SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

domingo, 4 de setembro de 2011

Milagre Eucarístico de Ludbreg


Uma bênção do Papa à "dileta nação croata", que hoje está festejando mais um centenário do milagre de Ludbreg. É o que se lê na carta com a qual Bento XVI nomeia o Cardeal Josef Tomko seu Enviado especial para as celebrações que recordarão, neste 4 de setembro, os 600 anos do milagre eucarístico de Ludbreg. "Sem a Eucaristia não podemos ser verdadeiros cristãos e a própria Igreja não pode edificar-se para a salvação dos homens" – afirma Bento XVI na missiva. E certamente bem o compreendeu – com o impacto que somente um tal prodígio pode suscitar – o sacerdote que 600 anos atrás, enquanto celebrava a missa duvidando em seu coração sobre a verdade da transubstanciação, viu se transformar o cálice que tinha em suas mãos num cálice repleto de sangue. Desde o longínquo 1411, o "milagre eucarístico de Ludbreg" é objeto de veneração para os fiéis croatas, que ao longo dos séculos foram testemunhas de inúmeras curas obtidas durante oração diante da relíquia.
Abaixo, um dos relatos sobre o referido milagre, que faz parte da relação de centenas de outros conforme se pode vê neste link:
Manifestações sobrenaturais - Milagres Eucarísticos

Ludbreg, CROÁCIA, 1411

Em Ludbreg, no ano de 1411, durante a Missa, um sacerdote duvidou que nas espécies eucarísticas consagradas estivesse realmente presente o Corpo e o Sangue de Cristo. Imediatamente depois da consagração o vinho se transformou em Sangue. Ainda hoje, a Relíquia do Sangue do Milagre atrai milhares de fiéis e todos os anos, no início de mês de setembro, durante uma semana se celebra a “Sveta Nedilja” – o “Santo Domingo” para homenagear este Milagre Eucarístico.

No ano de 1411, em Ludbreg um sacerdote foi celebrar uma Missa na capela do castelo dos condes Batthyany, mas quando ele estava consagrando o vinho duvidou que a transubstanciação acontecesse realmente e nesse momento o vinho se transformou em Sangue. O Sacerdote, sem saber como proceder, por fim resolveu emparedar a Relíquia atrás do altar principal e o pedreiro que fez esse trabalho foi obrigado a guardar silêncio. O Sacerdote guardou o seu segredo até os últimos momentos da sua vida, quando finalmente revelou tudo. Depois da revelação do padre, a notícia se espalhou rapidamente e todos começaram a peregrinar a Ludbreg. A Santa Sé mandou então que a Relíquia do Milagre fosse conduzida à Roma e ficasse lá por alguns anos. Os moradores de Ludbreg e das vizinhanças continuaram a fazer peregrinações rumo à capela do castelo. A inícios de 1500, durante o pontificado do Papa Julio II, uma comissão foi convocada a Ludbreg para investigar os fatos relacionados ao Milagre Eucarístico.
Muitas pessoas testemunharam que foram curadas milagrosamente quando estavam em oração diante da Relíquia. No dia 14 de abril de 1513, o Papa Leão X publicou uma Bula na qual se autorizava a veneração da Santa Relíquia que ele mesmo tinha levado em Procissão pelas ruas de Roma. A Relíquia depois foi restituída à Croácia. Durante o século XVIII, a Croácia setentrional foi arrasada pela peste e todo o povo implorou ajuda a Deus e o Parlamento croata reunido na sessão do dia 15 de dezembro de 1739, em Varazdin prometeu-Lhe construir uma capela em Ludbreg em memória do Milagre se a peste terminasse. A peste cessou, mas só foi possível cumprir a promessa em 1994, após a queda do comunismo e o restabelecimento da democracia na Croácia. Em 2005, na capela votiva, o pintor Marijan Jakubin pintou um grande afresco sobre a Santa Ceia, mas no lugar dos apóstolos colocou santos e beatos croatas. No lugar de São João está o beato Ivan Merz que durante o Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia realizado em Roma em 2005, foi incluído na lista dos 18 santos eucarísticos mais importantes da história da Igreja. Na pintura, Cristo carrega o Ostensório que guarda a Relíquia do Milagre Eucarístico.

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