sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

MORRE O "BLUFF" DAS MULTIDÕES

 


Vivemos um período no passado recente em que os jornais, revistas e TVs do mundo todo dominavam a opinião pública. Chegaram até a dizer que constituíam um “quarto poder”, tal era seu império sobre o povo. Maculavam honras, perseguiam adversários e até derrubavam governos. Com o advento das redes sociais o poder da mídia foi minguando gradativamente, até chegar a uma condição de quase inexpressividade. É claro que ainda têm certo poder, influenciam pequeno público, mas nunca a massa da população, nunca as multidões como antigamente. Hoje só os segue uma certa elite.

Certo público os consulta apenas para “checar” se tal notícia é verdadeira, pois ainda mantêm aquela máscara de seriedade, de confiança e fidelidade nas notícias e comentários diários. A mídia oficial funciona como se fosse o único foro da verdade. Baseados nessa falsa credibilidade, de serem sérios e fieis, fazem com perfeição “as fake new”, pois fica mais fácil para o público acreditar numa falsa notícia, bem feita,  publicada pela mídia oficial do que nas redes sociais, verdadeira “terra de ninguém”...

Quando a URSS estava a pleno vapor na Rússia, o jornal “Pravda”, de Moscou, publicou uma foto de uma procissão ou peregrinação que os católicos fizeram a Fátima, reunindo aproximadamente 700 mil pessoas. O jornal publicava abaixo da foto a seguinte manchete: “Quando é que vamos reunir multidões como esta?” E o comentário era este: como era fácil aos católicos tradicionais reunir gratuitamente multidões em suas procissões e romarias, enquanto eles, os comunistas, só o faziam oferecendo vantagens ao povo e nunca conseguiam atrair tanta gente.

É claro que com o passar do tempo houve outros tipos de promoções que diziam atrair até multidões maiores, como as do futebol, dos shows musicais e até as passeatas de homossexuais. Algumas com números exagerados e outras próximas da verdade. No entanto, as manifestações populares da esquerda sempre foram de uma minoria, cujos números eram exagerados pela mídia para lhes dar prestígio. Um exemplo aqui na Bahia: quando ACM renunciou ao cargo de senador para não ser cassado, foi recepcionado em Salvador por uma grande multidão; no mesmo dia o seu principal opositor, Jaques Wagner, fez uma manifestação contrária, na qual compareceu poucas centenas de pessoas. Nesse caso a mídia não teve coragem de mentir, mas também não mostrou a monstruosa diferença de público, pois se o fizesse confessaria que os conservadores são a grande maioria da população.

O termo mais moderno hoje é "fake news" para demonstrar a montagem de notícias enganosas. No entanto, prefiro usar o termo "bluff", porque este não é apenas uma mentira mas uma manobra astuciosa para enganar, criar, por exemplo, uma história cheia de engodos. Foi o que a mídia fez durante muitos anos para iludir o público com a ideia de que as multidões seguem as esquerdas. Hoje, os canais de TV e os repórteres dos jornais e revistas não conseguem mais criar tais "bluffs", pois há muita gente nas ruas documentando os fatos com seus celulares.

No último dia 8, houve o chamamento para o público comparecer a uma cerimônia política em Brasília. Lá ocorreu um exemplo do mirrado público da esquerda, quase ninguém compareceu para prestigiar o nosso falso presidente em sua afronta contra os inocentes que estão presos por causa do decantado "golpe" (aqui um "bluff" bem montado, não somente pela mídia, mas por um organizado grupo de esquerda). Mais uma prova eloquente de que a esquerda é uma minoria de elite, cujo público (amorfo, verdadeiros “Maria vai com as outras”) só a segue quando é enganado por engodos. Se estivéssemos nas eras passadas em que o poder de fazer "bluff" da mídia era onipotente, teriam alardeado que uma multidão tinha ido aplaudir o presidente. Hoje, ou se calam ou dizem a verdade, forçosamente, porque se mentirem o público saberá logo.

 

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