SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

terça-feira, 25 de julho de 2017

SANT'ANA, PATRONA DA BRETANHA FRANCESA


APARIÇÃO DE SANTA ANA NA FRANÇA EM 1623

 No início de agosto de 1623, um camponês chamado Yves Nicolazic, que vivia em Auray (comuna francesa, na região administrativa da Bretanha, departamento de Morbihan), no findar intenso dia de trabalho, estava a pensar em Sant´Ana, por quem dedicava profunda devoção, quando, de repente, uma luz muito forte iluminou o quarto e uma mão, levando um archote, surgiu dentro da noite.

 Repetidas vezes Nicolazic se via reconduzido à noite, ao longo dos caminhos, por uma chama que o precedia.

 Certa noite, viu uma senhora de branco com um círio nas mãos, no famoso campo de Bocenno. 

Noutra ocasião, presenciou uma chuva de estrelas a cair sobre o campo.

Estes acontecimentos se desenrolavam, plácida e suavemente. 

Nicolazic se interrogava sobre os estranhos episódios, contudo, estes acontecimentos em nada modificaram seu dia-a-dia a não ser o afã pela oração. E ele passou a rezar, sempre, mais e mais. Na noite de 25 de julho de 1624, véspera da festa de Sant´Ana, a senhora lhe apareceu, novamente, pelo caminho, para lhe tranqüilizar, conduzindo-o até a sua casa, com uma espécie de archote nas mãos. 
Interrogando-se sobre aqueles acontecimentos, retirou-se para rezar na sua granja. Foi então que, pelo trajeto, ouviu "o rumor de uma grande manifestação". Estranhamente, a estrada estava vazia!
 De repente, num clarão, a Senhora misteriosa apareceu, pedindo-lhe que escrevesse o que ela tinha a lhe dizer. 
Nicolazic, confuso, colocou-se em oração e a misteriosa Senhora continuou:

 "Yves Nicolazic, não temas mais.  Eu sou Ana, mãe de Maria.  Dize a teu pároco que neste local da Terra, chamado Bocenno, existia, outrora, uma capela que me era dedicada, e isso, antes mesmo que houvesse qualquer aldeia por aqui.  Era a primeira capela erguida em toda a região. Ela foi destruída há 924 anos e seis meses. Desejo que uma nova capela seja erguida neste local, o mais depressa possível, e que cuideis dela, porque Deus quer que eu seja honrada nesta área."
Yves Nicolazic, contam os historiadores, dormiu, tranqüilo. Havia que se esperar ainda um ano para que a primeira Missa de Sant´Ana, em Bocenno, fosse autorizada. 
O reitor o repreendera severamente - com efeito, não é fácil aceitar como real, tal acontecimento. 
Não obstante, dois cristãos laicos o animaram: eram eles, os senhores de Kermedio e de Kerloguen: este último, proprietário do campo de Bocenno, prometeu-lhe apoio, para a construção da capela, e aconselhou-o a reunir alguns testemunhos dos fatos miraculosos ocorridos.
Na noite de 7 para 8 de março de 1625, Sant´Ana apareceu-lhe, mais uma vez, recomendando-lhe que fosse chamar os vizinhos e que seguissem, todos, a luz que os guiaria:

 "Leva-os contigo: esta luz vos conduzirá e vós encontrareis a imagem que vos protegerá de todos os males do mundo, e o mundo conhecerá, enfim, a verdade daquilo que prometi."
Pouco depois, os camponeses encontraram, sob a luz da tocha, uma antiga imagem de Sant´Ana, em madeira, já bem desgastada, carcomida, com vestígios em tons brancos e azuis. 
Ao seu lado, a filha, a Virgem Maria, com o Menino Jesus ao colo. 
Três dias passados, os peregrinos começaram a chegar, copiosamente, para rezar a Sant´Ana, diante da estátua que serviria de sinal de conversão para o mundo.
Era a realização da profecia - a multidão, zelosa, na caminhada. Peregrinações que, desde então, tornaram-se constantes. Apesar da discrição e das restrições do Cura, - que depois se desculpou - as pesquisas ordenadas por Monsenhor de Rosmadec, Bispo de Vannes, concluiriam a veracidade dos fatos, e a primeira Missa oficial foi celebrada , por decisão sua, no dia 26 de julho de 1625, diante de extraordinária multidão, estimada em cem mil pessoas.
A partir daquele dia, Yves Nicolazic tornou-se construtor.
Passou a dirigir os trabalhos; conduzia as carroças - oferecidas pelo povo - cheias de pedras ou de ardósia, lenha do derrube das árvores, pagamento dos fornecedores e tudo, com sabedoria e probidade, de um homem que não sabia nem ler nem escrever, e que só falava bretão (língua céltica daquela província francesa). 
Quando a capela ficou pronta, ele se eclipsou, deixando a aldeia de Keranna e cedendo lugar a Sant´Ana e aos peregrinos, cada vez mais numerosos. 
Até hoje, Sant´Ana é venerada na Igreja de Auray, dedicada à avó de Jesus. Em 1996, o papa João Paulo II fez uma visita ao local e na ocasião estiveram presentes cerca de 150 mil pessoas. 
Após sua visita, aumentou o número de peregrinos para cerca de 800 mil pessoas por ano, sendo que não há um dia sequer que não haja peregrinos.


Fonte:

João paulo II, quando visitou o Santuário em 1996, levou multidões a aumentar a devoção a Sant'Ana



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