SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A SANTA CRUZ DE BALASAR




Aparecida no dia de “Corpus Christi” de 1832




Igreja paroquial de Balasar, uma aldeia que fica perto da Póvoa do Varzim a caminho de Famalicão (no norte de Portugal), onde viveu a mística e vítima expiatória Beata Alexandrina da Costa. Construída nos anos de 1908 e 1909, a Igreja Paroquial de Balasar que a Beata Alexandrina conheceu, era como a vemos nesta fotografia.
A igreja paroquial, dedicada a S. Eulália, domina duma pequena elevação e faz parte da antiquíssima Diocese de Braga (Primaz da Península Ibérica), dita a «Roma de Portugal». Tal igreja foi inaugurada em 1907, em substituição da precedente, tornada muito pequena para a população. De 1832 em diante, por vários anos, Balasar foi meta de peregrinação em honra de uma cruz aparecida misteriosamente no terreno, a poucos metros da igreja. Para defesa desta cruz foi construída uma Capela, ainda existente, que traz no frontal a data de 1832, esculpida na pedra. Por vários anos houve também uma Confraria, com o fim de promover a festa da Santa Cruz de Balasar. Pouco mais de um século depois, Balasar torna a ser meta de numerosas peregrinações: a gente é atraída pela fama da Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa, que lá viveu muitos anos «crucificada». Não é arbitrário a aproximação aqui feita entre a cruz no terreno e Alexandrina crucificada. De fato, em dois êxtases, respectivamente do Dezembro 1947 e do Janeiro 1955, Alexandrina ouve Jesus acenar àquela cruz no terreno, enviada como “sinal” da vítima, Alexandrina mesma, que nasceria em Balasar para ser crucificada. Eis, daqueles êxtases, os dois excertos que se referem à cruz de Balasar. (Alexandrina acabou de reviver a paixão; o êxtase continua com o colóquio com Jesus):

— És a Minha vítima, a quem confiei a mais alta missão. E como prova disso atende bem ao que te digo para bem o saberes dizer. Quase um século era passado que Eu mandei a esta privilegiada Freguesia a cruz para sinal da tua crucifixão. Não a mandei de rosas, porque as não tinha, eram só espinhos; nem de oiro, porque esse com pedras preciosas serias tu com as tuas virtudes, com o teu heroísmo a adorná-la. A cruz foi de terra, porque a mesma terra a preparou. Estava preparada a cruz; faltava a vítima, mas já nos planos divinos estava escolhida; foste tu. O mal aumentou, a onda dos crimes atingiu o seu auge, tinha que ser a vítima imolada; vieste, foi o mundo a crucificar-te. Agora partes para o Céu e a cruz fica até ao fim do mundo como ficou também a Minha. Foi a maldade humana a preparar-Me a Minha, e a mesma maldade preparou a tua. Oh! como são grandes os desígnios do Senhor! Como são grandes e admiráveis, que encantos eles têm! Poderia Eu na Minha sabedoria infinita assemelhar-te mais a Mim? Desta cruz, desta imolação tirei dois proveitos: o amor à cruz, o amor à minha imagem crucificada e a grande reparação. Não é só a Minha Alexandrina a ser na cruz crucificada, mas Cristo nela e com ela. É necessário maior prova? Estudem os sábios, estudem aqueles, não a quem dei a luz, mas a quem a vou dar. Alguns a quem a dei e a não aceitaram, não voltam a recebê-la. Partes para o Céu, Minha filha, mas por ti continua a obra da salvação. Acode às almas, acode às almas. Fica por um pouco a gozar a Minha paz para dela tomares conforto para a luta. No meio das tuas trevas, recorda estes momentos, lembra-te que sou Eu, confia em Mim.

Desde 1965, na Capela de dita Cruz, em dois cartões impressos podem ler-se os dois excertos transcritos.

Fonte: Site Alexandrina Maria da Costa

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