos do nosso Reino, com ser humana tão pequena parte do mundo, se em Braga, como acima tocamos, depois de seiscentos anos, ressuscitou aquele homem que depois foi São Pedro de Rates...”
“Entrou em Braga o Apóstolo [São Tiago], e para entrar com estrondo de trovão (cujo filho o chama Cristo, Nosso Senhor) se foi a uma sepultura célebre, onde jazia enterrado de seiscentos anos um santo profeta, judeu de nação, e que ali viera dar com outros cativos mandados de Babilônia por Nabucodonosor, chamado Malaquias, o Velho, ou Samuel, o Moço; e em presença de infinito povo, chamando por ele o ressuscitou em nome de Jesus Cristo, a quem vinha pregar e publicar por verdadeiro Deus; batizou-o pouco depois, e dando-lhe o nome de Pedro, o escolheu e tomou por primeiro e principal de todos seus discípulos” Este fato foi extraído da obra “História Eclesiástica dos Arcebispos de Braga”, escrita por D. Rodrigo da Cunha.
A respeito do grande milagre feito por São Tiago, continua o padre Vieira: “Até aqui esta maravilhosa história, tirada de autores e memórias mui antigas, e particularmente de uma carta de Hugo, bispo do Porto, e dos fragmentos de Santo Atanásio, bispo de Saragoça, o qual conheceu o mesmo Pedro ressuscitado e escreveu o caso quase pelas mesmas palavras, que por isso não a traduzimos, e são as seguintes: ‘Ego novi sanctum Petrum, Bracharensem Episcopum, quem antiquum prophetam suscitavit Sanctus Jacobus Zebedaei filius, magister meus. Hic venerat cum duodecim tributus missis a Nabuchodonosere in Hispaniam Hierosolymis duce Nabuchoi-Cerdan, vel Pyrrho, Hispaniarum praefecto’ (cf. “História do Futuro”, de Antonio Vieira, 2a. Edição, Imprensa Nacional de Lisboa, pág. 227)

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