COMO NOSSO SENHOR
VISITOU A “MANSÃO DOS MORTOS” APÓS SUA MORTE
“Nosso Senhor visita o limbo dos justos
A partir do momento em que Nosso Senhor Jesus Cristo
expirou e disse do alto da Cruz: “Consumatum est”, o sacrifício d’Ele terminou
e o gênero humano estava remido, as portas do Céu se reabriram.
A alma de Nosso Senhor Jesus Cristo, separada do Corpo,
desceu para o lugar onde se encontravam os homens que tinham morrido antes
d’Ele e que mereciam ir para o Céu, entre os quais São Dimas, o bom ladrão, que
provavelmente morreu antes de Nosso Senhor e foi espera-Lo no Limbo. Ali
estavam todos os justos que tinham morrido desde Adão até aquele momento, num
lugar sem fogo, sem tormento, numa longa espera de cinco mil anos, até que afinal
viesse o Salvador.
No Credo se diz que Ele “desceu aos infernos”. Não é o
inferno de Satanás. Inferno, em latim, é uma palavra genérica que significa
lugares inferiores. O Limbo era um lugar inferior. Puro, digno, mas um lugar de
saudades e de esperança, sem nenhuma alegria beatífica presente. Esse era o tal
inferno onde a alma de Nosso Senhor Jesus Cristo desceu. Um inferno sem relação
nenhuma com os demônios. E pode-se imaginar a alegria de todos os justos quando
viram, de repente, o Salvador que descia.
Desde Adão e Eva, que se salvaram e são santos, pois Deus
os perdoou, até os que tinham morrido naquela hora e foram salvos, todos eles,
recebendo a boa notícia, estavam resgatados por Nosso Senhor.
É de se admitir que quando São José morreu ele contou no
Limbo o nascimento do Messias e todos ficaram alegríssimos! Também quando São
João Batista morreu sua alma foi para o Limbo e é provável que ele tenha
contado o início da pregação do Messias e anunciado ali quem era Nosso Senhor
Jesus Cristo. Portanto, todos no Limbo já sabiam quem Ele era, mas nada se
comparou à alegria de ver o Messias e de, afinal, terem o sacrifício liquidado
e irem com Ele para o Céu!” [1]
Jesus Cristo desceu aos infernos após sua morte
completamente vitorioso
Nosso Senhor, após Sua
Paixão e Morte, desceu aos infernos para vários motivos: além de libertar os
justos do Limbo para leva-los ao Céu, também acorrentar todos os demônios, já
que os venceu na Sua Paixão e Morte. Naquele momento Ele consumava sua grande vitória
sobre o corpo místico do demônio, ao mesmo tempo que exaltava seu próprio Corpo
Místico.
Segundo São Tomás de
Aquino a expressão "desceu aos infernos" do Credo (hoje substituída
por "desceu à mansão dos mortos", ou então "desceu às mansões
dos mortos", no plural), refere-se aos lugares para onde tinham ido as
almas dos mortos: o Limbo, o Purgatório e o Inferno propriamente dito. A
expressão "inferno" era usada para designar qualquer lugar onde as
almas estavam privadas da visão beatífica.
De que forma Nosso
Senhor Jesus Cristo esteve presente nas diversas partes do inferno assim nos
esclarece São Tomás de Aquino:
"De duas maneiras
pode estar uma coisa em algum lugar: de uma maneira, pelo seu efeito; dessa maneira Cristo desceu em quaisquer dos
infernos, mas diversamente; no inferno
dos condenados produziu o efeito de argüi-los da sua incredulidade e
maldade; aos que estavam detidos no
purgatório, deu a esperança de
alcançarem a vida eterna; aos Santos
Patriarcas, que apenas devido ao pecado original estavam no inferno [2],
infundiu-lhes o lúmen da glória eterna.
De outra maneira uma coisa é dita estar em algum lugar pela sua
essência: e deste modo a alma de Cristo
desceu somente ao lugar do inferno no qual estavam detidos os justos, para que,
aos que Ele visitava segundo a divindade interiormente pela graça, visitasse-os
também segundo a alma e localmente. Deste modo, estando em uma parte do
inferno, estendeu seu efeito a todas as partes do mesmo inferno, como tendo
sofrido em um só lugar da terra, libertou todo o mundo pela sua
paixão" (Summa III, 52, 2.c).
Assim, Jesus Cristo se
fazendo presente, embora só pelos efeitos, no "inferno dos
condenados" com o objetivo de argüi-los da incredulidade e maldade
produziu outros efeitos, como por exemplo um exorcismo universal de todos os
demônios, acorrentando-os nas masmorras infernais. Somente os pecados dos homens poderiam,
futuramente, fazê-los sair do inferno dos condenados, retornando à terra
momentaneamente e com poder de ação limitado conforme o acolhimento dos homens.
Uma das razões pelas
quais Cristo desceu ao inferno dos condenados eternamente foi comprovar seu
triunfo sobre Satanás:
"A terceira razão
foi para que Cristo tivesse uma vitória perfeita contra o diabo. Alguém só tem um perfeito triunfo sobre
outrem, não apenas quando o vence no campo de batalha, mas até quando ainda lhe
invade a própria casa, e se apodera da sede do reino e do palácio.
"Para que Cristo
triunfasse sobre o diabo de um modo completo, quis tirar-lhe a sede do reino, e
prendê-lo na sua própria casa, que é o inferno.
Por isso aí desceu, tirou-lhe todos os bens, aprisionou-o e apoderou-se
de sua presa. Lê-se: "Despojando os
principados e as sociedades, exibiu-os
publicamente, triunfando deles na cruz"
(Col 2, 15)
"Devemos
considerar que, como Cristo recebera o poder e a posse do céu e da terra,
deveria também ter a posse do inferno, como se lê na Carta aos Filipenses: "Ao nome de Jesus dobre-se todo joelho,
dos que estão nos céus, na terra e nos infernos" (Fil 2, 10). O próprio Jesus dissera: "Em meu nome
expulsarão os demônios (Mc 16, 17)"
[3]
A Beata Ana Catarina de
Emmerick descreve como Nosso Senhor Jesus Cristo desceu aos chamados infernos e
ao Limbo após sua morte. Quer dizer, foi sua alma que desceu, pois seu Corpo
ainda permanecia no sepulcro aguardando a ressurreição. E por que Jesus Cristo
não subiu com sua Alma primeiro ao Pai para depois ir libertar as almas do
Limbo? É que Ele tinha que se apresentar ao Pai cumprindo sua missão:
acorrentar os demônios no inferno, libertar os justos e levá-los consigo ao
Céu, que seria aberto por Ele com os méritos de Sua Paixão e Morte; e assim só
deve ter subido ao Céu Empíreo na companhia dos mesmos no dia da Ascensão: eram eles a continuidade de Seu Corpo Místico
que iriam constituir na beatitude celeste a formação de Seu Reino. E não há
reino sem súditos. Mas, e cadê a Rainha? Nossa Senhora não desceu no Limbo na
companhia de Jesus porque Ela ainda tinha uma missão a cumprir na Terra. No
entanto, lá esteve São Gabriel, conforme narra Catarina de Emmerick, o seu
Mensageiro, servindo-se de representante d’Ela naquela tarefa.
Notemos que Catarina de
Emmerick diz que viu três tipos de almas nos “infernos” para onde Nosso Senhor
desceu logo após Sua morte. Dois deles eram os que estavam no Limbo, uns puros
e preparados para entrar no Céu, e outros ainda purgando uma espécie de
purgatório, haja vista que tinham morrido ainda imperfeitos. Um terceiro tipo,
ou grupo, era o das almas condenadas ao inferno propriamente dito, os quais
sofreram juntamente com os demônios a presença de Cristo que os subjugava
conforme afirma São Tomás. Poderíamos então dizer que os “infernos”, ou a
“mansão dos mortos” eram compostos de três partes: Limbo, purgatório e inferno.
Uma outra questão:
quando Nosso Senhor ressuscitou, ao terceiro dia, deve ter levado algum corpo
ressurreto consigo para o Céu, pois Ele estaria abrindo e como que inaugurando
o Céu Empíreo, e não seria lógico que estivesse sozinho nessa hora. Teria que levar
parte de seu Corpo Místico em toda sua forma, espiritual e corporal. Assim, da mesma forma que são José talvez
muitos profetas, ou o próprio Moisés, já passaram pela ressurreição de seus
corpos antes do Juízo Final. Sim, e como fica Nossa Senhora? Mas, poderia ter
ocorrido de alguns justos ressuscitarem antes de Nossa Senhora, já que Ela
continuava ainda na terra? Nesse caso, a primazia no tempo não representa maior grau de perfeição ou outra
qualquer qualidade superior às demais. Isso pode ter ocorrido, sim, inclusive
com a concordância d’Ela.
Segue a seguir o que
Ana Catarina de Emmerick viu na descida de Nosso Senhor Jesus Cristo ao Limbo e
ao que as escrituras chamavam de “infernos” ou “mansão dos mortos”. .
DA VIDA DE JESUS CRISTO E DE SUA MÃE SANTÍSSIMA – A AMARGA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
Jesus desce aos infernos
“Quando Jesus, dando um grito, exalou sua alma santíssima,
eu a vi, sob uma forma luminosa, entrar na terra ao pé da cruz; muitos anjos,
entre os quais estava São Gabriel, a acompanhavam. Vi sua divindade estar unida
com sua alma e também com seu corpo suspenso na cruz: não posso expressar como
isso se efetuava. O lugar onde entrou a alma de Jesus estava dividido em três
partes: eram como três mundos. Pareceu-me observar que eram de forma redonda, e
que cada um deles tinha sua esfera separada.
“Diante do limbo havia um lugar mais claro e mais sereno;
nele vejo entrar as almas livres do purgatório antes de ser conduzidas ao céu.
O limbo, onde estavam os que aguardavam a Redenção, achava-se rodeado de uma
esfera parda e nebulosa e dividido em muitos círculos.
“O Salvador, radiante de luz, era conduzido em triunfo
pelos anjos entre os dois círculos: no da esquerda estavam os patriarcas
anteriores a Abraão; no da direita achavam-se as almas dos que haviam vivido
após Abraão até São João Batista.
“Quando Jesus passou assim, não O conheceram; mas tudo se
encheu de gozo e de desejos e houve uma dilatação nesses lugares estreitos onde
estavam apertados. Jesus passou entre eles como o ar, como a luz, como o rocio
de redenção, mas com a rapidez de um vento impetuoso. Penetrou entre estes dois
círculos até um lugar coberto de neve, onde estavam Adão e Eva; lhes falou, e
eles O adoraram com gozo indizível.
“O Senhor, acompanhado dos dois primeiros seres humanos,
entrou à esquerda no círculo dos patriarcas anteriores a Abraão: era uma
espécie de purgatório. Entre eles havia maus espíritos que atormentavam e
inquietavam a alma de alguns. Os anjos chamaram e mandaram abrir, pois havia
uma espécie de porta que estava fechada: pareceu-me que os anjos diziam: “Abri
as portas”. E Jesus entrou em triunfo. Os maus espíritos se afastaram gritando:
“Que há entre Tu e nós? Que vens fazer aqui? Queres crucificar-nos?” Os anjos
os encadearam e os jogaram adiante. As almas que estavam nesse lugar não tinham
não tinham mais que um leve pressentimento e um conhecimento obscuro de Jesus:
O Salvador apresentou-se a elas e cantaram seus louvores.
“A alma do Senhor, quando chegou no limbo propriamente
encontrou a alma do bom ladrão conduzida pelos anjos ao seio de Abraão, e a do
mau ladrão que os demônios levavam para o inferno. A alma de Jesus, acompanhada
dos anjos, das almas libertadas e dos maus espíritos cativos, entrou no seio de
Abraão. Esse lugar me pareceu mais elevado; como quando se sobe de uma igreja
subterrânea para a igreja superior. Os demônios encadeados resistiam e não
queriam entrar; mas os anjos os obrigaram a isso. Ali encontravam-se todos os
santos israelitas: à esquerda, os Patriarcas, Moisés, os Juízes e os Reis; à
direita, os Profetas, os antecessores de Jesus e seus parentes, como Joaquim,
Ana, José, Zacarias, Isabel e João. Não havia muitos espíritos neste lugar:
somente a pena que nele se padecia era o desejo ardente do cumprimento da promessa,
agora satisfeito. Uma alegria e felicidade indizíveis entraram nessas almas, as
quais saudaram e adoraram o Redentor. Alguns deles foram enviados sobre a terra
para tomar momentaneamente seus corpos e dar testemunho de Jesus. Então, foi
quando tantos mortos apareceram em Jerusalém. Se me apareciam como cadáveres
errantes, e depuseram outra vez seus corpos na terra, como um enviado da
justiça deixa sua capa de ofício quando tem cumprido com a ordem de seus
superiores.
“Depois vi Jesus, com seu acompanhamento triunfal, entrar
numa esfera mais profunda, onde se encontravam os pagãos piedosos que haviam
tido um pressentimento da verdade e a desejaram. Havia entre eles alguns maus
espíritos, pois tinham ídolos. Vi aos demônios obrigados a confessar sua fraude,
e essas almas adoraram ao Senhor com grande alegria. Os demônios foram
encadeados e levados cativos. Vi também Jesus atravessar como libertador muitos
lugares onde havia almas trancadas; porém, meu triste estado não me permite
contá-lo tudo.
“Finalmente, vi Jesus aproximar-se com rosto severo do
centro do abismo. O inferno se me apareceu sob a forma de um edifício imenso,
tenebroso, iluminado com uma luz metálica: à sua entrada havia enormes portas
negras com fechaduras e ferrolhos. Um alarido de horror se elevava sem cessar;
as portas foram arrombadas e apareceu um mundo horrível de trevas.
“A celestial Jerusalém se me aparece ordinariamente como
uma cidade onde as moradas dos bem-aventurados se apresentam sob a forma de
palácios e de jardins cheios de flores e de frutos maravilhosos, segundo sua
condição de beatitude; o mesmo aqui, acreditei ver um mundo inteiro, uma
reunião de edifícios e de habitações muito complicadas. Mas, nas moradas dos
bem-aventurados tudo está formado sob uma lei de paz infinita, de harmonia
eterna; tudo tem por princípio a beatitude, no lugar de que no inferno tudo tem
por princípio a ira eterna, a discórdia e a desesperação. No céu são edifícios
de gozo e de adoração, jardins cheios de frutos maravilhosos que comunicam a vida.
No inferno são prisões e cavernas, desertos e lagos cheios de tudo o que pode
excitar o desgosto e o horror; ao contrário da eterna e terrível discórdia dos
condenados, no céu tudo é união e beatitude dos santos. Todas as raízes da
corrupção e do erro produzem no inferno dor e o suplício em número infinito de
manifestações e de operações. Cada condenado tem sempre presente este
pensamento: que os tormentos a que estão entregues são fruto natural e
necessário de seu crime; pois tudo o que se vê e se sente de horrível neste
lugar não é mais que a essência, a forma interior do pecado descoberto, dessa
serpente que devora aos que a estão sustentando em seu seio. Tudo isto se pode
compreender quando se vê; mas é quase impossível expressá-lo com palavras.
“Quando os anjos deitaram as portas abaixo, foi como um mar
de imprecações, de injúrias, de alaridos e lamentos. Alguns anjos prostraram
exércitos inteiros de demônios Todos tiveram que reconhecer e adorar a Jesus, e
este foi o maior de seus suplícios. Muitos foram encadeados num círculo que
rodeava outros círculos concêntricos. No meio do inferno havia um abismo de
trevas: Lúcifer foi precipitado nele encadeado, e negros vapores caíam sobre
ele. Tudo isto se fez segundo certos arcanos divinos. Fiquei sabendo que
Lúcifer deve ser solto por algum tempo, cinquenta ou sessenta anos antes do ano
2000 de Cristo, se não me engano. Outros muitos nomes do que não me recordo
foram falados. Alguns demônios devem ficar soltos antes para castigar e tentar
o mundo. Alguns vão ser soltos em nossos dias, outros o serão logo. Não me é
possível contar tudo o que me foi mostrado; é demasiado para que eu possa
coordená-lo. Ademais, estou muito má; quando falo destas coisas, se representam
diante de meus olhos e sua visão poderia fazer-me morrer.
“Vi multidão inumerável de almas resgatadas elevar-se do
purgatório e do limbo atrás da alma de Jesus até um lugar de delícias debaixo
da Jerusalém celestial. Aí tenho visto, há pouco tempo, um de meus amigos
mortos. A alma do bom ladrão veio e viu o Senhor no Paraíso, segundo sua
promessa. Não posso dizer o quanto durou tudo isso e em que época; há muitas
coisas que não compreendo, há outras que seriam mal entendidas se as narrasse.
Tenho visto o Senhor em diferentes lugares, sobretudo no mar; parecia que
santificava e libertava toda a criação: por todas as partes os maus espíritos
fugiam d’Ele e se precipitavam no abismo. Vi também sua alma em diferentes
lugares da terra. A vi aparecer no interior do sepulcro de Adão, debaixo do
Gólgota: as almas de Adão e de Eva vieram com Ele, e lhes falou. O vi visitar
com elas os sepulcros de muitos Profetas, cujas almas vieram juntar-se com ele
sobre seus ossos. Depois, com essas almas, entre as quais estava Davi, o vi
aparecer em muitos lugares assinalados com alguma circunstância de sua vida,
explicando-lhes com amor inefável as figuras da lei antiga e seu cumprimento.
“Isto é o pouco que posso recordar de minhas visões sobre a
descida de Jesus aos infernos e a libertação das almas dos justos. Porém, além
deste acontecimento cumprido no tempo, vi uma figura eterna da misericórdia que
exerce hoje com as pobres almas. Cada aniversário deste dia deita uma olhada
libertadora no purgatório; hoje mesmo, no momento em que tive esta visão, tirou
do purgatório as almas de algumas pessoas que haviam pecado quando de sua
crucifixão. Hoje vi a libertação de muitas almas conhecidas e não conhecidas,
mas não as nomearei.
“A descida de Jesus aos infernos é a plantação de uma
árvore de graça destinada a comunicar seus méritos para as almas, almas que
padecem. A redenção contínua dessas almas é o fruto que dá esta árvore no
jardim espiritual da Igreja. A Igreja militante deve cuidar essa árvore e
recolher seus frutos para comunicá-los à Igreja padecente, que não pode fazer nada
por si mesma. O mesmo sucede com todos os méritos de Cristo; para participar
deles há que trabalhar para Ele. Devemos comer nosso pão com o suor de nossa
fronte. Tudo o que Jesus tem feito por nós no tempo dá frutos eternos; porém,
há que cultivá-los e recolhê-los no tempo; se não, não poderíamos gozar deles
na eternidade. A Igreja é um pai de família; seu ano é o jardim completo de
todos os frutos eternos no tempo. Há num ano bastante de tudo para todos.
Desgraçados os jardineiros preguiçosos e infiéis se deixam perder uma graça que
poderia curar um enfermo, fortificar a um fraco, satisfazer a um faminto! Darão
conta da mais insignificante ervazinha no dia do Juízo”.[4]
[1]
Plinio Corrêa de Oliveira – extraído
de conferência de 22.05.1983 – revista “Dr. Plinio”, de novembro de 2023, pág.
11/12
[2]
Entenda-se como o Limbo
[3] "Exposição sobre o Credo" - São Tomás de Aquino - Edições Loyola -pág. 53.




