segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O esplendor católico nas ordenações presbiterais

Foi em uma emocionante e esplendorosa cerimônia realizada na igreja Nossa Senhora do Rosário, santuário dos Arautos do Evangelho encravado no coração da Serra da Cantareira, em São Paulo, que a comunidade dos Arautosse enriqueceu com 22 novos ministros, na manhã do último sábado, dia 22. A cerimônia de ordenação transcorreu de forma indefectível por pouco mais de duas horas com a presidência do arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, concelebrada por dom José Muria Pinheiro, bispo diocesano de Bragança Paulista, dom Gil Moreira, bispo diocesano de Jundiaí, dom Beni dos Santos, bispo diocesano de Lorena, dom Emilio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo, e pelos bispos auxiliares de São Paulo dom Joaquim Carreira e dom João Mamede, monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador e superior-geral dos Arautos do Evangelho, entre outros sacerdotes e prelados que também participaram da cerimônia.
Os seis novos sacerdotes (presbíteros) unir-se-ão aos 35 já existentes, enquanto os 16 diáconos ganharão a companhia de mais dez, ainda por serem ordenados. Vale lembrar que o diácono representa o primeiro grau do sacramento da ordem sagrada, e tem por dever assistir aos padres e bispos nas missas e sacramentos assistir e abençoar o matrimônio e batizar e presidir funerais, entre outras atribuições. Toda a cerimônia foi acompanhada pelo coro dos Arautos, que entoava cânticos em uníssono e perfeita afinação, e transmitida ao vivo para dezenas de países pela TV EWTN, a maior rede católica do mundo, e pela TV Arautos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Cardeal-Primaz fala sobre centenário de Vieira

No quarto centenário do nascimento do missionário jesuíta, o Cardeal-Primaz do Brasil e arcebispo de Salvador, D. Geraldo Majella Agnelo, afirmou que a verdade da Palavra de Deus suscita homens ilustres, como o pe. Antônio Vieira.
«Ao contemplar a personalidade privilegiada de Vieira e sua notável formação e atuação, penso na verdade da Palavra de Deus que suscita homens ilustres nos povos e particularmente na Igreja», escreve o arcebispo, em artigo divulgado pela agência Zenit.
Segundo o cardeal, na Igreja, estes homens «aparecem como manifestação da glória de Deus e como estrelas reluzentes que em todos os tempos manifestam a grandeza de Deus e as verdades irrefutáveis percebidas pela razão humana».
Dom Geraldo faz estas considerações no contexto do quarto centenário do nascimento do pe. Antônio Vieira. Em Salvador, realizou-se na semana passada um Simpósio Internacional Comemorativo.
Segundo o arcebispo, os sermões do pe. Antônio Vieira, «alguns deles proclamados nos púlpitos de nossa Catedral», não são «exaltação de vaidade intelectual, mas de espírito missionário».
Um espírito missionário «que o animou e o fez pedir» aos superiores da Companhia de Jesus «que o mandassem para as missões na África, antes mesmo de sua ordenação sacerdotal. A obediência da Companhia lhe indicou outro caminho de missão: o púlpito e o magistério».
«Dom João IV o nomeou pregador da corte. Desde então o pe. Vieira ocupou também lugar proeminente na diplomacia e foi apóstolo incansável da liberdade dos índios do Brasil e defensor dos judeus.»
«Com a morte de Dom João IV, cessou a grande influência exercida por Vieira. Dom Afonso VI subiu ao trono e logo exilou o grande orador para o Porto e depois para Coimbra. Sendo destronado Dom Afonso VI, sucedeu-lhe o rei Dom Pedro II. Vieira, então, libertado voltou a pregar na corte.»
Durante seis anos passados em Roma – recorda o cardeal Agnelo – «foi muito admirado e obteve os melhores triunfos. A rainha Cristina da Suécia, estando em Roma naquele tempo, escutou os seus sermões e ficou tão impressionada que o nomeou seu confessor».
«Na idade de 71 anos voltou para o Brasil, onde morreu no dia 18 de julho de 1697, aos noventa anos, na Bahia.»
«O Padre Antônio Vieira é mestre da língua. Segundo Fernando Pessoa, o imperador da língua portuguesa. São quinze volumes de Sermões e mais de oitocentas cartas», recorda.
«Possuem grande número de informações políticas, curiosas noticias sobre a inquisição, estudos políticos e literários. Seu estilo tem adjetivação copiosa e tão precisa quase insuperável. Vôo alto de idéias filosóficas, ora profanas ora religiosas.»
Segundo o arcebispo, Vieira «não distinguia Portugal do Brasil. Conhecia a corte e conhecia os índios. Conhecia os políticos e as espumas de suas promessas».
«Conhecia os Padres da Igreja dos primeiros séculos e conhecia a catequese humilde dos analfabetos. Falou em presença do papa, de reis, do povo. Dono de imensa cultura transparente em cada frase dos sermões, sabia trocá-los em termos de fé e moral, de festa e culto», afirma o cardeal.
Fonte: Zenit

TV francesa não transmitirá Missa do Galo este ano


Este ano, e pela primeira vez, a TF1 não transmitirá a missa de meia-noite em 24 de dezembro! Em sua defesa, a cadeia invoca uma "lógica de programação", deixando todo o espaço para muita diversão. E em seu lugar? Um concerto dado por Michel Sardou em 2005, no Palais des Sports de Paris. Jean Offredo, que apresentou e comentou de 1987 a 2004 a retransmissão da missa de 24 de dezembro, não compreende que a TF1 tenha decidido, este ano, remover de seu horário essa festa tradicional. O evento reunia uma média de 1.5 milhões de espectadores. Porque a cadeia retirou abruptamente da sua rede de retransmissão a missa de 24 de dezembro? Conscientes do peso simbólico desta decisão para uma parte do público, o diretor de comunicações de TF1 busca esconder-se atrás de falsos pretextos citando uma diminuição na audiência ou o custo financeiro da divulgação. Trata-se simplesmente "da lógica de programação e as necessárias evoluções" que têm prevalecido na noite de Natal: a noite de Natal é noite de festa! Por outro lado, para os refratários de Michel Sardou, a missa de meia-noite será transmitida pela França 2, conforme previsto no caderno de programação do canal público. Esta retransmissão festejará também nesta ocasião o seu sexagésimo aniversário. O ofício deste ano será transmitido ao vivo da Catedral da Ressurreição, em Evry (Essonne).

Uma Perspectiva Católica das Crises Econômicas

O Instituto Acton, situado em Michigan, EUA, criou o prêmio Novack para consagrar trabalhos na esfera econômica. Este Premio faz parte de uma série de becas, subsídios de Viagens e prêmios otorgados com o objetivo de apoiar futuros líderes religiosos e intelectuais que desejem essencialmente estudar a relação entre a Teología, o livre mercado e a liberdade econômica. O ganhador deste prêmio, em 2008, foi o argentino Carlos Hoevel, doutorado em Filosofía pela Pontificia Universidade Católica Argentina (UCA) em 2006 e Mestrado em Artes pela Universidade de Chicago en 1997. Dr. Hoevel é professor de História e Filosofía da Economía no Departamento de Economía da UCA e professor de Filosofía Social na Universidade Santo Tomás de Aquino da Argentina. Tem realizado conferências em universidades de Itália, Espanha e Bélgica. É também diretor do Centro de Estudos de Economía e Cultura e da revista Cultura Econômica da UCA. É membro de conselhos de redação e os Acadêmicos da edição argentina de Communio, Revista Peruana da Pessoa e Cultura, e da Asociação Latino-americana de Filosofía e Ciências Sociais.
Quem foi o Beato Antonio Rosmini?
Um grande filósofo e teólogo do século XIX, secretário do Papa Pio IX que o acompanhou no exílio no período de perseguição da Igreja, cuja obra está sendo estudada para aplicação no século XXI. Diz-se que as obras do Beato Antonio Rosmini constituem-se em livros de cabeceira de Bento XVI, tal a sua importância e atualidade para os dias atuais.
Vejam vídeo da N2ONews sobre o Prêmio Novack 2008, cujo texto vai abaixo:
"Perante uma crise financeira global sem precedentes, o teólogo e filósofo católico Antonio Rosmini, do túmulo oferece soluções ao século XXI.
É este o pensar do vencedor do prémio Novack de 2008, o Professor Carlos Hoevel do Instituto Acton, quando da apresentação de um trabalho intitulado “Finanças, Globalização e Moralidade” na Universidade Pontifícia Santa Cruz em Roma. Hoevel indicou as causas para crise financeira global: ganância, pobres sistemas jurídicos de mercado e laxismo moral. Muitos países tentam injetar dinheiro em firmas falidas ou a beira da falência mas ele tem algo a dizer:
“Desde a perspectiva de Rosmini, seria completamente equivocado culpar a economia de mercado em si mesma pela presente ou passada crise global. Seria igualmente equivocado implementar medidas coletivistas orientadas a redistribuir ou nacionalizar a propriedade privada, manipular os preços de mercado, subsidiar sistematicamente indústrias supostamente benéficas, um grande estado subsidiário com tendência a crescer, ou economias fechadas a outros estados. Este tipo de politicas “estadolatristas” seriam contra o crescimento económico como também contra a justiça social, o direito natural e a dignidade da pessoa humana, e consequentemente prejudicariam as possibilidades de construir uma sociedade mais humana e cristã.”
Utilizando a visão económica de Rosmini, Hoevel afirma que para além da crise econômica existe uma crise cultural e comportamental. A solução requerida é uma mudança decisiva de coração.
“Quando as pessoas procuram a felicidade no consumismo, trabalho ou dinheiro, o resultado é uma corrida sem fim e em vão para alcançar a felicidade através de medidas inadequadas, o que termina numa multiplicação desordenada de expectativas inalcançáveis e numa abertura a necessidades fictícias, exageradas e auto-destrutivas".