Mostrando postagens com marcador O Comissariado dos Arautos do Evangelho - Pecados contra a boa fama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Comissariado dos Arautos do Evangelho - Pecados contra a boa fama. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de dezembro de 2025

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA E A OPINIÃO PÚBLICA

 


Antigamente a perseguição religiosa era feita a ferro e fogo, mas hoje tudo mudou e os métodos são mais psicológicos, tentam indispor os perseguidores perante a opinião pública. E nisso tem se empenhado muito a imprensa falada, escrita e da TV, comumente chamada de mídia.

A coordenação dos métodos utilizados na onda de perseguição que se levantou contra os Arautos do Evangelho faz supor uma só origem, dando a impressão que tudo procede de uma só organização que visa destruir tudo o que procede da Santa igreja Católica e produz bons efeitos na sociedade.  Como essa organização consegue arregimentar algumas pessoas com tal finalidade é um mistério.

Toda entidade, seja ela civil, militar ou religiosa, sempre tem elementos que dela participa e depois, ao sair, se tornam seus desafetos, procurando combate-la e, no caso, até denegri-la pelos motivos ao mais variados. Por inveja, por espírito de vingança ou, em alguns casos, ludibriado por falsas promessas de inimigos externos. Muitos dos detratores são pessoas que tentaram cometer alguns erros dentro da entidade e foram expulsos ou saíram por causa disso, e, em muitos dos casos, vão a público fazer algumas acusações de coisas que elas mesmo tentaram praticar e não conseguiram.

Vamos aqui analisar o problema debaixo do que pensa a opinião pública. Classificamos dois tipos de opinião pública. A primeira é aquela manobrada pela mídia, toda sujeita a influxos das manchetes de jornais e das emissoras de rádio e TV, que não pensa por si mesma, mas apenas repete aquilo que os manobradores de plantão lhes implantam na cabeça. A segunda é composta do povo legítimo, que pensa por si e não segue tudo o que querem lhes empurrar mente a dentro. É nesse público que trabalha os Arautos do Evangelho. Espontâneo, não precisa que ninguém lhes diga o que devem fazer, pois sua consciência o indica nas ocasiões propícias.

A opinião pública artificial, acostumada com os jornais de violência e crimes, move-se apenas por impulsos e não consegue abstrair de uma simples notícia ou reportagem o que está por detrás de tudo. É este o público trabalhado há muitos anos pelas TVs, especialmente pela Globo. Quanto a esta, movendo um público leviano acostumou-se e reproduzir em suas reportagens apenas a aparência das coisas, e joga no público os informes de maneira açodada e sem consistência, porque o objetivo é apenas causar comoção social, mesmo que esta comoção ultraje a honra e dignidade das pessoas honradas. Para eles, isso pouco importa. Foi isso o que fizeram com os professores e proprietários da Escola de Base, em São Paulo, um rumoroso caso de difamação e calúnia sem qualquer consistência, o qual terminou fazendo fechar a escola e acabar com a vida de todos os envolvidos no caso. Já tentaram caluniar inúmeras vezes a TFP, especialmente nos anos 80 do século passado, tendo esta se defendido galhardamente e deixado os caluniadores sem credibilidade perante a opinião pública. Os sucessores da TFP, Arautos do Evangelho, são vítimas constantes destas perseguições midiáticas.

No entanto, quem perde prestígio perante a opinião é a imprensa. Vejam o exemplo abaixo:

"A Igreja é imaculada e indefectível"

Este foi o título do artigo, de autoria de Monsenhor João Clá, publicado em abril de  2010, defendendo o clero católico contra uma intensa campanha de calúnias veiculada pela mídia no mundo inteiro.  Por simples denúncias, jornais e TVs passaram a veicular todo tipo de notícias escandalosas maculando a boa fama e a honra de diversos sacerdotes e bispos. Havia casos escabrosos, como o da cidade de Boston, em que dezenas de pessoas, em geral já maduras, acusavam padres de violências morais supostamente praticadas há dezenas de anos, quando os acusadores eram ainda crianças. Mesmo assim, a justiça aceitava as denúncias, visando, sempre, extorsões financeiras além da desonra moral. A arquidiocese de Boston foi obrigada a fazer um acordo com a justiça, pois não tinha condições financeiras de arcar com o pagamento das expensas judiciais.

Após a publicação do citado artigo de Monsenhor João Clá, aos poucos a campanha de calúnias foi diminuindo, até se acabar completamente. Como reconhecimento, seria justo que o órgão do Vaticano premiasse os Arautos e Monsenhor João Clá por ter publicado obra tão auspiciosa em defesa da boa fama e da honra do clero em todo o mundo, especialmente a do Papa Bento XVI, muito visado nas calúnias. Pelo contrário, o que houve foi ingratidão e nenhum reconhecimento daquele benefício recebido.

 No entanto, a credibilidade ao Papado sempre aumenta, enquanto a mídia cai no desprestígio popular, conforme notícia a seguir transcrita:  

Fracasso da mídia em sua campanha difamatória contra o Papa

Foi revelado agora um dos sintomas do fracasso da mídia em sua burlesca campanha de difamação contra Bento XVI e a Igreja. O jornal que comanda esta campanha é o The New York Times, porta-voz de outros inúmeros órgãos de imprensa que lhe fazem eco, tentando implicar Bento XVI com supostas ocultações de casos de abusos sexuais cometidos entre sacerdotes, de modo especial americanos. Após ficar demonstrado a falsidade das acusações, o diário viu ficar completamente comprometida sua credibilidade. Agora acaba de ser publicada uma pesquisa, feita pelo próprio jornal, na qual se revela que o apoio ao Papa disparou entre o povo norte-americano. 88% dos católicos pesquisados asseguram que os escândalos sexuais cometidos por presbíteros e religiosos não afetam o seu trato com sacerdotes. De outro lado, é superior a 80% a percentagem de católicos que afirmam que o ocorrido não influi nada em sua decisão de assistir à missa, enquanto cerca de 79% continuam dando sua colaboração financeira para a Igreja.

Melhora a imagem do Papa Bento XVI

A figura de Bento XVI sai muito fortalecida na pesquisa, já que em apenas dois meses aumentou em 16 pontos sua simpatia pelo público, aumentando de 27 para 43% a percentagem de católicos que têm uma opinião muito positiva do Papa por sua firmeza na atual crise.

Entre os católicos praticantes a percentagem dos que estão conformes com a atuação da Igreja alcança 75%, chegando a 91% os que acreditam na capacidade do Vaticano em enfentar os escândalos. Por último, o estudo destaca que nove entre dez pesquisados disseram que os abusos são tão comuns na Igreja como fora dela.

Fonte: InfoCatólica, de 11 de maio de 2010

 

sábado, 22 de novembro de 2025

O COMISSARIADO E OS PECADOS COMETIDOS CONTRA A BOA FAMA

 


Tornou-se comum em nosso tempo que jornalistas inescrupulosos exponham a boa fama das pessoas em prol da veiculação de escândalos, mas isto comprova a existência de um comportamento inteiramente pagão e anticristão, consequência do completo afastamento dos princípios religiosos da Igreja. No entanto, torna-se escândalo pior, e inadmissível, que tal procedimento seja feito exatamente por católicos, e, pior ainda, por autoridades religiosas revestidas do sacramento da Ordem, porque praticam um grave pecado.

A propósito dos pecados dessa natureza cometidos no caso do COMISSARIADO em exercício contra os Arautos do Evangelho, e narrados em farta obra (abaixo citada) extraí o seguinte tópico:

“Entretanto, ensina o mesmo Código em seu cân. 220 que “a ninguém é lícito lesar ilegitimamente a boa fama de que alguém goza”, sendo este um dos princípios em que o  desenvolvimento de uma investigação deve ser baseado: o cuidado em evitar que qualquer pessoa ou instituição, inclusive a acusada, seja prejudicada. Lesar a boa fama é uma falta extremamente grave, como afirma São Tomás de Aquino: “privar a outrem da sua boa reputação é muito grave, pois, dentre os bens temporais ela é o mais precioso, porque a sua falta nos impede de praticar muitos bens. Por isso, diz a Escritura: “Tem cuidado de adquirires bom nome, porque este será para ti um bem mais estável do que mil tesouros grandes e preciosos’ . Logo, a detração é, por natureza, pecado mortal”[1] E acrescenta: “Estamos obrigados a reparar o dano causado à reputação alheia como  o estamos a restituir a coisa alheia subtraída”.

(Extraído de “O COMISSARIADO DOS ARAUTOS DO EVANGELHO – CRÔNICA DOS FATOS – 2017-2025 – PUNIDOS SEM DIÁLOGO, SEM PROVAS, SEM DEFESA” – Dr. José Manuel Jimenez Aleixandre e Ir. Dra. Juliane Vasconcelos Almeida Campos – Leograf Gráfica e Editora Ltda – págs. 66/67)

Relembrando a moral católica

O oitavo Mandamento da Lei de Deus manda respeitar a boa fama e a honra do próximo. O Pe. Royo Marin nos ensina o que diz a Moral Católica sobre alguns pecados cometidos contra a honra e a boa fama do cristão.

“Toda verdadeira mentira é de si intrinsecamente má e não pode dizer-se jamais, sob nenhum pretexto”

Na Sagrada Escritura a mentira é terminantemente proibida: “Afasta-te de toda mentira” (Ex 23, 9); “Os lábios do mentiroso os aborrece Javé” (Prov 12, 22); “Guarda-te de mentir e de acrescentar mentiras a mentiras, que isso não acaba em bem (Eclo 7, 14); “É infâmia no homem a mentira” (Eclo 20, 16); “Não os enganeis uns aos outros” (Col 3, 9).

Como vícios subsidiários da Mentira encontramos a simulação, a hipocrisia, a jactância e a ironia.

A fama e a honra do próximo

A fama – Em geral entende-se por fama a “opinião boa ou má que se tem comumente de uma pessoa”. Se sua conduta honrada é inatacável aparece manifesta entre os demais, adquire entre eles “boa fama”; se, pelo contrário, é do domínio público sua conduta imoral ou escandalosa, adquire “má fama”. Em seu sentido próprio, a fama verdadeira é a boa.

O direito à boa fama é natural ao homem. Todo homem tem direito natural a sua boa fama, já que ninguém há de ser considerado como mau enquanto não se demonstre que o é. Daí que a injusta difamação do próximo constitui um pecado contra a justiça estrita, que obriga, por conseguinte, a restituir.

A honra -  Se entende por honra o “testemunho da excelência de alguém”. O qual pode fazer-se de três maneiras: ou com palavras, ou com fatos (reverências, inclinações, etc.), ou com as coisas exteriores (obséquios, estátuas, dando seu nome a uma praça, etc). Ante Deus, que “escuta os corações”, é suficiente o testemunho da consciência; porém ante os homens se requerem sinais exteriores.

Note-se a diferença entre a honra e a fama. A honra é a testificação da excelência alheia; a fama é a opinião pública dessa excelência. A honra se exibe ao presente; a fama se refere ao ausente. A honra se quebra com a contumélia, que consiste na injúria verbal ou real lançada contra o próximo em sua presença. A fama se quebra principalmente com a calúnia e a detração, que recaem de si sobre o próximo ausente.

 

Pecados contra a fama do próximo

A)   Suspeita – A simples suspeita temerária é pecado contra a justiça, de si leve, mas poderia ser grave em determinadas circunstâncias.

B)   O juízo temerário propriamente dito é pecado de si grave contra a justiça, porém admite parvidade de matéria.

C)   A detração do próximo – Se entende por detração ou difamação a denegritude (ou denegrimento) injusta da fama do próximo ausente. A detração do próximo, seja simples ou caluniosa, direta ou indireta, formal ou material, é de si pecado grave contra a justiça e a caridade, porém admite parvidade da matéria. [Parvidade de matéria, significa diminuir a gravidade do pecado conforme o caso].

 É de si pecado grave. Consta claramente pela Sagrada Escritura e a razão teológica, como veremos em seguida. É menos grave que o homicídio ou adultério, porém mais grave que o roubo; porque a fama vale menos que a vida ou a fidelidade conjugal, porém muito mais que os bens exteriores.

Contra a justiça e a caridade. Contra a justiça, porque lesa o direito estrito do próximo à sua própria fama. Contra a caridade, porque nos manda amar o próximo e nos proíbe fazer-lhe danos.

A Sagrada Escritura elogia a boa fama e condena severamente a detração do próximo.: “Mais que as riquezas vale o bom nome (Prov 22, 1); Tem cuidado de teu nome, que permanece, mais que de milhares de tesouros (Eclo 41, 15); Não murmureis uns de outros, irmãos; o que murmura de seu irmão ou julga a seu irmão, murmura da Lei, julga a Lei (São Tiago, 4, 11)”.

 

D)   A Sussurração – Se entende por tal a “injustiça do que semeia cizânia entre os amigos com o fim de dissolver sua amizade”. É o pecado do que conta intrigas e sussurra palavrórios ao ouvido de um amigo para esfriar ou dissolver a amizade com outro, ou de umas famílias com outras.

É um pecado de si grave contra a caridade, e muitas vezes também contra a justiça, sobretudo se se vale da detração como procedimento para conseguir seus perversos fins.

A Sagrada Escritura fustiga duramente este feio pecado: “Maldito o murmurador e o de língua dupla, porque têm sido a perdição de muitos que viviam em paz (Eclo 28, 15); Por falta de lenha se apaga o fogo, e onde não há intrigante cessa a contenda (Prov 26, 10); Seis coisas aborrece Javé e ainda sete abomina sua alma: olhos altaneiros, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama iniquidades, pés que correm pressurosos ao mal, falso testemunho que difunde calúnias e ao que semeia discórdia entre irmãos” (Prov 16, 19).

 

E)   Falso testemunho – O falso testemunho em juízo é de si pecado mortal e envolve tripla deformidade: perjúrio, injustiça e mentira.

 

2.    Pecados contra a honra do próximo

A)   A contumélia – Se entende por contumélia a injusta lesão da honra causada ao próximo em sua própria presença. Esta presença pode ser física ou moral. É de si pecado mortal contra a justiça.

B)   A burla ou irrisão – Se entende por burla ou irrisão do próximo o vício ou pecado de deitar na cara do próximo suas culpas ou direitos de forma jocosa para envergonhá-lo ante os demais.

 

Obrigação de reparar

“Aquele que, de qualquer modo, lesa injustamente a fama do próximo, tem obrigação de restituí-la quanto antes, e tem de reparar, ademais, todos os danos materiais que eficaz e culpavelmente se tenham seguido da difamação e tenham sido previstos ao menos confusamente”.

O mesmo princípio acima aplica-se também aos que lesam a honra do próximo: têm obrigação de reparar inclusive todos os danos causados ao lesado.

Tudo o que está descrito acima pode ser encontrado no livro “Teologia Moral para Seglares”, de D. Antono Royo Marin, Editora BAC, páginas 738/776, vol. I. Mas o que consta inscrito nos manuais de moral católica nem sempre encontram-se insculpidos nas almas de certas pessoas: é que, às vezes, o material de que compõem-nas é tão duro que nada se consegue gravar de bom nelas. Ou então se apagam com facilidade, como aquilo que se escreve nas areias do deserto.



[1] Suma Teológica, II-II, q. 73, a.2