SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

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São José de Anchieta

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Beatificadas cinco mártires da castidade


Heroínas da castidade religiosa

ACI/EWTN Notícias – No último sábado, 24 de setembro, foram beatificadas cinco religiosas mártires que, após serem seqüestradas e de resistir às tentativas de violação de seus captores, foram assassinadas em dezembro de 1941 por ódio à Fé em Sarajevo, na Sérvia.
As religiosas pertenciam à congregação das “Filhas da Divina Caridade”. O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos foi encarregado de presidir a cerimônia em que Maria Jula Ivanisevic, Maria Berchmana Leidenix, Maria Krizina Bojanc, Maria Antonio Fabjan e Maria Bernadeta Banja foram elevadas à honra dos altares.
Num artigo escrito pela irmã Maria Ozana Krajacic, também filha da Divina Caridade, no “L’Osservatore Romano”, afirma que o martírio destas cinco religiosas “não é um caso isolado, senão um acontecimento a mais dos sofrimentos e tormentos de milhares de vítimas inocentes”.
Em 1911 as religiosas viviam num convento perto de Sarajevo, na localidade de Pale, cujo nome era “Casa de Maria”. Perto dali fundaram uma escola primária onde também ensinavam o catecismo, até 1919, ano em que foi fechada. Apesar do fechamento da escola, continuaram sua obra, e a partir de 1927 se incumbiram de dar aulas de catecismo nas escolas públicas. A irmã Krajacic relata que “seu compromisso desinteressado com os necessitados era conhecido por todos os habitantes dessa região”, o que lhes valeu serem muito respeitadas até pela comunidade ortodoxa.
Em 11 de dezembro de 1941 um grupo de chetniks (guerrilheiros sérvios) atacou o convento onde viviam. As cinco irmãs e um sacerdote esloveno de nome Mesko foram seqüestrados. O convento foi saqueado e queimado.
Os chetniks obrigaram as irmãs a caminhar durante quatro dias uns 65 quilômetros nos bosques e montanhas onde sofreram as inclemências do frio e da neve, sem roupa por proteção e logo depois foram insultadas, atacadas e submetidas a severos interrogatórios.
“Nenhuma se queixou nem se lamentou. Não pediam concessões. Estavam em silêncio e oração constante”, recorda a irmã Krajacic. A meio do caminho os chetniks abandonaram a irmã Maria Berchmana Leidenix, de 76 anos de idade, que foi logo assassinada a 23 de dezembro. As demais irmãs foram levadas até um quartel ma zona de Gorazde. Desde o dia 15 de dezembro que os chetniks se haviam lançados sobre elas “com intenções sombrias. Porém ninguém cedeu nem sequer perante as ameaças de morte”. Segundo relata o sacerdote Anto Bakovic as irmãs gritavam “preferimos a morte a satisfazer o que desejam!” As religiosas que resistiram assim aos intentos de violação foram insultadas, ameaçadas e golpeadas durante aproximadamente uma hora. A irmã Krajacic escreve que “quando os chetniks começaram a usar de violência as irmãs trataram de fugir. Invocando Jesus, uma após outra, saltaram por uma janela (a altura do segundo piso do quartel). Após saltar, feridas e esgotadas, trataram de levantar-se para fugir, porém foram apunhaladas e arrastadas até ás margens do rio Drina”.
Na primavera européia de 1942 duas irmãs da congregação em Sarajevo começavam a buscar a tumba da irmã Maria Berchmana sem êxito.
Krajacic afirma que “a notícia da morte das cinco irmãs se difundiu rapidamente em Sarajevo. Apesar de ser tempo de guerra, o povo as recordava e as invocava como intercessoras a estas “mártires de Drina”, como eram chamadas.
“Entre os católicos se disse logo que eram mártires da fé, mártires da própria vocação e dos votos religiosos”. O Padre Bakovic escreveu um livro intitulado “As mártires de Drina”, onde relata esta história. Quando ocorreram estes trágicos fatos ele tinha 10 anos de idade. Ele foi um dos poucos sobreviventes daquele massacre.

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