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quinta-feira, 26 de março de 2020

EM BOA HORA EMPUNHOU A ESPADA







El Cid, o Campeador espanhol
Venturoso herói de tanta nomeada
Em sua época foi grande farol
Porque em boa hora empunhou a espada

Plínio, o Campeador brasileiro
Vencedor de toda luta encetada
Em nosso século o maior luzeiro
Porque em boa hora empunhou a espada

O gládio da palavra, do exemplo;
Que faz da Revolução, derrotada:
E nesta luta grandiosa contemplo
O que em boa hora empunhou a espada

A terra parecia um cemitério
Uma urbe já toda devastada:
Para acabar do demônio tal império
Plínio em boa hora empunhou a espada

A Igreja de Jesus, Nosso Senhor,
Que de Seu santo sangue foi brotada,
É defendida hoje com ardor
Por quem em boa hora empunhou a espada

E também nossa Civilização,
Que de Católica já foi chamada,
Tem garantida toda proteção
Por quem em boa hora empunhou a espada

Plínio, vencedor da Revolução;
Alma grandiosa e predestinada
- O Reino de Maria é sua intenção,
O que em boa hora empunhou a espada


(Pequena poesia em homenagem a Plinio Corrêa de Oliveira - Autor: Juraci Josino Cavalcante)

quarta-feira, 25 de março de 2020

A CASA DA BENQUERENÇA








Aqui chegamos cheios de nossas preocupações
Com nossas almas ainda carregadas de problemas:
Um oásis, alívio para nossas graves ocupações
E bom convívio que nos prende sem algemas

Um refrigério de descanso neste mundo tempestuoso
Que nos conforta, fortalece e nos dá alegria
Pois o encontro de nossas almas neste ambiente amistoso
De todos os grandes e graves problemas nos alivia

Não são as paredes, o teto, as portas, ou o portão de entrada
Que nos encantam e nos faz aqui sentir tanta amabilidade
Nem tampouco a mobília, toda a casa bem decorada
Que faz nossas almas sentir-se inundadas de felicidade

Que seria então? O que nos atrai para este convívio?
Trata-se das pessoas com quem nos encontramos
Com tais presenças sentimos nesta casa grande alívio
E de alma para alma, aqui prazerosamente nos deleitamos.

Esta casa é uma escola que tem o bem-querer a praticar
Onde todos se encontram cheios de Cristo, Nosso Senhor
Pois Ele aqui vive não somente no alto do Altar
Mas também no coração de cada frequentador

Bem querer é virtude com que possamos o próximo amar
Por amor a Deus e de todo o nosso coração
É desejar todo o Bem que possamos imaginar
Às pessoas com quem convivemos, especialmente o cristão

E para termos tanta benquerença e alegria
Em nosso pobre, inconstante e fraco coração
Devemos por intermédio do Coração de Maria,
Fazermos a Jesus nossa sincera consagração

Gostaria de neste momento alterar o nosso vernáculo
Por causa desta maravilhosa e sacral presença
E mudar o nome que foi dado ao Thabor 
Por um arranjado sinônimo: Casa da Benquerença!

 (Homenagem aos Arautos do Evangelho em forma de poesia - Autor ; Juraci Josino Cavalcante)

terça-feira, 24 de março de 2020

NATUREZA, BRAÇO E MÃO DE DEUS






Quando a natureza mata

Como terrível braço de Deus
Tanta fúria ela desata
Que fere todos os filhos seus.

Mas em tempos de bonança
Fértil, rica e opulenta
Ela só nos traz esperança
E a nós todos apascenta.

Se, quando nos castiga,
O braço de Deus representa
Quando nos enche de riquezas
É Sua mão que nos alimenta

Quando na rotina da vida
A natureza trabalha mansa
Nos enche sem medidas
De nos amparar não descansa.

Sua fertilidade exuberante
Nos diz do que Deus é capaz
Pois nos enriquece num instante
Traz-nos ordem, traz a paz.

Mas quando sua fúria crepita
E desaba sobre nós de repente
Todos os elementos ela agita:
- E se faz braço de Deus novamente!



(Juraci Josino Cavalcante)

O QUE FAZEM AS MÃOS?





Mãos

Foi com a mão que Deus
Traçando uma cruz no nada
Fendeu-o e, dele tirando o mundo,
Deixou toda Natureza criada

Por isso estamos sempre nesta vida
Nas mãos de Deus Nosso Senhor
Pois foi de Suas mãos sagradas
Que nasceu também o Redentor

Mãos que nos homens copia
Tantas belezas que serão eternas
Mãos que, postas em Maria,
Nos trazem mil súplicas ternas

Mãos, que nossos primeiros pais
Usaram pra comer o fruto proibido
E depois, com elas levantadas
Rogaram a Deus arrependidos

Pela primeira vez em Caim
As mãos assassinas se fizeram
Sendo também primeiras em Abel
Que louvores a Deus deram

Com elas Deus perdoa nossos pecados
Traçando uma cruz no Confessionário
O padre, representante de Deus
Livra-nos da culpa como Seu emissário

São as mãos que alimentam
Mas são elas que também matam
Que curam, que sustentam
Mas que ofendem, que desacatam

Foi com suas mãos que Moisés
Recebeu de Deus os Mandamentos
Mas também com elas os quebrou
Por causa dos maus elementos


Tem mãos que logo chegam
Aos lábios para serem osculadas
Mas há outras que logo partem
Para desferir rudes bofetadas

Outras que juntas logo se erguem
Para implorar preces a Deus
Mas logo d'Ele se esquecem
E ferem os mandamentos seus

As mesmas que erguem o recém-nascido
Que o amparam com bondade desvelada
Serão aquelas que no fim da vida
Levarão seu corpo pra última morada

Duas mãos sagradas superaram
Todas as outras em bondade
Foram as de Cristo Nosso Senhor
Pregadas na Cruz pela humanidade

Que fizeram elas por nós?
Curaram cegos, aleijados
Multiplicaram pães e peixes
Pra sustentar os necessitados

Que crimes fizeram? Que desonra
Pra merecer tamanho tormento:
Serem pregadas num rude madeiro
Com angustiante sofrimento?



(Juraci Josino Cavalcante)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS









Quando eu andava errante pelo mundo
Como um filho pródigo sem destino,
Entrei numa igreja pra lá rezar
Mas sem um arrependimento genuíno

Sabia que ali estava o Sacramento,
Que é o meu Deus, Jesus Consagrado,
Naquelas hóstias havia Corpo e Alma
De Quem morreu por mim crucificado

Cabisbaixo, mãos no rosto, rezei
Sentindo algo chamar-me a atenção:
Era a figura de Jesus no altar
Mostrando Seu Sagrado Coração 

Olhei para aquela figura triste
Com o rosto fixo em meu interior;
Mirando seus olhos tão lacrimosos
Fiquei espantado, senti pavor...

De repente, vi-me ali por inteiro
Refletido naquele doce olhar,
Tornando-se Ele naquele instante
Severíssimo e duro a me julgar

Não suportando eu tanta censura,
Baixei a vista triste e envergonhado:
Tanto pecado Ele recriminava
Que senti-me um eterno condenado!

Uma intensa luz antevi brilhando
Sob Seu rosto, acima de Sua mão;
Estava esta  com o dedo apontando
A mostrar Seu bondoso coração

Levantei o rosto pra contemplá-Lo
Cercado de espinhos, sangue correndo;
Senti que por causa de meus pecados
Seu Coração estava me oferecendo

Um fogo ardente, de grande fulgor
Saía do Coração esplendoroso!
Para Ele, então, pude olhar tranqüilo
Em busca do Seu perdão amoroso

Vendo tanta bondade refletida
Naquele Coração tão sofredor
Confiei em alcançar d’Ele o perdão
E deixar de ser um vil pecador!

Levantei mais um pouquinho os meus olhos
Pra fixar-me de novo em seu olhar:
Não havia censura, nem tristeza
Mas doce sorriso a me confortar.

Se na Esperança vive o pecador
De alcançar de Jesus o Seu perdão:
Procure amparo com todo fervor
Em Seu terno e Sagrado Coração.


(Juraci Josino Cavalcante)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, MEU SALVA-VIDAS



Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas

Tendo amor maior que todas as mães já nascidas
Pois Ela é também das mães Mãe e Protetora
E como dos filhos num Filho é Co-Redentora
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas

Livrando dos vícios que no mundo desabou,
Deixando todas as almas desprotegidas,
Nossa Senhora fez para elas um bom salva-vidas
Pra salvar almas Seu Coração se transformou

De todas as proteções que me são conhecidas
Do naufrágio inevitável me livra da morte
Acorrentando-me à Vida com laço tão forte
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas

Destruí-lo deixaria as almas desvalidas
No meio de grande tempestade tenebrosa
E por me querer tanto esta Mãe tão amorosa
Fez-me amarrar Nossa Senhora num salva-vidas

Esperando na tempestade que não se acalma,
Tormenta que mata nossas almas tão queridas
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas
E o salva-vidas se transforma em “Salva-Alma”

Vendo-me assim neste perigo tão arriscado
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas
Pois com ele todas as almas são socorridas
Neste vendaval impetuoso e encapelado

 Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas
E nele me deixou mui seguro contra o Mal
No meio de uma grande tormenta sem igual
Com a garantia de ganhar todas as vidas

E o salva-vidas com que fui assim amarrado
Que me dá confiança e me faz tão forte,
Livrando-me dos perigos e da própria morte,
É o Sagrado Coração de Seu Filho mui amado

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Autor: Juraci Josino Cavalcante



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

NOSSA SENHORA, O SALVA-VIDAS DE NOSSAS ALMAS


Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas

Tendo amor maior que todas as mães já nascidas
Pois Ela é também das mães Mãe e Protetora
E como dos filhos num Filho é Co-Redentora
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas

Livrando dos vícios que no mundo desabou,
Deixando todas as almas desprotegidas,
Nossa Senhora fez para elas um bom salva-vidas
Pra salvar almas Seu Coração se transformou

De todas as proteções que me são conhecidas
Do naufrágio inevitável me livra da morte
Acorrentando-me à Vida com laço tão forte
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas

Destruí-lo deixaria as almas desvalidas
No meio de grande tempestade tenebrosa
E por me querer tanto esta Mãe tão amorosa
Fez-me amarrar Nossa Senhora num salva-vidas

Esperando na tempestade que não se acalma,
Tormenta que mata nossas almas tão queridas
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas
E o salva-vidas se transforma em “Salva-Alma”

Vendo-me assim neste perigo tão arriscado
Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas
Pois com ele todas as almas são socorridas
Neste vendaval impetuoso e encapelado


Nossa Senhora fez-me amarrar num salva-vidas
E nele me deixou mui seguro contra o Mal
No meio de uma grande tormenta sem igual
Com a garantia de ganhar todas as vidas

E o salva-vidas com que fui assim amarrado
Que me dá confiança e me faz tão forte,
Livrando-me dos perigos e da própria morte,
É o Sagrado Coração de Seu Filho mui amado



Autor: Juraci Josino Cavalcante

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

PRIMEIRA TROCA DE CORAÇÕES SACRAIS





São Longinus chorava ao ser curado,
De arrependimento ou de frustração,
Dizia que sua forte lançada errou
Ao perfurar aquele Coração

Seu pranto era muito mais plangente
Porque ele, triste, não entendia
Encontrar-se no peito de Jesus
O Sagrado Coração de Maria!

Explicara-lhe um Anjo bondoso
Pertencente ao Coro dos Guardiões:
Jesus Cristo e Sua santa Mãe Maria
Haviam trocado seus corações!

Em que momento havia isto ocorrido?
Perguntou aflito o centurião:
- Foi naquele triste encontro dos dois
A caminho de Sua Santa Paixão

A Santíssima Virgem Dolorosa
Nesse encontro teve a revelação:
De que Jesus, seu Filho tão querido
Teria traspassado o Coração!

Pediu Ela, então, silenciosamente
Que o seu fosse pro peito de Jesus
E que o d’Ele viesse pro peito d’Ela
Até concluir a morte na Cruz!

Não ficou, todavia, Jesus livre
De ter aquela dor tão lancinante
Pois, n’Ela, seu Coração foi ferido
Naquele peito ainda palpitante

Mesmo estando Jesus morto na Cruz
Sem sentir no corpo a dor da lançada:
Seu Coração no peito de Maria
Sofreu junto com a Imaculada!

Palpitava naquele Santo peito
O Sagrado Coração de Maria
Tão meigo e bom, tão doce, tão suave
E que tanta amargura ali sofria

Onde estava o Coração de Jesus?
Indagava, perplexo, preocupado:
Estava no peito da Virgem Mãe
Que amorosamente O havia guardado!

Foi assim a primeira troca mística
De dois corações apaixonados:
E quando Ela devolveu o do Filho
Eram dois os corações traspassados

Quem quiser fazer com Nossa Senhora
Uma troca entre seus dois corações
Verá receber em seu próprio peito
Um órgão com duas lacerações

Pois sendo impossível trocar os dois
Na mesma pessoa interessada
Terá recebido em seu pobre peito
Um com dois furos duma só lançada!

Também cumpriu-se o que disse Simeão
Desta maneira muito verdadeira:
Até pra ter o Coração partido
Maria foi de Cristo Medianeira



Autor: JURACI JOSINO CAVALCANTE 

sábado, 12 de dezembro de 2015

VEM, DEUS MENINO, VISITAI ESTE MUNDO PERDIDO E SALVAI TUA GLÓRIA, TUA LEI E TUA RELIGIÃO!



Como se não bastasse ,
 NossoDeus e Senhor,
O nascer em tão grande desprezo
e solidão
Vendo o coração de Vossa Mãe  pleno de dor


Pô-Lo em pedra fria pra prestar-Vos adoração
Seguida por gentinha humilde e três reis pagãos
Por Vossa Causa matam crianças: quanta aflição!


Fugistes para longe de tão maldosas mãos,
Porque desde então fostes odiado até à morte!
Rancor repartido com Vossa Mãe e os cristãos:


A Igreja sofreu perseguição de toda sorte
Para gerar a Civilização verdadeira
Feita, em séculos, pelo cristão com braço forte


Tão rejeitado fostes naquela vez primeira
Em que nascestes pequenino e tão amoroso
- Que aquela semente de ódio é hoje touceira


Como se não bastasse ser a Vós tão odioso
Tanto se perseguiu, desprezou, seus seguidores
Do mais sábio doutor ao mais simples e piedoso


Negaram toda a Vossa Obra que em Vossos amores
Na dor fostes Mestre para nosso ensinamento
Em vez de nela prestar a Vós seus louvores


Deixaram de adorar-Vos em Vosso nascimento
Fugiram de Vossa dor e de tanta pobreza
Pois tinham que honrá-Lo só com este ornamento


Terníssima criaturinha, de excelsa beleza!
Mostraste-Vos assim tão pequeno quão amável
E o homem insensível O recusa e despreza


O Natal de Vosso tempo foi quão inefável!
Nos natais seguintes Vossa dor foi aumentando
Até chegar ao nosso século miserável


Adorar-Vos? – Não! – Sacrilégios vão se passando
E a virtude é tida como um grande desabono
Só há desespero – as almas estão se danando!


Este o pesadelo de Vosso primeiro sono:
Coroa de espinhos, cravos, chicotes, cruz e lança
E enquanto Vos matam, ao redor só abandono!


Em Vossa manjedoura, meu Deus, ainda criança
Vos crucificaram, já, nossos atuais pecados
Que nesta vida achamos como terral herança


E como se não bastasse males tão ousados
Querem matar Vossa Mãe, de quem vão invejando
E as almas dos fiéis, que também são crucificados


Querem tornar inútil Vosso sangue, tentando
Esvaziar Vosso Reino dos que predestinastes
Quando nascestes naquele ermo tão miserando


Lembras-Te do primeiro choro que derramastes?
Das espadas que estavam naquele Coração
de Vossa Mãe, tão triste mas não A consolastes?


Ó Rei das dores – a dor nasceu conVosco em vão?

Vem, Deus Menino, visita este mundo perdido
E salvai Tua Glória, Tua Lei e Tua Religião!

(Autor: Juraci Josino Cavalcante -
 Salvador - BA)