Vivemos um período no passado recente em que os jornais, revistas e TVs do mundo todo dominavam a opinião pública. Chegaram até a dizer que constituíam um “quarto poder”, tal era seu império sobre o povo. Maculavam honras, perseguiam adversários e até derrubavam governos. Com o advento das redes sociais o poder da mídia foi minguando gradativamente, até chegar a uma condição de quase inexpressividade. É claro que ainda têm certo poder, influenciam pequeno público, mas nunca a massa da população, nunca as multidões como antigamente. Hoje só os segue uma certa elite.
Certo público os consulta apenas para “checar” se
tal notícia é verdadeira, pois ainda mantêm aquela máscara de seriedade, de
confiança e fidelidade nas notícias e comentários diários. A mídia oficial
funciona como se fosse o único foro da verdade. Baseados nessa falsa credibilidade,
de serem sérios e fieis, fazem com perfeição “as fake new”, pois fica mais
fácil para o público acreditar numa falsa notícia, bem feita, publicada pela mídia oficial do que nas redes
sociais, verdadeira “terra de ninguém”...
Quando a URSS estava a pleno vapor na Rússia, o
jornal “Pravda”, de Moscou, publicou uma foto de uma procissão ou peregrinação
que os católicos fizeram a Fátima, reunindo aproximadamente 700 mil pessoas. O
jornal publicava abaixo da foto a seguinte manchete: “Quando é que vamos reunir
multidões como esta?” E o comentário era este: como era fácil aos católicos
tradicionais reunir gratuitamente multidões em suas procissões e romarias,
enquanto eles, os comunistas, só o faziam oferecendo vantagens ao povo e nunca
conseguiam atrair tanta gente.
É claro que com o passar do tempo houve outros
tipos de promoções que diziam atrair até multidões maiores, como as do futebol,
dos shows musicais e até as passeatas de homossexuais. Algumas com números
exagerados e outras próximas da verdade. No entanto, as manifestações populares
da esquerda sempre foram de uma minoria, cujos números eram exagerados pela
mídia para lhes dar prestígio. Um exemplo aqui na Bahia: quando ACM renunciou
ao cargo de senador para não ser cassado, foi recepcionado em Salvador por uma
grande multidão; no mesmo dia o seu principal opositor, Jaques Wagner, fez uma
manifestação contrária, na qual compareceu poucas centenas de pessoas. Nesse
caso a mídia não teve coragem de mentir, mas também não mostrou a monstruosa
diferença de público, pois se o fizesse confessaria que os conservadores são a
grande maioria da população.
O termo mais moderno hoje é "fake news"
para demonstrar a montagem de notícias enganosas. No entanto, prefiro usar o
termo "bluff", porque este não é apenas uma mentira mas uma manobra
astuciosa para enganar, criar, por exemplo, uma história cheia de engodos. Foi
o que a mídia fez durante muitos anos para iludir o público com a ideia de que
as multidões seguem as esquerdas. Hoje, os canais de TV e os repórteres dos
jornais e revistas não conseguem mais criar tais "bluffs", pois há
muita gente nas ruas documentando os fatos com seus celulares.
No último dia 8, houve o chamamento para o público
comparecer a uma cerimônia política em Brasília. Lá ocorreu um exemplo do mirrado
público da esquerda, quase ninguém compareceu para prestigiar o nosso falso presidente
em sua afronta contra os inocentes que estão presos por causa do decantado
"golpe" (aqui um "bluff" bem montado, não somente pela
mídia, mas por um organizado grupo de esquerda). Mais uma prova eloquente de
que a esquerda é uma minoria de elite, cujo público (amorfo, verdadeiros “Maria
vai com as outras”) só a segue quando é enganado por engodos. Se estivéssemos
nas eras passadas em que o poder de fazer "bluff" da mídia era
onipotente, teriam alardeado que uma multidão tinha ido aplaudir o presidente.
Hoje, ou se calam ou dizem a verdade, forçosamente, porque se mentirem o
público saberá logo.

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