Filosofia tomista, religião, análises de temas candentes e atuais sob a ótica dos princípos enunciados na obra "Revolução e Contra-Revolução", de Plínio Corrêa de Oliveira.
Como mais um ato de uma comédia, e após rumores de “conversão”, Fidel Castro visitou o Papa no seu último dia em Cuba. Depois disso, os comunistas dirão: “Estão vendo, Fidel não é tão mal assim; foi até visitar o Papa...” Só não teve coragem de beijar a mão de Bento XVI – aí também já seria o supra-sumo da hipocrisia. Segundo Lombardi, Fidel Castro viu Bento XVI como uma "boa pessoa" e que tem "o rosto de um anjo". A reunião entre Castro e o Papa veio depois da missa celebrada na “Praça da Revolução”. A reunião durou meia hora na sede do Núncio Apostólico da Santa Sé em Havana. Castro estava acompanhado de Dalia, atual esposa, que mais tarde se juntou a dois filhos. "Foi um encontro sereno e cordial", disse Lombardi. E como não haveria de sê-lo? Quanto à balela da conversão de Fidel Castro, sua filha Alina Fernandez tachou-a de "improvável". "Seria bom se o meu pai, doente e idoso, voltasse às raízes da fé em que ele cresceu, quando estudou com os jesuítas. Seria bom restaurar a humanidade perdida. Mas acho que não, porque eu acho que ele se considera imortal ", disse ela ao jornal italiano La Stampa. Alina Fernandez é filha ilegítima (quais deles são legítimos?) de Castro e ferrenha crítica do regime comunista de Cuba. Fernandez fugiu de sua terra natal em 1993 e agora vive em Miami (Estados Unidos) com milhares de outros cubanos que preferiram arriscar a vida na perigosa travessia do golfo do México do que viver sob a ditadura comunista. Jornais italianos especularam nos dias que antecederam a visita pastoral do Papa Bento XVI sobre um possível encontro entre Fidel e o Papa durante a visita papal, em que o líder comunista supostamente usaria para se reconciliar com a Igreja. Poucos perceberam que tudo não passava de um ardil da propaganda comunista: era preciso mostrar um Fideal com uma imagem diferente daquela que a opinião pública está acostumada a ver, de um homem ruim, perverso, sanguinário e verdugo de seu próprio povo. “Ele agora tem ate propósitos de conversão á fé católica...”, poderiam pensar muitos ingênuos. Na semana passada, quando perguntado sobre o futuro de Cuba, o Papa Bento XVI disse que "é hoje evidente que a ideologia marxista já não reflete a realidade", acrescentando que os modelos "novos podem ser encontrados com paciência. " Isto é, o comunismo está com seus dias contados. Fidel Castro, com quase 86 anos, está afastado do poder desde 2006 por causa de um câncer, mas ainda é uma personalidade importante, ainda dá ordens no governo. Quando encontrou-se com o Beato João Paulo II, em janeiro de 1998, Fidel não viu o Papa “com cara de anjo” como agora: mudança de comportamento ou esperteza política? Ou será que (para ele) Bento XVI tem fisionomia mais dócil e angelical do que João Paulo II? Durante a reunião, segundo Lombardi, foi Castro quem fez as perguntas. Na ocasião, revelou que desde que deixou o poder em Cuba dedica sua vida ao estudo e à reflexão. Ele quis dizer, com isso, que hoje é um homem pacato, que vive de estudo e reflexão. Quem não vê nisso um recado para a opinião pública? Quem não vê nisso um lance publicitário? Ele também confessou que percebe que a liturgia atual é diferente do que ele sabia que era em sua juventude; foi quando o Papa parou para explicar quais foram as mudanças que têm ocorrido nesta matéria. Além disso, o Papa e Castro falaram sobre as dificuldades atuais enfrentadas pela humanidade e como a ciência tem sido incapaz de resolver questões relevantes como a ecológica, cultural ou a forma como diferentes religiões enfrentam os problemas. O Santo Padre poderia então explicar como isso poderia resolver esses problemas sérios com a realidade de uma sociedade na qual Deus é deixado de fora da vida cotidiana. Nesse sentido, Bento XVI falou da relação entre fé e razão liberdade e responsabilidade.
Papa diz adeus à Cuba
Em um discurso de despedida após a visita pastoral intensa, que começou em 26 de março, o Papa encorajou Cuba para ser “a casa de todos os cubanos com justiça e liberdade”, e onde banir os pontos de vista arraigados para pesquisa o que une todas elas e construir um país e o bem comum.
No Aeroporto Internacional José Martí de Havana, perante o presidente de Cuba, Raul Castro, o corpo diplomático, os bispos da ilha e do resto da América Latina, o Santo Padre disse: "Cuba reaviva em vós a fé de teus ancestrais , tira dela a força para edificar um futuro melhor, confia nas promessas do Senhor, abre teu coração ao seu Evangelho para renovar autenticamente a vida pessoal e social”.
Realmente, a viagem de Bento XVI à América Central vai deixar marcas mais profundas em Cuba do que no México. Mesmo porque o tema abordado pelo Papa no México foi mais a violência do tráfico de drogas do que a ideológica e política: mais difícil, inclusive, de ser combatida porque trata-se de algo enviscerado em toda a sociedade. Quanto a Cuba, não: trata-se de uma violência institucionalizada pelos donos do poder - uma seita socialisa que tinha pretensões de dominar o mundo, e que lá se mostrou tão radical que seu principal dirigente (Fidel) chegou a dizer, após a queda do Muro de Berlim, que Cuba seria o último país a deixar o comunismo. Se trata-se de um vaticínio futurista, feito há mais de 20 anos, parece que estamos próximos de vê-lo concretizar-se. Como já era esperado, o Papa teve um encontro com o tirano: talvez por causa de algum acordo que o Vaticano fizera para se concretizar a viagem a Cuba. Esperam os comunistas, com esse ato hipócrita, comover alguém a acreditar que Fidel está realmente se convertendo? De outro lado, verifica-se como a autoridade do Papa tem peso e importância: de tal forma que o maior inimigo da Igreja (o comunismo na figura de um de seus mais legítimos representantes) se curva perante ele e exige que se receba um de seus ídolos para com isso tentar conquistar a opinião pública. Lembremo-nos de que estamos diante de um Papa que, quando era Cardeal, publicou uma obra em que dizia que o comunismo era "a vergonha do século XX". Lembremo-nos também que foi logo após a visita de João Paulo II à Polônia em meados da década de 80 (em plena efervecência da era da "perestroika" de Gorbachev) que os muros daquele regime desumano começaram a ruir por toda parte. Somente Cuba, Coréia e China (e não sei se mais alguma republiqueta africana), permaneceram fiéis ao credo vermelho em toda a sua radicalidade. Pois, se algum país anda por aí ostentando a foice e o martelo (Vietnã é um deles) o que nota-se é uma verdadeira corrida pelo ouro do capitalismo, inclusive do falso colosso chinês - que é comunista pela metade, isto é, por causa de um partido único, mas vive sustentado pela mais alta burguesia do Ocidente. Talvez vejamos cumprir em breve a promessa que Nossa Senhora fez em Fátima, quando disse: "Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!" Quem sabe se tal triunfo já não esteja tão perto de ocorrer; talvez se incie, como sugerimos anteriormente, com a mudança do nome da "Praça da Revolução", onde o Papa celebrou uma missa em Havana, para "Praça da Revelação", pois lá se revelou que, mesmo após décadas de pregação de ateísmo, socialismo, comunismo e tantos outros "ismos" daquela seita materialista, o povo continua firmemente católico.
Abaixo, alguns vídeos sobre esta última viagem do Papa. Se a maioria deles foi gravado em Cuba é porque, realmente, os problemas lá chamam mais a atenção de toda a humanidade.
Reportagem da Agência Eclésia sobre visita ao México
Santuário da Virgem da Caridade do Cobre
Papa Bento XVI em Santiago de Cuba - 400 anos de N.Sra.da Caridade
Papa evoca em Cuba os presos, discriminados e perseguidos
Homilia de Bento XVI em Havana
Entrega da Rosa de Ouro à Virgem da Caridade do Cobre
Aproximamo-nos de mais uma decisão que se prevê desastrosa do STF: nos próximos dias vão decidir se aprovam o aborto no caso de se manifestar a anencefalia no feto.
Resumimos abaixo as informações contidas no documento intitulado “CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA VIDA NO BRASIL –Como foi planejada a introdução da cultura da morte no país” ” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Guarulhos, pela Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté, ambas compondo a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul -1 da CNBB. Encíclica “CARITAS IN VERITATES” – Papa Bento XVI – Junho/09 Também no documento intitulado “O Aborto e sua legalização”, elaborado pela presidente do movimento Pró-Vida Família, Prof. Humberto L. Vieira, ex-consultor da OMS (Organização Mundial da Saúde), consultor legislativo do Senado Federal e membro vitalício e consultor da Pontifícia Academia para a Vida, nomeado por João Paulo II. Assim como no texto “Ubi PT, Ibi abortus” de Padre Luiz Carlos Lodi, Presidente do Pró-Vida de Anápolios.
No início, o documento fala sobre uma notícia veiculada por Reinaldo Azevedo, colunista da revista "Veja" que tem o seguinte título "Dupla de especialistas defende o direito de assassinar também os recém-nascidos" e reza assim:
“Os neonazistas da “bioética” já não se contentam em defender o aborto; agora também querem a legalização do infanticídio! …! E ainda atacam os seus críticos, acusando-os de “fanáticos”. … Os acadêmicos Alberto Giublini e Francesca Minerva publicaram um artigo no, ATENÇÃO!, “Journal of Medical Ethics” intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?“ – literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?” Ao longo da reportagem é relatado os argumentos daqueles que defendem o infanticídio. Justificando o assassinato em vez de entregar a adoção, disseram: “Precisamos considerar os interesses da mãe, que pode sofrer angústia psicológica ao ter de dar seu filho para a adoção.” “A mãe que sofre pela morte da criança deve aceitar a irreversibilidade da perda, mas a mãe natural [que entrega filho para adoção] sonha que seu filho vai voltar. Isso torna difícil aceitar a realidade da perda porque não se sabe se ela é definitiva“. Resumindo, já estamos presenciando a defesa do infanticídio em revistas científicas e a tendência é relaxar ainda mais os parâmetros morais. Estamos à beira de uma catástrofe moral.
A idéia abortista se origina de países totalitários
O primeiro país do mundo a legalizar o aborto foi a União Soviética em 1920. Segundo as leis daquele país, os abortos seriam gratuitos e sem restrições para qualquer mulher que estivesse em seu primeiro trimeste de gravidez. Os hospitais soviéticos tinham os chamados “abortórios“, unidades especiais criadas para realizar abortos em ritmo de produção em massa. Segundo relatos de médicos estrangeiros que visitaram a União Soviética em 1930 para estudar a implantação do aborto, um abortório com 4 médicos era capaz de realizar 57 abortos em 2 horas e meia. Desde 1913 Lênin já defendia a legalização do aborto. Depois foi implantado por Adolf Hitler em 1935. O segundo país a legalizar o aborto foi a Alemanha Nazista em 1935, mediante uma reforma da “Lei Para Prevenção de Doenças Hereditárias Para a Posteridade“, que permitia a interrupção da gravidez de mulheres consideradas de “má-heredietariedade” (ou seja, “não-arianas” ou portadoras de deficiência física ou mental). Posteriormente esse programa pró-aborto nazista foi ampliado e acabou se transformando em um programa de “eutanásia de crianças” em larga escala, chegando a um ponto onde até mesmo crianças arianas sem defeitos físicos eram mortas apenas por razões sociais. A morte era assistida por médicos pediatras e psiquiatras. Com o tempo, a idade das crianças mortas ia ampliando e no final até mesmo crianças arianas eram mortas por razões banais como orelhas deformadas ou até mesmo por urinarem na cama ou ainda por serem consideradas difíceis de educar.
O aborto se torna projeto mundial
Em 1952, o bilionário americano, John Rockefeller, na época, o 2º homem mais rico dos Estados Unidos, preocupado com o crescimento populacional no mundo, pois era uma ameaça à soberania americana, decide investir pesado em projetos de controle demográfico e cria, juntamente com 26 especialistas em demografia, o Conselho Populacional. Este Conselho deixou clara a posição de que somente através da implantação do aborto seria possível controlar a explosão demográfica mundial. Rockefeller conseguiu nas três primeiras décadas, estabelecer em diversos países nos cinco continentes, departamentos de demografia, fábricas de DIU’s e na África e Ásia programas de planejamento familiar. Em 10 anos, Rockefeller gastou mais de 1 bilhão e 700 mil dólares para promover o controle demográfico. Ao longo dos anos foram se ajuntando a ele várias instituições e empresas privadas, políticos e fundaçõe gigantes como: Fundação FORD, Fundação MacArthur, OAK Fundation e Global Fund for Women. As ONG’s e movimentos feministas recém criados tomaram o mundo sendo patrocinados por essas fundações
O Relatório Kissinger
Definitivamente se mostrou como projeto mundial em 1974 com a apresentação do “Documento do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos”, também chamado de“Relatório Kissinger”, pois foi assinado pelo então secretário de Estado Henry Kissinger. Esse documento foi classificado como confidencial e tem como título: “Implicações do crescimento da população mundial para a segurança e os interesses externos dos Estados Unidos” cód. NSSM 200 O Documento foi desqualificado pela Casa Branca em 1989 e isso fez com que se tornasse conhecido amplamente. O relatório Kissinger foi rejeitado como projeto oficial do Governo americano, porém, enviado a todas as embaixadas dos Estados Unidos, como instrumento de trabalho e posto em prática. Para tornar a situação ainda pior, as tais fundações e instituições privadas, compraram a idéia e hoje são as grandes financiadoras do projeto contido no Relatório Kissinger. [...] Quanto diretamente ao aborto o documento diz: “Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos: -Nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto. -As leis de aborto de muitos países não são estritamente cumpridas e alguns abortos por razões médicas são provavelmente tolerados na maioria dos lugares. É sabido que em alguns países com leis bastante restritivas, pode-se abertamente conseguir aborto de médicos, sem interferência das autoridades. …sem dúvida nenhuma, o aborto legal ou ilegal, tem se tornado o mais amplo método de controle da fertilidade em uso hoje no mundo (idem.pag. 182/184)
A “raça pura” – o aborto como instrumento racista
Sobre o interesse na subsistência de uma “raça pura”, o aborto também foi incorporado como método para eliminar pessoas consideradas de raça inferior ou possuidoras de defeitos físicos e mentais. A IPPF (International Planning Parenthood Federation)- em tradução: Federação Internacional de Planejamento de Paternidade, cuja fundadora é Margaret Sanger, possui 142 filiais no mundo e no Brasil a BEMFAM, sua afiliada, tem um orçamento médio anual de 2 milhões e meio de dólares para seus projetos.
Margaret Sanger
Margaret Sanger a fundadora e primeira presidente da IPPF declarou suas idéias no livro“Pivot of Civilization” e em sua revista “Birth Control Review”: “Controle de natalidade – mais filhos dos saudáveis, menos dos incapazes”; “Controle de natalidade – para criar uma raça de puro-sangue”; “Os filantropos que dão recursos para atendimentos nas maternidades encorajem os sãos e os grupos mais normais do mundo a igualar o fardo da irracional e indiscriminada fecundidade de outros, que trazem com ele, sem nenhuma dúvida, um peso morto de desperdício humano. Em vez de reduzir e tentar eliminar as espécies que mais comprometem o futuro da raça e do mundo eles tendem a tornar essas raças dominantes numa proporção ameaçadora” (M. Sanger, Pivot of Civilization - N. York, Bretano’s, 1992, p. 177, in Father of Modern Society - Elasah Drogin).
A ONU compra a idéia
Em 1994, na Conferência Populacional, realizada no Cairo, a ONU manifesta a adesão ao controle demográfico e define conceitos totalmente novos para o mundo, conceitos estes que já vinham sendo defendidos pelas grandes fundações internacionais. Essa adesão foi um marco para a implantação do aborto, até mesmo pelo prestígio que a ONU gozava e goza perante muitos países no mundo. Entre as novas diretrizes no documento final emitido pela ONU, provenientes da conferência encontram-se estas: - O conceito de saúde reprodutiva, considerado como algo mais do que a simples ausência de doenças -O direito das mulheres ao acesso a serviços de abortos de qualidade quando a prática não for contrária à lei - A urgência das ONG’s, ainda que não sejam constituídas por profissionais da saúde, de cooperar e supervisionar (ou pressionar) os governos na prestação dos serviços de saúde reprodutiva (incluindo o serviço ao aborto legal) -Os direitos reprodutivos, que derivam do conceito de saúde reprodutiva, como um novo tipo de direito humano ( que futuramente poderia incluir o direito ao aborto) O plano de pressão da ONU Com o sucesso da Conferência Populacional em 1994 e da Conferência sobre a Mulherem 1995, a ONU promoveu em 1996, informalmente, a famosa Reunião de Glen Cove, numa ilha próxima a Nova York, onde reuniu as recém criadas ONG’s e movimentos feministas. Ali se estabeleceu o plano de gradual pressão sobre os vários países, em especial sobre os da América Latina, no sentido de acusá-los de violarem os direitos humanos ao não legalizarem o aborto. Entre outras metas para implantarem o aborto no mundo estava a de conseguir fazer com que o direito ao aborto entrasse oficialmente na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A denúncia do Papa O Papa Bento XVI, publicou em Junho/09, sua 3ª Encíclica: “CARITAS IN VERITATES” (caridade na verdade). Nela o Sumo Pontífice denuncia claramente os grupos e movimentos nacionais e internacionais que tramam para impor o aborto principalmente aos mais pobres, como controle demográfico. Parágrafo 28 28. Um dos aspectos mais evidentes do desenvolvimento atual é a importância do tema do respeito pela vida, que não pode ser de modo algum separado das questões relativas ao desenvolvimento dos povos. Trata-se de um aspecto que, nos últimos tempos, está a assumir uma relevância sempre maior, obrigando-nos a alargar os conceitos de pobreza [66] e subdesenvolvimento às questões relacionadas com o acolhimento da vida, sobretudo onde o mesmo é de várias maneiras impedido. Não só a situação de pobreza provoca ainda altas taxas de mortalidade infantil em muitas regiões, mas perduram também, em várias partes do mundo, práticas de controle demográfico por parte dos governos, que muitas vezes difundem a contracepção e chegam mesmo a impor o aborto. Nos países economicamente mais desenvolvidos, são muito difusas as legislações contrárias à vida, condicionando já o costume e a práxis e contribuindo para divulgar uma mentalidade antinatalista que muitas vezes se procura transmitir a outros Estados como se fosse um progresso cultural. Também algumas organizações não governamentais trabalham ativamente pela difusão do aborto, promovendo nos países pobres a adoção da prática da esterilização, mesmo sem as mulheres o saberem. Além disso, há a fundada suspeita de que às vezes as próprias ajudas ao desenvolvimento sejam associadas com determinadas políticas de saúde que realmente implicam a imposição de um forte controle dos nascimentos. Igualmente preocupantes são as legislações que preveem a eutanásia e as pressões de grupos nacionais e internacionais que reivindicam o seu reconhecimento jurídico.
O Brasil como porta de entrada para o aborto na América Latina
No final dos anos 80 a América Latina foi visitada por diversas vezes por profissionais da IWHC (International Women Health Coalition) traduzindo: Coalizão Internacional Saúde da Mulher – Muitos destes profissionais já haviam participado do processo de elaboração do Relatório da Fundação Ford sobre saúde reprodutiva. Eles chegaram à conclusão que o Brasil seria o país que levaria toda a América Latina a legalizar o aborto, por sua influência política e pela facilidade de criar e coordenar os grupos de pressão pró-aborto. Foram criadas então, organizações que pressionariam as políticas públicas no Brasil, após um evento realizado pela IWHC e CEPIA em 1993, no Rio de Janeiro.
Financiando o aborto no Brasil
Nos anos 90 a Fundação MacArthur despejou no Brasil U$36 milhões de dólares para financiar e criar estratégias para a legalização completa do aborto no país. Criou algumas ONG’s e outras foram escolhidas para serem patrocinadas visando estes interesses internacionais. Entre elas estão: • CASA DA CULTURA DA MULHER NEGRA • CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR • IPAS • CFEMEA • REDE FEMINISTA DE DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS • CEPIA • CUNHÃ • EDUCAÇÃO SEXUAL LIBERAL • ECOS • GTPOS • SOS CORPO – GÊNERO E CIDADANIA • THEMIS Algumas delas atuam pra derrubar a questão moral do aborto, outras para implantar leis que facilitem o aborto “legal”, algumas especialistas em Lobby junto ao Congresso Nacional, outras para defender o aborto na área jurídica, outras ainda para tentar conquistar a adesão popular pela mídia, muitas delas especialistas em manipular dados e pesquisas, enfim, entram em pontos estratégicos da sociedade brasileira.
O Governo Lula
Ao assumir o poder, em 2003, tanto o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, como o próprio Partido dos Trabalhadores, aderiram entusiasmadamente a este projeto. O movimento internacional pró-aborto contou com a aliança do governo brasileiro que deu passos concretos em direção para o aborto totalmente livre no Brasil, foram eles: • 2004, o então presidente Lula assinou de próprio punho o PLANO NACIONAL DE POLÍTICA PARA AS MULHERES, onde continha como prioridade nº 3.6, envolver o poder executivo, legislativo e judiciário a fim de despenalizar o aborto. A então Ministra Nilcéia Freire revelou a conversa pessoal dela com Lula e revelou a adesão pessoal de Lula e do Partido dele pela legalização do aborto. • Abril de 2005 o governo Lula comprometeu-se com a ONU, em legalizar o aborto no Brasil. Registrado no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº45). • Maio de 2005 a comissão da Secretaria para a Política das Mulheres do Governo Lula, após seminário com grupos pró-aborto da ONU, começou a defender não só a legalização do aborto, mas a própria inconstitucionalidade de qualquer criminalização do aborto • Agosto de 2005, o governo reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher. Entregou ao comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento confirma a declaração. • Setembro de 2005, o governo apresentou ao Congresso o Projeto de Lei 1135/91 de autoria do Dep. José Genoíno – PT, que propunha descriminalizar o aborto até o 9º mês de gestação e por qualquer motivo. • Abril de 2006, a discriminação do aborto foi oficialmente incluída pelo PT como diretriz do programa de governo para o segundo mandato do Presidente Lula. O documento intitulado “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo” foi oficialmente aprovado pelo PT e contém: “…o Governo Federal se empenhará na agenda legislativa que contemple a descriminalização do aborto.” • Setembro de 2006, quatro dias antes do primeiro turno das eleições, em exatamente, 27 de Setembro, o próprio Presidente Lula incluiu o aborto em seu programa pessoal de governo para o segundo mandato e se compromete em legalizar o aborto no documento intitulado: “Lula Presidente: Compromisso com as mulheres, Programa Setorial de Mulheres 2007-2010” • Setembro de 2007, No 3º Congresso Nacional do PT, no documento intitulado: “Por um Brasil de Mulheres e Homens livres e iguais”, o Partido assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público, como programa do Partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir a causa como programa. • Outubro de 2007A então Ministra Dilma Roussef, em entrevista gravada em vídeo para Folha de São Paulo afirma ser um absurdo que no Brasil ainda não haja a descriminalização do aborto. • Em Setembro de 2009 o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto. • Com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governo Lula emplacou o discurso: “legalizar o aborto é questão de saúde pública.” • Fevereiro de 2010 o Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula e a então Ministra Dilma Rousseff, firmaram oficialmente, com assinaturas de próprio punho, o apoio incondicional ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas, a união civil homossexual, entre outros absurdos. • junho de 2010 o PT e os aliados boicotaram a criação da CPI do Aborto que investigaria as origens dos financiamentos por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil. Por temerem ser revelado o financiamento das fundações internacionais que investem para que o aborto seja legalizado no Brasil, entre elas a Fundação Ford, Fundação Rockfeller, Fundação MacArthur, etc. • O partido do governo não respeitou a própria constituição do país que declara o direito de todos à vida, não respeitou o Pacto de São José da Costa Rica do qual é signatário, onde se confirma a vida começando na concepção. (obs: O pacto de São José da Costa Rica é um pacto internacional, compromisso acima das leis nacionais, ficando abaixo apenas da Constituição Federal) • Em Julho de 2010, exatamente dia 16, o governo Lula assinou um documento chamado “Consenso de Brasília” que propõe a liberação completa do aborto para todos os governos da América Latina. • Fevereiro de 2010 – A Presidente Dilma Roussef coloca Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto, como Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres; ela que revelou ter feito – inclusive – um curso fora do país de abortamento por sucção.
A população brasileira contra o aborto
Uma boa notícia é que a última pesquisa realizada pela Vox Populi, mostra que 82% da população brasileira não aceita a legalização do aborto no país e este número continua crescendo. _________________________________________________________
“As abortistas não nos representam”
O texto abaixo foi extraído do blog do Prof. Felipe Aquino , da Canção Nova:
Renata Gusson Martins, mãe de cinco filhos, participou na Sessão da Subcomissão permanente em defesa da mulher, uma audiência para debater as políticas públicas para a saúde da mulheres, presidida pelas Senadoras Angela Portela (PT); Ana Rita (PT); Lídice da Mata (PSB), ocorrida em Brasília no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Para a ocasião as senadoras da subcomissão convidaram mulheres financiadas pela Fundação MacArthur para falar sobre a “saúde” da mulher, mas não estenderam o convite às organizações de defesa da vida e de amparo a mulheres grávidas. No entanto, mesmo sem convite, essas iniciativas pró-vida se fizeram presentes em Brasília na audiência, para surpresa geral das senadoras e das feministas convocadas. Usando da palavra Renata denunciou que as abortistas e feministas financiadas por fundações internacionais como a Rockefeller, Ford e MacArthur, as quais ferindo a soberania do país vêm promovendo o avanço da legislação pró-aborto em Brasilia, simplesmente não representam a mulher brasileira e seus verdadeiros interesses. O vídeo já foi visto mais de 30 mil vezes em apenas uma semana no Youtube. Foi gravado pela TV Senado (Brasil). Renata afirmou que causava “muita tristeza” observar naquela data, especial para as mulheres de todo o mundo, que outras mulheres supostamente comprometidas com o bem das brasileiras, ao seguir piamente os manuais das organizações estrangeiras que querem promover o aborto na América Latina, simplesmente “não representam” as mulheres do Brasil, onde mais de 70% da população rechaça o aborto. “As senhoras não representam a mulher brasileira. É preciso dizer isso!”, reafirmou Renata Gusson, e criticou as senadoras pela má representação que fazem da mulher brasileira, ao comprometer-se com a agenda pró-aborto. Renata falou apenas três minutos, mas deu o seu recado cristão contundente, sem medo, corajosamente. Ela questionou a instrumentalização das senadoras e a de organizações feministas que se dedicam profissionalmente à tarefa de fomentar, junto ao poder legislativo, leis que promovem a legalização do aborto, de maneira especial no contexto da Reforma do Código Penal Brasileiro. Renata Gusson lembrou sobre a terrível realidade que, uma vez permitido o aborto, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, a maior parte das clínicas seriam estrategicamente instaladas em regiões de baixa renda e em bairros de moradores predominantemente negros prejudicando estas populações. “A senhora como secretária de políticas especiais de ações afirmativas sabe que o aborto nos Estados Unidos é legalizado até os nove meses desde 1973. E a maior quantidade de clínicas de aborto se concentram em bairros pobres e negros. Infelizmente esta é uma estrutura, uma engrenagem que se forma simplesmente para aprovar o aborto em um país. Infelizmente secretária, não se tem amor por mulher nenhuma”. “E quem vai morrer, Secretária?” questionou Renata quem imediatamente respondeu: “50% das crianças abortadas são mulheres. As que vão morrer são as mulheres, e especialmente as crianças negras”. “Eu queria deixar esta manifestação e pedir que as senhoras representassem as mulheres do Brasil e não representassem interesses estrangeiros, contrários à população brasileira”, concluiu Renata Martins. Renata fez um verdadeiro desabafo pela grande maioria do público que repudia o aborto. O vídeo pode ser visto em: http://www.youtube.com/watch?v=dRD-3ZcoxxY É lamentável constatar que são especialmente algumas mulheres que militam na política, que lutam para implantar o aborto livre no Brasil; são algumas deputadas, senadoras e ministras. Será este o papel da mulher? Destruir a vida? Matar o ser humano indefeso, no útero materno? Nada mais oposto à missão da mulher, que é gerar a vida, proteger a vida, cuidar da vida. Por isso, o grito de Renata, em apenas três minutos é o grito que estava preso em nossas gargantas, contra um sistema malvado que implanta a passos largos a “cultura da morte”. Deus seja louvado pela Renata, por suas palavras e sua coragem. _________________________________
A viagem do Papa a Cuba parece que está chamando mais a atenção da mídia do que a viagem ao México. Ainda no avião, em entrevista aos jornalistas, Bento XVI já dizia que o regime comunista está ultrapassado e não resolve os problemas do povo cubano. Em aparente resposta, e mantendo o mesmo tom de mudança, o regim repondeu que respeitava a opiniãoo do Papa. Nunca respeitou até hoje, porque vai respeitar agora? Um mistério que só o futuro nos vai revelar. Criaram até um site oficial do governo comunista sobre a visita do Papa. Um amigo meu até dizia que os textos desse site parecem até ser feitos por alguns religiosos da igreja católica cubana, quem sabe até bispos, tal a linguagem moderada e cheia de conotações católicas, pois - comunistas, nunca souberam falar dessa maneira! O texto abaixo é de autoria do site oficial do governo cubano, portanto não mereceria inteira confiança. No entanto, parece que é de autoria do famoso Frei Beto, um religioso, um católico, um dominicano, que hoje não se sabe se ainda pertence à sua ordem ou de ainda é católico sequer. Quem foi frei Beto? Sua história é bem diversificada, e a maioria dos autores que se referem a ele são esquerdistas e, portanto, suspeitos. Frei Beto foi o mentor político e ideológico de Lula em sua ascensão do sindicalismo à política; o fato mais clamoroso de sua atuação naqueles idos da dedada de 60 foi quando ele traiu seus companheiros e entregou o terrorista Marighela para ser morto pelas forças de segurança (o referido marginal encontrava-se “escondido” no convento dos dominicanos onde Frei Breto morava em São Paulo) ; depois, com a mudança de orientação política, largou Lula e seguiu outros caminhos; defensor da Teologia da Libertação, quando a Igreja puniu Frei Boff com um “silêncio obsequioso”, ficou mais calado do que o punido; Frei Beto sempre tentou demonstrar que o comunismo seria a “redenção” da humanidade e, para tanto, organizou até uma viagem à Rússia em pleno império do comunismo internacional para fazer propaganda do regime. Depois, publicou um livro fazendo apologia de seu ídolo, Fidel Castro. Extraímos o texto abaixo de um site suspeito, do governo cubano, cujo regime, como todos sabem, é ditatorial, desumano e anticristão, mas agora, com a vinda do Papa, hipocritamente procura mostrar-se simpático. Tudo indica que a autoria do mesmo é de Frei Beto. Vejam quanta hipocrisia e mentira na pena de um homem que se diz ainda religioso! O texto está em espanhol porque, fácil de entender para nós, brasileiros, não mereceria o trabalho de uma tradução.
Para disgusto y fracaso de las presiones diplomáticas de la Casa Blanca, el papa Benedicto XVI llegará a Cuba el 26 de marzo. Se quedará tres días en la isla, después de entrar en América Latina por México. El 28 de marzo celebrará una misa en la plaza de la Revolución, en La Habana. Benedicto XVI celebrará en Santiago de Cuba -la histórica ciudad del cuartel Moncada, donde Fidel Castro inició su lucha revolucionaria en 1953- los 400 años de la aparición de la Virgen de la Caridad del Cobre. En 1988, después que el papa Juan Pablo II terminase su visita a Cuba, participé en un almuerzo ofrecido por Fidel a un grupo de teólogos. En cierto momento un teólogo italiano manifestó, desde lo alto de su izquierdismo, su indignación por el hecho de que el pontífice hubiera expuesto a la Virgen de la Caridad adornada con una corona de oro. Fidel no escondió su malestar. Y reaccionó diciendo: “La Virgen del Cobre no es sólo la patrona de los católicos de Cuba. Es la patrona de la nación cubana”. Y relató cómo su madre, Lina Ruz, católica devota, hizo que él y Raúl prometieran que si salían vivos de la Sierra Maestra, vendrían a depositar sus armas en el santuario, a fin de pagar la promesa que ella había hecho. En 1983, al visitar el santuario por primera vez, vi allí las armas. Por esas “cristocoincidencias” que sólo la fe explica y las encuestas aclaran, la Virgen de la Caridad y Nuestra Señora Aparecida tienen tanto en común como Cuba y Brasil. Como dijo Ignacio de Loyola Brandão: “Cuba es una Bahía con suerte”. Ambas imágenes fueron encontradas durante la colonización: allí, en 1612, la española; aquí, en 1717, la portuguesa: Las dos en el agua. Las dos encontradas por tres pescadores. Allá, en el mar; acá, en el río Paraiba. Y ambas son negras. El papa llegará a Cuba en el momento en que el país pasa por cambios sustanciales, aunque sin abandonar su proyecto socialista. Se está dando un proceso progresivo de desestatización, de apertura a la iniciativa privada, y en los últimos meses fueron liberados más de dos mil presos. Ahora las relaciones entre el gobierno y la Iglesia Católica pueden ser calificadas de excelentes. Ya no quedan en la isla residuos del clero de origen español y formación franquista, que tanto fomentó el anticomunismo durante los primeros años de la Revolución, en que un sacerdote promovió la oprobiosa Operación Peter Pan: convenció a los padres de 14 mil niños de que iban a perder la patria potestad y de que sus hijos pasarían a manos del Estado… Llevó a los niños para Miami, sin padres ni madres, y el resultado, como se puede imaginar, fue catastrófico. La Revolución no fue derrotada por la invasión de Bahía Cochinos, patrocinada por el gobierno de Kennedy, y muchos de aquellos niños no pudieron escapar de un futuro de delincuencia, drogas y otros trastornos. Miles de ellos nunca pudieron ser localizados por sus familias. Tanto el Vaticano como los obispos cubanos son contrarios al bloqueo que los EE.UU. imponen a la isla. Se podrá estar en desacuerdo con muchos aspectos del socialismo de aquel país, pero nadie nunca ha visto la foto de un niño cubano viviendo en la calle, o familias bajo los puentes, o mafias de narcotraficantes. En La Habana un cartel exhibe a un niño sonriendo con esta frase bajo la foto: “Esta noche 200 millones de niños dormirán en las calles del mundo. Ninguno de ellos es cubano”. Cuba tiene muchos defectos, pero no el de negar a once millones de habitantes los derechos humanos fundamentales: alimentación, salud, educación, vivienda, trabajo y arte (incluyendo el cine y elBuena Vista Social Club). Lo cual mereció elogios de Juan Pablo II durante su visita de siete días, una de las más prolongadas de su pontificado. Hoy Cuba recibe, proporcionalmente, más turistas que el Brasil. Lo que es una vergüenza para nuestro país de dimensiones continentales y con tantos atractivos. La diferencia es que Cuba promueve no sólo el turismo de solaz (tiene playas paradisíacas) sino también el turismo científico, cultural, artístico y deportivo. La Revolución Cubana resiste desde hace 54 años, a pesar de los actos terroristas con el país, descritos al detalle en el best-seller de Fernando Morais, Los últimos cinco soldados de la guerra fría (2011). Y al hecho de tener que soportar en su litoral la base estadounidense de Guantánamo, que le roba parte de su territorio para usarlo como cárcel de supuestos terroristas secuestrados en lugares lejanos. A lo mejor la resistencia cubana es otro milagro más de la Virgen de la Caridad… Frei Betto es escritor, autor de “Sinfonía universal. La cosmovisión de Teilhard de Chardin”, entre otros libros.
Será que o povo cubano algum dia foi consultado se aprova ou não a tal da revolução que o oprime até hoje?
O Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer fundou, no dia 20 passado em São Paulo, a "União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP)", constituída por professores, magistrados, advogados e integrantes do Ministério Público de São Paulo.
A cerimonia de apresentação do estatuto da entidade, de nomeação e de posse da diretoria, ocorreu na Paróquia de Nossa Senhora do Brasil, localizada no Jardim Paulista, Zona Oeste da capital paulista. A UJUCASP será sediada na Rua João Ramalho, n. 182, São Paulo.
Os objetivos da entidade estão no artigo 4o.:
Art. 4o. A UJUCASP tem por escopo contribuir com a atuação dos princípios da ética católica na ciência jurídica, na atividade judiciária, na legislativa e na administrativa, bem como em toda a vida pública e profissional, particularmente:I. ocupando-se com os problemas do mundo contemporâneo e com as soluções propostas que devem pautar-se de acordo com a fidelidade ao Evangelho e à Tradição da Igreja, à luz do ensinamento do seu Magistério Supremo; II. propugnando pelo reconhecimento e pelo respeito ao Direito natural e cristão na Justiça e na Caridade;III. afirmando a dignidade humana e o apelo constante a seus deveres fundamentais e aos direitos decorrentes;IV.defendendo e protegendo a vida humana desde a concepção até a morte natural;V. defendendo e promovendo a concepção natural e cristã da família;VI. difundindo a doutrina e o ensinamento social da Igreja, principalmente, no domínio jurídico, promovendo sua aplicação para a justiça social;VII. contribuindo para a afirmação dos princípios cristãos na Filosofia, na Ciência do Direito, na atividade legislativa, na judiciária, na administrativa, no ensino e na pesquisa, assim como na vida pública e profissional. O cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, vinha há tempos se empenhando na criação da união dos juristas, conforme ele mesmo comentou: “Havia, faz tempo, o desejo de se criar essa união e o convite foi feito a diversas pessoas. Finalmente, aconteceu. E o grupo se reuniu para fazer o esboço daquilo que seria o estatuto. Foi feito também o convite a um grupo de juristas e militantes do direito para participarem da assembleia de fundação, para que tivéssemos aqui em São Paulo uma União dos Juristas Católicos, como já existe em vários outros lugares”
Durante a sessão solene de fundação da entidade, D. Odilo Scherer disse que a Igreja deve compartilhar seus ensinamentos com a sociedade. “A Ujucasp pode ser muito significativa. A Igreja chama todos os seus membros para uma missão, que é a de levar a palavra e a lógica do Evangelho à sociedade. Nós católicos temos muito a contribuir, e isso tem de aparecer de uma forma positiva, pois lutamos por causas justas.” O cardeal afirmou ainda que a ideia de criar a Ujucasp decorreu da necessidade de um fórum adequado para realizar discussões de natureza jurídica que tenham repercussão religiosa. O arcebispo de São Paulo nomeou a diretoria da Ujucasp, que tem como presidente o jurista Ives Gandra da Silva Martins. Ives Gandra manifestou alegria por compor a entidade. “Estou muito satisfeito com o convite de D. Odilo para fazer parte, junto de grandes amigos, da União dos Juristas Católicos de São Paulo. E posso garantir que saberemos defender a fé, com caridade necessária, mas falando da verdade na busca da justiça.” Como vice-presidente foi nomeado o jurista Paulo de Barros Carvalho. Também compõem a diretoria o professor Nelson Nery Junior (diretor-tesoureiro), a consultora jurídica Ana Paula de Albuquerque Grillo (diretora-secretária) e o padre José Rodolpho Perazzolo (diretor-assistente eclesiástico). Quanto aos cargos do Conselho Consultivo, foram nomeados Antonio Carlos Malheiros, Fátima Fernandes Rodrigues, Luiz Gonzaga Bertelli, Milton Paulo de Carvalho, Dirceu de Mello e Ricardo Mariz de Oliveira. Também esteve presente no evento o presidente a OAB/SP, Luiz Flávio D’Urso, que ressaltou a importância da criação da entidade. “Aplaudo a iniciativa, que é muito importante, pois congrega juristas que estão em pleno exercício das várias carreiras da Justiça e com objetivos comuns. Já me vinculei como sócio fundador da Ujucasp. Acredito que a constituição da justiça deve estar calcada no princípio de fé que comungamos.” Entidades que congregam juristas católicos já existem em outros Estados do Brasil. Todas estão articuladas com a União Internacional de Juristas Católicos, com sede em Roma (Itália).