sábado, 13 de dezembro de 2008

Datas no mês de nascimento de um Cruzado

Hoje, dia 13 dezembro, comemora-se o centenário do nascimento do maior e mais dinâmico líder católico que já houve no Brasil. Deixou ele uma corrente de milhares de filhos espirituais espalhados pelo Brasil e pelo mundo, os quais procuram reverenciar com enlevo todos os fatos de sua vida. Eis alguns deles, ocorridos no mês de seu nascimento.
Além de Católico, Apostólico, Romano, Dr. Plínio também se dignava honrar com o título de Cruzado, e não só o termo isolado mas acompanhado do de seu tempo, quer dizer, “Cruzado do Século XX”. Assim, a data mais importante de sua vida, é claro, foi a de seu nascimento, comemorada hoje, quando já então iniciou sua “cruzada” católica com o fato de sua existência. Neste mês de dezembro, ao longo dos anos, Dr, Plínio foi passando por vários lances de sua vida, que foi uma autêntica gesta de um cavaleiro católico. Formatura

Assim, no dia 11 de dezembro de 1930, deu-se sua cerimônia de formatura na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, quando iria completar, dois dias depois, 22 anos de idade. Dr. Plínio entrou na Faculdade com 17 anos, portanto, muito jovem ainda. Declarou ele muitos anos depois: “Lembro-me de que, ao me apresentar para a matrícula, sentia o coração bater na garganta, prevendo que iriam caçoar de mim e de minha Fé”.
“Ora, eu não desejava ser alvo de zombarias, e muito menos que rissem de minha condição de católico apostólico romano. Pedi então a Nossa Senhora que me desse uma vigorosa disposição para vencer esses temores e fazer face às dificuldades que me aguardavam. E Ela, Mãe de Misericórdia que sempre me auxiliou e da qual tenho obtido incontáveis favores, atendeu-me de modo superlativo.
“Quando terminei meu curso, a atmosfera interna tinha mudado: a velha Faculdade estava alisada e penteada no que diz respeito às relações com o Catolicismo”.
A tal ponto, frisou, que houve Missa de formatura pela primeira vez na história daquela faculdade, e cujo pregador era o famoso polemista padre Leonel Franca, convidado pelo próprio Dr. Plínio.

Início da pugna jornalística
C
inco anos após sua formatura, e já envolvido com o movimento católico em São Paulo, Dr. Plínio passa a colaborar no jornal “Legionário”, da Arquidiocese. A 8 de dezembro de 1935, o “Legionário” estampa seu primeiro artigo, intitulado “À margem dos fatos” na coluna “7 dias em revista” que ele manteria por alguns anos. Esta coluna foi concebida por ele, segundo declarou, na convicção de que ao povo brasileiro agrada mais as novidades enriquecidas de um pequeno comentário. Este estilo granjeou-lhe o prestígio jornalístico nos meios católicos e serviu para projetar o próprio jornal, cuja fama hoje deve-se mais ao fato de ter sido dirigido por Dr. Plinio por vários anos na década de 30.

Paraninfo de formandos

Passam-se os anos. Em 1951 Dr. Plínio funda o jornal “Catolicismo” e, com ele, um grupo de congregados marianos que atuavam nos meios católicos. Como reconhecimento de seu prestígio foi convidado para ser paraninfo de formaturas de vários colégios paulistas. Dentre estes, cita-se o Colégio São Luís, dos Jesuítas; o Liceu do Coração de Jesus, salesiano; o Colégio Santo Agostinho, da mesma Ordem e a própria Faculdade “Sedes Sapientiae”, da PUC, onde ele era professor. No Colégio Santa Inês, escola normal dirigida por freiras, também em São Paulo, Dr, Plínio foi paraninfo das formandas no dia 10 de dezembro de 1951, onde pronunciou o discurso da foto acima.

O “Sorriso-promessa” de Nossa Senhora

Foi também no mês de seu nascimento que Dr, Plínio diz ter obtido uma de suas maiores graça da Virgem Santíssima, o que ele denominou de “Sorriso-promessa”. No início de dezembro de 1967, Dr. Plínio caiu gravemente enfermo.
Vejamos a narração que ele mesmo fez dos fatos:
“Tendo viajado à Itália, antes que eu adoecesse, um amigo teve a gentileza de me trazer de Genazzano uma estampa representando o venerando quadro de Nossa Senhora do Bom Conselho. Essa estampa me chegava no momento de uma provação espiritual que me fazia sofrer muito mais do que a enfermidade física (...)
“Circunstâncias que não vêm a propósito mencionar davam-me a certeza de estar nos desígnios da Providência que realizasse uma larga ação no Brasil e em toda a América do Sul, e ainda nos demais continentes, em prol da Cristandade.
“De outro lado, estava eu certo de que meu falecimento naquela conjuntura acarretaria a ruína do esforço que começava a vicejar com vigor. E que eu desejava ardentemente levar a cabo para a maior glória de Nossa Senhora, antes de morrer. Daí um estado de verdadeira ansiedade a propósito das incertezas de minha situação clínica e cirúrgica”.
Após considerar a entrega do quadro de Nossa Senhora acima citado, continuou:
“Quando a fitei, tive a inesperada impressão de que a figura de Nossa Senhora, sem mudar embora em nada, exprimia para comigo inefável e maternal doçura, que Ela me confortava e me incutia na alma – não sei como – a convicção de que a Santíssima Virgem me prometia que eu não morreria sem ter realizado a obra desejada. O que me invadiu de suavidade a alma.
“(...) Quando fui agraciado com o sorriso-promessa de Nossa Senhora de Genazzaro, nada disse aos circunstantes. Só muito mais tarde falei disto a amigos. Dois destes, que me faziam companhia no hospital quando recebera a estampa, disseram que haviam notado que a figura da Mãe do Bom Conselho me fitava com muito comprazimento, o que lhes chamara muito a atenção”.
(fonte: Revista "Dr. Plínio").

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Perseguição religiosa no Vietnã continua

O Vietnã possui 6 milhões de católicos, a segunda maior população católica da Ásia, perdendo apenas para as Filipinas. No mês de setembro os comunistas pretendiam tomar a igreja de Thai Ha em Hanói e transformá-la num parque, alegando que o terreno pertencia ao Governo. Os católicos resistiram em vigílias e orações, vencendo momentamente as pretensões dos comunistas.
Veja nossa postagem anterior, de 29.09.2008 -
Católicos enfrentam comunistas no Vietnã, cujo vídeo divulgado na ocasião reproduzimos novamente abaixo.
Por realizar aquelas vigílias de oração em defesa do templo religioso, 7 católicos vietnamitas foram condenados a cumprir penas de 12 a 15 meses de arresto domiciliar e dois anos de liberdade condicional por “desordem pública”. Um oitavo foi posto em liberdade depois de receber uma advertência. A condenação foi tida como “leve”, (alegaram que a “lei” comunista previa 7 anos de prisão) mas tem o cunho intimidatório e persecutório, porquanto os católicos defenderam pacificamente o templo religiosa para que as autoridades comunistas não tomassem posse dele. E talvez não tenha havido pena mais rigorosa por causa da repercussão do caso no exterior. No mesmo dia do julgamento, vários católicos, vindos da igreja de Thai Ha (onde ocorreu o incidente, conforme mostramos em vídeo abaixo), alguns deles com fotos da Virgem Maria.
Um dos condenados, Nguyen Thi Nhi, de 46 anos, declarou que organizaram as vigílias para proteger o prestígio e a propriedade da igreja de Thai Ha, que lhes pertence, embora as autoridades comunistas
insistem em que o terreno foi apossado irregularmente no ano de 1962. A notícia não fala da violência cometida contra os católicos, causando ferimentos em alguns.
Ainda dizem por aí que o comunismo acabou.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

As mais belas músicas natalinas (2)

Brasil: reservas indígenas y "kosovización" amazónica

Não conhecemos o senhor Javier González nem sabemos onde está residente o site Cubdest, mas julgamos válido divulgar o teor por ele publicado a respeito da polêmica demarcação da "Raposa Serra do Sol", que estará em discussão novamente a partir de amanhã no STF. Eis o texto, na íntegra, que, apesar de estar em espanhol demonstra conhecer bem a realidade brasileira.

Destaque Internacional - Informes de Coyuntura - Año XI - No. 251 - San José - 06 de agosto de 2008 - Responsable: Javier González

Una "independización" de regiones indígenas fronterizas y una consecuente "internacionalización" de los conflictos regionales podrá provocar un desmembramiento de vastos territorios en el corazón de América del Sur, que se transformarían en tierras de nadie, en las cuales el narcotráfico, guerrillas, ONGs internacionales y entidades de la "izquierda católica" se dedicarían a pescar en río revuelto
1. En Brasil, el actual gobierno lleva adelante un polémico proceso de demarcación de tierras indígenas, en continuidad con medidas adoptadas por gobiernos anteriores y con base en polémicos dispositivos de la Constitución de 1988. Mediante ese proceso se entregará a unos pocos millares de indios gigantescas áreas de Estados fronterizos de la federación brasileña, comparables al tamaño de varios Estados federales brasileños y de algunos países europeos. Lo anterior abre la perspectiva, en el mediano plazo y, tal vez, en el corto plazo, de una "independización" de esas regiones indígenas con relación al Brasil así como de una "internacionalización" de los conflictos provocada por las referidas medidas "independentistas" en regiones fronterizas con Venezuela, Colombia, Perú, Bolivia y Paraguay.
2. El binomio "independización"-"internacionalización" podría extenderse a esos países limítrofes que en mayor o menor grado también cuentan con poblaciones indígenas en sus respectivos territorios amazónicos, lo que podrá provocar un desmembramiento y una caotización de vastas regiones en el corazón de América del Sur. Esas regiones se transformarían en tierras de nadie en las cuales el narcotráfico, las guerrillas, ONGs internacionales ligadas al Foro Social Mundial (FSM) y entidades teledirigidas por la "izquierda católica" se dedicarían a pescar en río revuelto. Si la llamada "triple frontera" entre Brasil, Argentina y Paraguay suscita tantas aprensiones de seguridad entre los especialistas, es de imaginar lo que podría ocurrir con la multiplicación de gigantescas regiones fronterizas, que quedarían fuera del control de los respectivos gobiernos nacionales.
3. El cuadro que se acaba de trazar sintéticamente no pertenece a un panorama de ciencia-ficción y sí a una realidad que en el Brasil se agravó súbitamente en marzo de este año en torno de la Reserva indígena "Raposa Serra do Sol", en el Estado federal de Roraima (RO), al norte del Brasil, limítrofe con Venezuela y Guyana.
Esa Reserva fue demarcada en 1998 para albergar aproximadamente 19 mil indígenas y se destinó un área de 1,7 millones de hectáreas continuas, o 17 mil Km. cuadrados, equivalente al 47% del territorio del Estado federal de Roraima.
En abril de 2005 la Reserva fue homologada por un decreto del Presidente Lula. Y dando continuidad a la política gubernamental, el 27 de marzo de 2008 el gobierno federal envió contingentes de la Policía Federal para retirar de esa área a todos los habitantes no indígenas, lo que provocó una fuerte reacción del gobernador de Roraima y de la población del Estado, y contribuyó a llevar el tema indigenista a un plano nacional. El gobernador de Roraima, José de Anchieta Jr., apoyado por autoridades locales, por las fuerzas vivas del Estado y por habitantes no indios de la gigantesca área destinada a Reserva indígena, presentó un recurso de amparo ante el Supremo Tribunal Federal (STF), en Brasilia, que fue concedido por la alta instancia judicial hasta que se juzgue el mérito de la acción judicial promovida por el gobernador Anchieta.
4. Los ministros del STF anunciaron que buscarán una solución jurídica que respete al mismo tiempo los derechos de las poblaciones indígenas y los derechos de los habitantes de Roraima; y decidirán también sobre el tamaño y el formato de la Reserva. El presidente del STF, Dr. Gilmar Mendes, propuso el estudio de una solución alternativa a la demarcación continua, que podría consistir en un esquema de islas de preservación. "El modelo del gobierno es muy conflictivo. Precisamos discutir opciones viables. Lo que no se puede aceptar es que se cree un Estado de la federación y después una Reserva que tenga el 40% o el 50% del tamaño del Estado".
Por su parte, el comandante militar de la región del Amazonas, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, consideró el carácter continuo de la Reserva Raposa Serra do Sol como una amenaza a la soberanía nacional, y calificó como "caótica" y "lamentable" la política indigenista del gobierno brasileño.
5. En el debate sobre la referida Reserva, se destacó el senador Jefferson Peres, lamentablemente fallecido hace pocos días atrás. El senador Peres, representante del Estado de Amazonas (AM), profundo conocedor de los problemas regionales e indígenas, desde la tribuna del Senado advirtió que la situación de la Reserva Raposa Serra do Sol podría derivar en un conflicto similar al de Kosovo, ocurrido en la década de 1990 entre separatistas de origen albanés y el gobierno central de Serbia. En esa ocasión, fue suficiente una "declaración unilateral de independencia" de Kosovo para que la Unión Europea reconociese al nuevo Estado; en este sentido, el senador Peres añadió que organizaciones no gubernamentales que defienden la Reserva, notoriamente entidades como el Consejo Misionero Indigenista (CIMI), dependiente de la Conferencia Nacional de Obispos del Brasil (CNBB), ya anunciaron que si el STF no acepta la demarcación continua, pedirán la intervención de instancias extranjeras, con lo cual se podría producir la internacionalización del conflicto.
El senador Peres manifestó también su extrañeza por el hecho de que el gobierno haya efectuado una demarcación continua, aún sabiendo que en ese territorio viven representantes de cuatro etnias diferentes "que ni siquiera hablan los mismos dialectos". También rechazó afirmaciones de quienes dicen que se trataría de una disputa entre 18 mil índios y unos pocos agricultores arroceros calificados como "invasores". En ese sentido, como constató el propio senador Peres, quien integró la comisión del Senado que estudió el problema, en la región demarcada viven caboclos que están hace más tiempo que los indios macuxis; y también viven en el área personas que no son indígenas y sí descendientes de colonizadores del nordeste brasileño que llegaron a fines del siglo 18 y se tornaron agricultores, extractores y ganaderos. "Ellos viven allí desde hace generaciones, lado a lado con los indios que se incorporaron a la sociedad, y tienen tanto derecho de vivir allí como tienen los indios, incorporados o no a la sociedad, y la misma legitimidad".
6. En 1987, mientras se debatía el proyecto de reforma constitucional, el Profesor Plinio Corrêa de Oliveira, destacado periodista, escritor y ex parlamentario constituyente, publicó el libro "Proyecto de Constitución angustia al País" (Editora Vera Cruz, São Paulo, 1987) en el cual analizó diversas aberraciones jurídicas del proyecto constitucional, una de las cuales abría las puertas para transformar a los indígenas brasileños, que representan el 0,25 % de la población, en una especie de nueva aristocracia brasileña, al mismo tiempo privilegiada y prácticamente esclava. En efecto, se dará a los indios Reservas territoriales desproporcionadas pero se los mantendrá confinados y viviendo en sus respectivos regímenes tribales, continuando inmersos en el atraso y en la barbarie. Lamentablemente, los constituyentes de 1988 no oyeron esa voz de alerta y aceptaron las absurdas tesis indigenistas, con las consecuencias que el Brasil está presenciando.
7. El problema en torno de la Reserva Raposa Serra do Sol constituye una bomba de tiempo política de dimensiones no pequeñas, pero a pesar de su gravedad no agota el problema indigenista. Baste considerar que la Fundación Nacional del Indio (FUNAI), un organismo gubernamental brasileño dependiente del Ministerio de Justicia, ya ha registrado 315 reservas indígenas potenciales que podrían dejar en manos de unos pocos millares de indios tierras que suman 73,8 millones de hectáreas. Para ver lo que esto significa, baste considerar que el área cultivable de Brasil suma 62 millones de hectáreas. Los legítimos derechos de los indígenas brasileños y latinoamericanos, que nadie niega, no pueden hipertrofiarse artificialmente de manera que se sobrepongan a los derechos de naciones enteras.