SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

terça-feira, 6 de setembro de 2016

AS MALDIÇÕES DITADAS POR MOISES AO POVO DE SEU TEMPO PODEM SER REPETIDAS NOS DIAS DE HOJE?





Bênçãos e maldições Moisés lançou sobre seu povo.
O mundo moderno não estaria sujeito às mesmas bênçãos e maldições, sendo que estas últimas em grau muito maior?
Assim falou Moisés: “Eis que eu ponho hoje diante dos vossos olhos a bênção e a maldição; a bênção se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos prescrevo; a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, mas vos apartardes do caminho que eu hoje vos mostro, e fordes após os deuses estranhos, que não conheceis” (Deut 11) .  Em seguida explica que a bênção seria dada do alto do monte Garizin e a maldição virá do monte Hebal.
A fim de que bênçãos e maldições só recaíssem sobre aqueles que realmente as merecesse, em seguida mandou separar o povo em dois grupos, de um lado os que mereceriam ser abençoados e do outro os que deveriam ser amaldiçoados. Reuniu sobre o  monte de Garizin, após passarem o Rio Jordão, a metade dos patriarcas das tribos de Israel, Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamin e lhes ordenou que dessem ao povo reunido as bênçãos que ele estava mandando. E sobre o monte Hebal mandou reunir os patriarcas restantes das tribos Rúben, Gad, Aser, Zabulão, Dan e Neftali a fim de deitarem as maldições que ele lhes ditara.
E hoje, onde reuniria ele dois grupos, a fim de serem, separadamente, abençoados e amaldiçoados? Quais são os que, atualmente, merecem ser abençoados? E quais o que devem ser amaldiçoados? Talvez não seja difícil fazer a separação, dada a radicalização cada vez maior, ou pelo bem, ou pelo mal, existente no mundo moderno.
Segue Moisés: “E os levitas pronunciarão e dirão em alta voz a todos os homens de Israel:
- Maldito o homem que faz imagem de escultura ou fundida, etc.” (Deut. 27, 11-15). 
Se Moisés fosse vivo, diria hoje: maldito o homem que idolatra objetos, animais e pessoas, dando culto ao secundário e desprezando o verdadeiro Deus. Hoje não existe mais aquela idolatria antiga, onde se cultuava objetos de pedra ou madeira. Mas há outras idolatrias. E  neste grupo estariam incluídos milhões de pessoas que idolatram artistas, cantores, jogadores de futebol, políticos, etc
E seguem-se outras maldições: maldito o que não honra o seu pai, maldito o que transpõe os marcos do seu próximo, maldito o que perverte a justiça, etc. etc. E hoje, quantos ainda honram seu pai, quantos amam o seu próximo, quantos respeitam a justiça?
Estas maldições são como que um preâmbulo das que viriam depois. É verdade que antes Moisés manda algumas bênçãos:
“Ora se tu ouvires a voz do Senhor, teu Deus, pondo em prática e observando todos os seus mandamentos, que eu hoje te prescrevo, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações que há na terra. Todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, contanto que ouças os teus preceitos. Serás bendito na cidade e bendito no campo. Será bendito o fruto do teu ventre, etc.”. Em seguida estão abençoados os frutos da terra, dos animais, os celeiros e tudo o que pertence ao homem que cumpre a Lei de Deus. Assim como naqueles tempos, seriam abençoados hoje aqueles que seguissem verdadeira a Lei de Deus, em local separado de onde recaíssem as maldições.
Estas bênçãos, porém, ocupam menos espaço nas Sagradas Escrituras do que as maldições, as quais vêm logo a seguir:
“Porém, se tu não quiseres ouvir a voz do Senhor, teu Deus, para observar e por em prática todos os seus mandamentos e cerimônias, que hoje te prescrevo, virão sobre ti todas estas maldições e te alcançarão. Serás maldito na cidade, maldito no campo. Maldito o teu celeiro e malditas as tuas obras. Maldito o fruto do teu ventre, o fruto da tua terra, as manadas dos teus bois e os rebanhos das tuas ovelhas. Serás maldito ao entrar e maldito ao sair.” Ah, e hoje? Quem mora na cidade ou no campo que pratica os mandamentos divinos? De tal modo afronta a Deus que só merecem a maldição sobre os filhos (frutos do ventre) e sobre o que produz a terra (os frutos) e os animais que o homem cria. “Maldito ao entrar e ao sair”, isto é, em todo lugar que entra e sai o homem de hoje, mais ainda, mau como é, só encontra maldições por causa de suas obras.
Mas Moisés não se circunscreve ao genérico e passa a entrar em detalhes: “O Senhor mandará sobre ti a fome e carestia, a maldição sobre todas as obras que fizeres...  O Senhor te pegue a peste... O Senhor te fira com a pobreza, com febre e com frio, com calor e secura, com ar corrompido e com ferrugem...”. E como tais maldições se parecem com os castigos previstos nas profecias sobre os dias atuais: fome, carestia, pestes, pobreza, doenças e desastres da natureza.
Até agora as maldições caem sobre aquilo que cerca o homem, mas aí vem coisa pior, as maldições sobre coisas remotas ou que não afetam diretamente a pessoa, mas lhe dizem respeito indiretamente: “O céu, que está por cima de ti, seja de bronze, e a terra, que pisas, seja de ferro. Em lugar de chuva mande o Senhor sobre a tua terra areia, e do céu caia cinza sobre ti... O Senhor te faça cair diante de teus inimigos...” As maldições caem sobre tais homens até depois de mortos:  “Sirva o teu cadáver de pasto a todas as aves do céu e às feras da terra, e não haja quem as afugente”. Como hoje tais maldições recaem sobre o homem de uma forma mais violenta, temos que admitir que vai chover fogo do céu, vai parar de chover por algum tempo provocando secas e fome, as guerras farão com que muitos “caiam nas mãos de seus inimigos”, e tais maldições cairão nos homens até depois de mortos, pois consta nas profecias sobre os castigos atuais que haverão tantos cadáveres insepultos espalhados pela terra que causarão pavor, não havendo quem consiga afugentas as aves que os estarão devorando.
“O Senhor te castigue com a úlcera do Egito, e (fira) de sarna e de comichão aquela parte de teu corpo por onde se lançam os excrementos, de sorte que não possas curar-te”. Oh! Meu Deus! E quantas e quantas doenças atuais se parecem, ou são até pior, do que estas descritas por Moisés. Úlceras e sarnas são pequenas em comparação com AIDS e outras mazelas modernas. E sem curas.
“O Senhor te fira de loucura, de cegueira e de frenesi, de sorte que andes às apalpadelas ao meio-dia como um cego... E em todo o tempo sejas vítima de calúnias...  Recebas uma mulher, e outro durma com ela... Plantes uma vinha e outra a vidime. O teu boi seja imolado diante de ti e não comas dele...”  Sim, ele fala de coisas daqueles tempos, mas podemos muito bem considerar que algo parecido possa ocorrer nos dias de hoje, como loucura, cegueira e frenesi: basta que olhemos na quantidade enorme de gente que anda pelas ruas, de celulares nas mãos, às tontas, tropeçando, caindo ou até sendo acidentados, muitos atacados de loucura e frenesi.
Em seguida vêm as maldições sobre a família e os bens: “Os teus filhos e as tuas filhas sejam entregues a outro povo, e vejam-no os teus olhos, e desfaleçam de os ver todo o dia, e não haja força na tua mão. Os frutos da tua terra, e todos os teus trabalhos coma-os um povo que tu não conheces, e sejas sempre vítima da calúnia e oprimido todos os dias...  O Senhor te fira com a chaga maligna nos joelhos e nas pernas, e não possas ser curado desde a planta do pé até ao alto da cabeça”.  Que dizer das inúmeras pessoas que são traficadas, escravizadas e levadas por outras nas guerras modernas? Será que a Europa, brevemente, estará livre disso com a tão propalada invasão muçulmana?
As maldições continuam a atingir o rei que governa tal povo, as plantas, as colheitas, filhos e filhas, etc. Estas maldições virão até que o povo seja destruído completamente, até a dispersão. A razão: “porque não ouvistes a voz do Senhor, teu Deus, nem observastes os teus mandamentos nem as cerimônias que ele te prescreveu. Quer dizer, falando-se em tempos modernos, dairão maldições terríveis sobre os governantes atuais. E “várias nações serão aniquiladas”, conforme avisou Nossa Senhora em Fátima, como fruto de maldições que cairão sobre elas.
A seguir Moisés passa a profetizar o que viria a ocorrer de futuro com o povo hebreu: “Haverá perpetuamente em ti e na tua posteridade sinais e prodígios; porque não servistes ao Senhor, teu Deus, com gosto e alegria de coração, por causa da abundância de todas as coisas” (Deut 28, 1-46).  Por causa disso, aquele povo não seria mais superior aos outros, mas seria escravizado e dominado por estrangeiros, etc.  Estas maldições permanecem até o momento, pois o povo hebreu perdeu toda e qualquer hegemonia sobre as demais nações, sendo aplicável isso ao mundo hoje com relação aos grupos e políticos que governam contra as leis divinas: nunca mais conseguirão exercer qualquer hegemonia ou domínio sobre os demais, embora hoje tenham qualidades superiores, como o Europeu, por exemplo.
Estão próximos, pois, os dias em que Deus mandará separar os homens em dois grupos: num local ficarão aqueles destinados às suas bênçãos e num outro suas maldições. Feitas em separado, ocorrerão fatos que comprovarão seus efeitos sobre uns e sobre outros: será que os Santos Anjos não separarão os homens maus dos bons a fim de que se possam efetuar tais bênçãos e maldições?
Aqueles que forem abençoados construirão depois o Reino de Cristo, sob a denominação de Reino de Maria, e os que forem amaldiçoados serão destruídos com tudo o que lhes acompanham. Para sempre. Ou até o fim dos tempos.


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