SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Na Suíça, uma rosa tem mais valor que um bebê

Rosas suíças

Matar o bebé que se encontra no útero é permissível, mas decapitar rosas, não. Pelo menos foi isto que o "Swiss Confederation Federal Ethics Committee" recentemente determinou. Aparentemente os seres humanos destronaram Deus do Seu Lugar uma vez que estão a determinar para todos o que é moralmente "certo" e "errado":

Os membros do Comité unanimemente qualificaram o dano arbitrário causado às plantas como moralmente não permitido.

(Willemsen, 2008, p. 20).

Como exemplo, eles explicam que se um agricultor, a caminho de casa e depois de ter recolhido erva para os seus animais, "decapitar flores" sem "um motivo racional" (p. 9), ele cometeu algo moralmente errado. Suponho que ele levou a cabo planticídio.

Porque é que o Comité defende que matar plantas de modo arbitrário está errado?

Uma clara maioria defende também que deveríamos manusear as plantas com algum cuidado pelo motivo ético das plantas individuais terem valor inerente.

(Willemsen, p. 10)

Eles explicam o uso das palavras "valor inerente" afirmando que as plantas possuem valor, "independentemente de serem úteis ou de alguém atribuir valor a elas." (p. 7). Portanto, quando os soldados de cartão do livro "Alice no País das Maravilhas" pintaram as rosas de vermelho, eles estavam a fazer algo mais que perturbar a rainha (que exigiu a sua decapitação). Eles estavam a cometer um acto hediondo e pouco ético, e mereciam ser punidos pelo desprezo do "valor inerente" das rosas, e do seu direito de ser da cor com a qual nasceram - ou melhor, da cor com a qual cresceram.

A verdade dos factos é que os seres humanos possuem "valor inerente" que vai para além do domínio físico uma vez que Deus criou-nos à Sua Imagem (Génesis 1:27) Ao contrário do resto da criação, os seres humanos não só possuem uma alma, como vão viver para sempre. As plantas, por outro lado, possuem "valor instrumental" porque são úteis aos seres humanos; Deus criou e protege as plantas por esse motivo.



Às vezes acontece as plantas terem um "valor relacional", se nós o atribuirmos às plantas, mas de maneira nenhuma as plantas possuem um valor remotamente próximo do valor dos seres humanos. O Senhor Jesus demonstrou isto de modo enfático quando Ele contrastou as plantas com o ser humano:

Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

(Mateus 6:30).

O valor do ser humano é muito superior ao valor das plantas, mas o Comité afirma que as plantas "lutam por algo" e não deveriam ser impedidas "sem motivos válidos". Afinal,

descobertas recentes nas ciências naturais, tais como as muitas semelhanças entre plantas, animais e humanos ao nível molecular e celular, removem o motivo de se excluir as plantas da comunidade moral. Estudos levados a cabo na biologia celular mostram que as plantas e os animais, que partilham um desenvolvimento histórico com a duração de 3 biliões de anos , possuem muitos processos e reacções que não são fundamentalmente distintos ao nível celular. As plantas reagem ao toque e ao stress, ou defendem-se contra predadores e patogénicos de modo bastante diferenciado. (Willemsen, pp. 5,15).

Eles continuam,

[Pode até ser que as plantas cumpram as condições necessárias para um tipo de senticiência [auto-percepção, consciência, a habilidade de sentir]. . . . Não é ainda claro que as plantas possuem senciência, mas também não se dá o caso de se saber que elas não possuem. Não pode, portanto, ser alegado que os motivos para se excluírem as plantas do círculo dos seres que têm que ser moralmente considerados foram eliminados.... Pelo menos a maioria dos membros do Comité não exclui a possibilidade das plantas serem sencientes e que isto é moralmente relevante.

(p. 15).

Cerca de metade dos membros do comité têm as suas reservas em torno das plantas serem sencientes . Portanto, quase metade dos membros não está totalmente certo, mas "duvida" que as plantas sejam sencientes . “Um pequeno grupo considera ser provável” que elas sejam.

Este tipo de "lógica" é consequência natural do ateísmo e da alienação da moral Bíblica. Será que temos que começar a levar em conta os sentimentos da relva antes de a pisarmos?

Eles vão mais longe:

A opinião maioritária é a de que nós precisamos duma justificação para perturbar a habilidade das plantas em se desenvolverem. (p. 17).

Portanto, nós temos que nos justificar antes de "perturbamos" uma planta. Justificarmo-nos a quem, já agora? Às plantas?

Em relação à "posse de plantas", a maior parte do comité acredita que as plantas estão "excluídas, por motivos morais, da possessão absoluta. Segundo esta interpretação, ninguém pode manusear as plantas segundo a sua vontade ou segundo os seus desejos." (p. 20). Portanto, se vives na Suíça, a planta que tens no vaso está legalmente protegida. Tu podes pensar que ela é tua, e que podes fazer com ela o que bem quiseres, mas não podes e nem deves.

Claro que se tratares mal uma planta (esquecer de regar, regar demasiado, não lhe colocar de modo a apanhar a luz do Sol, ou se ela apanhar Sol a mais), tu podes ser legalmente acusado de "abuso de plantas".

Note-se que se alguém tem "motivos válidos", não está errado matar as plantas. Mas porque é que seria relevante alguém ter motivos válidos ou não? Se está errado matar as plantas, porque é que eles não o afirmam directamente? Se, biologicamente falando, as plantas possuem tantas semelhanças com os seres humanos ao nível celular, e não é aceitável matar seres humanos, porque é que é aceitável matar as plantas por "motivos válidos"?

Os esquerdistas afirmam que não devemos matar seres humanos mesmo que eles tenham cometido crimes hediondos merecedores de morte. Matar os outros através da guerra também não é muito do seu agrado. A única matança de seres humanos que é aceitável é através do aborto e da eutanásia, mas não se crê que os membros do comité apoiem o aborto de plantas.

Então porque é que permitem a matança de plantas? A resposta é que, sem elas, o que é que haveríamos de comer? Comer animais é olhado com desdém pelos vegetarianos, uma vez que eles insistem que devemos excluir a carne da nossa dieta. No entanto, matar plantas começa também a receber olhares desdenhosos. Então o que é que vamos comer? Insectos e lixo? Será que temos que passar a ser necrófagos e comer só animais já mortos?

Notem a hipocrisia: "Está errado matar plantas", até que isso me afecte pessoalmente. Se estes defensores das plantas, estes campeões das flores, fossem realmente cheios de amor e atitude de sacrifício em relação as plantas, eles não comeriam nem plantas, nem animais, da mesma forma que não comem carne de humanos. Aliás, usando a sua lógica distorcida, eles nem deveriam comer plantas mortas ou animais mortos uma vez que isso impediria as pobres bactérias e os pobres micro-organismos de se alimentarem.

Considere-se as implicações: falando de modo ético, a matança arbitrária de plantas é agora moralmente errado, tal como matar um bebé. Obviamente, em muitas sociedades matar um bebé que se encontra do lado oposto da pele duma mulher não é eticamente condenável. Isto significa que, agora, as plantas têm mais valor que um bebé que se encontra separado de nós por tecido humano e fluidos.

Conclusão:

Se as plantas são, agora, colocadas num pedestal, o futuro vai ser muito sombrio. Quanto tempo mais até ser considerado moralmente errado cortar a relva do quintal? E que dizer do "assassínio" de árvores como forma de construir estradas, casas ou para fazer papel? Logicamente falando, todo o uso de madeira tem que se banido. Matar plantas do algodão para fazer vestuário seria inaceitável. Os seres humanos vão ter que deixar as plantas tomar conta da sociedade.

De facto, nós seres humanos temos que dar término à nossa existência como forma de proteger o meio ambient


Fonte: Aborto em Portugal


Nenhum comentário: