quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O HOMEM DE HOJE É MENOS INTELIGENTE DO QUE OUTRORA?

 


Vejam o que foi postado nas redes sociais:

 "O QI médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até ao final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos. É a inversão do efeito Flynn.

Parece que o nível de inteligência, medido pelos testes, diminui nos países mais desenvolvidos. Pode haver muitas causas para este fenómeno. Um deles pode ser o empobrecimento da linguagem.

Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as subtilezas linguísticas que permitem elaborar e formular pensamentos complexos.

O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado) dá origem a um pensamento quase sempre no presente, limitado ao momento: incapaz de projeções no tempo.

A simplificação dos tutoriais, o desaparecimento das letras maiúsculas e da pontuação são exemplos de "golpes mortais" na precisão e variedade de expressão.

Apenas um exemplo: eliminar a palavra "signorina/senhorita/mademoiselle" (agora obsoleta) não significa apenas abrir mão da estética de uma palavra, mas também promover involuntariamente a ideia de que entre uma menina e uma mulher não existem fases intermediárias.

Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos capacidade de processar um pensamento. Estudos têm mostrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de descrever as emoções em palavras.

Sem palavras para construir um argumento, o pensamento complexo torna-se impossível.

Quanto mais pobre a linguagem, mais o pensamento desaparece.

A história está cheia de exemplos e muitos livros (George Orwell - "1984"; Ray Bradbury - "Fahrenheit 451") contam como todos os regimes totalitários sempre atrapalharam o pensamento, reduzindo o número e o significado das palavras.

Se não houver pensamentos, não há pensamentos críticos. E não há pensamento sem palavras. Como construir um pensamento hipotético-dedutivo sem o condicional? Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro? Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e a sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?

Caros pais e professores: Façamos com que os nossos filhos, os nossos alunos falem, leiam e escrevam. Ensinemos e pratiquemos o idioma nas suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado. Porque nesse esforço existe liberdade.

Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem dos seus "defeitos", abolir géneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana.

Não há liberdade sem necessidade. Não há beleza sem o pensamento da beleza."

(Christophe Clavé)

 

Comentário feito por mim:

O que deve ter influído muito também foi a perca da luz da razão, um dom especial para a inteligência. De tal forma o homem moderno perdeu a luz da razão que autoridades importantes, como um dos Papas anteriores, lamentaram um fenômeno mundial que é a falta de líderes carismáticos como antigamente. Esse negócio da linguagem pode até nos levar a algo parecido com o da torre de Babel, causando confusão tão grande que cause desestruturação social em toda a terra.

(A postagem e o comentário acima foi extraído das redes sociais.)

 

O QUE PODE ESTAR CAUSANDO A PERCA DO LUMEN RATIONIS

1.    De modo geral pode estar ocorrendo o que diz a postagem acima, isto é, o decréscimo da inteligência, mas, na realidade, são todas as qualidades que o homem necessita para auto-reger-se e reger os demais: carismas de liderança, senso de orientação, etc.;

2.    Sendo assim, o principal fator, que é a carência do senso de orientação, necessário aos que lideram, faz a sociedade caminhar mais rápido para o caos, não sendo acéfala de tudo, mas sendo dirigida por pessoas sem qualidades adequadas...

3.    Qual a razão disso? É que a luta entre os Corpos Místicos de Cristo e o do demônio para reger a sociedade precisa de líderes. O lúmen rationis é necessário a quem é líder. Sendo assim, este lúmen (que é dado por Deus) pode ser concedido somente aos que pertencem ao Corpo Místico de Cristo. Quanto ao do demônio, ficará carente de líderes capazes e, por isso, o próprio demônio vai querer dirigir a sociedade. Amaldiçoado por Deus, não conseguirá seus objetivos finais, pois seus pretensos dirigentes não possuem o lúmen rationis, concedido por Deus somente aos que Ele abençoa e não aos que amaldiçoa.

4.    Quanto ao fato da inteligência estar diminuindo por causa da queda da linguagem, julgo muito arriscado tal afirmação. No entanto, pode ser que algo disso seja verdade e, por causa disso, o homem moderno está próximo de sofrer o mesmo castigo da torre de Babel: a confusão da linguagem. No dia em que houver uma pane geral na internet, algo profundo, total e mundial, veremos como essa crise na linguagem vai se manifestar, talvez causando loucuras e desesperos em geral. Isso ocorrerá algum dia? Não é impossível, a depender dos desígnios de Deus.

5.    Principalmente agora, depois que inventaram a “inteligência artificial” para funcionar no lugar do cérebro humano, a luz da razão, necessária a quem pensa, vai ficar cada vez mais embotada, escura, e não só escura mas negra perante um blecaute geral na internet.

 

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