SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Onde está a verdadeira felicidade?

O tema da felicidade sempre esteve presente em todas as filosofias, desde as da antiguidade grega até mesmo as das escolas cristãs da Idade Média como a Escolástica. No entanto, o assunto nos dias hoje parece preocupar tanto aos homens que não são as escolas de filosofia que estudam e definem o que seja a verdadeira felicidade, mas certos institutos ou escolas de estudos sociais ou de psicologia. Nesta perspectiva moderna, que povo seria o mais feliz da terra? Segundo uma pesquisa (e como se fazem pesquisas hoje em dia!) feita pelo Instituto de Investigação Social da Universidade de Michigan, EUA, a Dinamarca seria o país mais feliz da terra, enquanto o mais infelizseria o Zimbabue. Será que se esqueceram de investigar o nosso querido Brasil na pesquisa? De um total de 98 países estudados, chegaram a uma conclusão de que pelo menos 44 (quase a metade), registraram aumento da felicidade no período de 1981 a 2007. E o que teria causado um aumento tão substancial da felicidade no mundo? Ora, não poderia ser outra coisa: a democracia, a igualdade social e a paz (quer dizer, a paz dos pampas...). Como é que aquele instituto chegou a uma conclusão tão exata sobre a felicidade dos povos, algo difícil de se constatar até mesmo a nível individual? Através de uma simples pergunta, feita desta forma: "Considerando tudo em geral, você diria que é muito feliz, bastante feliz, não muito feliz ou nada feliz em absoluto?". Esta mesma pergunta poderia obter a mesma resposta num determinado indivíduo de um países sob regime democrático e outro de um país de regime ditatorial; onde houvesse igualdade social ou não a existisse; ou houvesse certa paz ou onde houvesse guerras constantes. Por que? Porque sendo algo subjetivo, o fato de ser feliz não dependeria nem do regime político, nem da condição social ou de certa tranquilidade da ordem social. Dependeria da filosofia de vida da pessoa que respondeu ao questionário (de uma única pergunta, por sinal). Assim, os dinamarqueses foram mais espertos em responder a pergunta do que os zimbabuanos. Ou então, sendo eles mais cultos e ricos, a felicidade para eles consistiria em gozar os prazeres da vida, caindo-lhes bem a propósito a pergunta. Se para os zimbabuanos a felicidade consistir também em gozar os prazeres da vida, eles são realmente os mais infelizes do mundo...

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