O JUÍZO
FINAL COMO PREVISTO NO APOCALIPSE
Todos os mistérios envolvidos no Apocalipse estão apresentados sob a forma das cartas que São João envia às cidades do Oriente (em número de sete), os selos que o Cordeiro abre (também sete), as visões impressionantes do trono e da majestade divinos, as trombetas angélicas, etc. As sete cartas dirigidas às sete cidades ou igrejas orientais têm o caráter histórico da Igreja, como afirma o Bem-aventurado Holshauzer. Depois vêm os sete selos, pelos quais se relacionam os sete mistérios referentes aos preparativos para o fim do mundo. Quem abre os selos é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, chamado no Apocalipse de Cordeiro. A partir do sétimo é que se inicia a era preparatória do Juízo Final:
“Sétimo
selo. Tendo (o Cordeiro) aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase
por meia hora.
Vi os sete anjos, que estavam em pé diante de Deus,
aos quais foram dadas sete trombetas. Depois veio outro anjo e parou diante do
altar, tendo um turíbulo de ouro. Foram-lhe dados muitos perfumes, a fim de que
oferecesse as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante
do trono de Deus. O anjo tomou o turíbulo, encheu-o de fogo do altar, lançou-o
sobre a terra, e houve trovões, vozes, relâmpagos e um grande terremoto. Então
os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para as tocar”.
Observar que os castigos do sétimo selo ainda não
são os do fim do mundo, embora terríveis: apenas uma terça parte da terra é
atingida, enquanto no fim do mundo é a terra toda.
“O primeiro anjo tocou a trombeta; formou-se uma
chuva de granizo e fogo, de mistura com sangue, que foi atirada sobre a terra, e
foi abrasada a terça parte da terra, e foi queimada a terça parte das árvores e
toda a erva verde. O segundo anjo
tocou a trombeta; foi lançado ao mar como que um grande monte ardendo em fogo, e
converteu-se em sangue a terça parte do mar, e a terça parte das criaturas que
viviam no mar morreu, e a terça parte das naus pereceu. O terceiro anjo
tocou a trombeta; caiu do céu uma grande estrela, a arder como um facho,
e caiu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas. O nome
da estrela é Absinto; a terça parte das águas converteu-se em absinto e muitos
homens morreram por causa daquelas águas, porque se tornaram amargosas. O
quarto anjo tocou a trombeta; foi ferida a terça parte do sol, a terça parte da
lua e a terça parte das estrelas, de maneira que se obscureceu a sua terça
parte e o dia perdeu a terça parte do seu brilho, assim como também a
noite.” (9, 1-12)
Uma “estrela caída do céu” diz respeito,
certamente, a alguma pessoa com grande vocação para barrar a Revolução não
haver correspondido. Estrela é uma grande vocação, e céu é a Igreja. Dizer que
ela tinha a chave do poço do abismo quer dizer que por causa de seu pecado as
portas do infernos poderiam ser abertas, mas se
correspondesse à sua vocação os demônios não seriam soltos.
“O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma
estrela caída do céu sobre a terra, e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
Ela abriu o poço do abismo; e subiu uma fumaça do poço, como fumaça de uma
grande fornalha, e escureceu-se o sol e o ar com a fumaça do poço. Da fumaça do
poço saíram gafanhotos para a terra, e foi-lhes dado poder, como o poder que
têm os escorpiões da terra. Foi-lhes ordenado que não fizessem dano à erva da
terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, ma somente aos homens que não
têm o selo de Deus sobre as suas frontes. Foi-lhes ordenado, não que os
matassem, mas que os atormentassem durante cinco meses; o tormento que
causam é como o tormento do escorpião, quando fere um homem. Naqueles dias, os
homens buscarão a morte e não a encontrarão, desejarão morrer e a morte fugirá
deles.
Os gafanhotos eram parecidos a cavalos aparelhados
para a batalha; sobre as suas cabeças (tinham) um espécie de coroas semelhantes
ao ouro, e os sus rostos eram como rostos de homens; tinham os cabelos como os
cabelos das mulheres, e os seus dentes eram como os dentes de leões; tinham
couraças como couraças de ferro, e o estrondo das suas asas era como o estrondo
de carros de muitos cavalos que correm ao combate; tinham caudas semelhantes às
dos escorpiões, e havia aguilhões nas suas caudas, em que estava o poder de
fazer o mal aos homens durante cinco meses; tinham sobre si como rei o anjo
do abismo, chamado
O tempo de “cinco meses” poderia muito bem
relacionar-se com os cinco séculos em que predominou a Revolução.
“O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz (que
saía) dos quatro cantos do altar de ouro, que está diante dos olhos de Deus, a
qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que estão
atados no grande rio Eufrates. Então foram desatados os quatro anjos que
estavam preparados para a hora, dia, mês e ano, para matarem a terça parte dos
homens. O número dos de cavalaria eram
de duzentos milhões: ouvi dizer o número. Eis como vi na visão os cavalos e os que
estavam montados neles: tinham couraça de cor de fogo, de jacinto e de enxofre;
as cabeças dos cavalos eram cabeças de leões e da sua boca saía fogo, fumo e
enxofre. Por estas três pragas: pelo fogo, pelo fumo e pelo enxofre, que
saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens. O poder dos cavalos
estava na sua boca e nas suas caudas, porque as suas caudas assemelhavam-se a
serpentes, tinham cabeças e com elas faziam mal”.
Os pecados cometidos pelos homens dizem respeito à
idolatria e coisas similares, enquanto que no fim do mundo o grande pecado será a adoração da besta, uma espécie de
“demonolatria”. Isto mostra que tais castigos ainda não dizem respeito ao fim
do mundo. Provavelmente se referem aos que Nossa Senhora previu em Fátima:
“Os outros homens que não foram mortos por estas
pragas, não fizeram penitência das obras das suas mãos, de modo a não
adorarem os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de
madeira, que não podiam ver, nem ouvir, nem andar, e não fizeram penitência dos
seus homicídios, nem dos seus malefícios, nem da sua fornicação, nem dos seus
furtos.” (9, 13-21).
“Não fizeram penitência”, quer dizer, os castigos
ainda se destinam a tentar converter as pessoas.
“Depois vi outro anjo forte, que descia do céu,
vestido de uma nuvem, com o arco-íris sobre a sua cabeça; o seu rosto era como
o sol, e os seus pés como colunas de fogo; tinha na sua mão um livrinho aberto,
pôs o pé direito sobre o mar, o esquerdo sobre a terra, e gritou em alta voz,
como um leão quando ruge. Depois que gritou, sete trovões fizeram ouvir as suas
vozes. Depois que os trovões fizeram ouvir as suas vozes, eu dispunha-me a
escrevê-las, mas ouvi uma voz do céu que me dizia: Sela as palavras dos sete
trovões e não as escrevas. O anjo, que eu vira de pé sobre o mar e sobre a
terra, levantou a sua mão ao céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos
séculos, que criou o céu e tudo o que nele há, a terra e tudo o que nela há, o
mar e tudo o que nele há, que não haveria mais tempo, mas que nos dias da
voz do sétimo anjo, quando começasse a soar a trombeta, se cumpriria o mistério
de Deus, como ele o anunciou pelos profetas seus servos.” (10, 1-7).
“Que não haveria mais tempo”, quer dizer, os
castigos que virão não se destinam mais a converter as pessoas, que tiveram o
tempo necessário nos castigos anteriores. Agora, cumprir-se-á apenas o castigo
final com o respectivo julgamento divino.
Santo Elias e Santo Enoque serão mortos pelo poder
do Anticristo, mas ressuscitarão. Onde está a grande vitória deles? É que os bons, que o seguirão, não aderirão
ao Anticristo, ficarão fiéis até o fim e presenciarão a ressurreição vitoriosa
de seus dois guias e líderes:
“Darei às minhas duas testemunhas o poder de
profetizar, revestidos de saco, durante mil duzentos e sessenta dias. Estes são
as duas oliveiras e os dois candelabros, postos diante do Senhor da terra. Se
alguém lhes quiser mal, sairá fogo das suas bocas, que devorará os seus
inimigos; se alguém os quiser ofender, é assim que deve morrer. Eles têm poder
de fechar o céu, para que não chova durante o tempo que durar a sua profecia, e
têm poder sobre as águas, para as converter em sangue, e de ferir a terra com
todo o gênero de pragas, todas as vezes que quiserem. Depois que tiverem
acabado de dar o seu testemunho, a fera, que sobe do abismo, fará guerra contra
eles, vencê-los-á e matá-los-á. O seus
corpos ficarão estendidos nas praças da grande cidade, que se chama
espiritualmente Sodoma e Egito, onde também o Senhor deles foi crucificado.
“Os homens das diversas tribos, povos, línguas e
nações, verão os seus corpos durante três dias e meio, e não permitirão que
sejam sepultados. Os habitantes da terra se alegrarão por causa deles, farão
festas e mandarão presentes uns aos outros, porque estes dois profetas tinham
atormentado os que habitavam sobre a terra. Mas, depois de três dias e meio, o
espírito de vida entrou neles da parte de Deus, e eles puseram-se de pé, e
apoderou-se um grande temor dos que os viram. Ouviu-se uma grande voz do céu,
que lhes dizia: subi para cá. Subiram ao céu numa nuvem e viram-nos os seus
inimigos. Naquela mesma hora deu-se um grande terremoto, caiu a décima parte da
cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; os restantes foram
atemorizados e deram glória ao Deus do céu.” (Ap 11, 3-13).
“Depois vi outro anjo, voando pelo meio do céu, que
tinha o Evangelho eterno, para pregar aos habitantes da terra, a toda a nação,
tribo, língua e povo, dizendo em alta voz: temei o Senhor e dai-lhe glória,
porque é chegada a hora do seu juízo, e adorai aquele que fez o céu e a terra,
o mar e as fontes das águas”
Babilônia é mais uma figura simbólica. Que quer significar?
Não pode se referir à cidade com o mesmo nome, já extinta. No entanto, desde os tempos proféticos que
Babilônia era citada como centro da idolatria, da gnose, da feitiçaria, do
satanismo e da sensualidade. No caso, pode representar ela uma civilização
inteira baseada nos erros da Babilônia antiga.
A Babilônia do Apocalipse seria, então, a civilização revolucionária e
anticristã, a babel moderna, tudo o que representa a vida baseada nos erros da
Revolução.
Outro anjo o seguiu, dizendo: caiu, caiu aquela grande
Babilônia que faz beber a todas as gentes do vinho do furor da sua impudicícia.
Seguiu-se a este um terceiro anjo, dizendo em alta
voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber o sinal dela na sua testa ou na sua mão, também este
beberá do vinho da ira de Deus, lançado puro no cálice da sua ira, e será
atormentado em fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.
A fumaça de seus tormentos se levantará pelos séculos dos séculos, sem que
tenham descanso algum, nem de dia nem de noite, aqueles que tiverem adorado
a besta e a sua imagem, e aqueles que tiverem recebido a marca do seu nome.
Aqui está a paciência dos santos, que guardam os mandamentos de Deus e a fé de
Jesus.
Ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve:
Bem-aventurados os mortos, que morrem no Senhor. De hoje em diante diz o
Espírito que descansem dos seus trabalhos, porque as suas obras os seguem.
Depois olhei e vi uma nuvem branca e uma pessoa
sentada sobre a nuvem semelhante ao Filho do Homem, a qual tinha na sua cabeça
uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda. Outro anjo saiu do templo,
gritando em alta voz para o que estava sentado sobre a nuvem: Lança tua foice e
sega, porque é chegada a hora de segar, pois a seara da terra está seca. Então,
o que estava sentado sobre a nuvem lançou a sua foice à terra e a terra foi
segada.
Outro anjo saiu do templo que há no céu, tendo
também ele mesmo uma aguda foice. Saiu do altar outro anjo, que tinha poder
sobre o fogo, e gritou em alta voz para o que tinha a foice aguda, dizendo:
Lança tua foice aguda, vindima os cachos da vinha da terra, porque as suas uvas
estão maduras. O anjo lançou sua foice aguda à terra, vindimou a vinha da
terra e lançou-a no grande lagar da ira de Deus. O lagar foi pisado fora da cidade, e
do lagar saiu sangue (que subiu) até aos freios dos cavalos, num espaço de mil
e seiscentos estádios. (14, 6-20)
Começa a descrição da consumação dos tempos:
“Depois vi no céu outro sinal grande e admirável; sete
anjos que tinham as sete últimas pragas, porque com elas é consumada a ira de
Deus. Vi um como mar de vidro misturado de fogo; e os que venceram a besta,
a sua imagem e o número do seu nome, estavam sobre o mar de vidro, tendo
cítaras divinas, e cantavam o cântico do servo de Deus, Moisés, e o cântico do
Cordeiro, dizendo: grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus
onipotente; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Reis dos séculos.
Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu
nome? Com efeito, só tu és
misericordioso; em consequência do que todas as nações virão e se prostrarão na
tua presença porque os teus juízos foram manifestados.
Depois disto, vi que se abriu o templo do
tabernáculo do testemunho no céu. Os sete anjos, que traziam as sete pragas,
saíram do templo, vestidos de linho puro e branco e cingidos pelos peitos
com cintas de ouro. Então, um dos quatro animais deu aos sete anjos sete taças
de ouro, cheias da ira de Deus, que vive pelos séculos dos séculos. O
templo encheu-se de fumo pela majestade de Deus e pela sua virtude, e
ninguém podia entrar no templo, enquanto se não cumprissem as sete pragas dos
sete anjos. (15, 1-7).
As taças da ira de Deus começam a ser derramadas
“Ouvi uma grande voz (que saía) do templo, a qual
dizia aos sete anjos: ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de
Deus. Foi o primeiro e derramou a sua
taça sobre a terra, e formou-se uma úlcera cruel e maligna nos homens que
tinham o sinal da besta, e naqueles que adoraram a sua imagem.
O segundo anjo derramou a sua taça sobre o mar e
converteu-se em sangue como de um corpo morto e morreu no mar todo o ser vivo.
O terceiro anjo derramou a sua taça sobre os rios e
sobre as fontes das águas, e converteram-se estas
O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol e
foi-lhe dado (poder de) afligir os homens com ardor e fogo. Os homens
abrasaram-se com um grande calor e blasfemaram do nome de Deus, que tem poder
sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória.
O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da
besta, e o reino dela tornou-se tenebroso, e (os homens) mordiam a língua com a
dor, e blasfemaram do Deus do céu por
causa das suas dores e úlceras, e não se arrependeram das suas obras.
O sexto anjo derramou a sua taça sobre aquele
grande rio Eufrates, e secaram-se as suas águas, a fim de se abrir caminho aos
reis do oriente.
Vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da
boca do falso profeta, três espíritos imundos semelhantes a rãs, que são
espíritos de demônios, que fazem prodígios, e que vão aos reis de toda a terra,
a fim de os juntar para a batalha no grande dia do Deus onipotente. Eis que
venho como um ladrão (diz o Senhor). Bem-aventurado aquele que vigia e guarda
as suas vestes, para que não ande nu e não vejam a sua vergonha. Ele os juntou
num lugar que, em hebraico, se chama Armagedon.
Na Cruz, Nosso Senhor pronunciou o “Consumatum est”
referente à Sua Missão na primeira vinda à terra; no Juízo Final, repetirá a
frase, mas desta forma como sinal da consumação de sua Obra e do fim dos
tempos:
O sétimo anjo derramou a sua taça pelo ar, e saiu
uma grande voz do templo (vindo) do trono, que dizia: está feito.
Seguiram-se relâmpagos, vozes e trovões, e houve um grande terremoto, tão
grande que nunca houve outro igual desde que existiram homens sobre a terra. A
grande cidade foi dividida em três partes, e as cidades das nações caíram; e
Babilônia, a grande, foi recordada por Deus, para lhe dar a beber o cálice do
vinho da indignação da sua ira. Todas as ilhas fugiram e os montes não foram
achados. Caiu do céu sobre os homens uma grande chuva de pedras, como do peso
de um talento. Os homens blasfemaram de Deus, por causa da praga da pedra,
porque foi grande em extremo”. (16,
1-21)
Nota: “Armagedon” – Significa “monte do Megido ou Magedon”. Simboliza a carnificina e a derrota (Jz 5, 19;
Zac 12, 11), celebrizada pela derrota do rei Josias (2 Reis 23, 29).
“Depois disto, vi descer do céu outro anjo, que
tinha um grande poder: a terra foi iluminada com sua glória. E exclamou
fortemente, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, a grande, e tornou-se habitação de
demônios, guarida de todo o espírito imundo e albergue de toda a ave hedionda e
abominável, porque todas as nações beberam do vinho da cólera da sua
impudicícia e os reis da terra se mancharam com ela e os mercadores da terra
tornaram-se ricos com o excesso de seu luxo”.
Quando a civilização gnóstica e igualitária,
chamada Babilônia, começar a ser destruída, Deus providenciaria um espécie de
“êxodo” para dela separar os bons dos maus.
Ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo
meu, para não seres participantes dos seus delitos e para não seres
compreendido nas suas pragas, porque os seus pecados chegaram até ao céu e
o Senhor lembrou-se das suas iniquidades. Retribuí-lhe como ela mesma vos
tratou, e dai-lhe o dobro conforme as suas obras; na taça que ela vos deu a
beber, dai-lhe a beber dobrado. Quanto ela se glorificou e viveu em delícias,
tanto lhe dai de tormento e pranto, porque diz no seu coração: Estou sentada
como rainha, não sou viúva e não verei o
pranto. Por isso, num mesmo dia, cairão sobre ela as pragas, a morte, o pranto
e a fome, e será abrasada em fogo, porque é forte o Deus que a há de julgar.
(18, 1-8).
Toda uma civilização baseada na adoração do
dinheiro, do comércio, do luxo, do gozo, será destruída - a “bancarrota
financeira”:
“Chorá-la-ão os reis da terra, que pecaram com ela
e viveram em delícias, quando virem a fumaça do seu incêndio. Estando de longe,
com medo dos tormentos dela, dirão: Ai, ai daquela grande cidade de Babilônia,
daquela cidade forte! Num momento veio o seu juízo! Os negociantes da terra a
chorarão e a lamentarão, porque ninguém comprará mais as suas mercadorias:
mercadores de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho fino,
de púrpura, de seda, de escarlate, toda a madeira odorífera, todos os vasos de
marfim, todos os vasos de pedras preciosas, de bronze, de ferro, de mármore, o
cinamomo, as essências, os bálsamos, o incenso, o vinho, o azeite, a flor da
farinha, o trigo, os animais de carga, as ovelhas, os cavalos, as carroças, os
escravos e até almas humanas. Os
frutos desejados pela tua alma se retiraram de ti e todas as coisas pingues e
magníficas se perderam para ti, e não mais se encontrarão. Os mercadores destas
coisas, que se enriqueceram, estarão longe dela com medo dos seus tormentos,
chorando, lamentando-se e dirão: Ai, ai daquela grande cidade, que estava
vestida de linho fino, de púrpura e de escarlate, e que se adornava de ouro,
pedras preciosas e de pérolas! Como num momento foram reduzidas a nada
tantas riquezas! Todos os pilotos e
todos os que navegam no mar, os marinheiros e quantos negociam sobre o mar,
ficaram ao longe, e, vendo o lugar do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que
cidade houve semelhante a esta grande cidade? Lançaram pó sobre as suas cabeças
e fizeram alaridos, chorando e lamentando-se assim: Ai, ai daquela grande cidade, de cujas
riquezas se enriqueceram todos os que tinham navios no mar! Num momento foi
arruinada!
Exulta sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e
profetas, porque Deus, julgando-a, fez-vos justiça.
Então um anjo forte levantou uma pedra como uma
grande mó de moinho e lançou-a no mar, dizendo: Com este ímpeto será
precipitada aquela grande cidade de Babilônia e não será jamais encontrada. Não se ouvirá mais em ti a voz dos tocadores
de cítara, dos músicos, dos tocadores de flauta e de trombeta; não se
encontrará mais em ti artista algum de qualquer arte, nem se tornará mais a ouvir o ruído da mó. Nem luzirá mais a
luz da lâmpada, não se ouvirá mais em ti a voz do esposo e a da esposa, porque
os teus mercadores eram uns príncipes da terra, porque por causa dos teus
encantamentos erraram todas as nações. Nesta cidade foi encontrado o sangue dos
profetas e dos santos e de todos os que foram mortos sobre a terra. (18, 9-24).
O Reino de Maria é comemorado no céu
“Ouvi uma espécie de voz de grande multidão, voz
como ruído de muitas águas e como o estampido de grandes trovões, a dizer: Aleluia, porque tomou posse do seu reino o
Senhor nosso Deus onipotente.
Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque chegaram as bodas do
Cordeiro, e sua esposa está ataviada. Foi-lhe dado o vestir-se de finíssimo
linho, resplandecente e branco. Este linho fino são as virtudes dos santos
“E (o anjo) disse-me: Escreve: Bem-aventurado os
que foram chamados à ceia das bodas do Cordeiro! E ajuntou: Estas palavras
de Deus são verdadeiras. Então, caí a seus pés para me prostrar diante dele. E
ele disse-me: Vê, não faças tal; eu sou servo como tu e como teus irmãos, que
têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus. Com efeito, o testemunho de Jesus é
o espírito de profecia. (19, 6-10).
A realeza divina é reconhecida na Terra pela Igreja
Militante
“Seguiam-no [o Verbo de Deus] os exércitos que
estão no céu, em cavalos brancos, vestidos de fino linho branco e puro. Da sua
boca saía uma espada de dois gumes, para ferir com ela as nações; ele as
governará com cetro de ferro e ele mesmo pisa o lagar do vinho do furor da ira
de Deus onipotente. No seu vestido e na sua coxa, traz escrito: Rei dos
reis, e Senhor dos senhores” (19, 14-16)
O Reino de Maria será um festim divino
“Vi um anjo, que estava de pé no sol, chamar com
voz forte a todas as aves, que voavam pelo meio do céu: Vinde e juntai-vos para
a grande ceia de Deus, a fim de comerdes carne de reis, carne de tribunos,
carne de poderosos, carne de cavalos e dos que neles montam, carne de todos,
livres e escravos, pequenos e grandes”
(19, 17-19)
Mas que não isenta de grandes batalhas
“E vi a besta, os reis da terra e os seus
exércitos, reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado sobre o
cavalo e ao seu exército. A besta foi presa e com ela o falso profeta, que fez
prodígios na sua presença, com os quais tinha seduzido os que tinham recebido o
caráter da besta e tinham adorado a sua imagem. Foram ambos lançados vivos no
tanque de fogo a arder com enxofre. Os outros foram mortos pela espada que
saía da boca do que estava montado sobre o cavalo, e todas as aves se
fartaram das suas carnes” (19, 19-21)
Lúcifer é acorrentado até o fim do mundo
“Vi descer do céu um anjo que tinha na sua mão a
chave do abismo e uma grande corrente. Prendeu o dragão, a serpente antiga, que
é o demônio e satanás, e amarrou-o por mil anos; meteu-o no abismo, fechou-o e
pôs selo sobre ele, para que não seduza mais as nações até se completarem os
mil anos. Depois disto, deve ser solto por um pouco de tempo”. (20, 1-3).
Preparativos para o Grande Juízo Universal
“Vi tronos e (vários personagens que) se sentaram
sobre eles e lhes foi dado o poder de julgar; vi também as almas daqueles que
foram degolados por causa do testemunho de Jesus e por causa da palavra de
Deus, e aqueles que não adoraram a besta nem a sua imagem, nem receberam o seu
caráter sobre a fronte ou sobre as suas mãos e viveram e reinaram com Cristo
durante mil anos.
Ressurretos viverão até o Juízo Final
“Os outros mortos não tornarão à vida até se
completarem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo
aquele que tem parte na primeira ressurreição; a segunda morte não tem poder
sobre estes, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele
durante mil anos”. (20, 4-6).
Somente quando se completarem os “mil anos” os
demônios serão soltos novamente: e aí chegará o fim dos tempos:
“Quando se completarem os mil anos, satanás será
solto da sua prisão, sairá e seduzirá as nações que estão nos quatro ângulos da
terra, Gog e Magog, e os juntará para a batalha: o seu número é como a areia do
mar”. (20, 7)
O olhar de Jesus no
Juízo Final
Assim, podemos
imaginar como o olhar de Nosso Senhor refletiu o Seu bondoso Coração enquanto
viveu entre os homens. Já antes de nascer, os místicos dizem que Ele se privou
da luz de seus olhos no seio virginal de Maria Santíssima como um verdadeiro
martírio, prevendo já os piores momentos que iria passar ao final de Sua vida.
Ao nascer, derramou todo seu inocente olhar dentro dos olhos de Sua Mãe
Santíssima, com a qual teve colóquios e olhares amorosos durante toda a vida
terrena.
Em Sua Paixão e Morte,
os olhares de Nosso Senhor Jesus Cristo percorriam a multidão à procura de um
olhar e um coração piedosos que tivessem compaixão d’Ele. Procurava aquele
contato amoroso que teve com Santa Madalena, de Coração a coração através do
simples gesto do olhar, a fim de atrair as almas para Si. Até que os ímpios lhe
vendaram os olhos para que não tocasse tão bondosamente os olhares das pessoas
que estavam ali e as convertesse. Ao ter seu corpo deitado no santo sepulcro
taparam seus olhos com duas moedas, a forma como é visto hoje no Santo Sudário
de Turim. Quis assim ficar impedido de exercer seu juízo sobre os homens
naquele momento para exercê-lo em sua plenitude no Juízo Final.
Finalmente, no Juízo
Final teremos o último olhar de Jesus Cristo, que será terrível para os ímpios
e cheio de bondade para os justos. Refletirá nesse momento tanto o Coração
cheio de bondade e misericórdia quanto de Justiça. Naquele momento ninguém terá
poder suficiente para lhe colocar uma venda como o fizeram na sua Paixão.
Santa Catarina de
Siena diz como será aquele olhar final: “Aos olhos do condenado, sem
embargo, ele aparecerá com aquele olhar terrível e tenebroso, que tem o
mesmo condenado em si mesmo”.
Completa Santa
Catarina dizendo que isso não quer dizer que Jesus Cristo, a Bondade suma e
infinita, tenha um “olhar temível e tenebroso”, mas sim que será esta a forma
com que o condenado O verá por “ter o mesmo olhar dentro de si mesmo”...
Santa Teresa de Jesus
manifesta também grande temor daquele olhar terrível:
“Nunca tive
tanto medo dos tormentos do inferno que não fosse menos que nada em comparação
do que tinha quando me lembrava que os condenados haviam de ver irados estes
olhos tão formosos e mansos e benignos do Senhor...”[1]
Eis como São João
narra no Apocalipse como ocorreu o julgamento final:
“Depois vi um grande trono brilhante e um que
estava sentado sobre ele, de cuja vista fugiram a terra e o céu e não deixaram
rastos de si. Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono. Foram
abertos os livros, e foi aberto outro livro, que é o da vida; e foram julgados
os mortos pelas coisas que estavam escrita nos livros, segundo as suas obras. O
mar deu os mortos que estavam nele, a morte e o inferno deram (também) os
mortos que estavam neles e fez-se juízo de cada um segundo as suas obras.
Depois, a morte e o inferno foram lançados no tanque de fogo (o tanque de fogo
é a segunda morte). Aquele que se não achou inscrito no livro da vida, foi
lançado no tanque de fogo”. (20, 11-15).
Maldição lançada sobre quem deturpar o Apocalipse
“Eu declaro
a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro, que se alguém lhes
fizer acréscimos, Deus o castigará com as pragas escritas neste livro. Se
alguém tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte do livro da vida, da
cidade santa e das coisas que estão escritas neste livro”. (22, 18-19).

