SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Protestantes: ateus anarquistas ou evangélicos?





Uma simples manifestação de protestantes (evangélicos desta vez) feita em São Paulo nos traz mais alguma luz sobre o caráter popular das outras feitas pelos anarquistas com objetivos os mais variados.

A única semelhança entre tais manifestações é que tais grupos se dizem “protestantes”. Uns protestam contra tudo e contra todos, querendo com essa gritaria salvar o Brasil dos últimos desmandos políticos da nossa elite, enquanto outros, os evangélicos, protestam, segundo eles, o amor a Cristo. Nestes últimos vemos como é enraizado e forte o caráter religioso e pacífico de nossa população, tão bem aproveitado pelos dirigentes das igrejas evangélicas para suas manifestações. Enquanto que os demais, os que protestam contra a corrupção e temas correlatos, divididos, aparentemente sem lideranças, anarquistas, parece mais uma turba perdida num mar revolto e sem salvação. Neste grupo, os mais organizados e vitoriosos são os radicais na prática da violência.

Na manifestação dos evangélicos diz-se que havia uma massa de quase 2 milhões de pessoas, o que pode ser exagero dos que a fizeram. Mas, mesmo que chegassem somente a um milhão já seria algo extraordinário, fantástico, para uma demonstração de fé religiosa. Deve ser creditado tal êxito ao fato de haver lideranças que a organizaram, trazendo gente de todo o Brasil. Imagino quanto poderiam fazer os católicos para manifestar sua fé, sendo uma maioria esmagadora, se houvesse lideranças que os levassem a manifestações populares nas principais capitais brasileiras. Espero que a Jornada Mundial da Juventude não seja uma oportunidade para grupos musicais e cantores, mas para expressar a grandiosa fé católica de nosso povo.
Tanto ou mais gente se reúne naquela capital para outras manifestações, e a cada dia se alardeia que a quantidade sempre aumenta. É claro que muitos dos participantes de tais eventos estão ali por motivos banais, como assistir aos cantores que se exibem ou, simplesmente, para um passeio com a família. Quanto aos manifestantes político-sociais, baderneiros ou não, estão todos na rua por motivos somente políticos e sociais, sem exceção.
Mas, porque são em número tão pequeno (em São Paulo, a maior manifestação não chegou a 100 mil, segundo uns, ou 300 mil, segundo outros) e chamam mais a atenção do que as multidões verdadeiramente religiosas? É que fazem muito barulho, e o barulho chama mais atenção do que a oração e o silêncio. É óbvio. Se temos uma sala com 40 alunos, e nela dois deles gritam e fazem barulho, qual é a impressão da sala as que passam e ouvem o barulho? Dirão assim: “que sala barulhenta!”. No entanto, são somente dois alunos que fazem barulho, o resto estuda em silêncio.
Segundo pesquisas, 84% dos manifestantes de rua disseram não ter partido político, o que deixa os políticos de barba de molho, pois estão querendo a todo custo valorizar os partidos em nosso país. E se uma porção ponderável da classe média não gosta e não participa de partidos, isto pode representar talvez o pensamento da grande maioria do nosso povo. E se isso é verdade significa que a vida partidária não tem a representatividade que dizem ter. Portanto, podem ser dissolvidos que ninguém vai sentir a falta deles.
O que demonstra a grande maioria dos manifestantes ser da classe média é outra informação: 77% deles possuem nível de ensino superior; o quer dizer que tudo é organizado dentro das faculdades e entre gente intelectualizada. O povão está fora, assistindo tudo de “camarote”; são os chamados “manifestantes da calçada”. Alguns até aprovam tudo o que estão fazendo nas passeatas, inclusive os vandalismos, mas desde que nada atinjam sua loja, sua casa ou sua família.
E quando cantam a “vitória de Pirro”, anunciando a redução do preço da passagem de ônibus ou a retirada da PEC 37, ficam satisfeitíssimos, pensando que, finalmente, o país vai entrar nos eixos. Alguns até imaginam que a proposta “sui generis” da nossa Presidente de fazer uma “reforma política” vai, finalmente, consertar nossos políticos. Quanta ingenuidade... Nossos problemas são de natureza mais profunda do que estes abordados pelas turbas em desordem ou pelos políticos. São de ordem moral e religiosa, e estão enraizados fundamente em toda a população.
O Brasil não vai se consertar por causa da ação de “protestantes”, sejam evangélicos ou anarquistas, mas por via do trabalho e da dedicação daqueles que no silêncio de seus corações amam verdadeiramente nossa pátria. E se estes são muito poucos para influenciar o resto da nação, não sei nem dizer o que será de nosso futuro...

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