terça-feira, 18 de maio de 2010

Um bilhão de famintos?

É o que diz campanha da FAO, “1 billion hungry”, lançada agora. Também afirma haver 215 milhões de crianças que trabalham.
Mais uma campanha da FAO que tende ao fracasso. Seu título, “Um brilhão de famintos”, seria mais adequado numa bandeira esquerdista da década de 60 do século passado. Um bilhão é, praticamente, um sexto da população mundial, em torno de 16%. A campanha lança um vídeo, tão demagógico quanto mal feito, onde um apresentador grita e berra como um louco, numa atitude agressiva, como se estivesse protestando contra a fome. O vídeo está postado numa página web em que a FAO pede uma espécie de “voto” contra a fome, como se isto servisse de instrumento de pressão aos governantes para se conseguir acabar, ou, pelo menos, minorar a fome no mundo.
Se há fome é porque falta comida. Mas, ao mesmo tempo que falta comida em alguns países, sobra em outros. E o grande problema da fome poderia ser resolvido se houvesse uma prática bem simples e cristã entre os povos: a caridade. Como esta virtude foi proscrita da sociedade moderna, especialmente entre os governantes, nunca se chegará a resolver o problema da fome, tão antigo quanto a humanidade.
Aproveitando, a FAO lança também uma campanha com intuito de diminuir o trabalho de crianças no mundo, como se isso, na prática, pudesse de alguma forma diminuir também a fome. Ora, se essas crianças que trabalham (muitas vezes para ajudar seus pais no sustento da família) deixarem de fazê-lo é claro que vai faltar mais comida em casa, e não o contrário.
Segundo dados da OIT, a taxa de trabalho infantil havia diminuído entre os anos 2000 a 2004 algo em torno de 10%, enquanto que nos cinco anos seguintes esta taxa se reduziu a apenas 3%. É claro que há uma infinidade de trabalhos perigosos para as crianças, e que muitos adultos se aproveitam para explorar esta mão-de-obra barata. Há trabalhos forçados exercidos por meninos em vários países do mundo. Mas a OIT informa que está diminuindo a quantidade de meninos que exercem trabalhos forçados num índice em torno de 31%.
Veja nossas postagens anteriores sobre o problema da fome:

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Papa agradece manifestação de desagravo

Mais de 150 mil fiéis estiveram presentes na Praça de São Pedro, na primeira manifestação católica após a viagem do Papa a Fátima, para a tradicional oração do "Regina Caeli" com o Papa Bento XVI. Um dos motivos da grande afluência do público foi um convite feito pela Conferência Episcopal Italiana para expressar solidariedade dos católicos ao Santo Padre ante a recente campanha midiátia de calúnias contra a Igreja, o sacerdócio e o Papado. Viam-se alguns cartazes com expressões, tais como "Juntos com o Papa", "Sua Santidade não está só, toda a Igreja está contigo", etc.
Na ocasião, Bento XVI agradeceu a manifestação com estas frases: "É bom ver essa multidão de hoje na Praça de São Pedro, foi emocionante para mim ver a multidão em Fátima, que a exemplo de Maria, rezou pela conversão dos corações. Renovo hoje este convite, confortado pela sua presença tão numerosos! Obrigado! Mais uma vez, agradeço a todos vocês!"

domingo, 16 de maio de 2010

Encerramento do Congresso Eucaristico em Brasília

Segundo o site oficial do Congresso Eucarístico Nacional houve uma afluência de mais de 90 mil pessoas na missa de encerramento celebrada neste domingo, 16 de maio. Repete-se no Brasil o mesmo fenômeno mundial, quando a Fé ainda atrai multidões, como, por exemplo, a que se fez presente em Fátima, e agora esta do Congresso Eucarístico. Veja abaixo o vídeo de abertura do referido congresso.


Encerrou-se neste domingo em Brasília o XVI Congresso Eucarístico Nacional, que teve como tema “Eucaristia, Pão da Unidade dos Discípulos Missionários, e o lema Fica conosco Senhor! O evento foi inaugurado quinta-feira à noite, e concluiu-se com uma Santa Missa na Esplanada dos Ministérios presidida pelo enviado especial do Papa Bento XVI, Cardeal Dom Cláudio Hummes. Mais de 300 mil pessoas participaram da celebração, provenientes não só de Brasília mas de todo o Brasil: 300 bispos e 1.500 sacerdotes concelebraram a Missa. O coral de mil vozes, composto por fiéis das 122 paróquias de Brasília (DF), e a orquestra da Escola de Música da capital federal enriqueceram a cerimônia. Dias marcados com atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Entre esses os Simpósios Teológico e de Bioética. Na manhã de sexta-feira um momento importante do Congresso Eucarístico Nacional a celebração da Santa Missa de Solidariedade com os Excluídos e em especial, com os Catadores de Materiais Recicláveis e Moradores de Rua, no Santuário Nossa Senhora de Fátima. A celebração foi presidida pelo legado do Papa Bento XVI para o CEN, Dom Cláudio Hummes. “Essa celebração – disse ele - é das mais importantes de todo o Congresso Eucarístico Nacional. Hoje, o Congresso está no meio de vocês”, afirmou o purpurado saudando os presentes na Missa. Ainda ontem de manhã, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, durante uma celebração Eucarística mais de 1.000 crianças receberam a Primeira Comunhão, um momento inesquecível para elas. Tivemos ainda missas em Rito Católico Oriental Armênio e Rito Oriental Melquita. No início da tarde de ontem a procissão até a Esplanada dos Ministérios onde a partir das 19h realizou-se a celebração da Santa Missa com os jovens e em seguida a Vigília de Oração.Retornando aos Simpósios Teológico e de Bioética que se encerraram na manhã de ontem, eis o que nos disse o Coordenador do Simpósio Teológico, o Bispo auxiliar de Goiânia, Dom Waldemar Pasini de Belo.“Estamos reunidos num simpósio para transmitir as verdades eucarísticas. Essa realidade que vivemos aqui e acessível à comunidade que se reúne principalmente no domingo na participação da missa, pois a participação da eucaristia comunica o conteúdo que refletimos aqui e informa porque quem recebe Jesus na eucaristia passa a fazer planos segundo o dom da Eucaristia e assim passamos a andar, a pensar, a rezar e agir como Ele, segundo a realidade eucarística que é Jesus”, disse Dom Waldemar. Durante a conferência do Simpósio Teológico, um dos relatores foi o enviado especial do Papa ao Congresso Eucarístico Nacional, o Cardeal Dom Cláudio Hummes. Com o tema “Eucaristia Pão da Unidade dos Discípulos Missionários”, a conferência contou com a presença de um grande número de sacerdotes, seminaristas e missionários. Já o Simpósio de Bioética discutiu vários temas ligados à vida da concepção à morte natural como também o tema da eutanásia.
Leia a homilia de Dom Claudio Hummes clicando aqui.

sábado, 15 de maio de 2010

A Fé ainda atrai multidões como em Fátima


Após a visita de peregrinação de Bento XVI a Portugal, a Igreja já começa a analisar seus frutos. Nma nota divulgada pela agência Ecclesia D. Carlos Azevedo, o bispo coordenador da visita pontifícia disse que “não se pode deixar de estar feliz com um povo que está feliz e um Papa que também está feliz”, destacando que esta “surpreendeu e excedeu as expectativas”. Também de expectativas superadas falou D. Manuel Clemente que acompanhou Bento XVI desde a Serra do Pilar, em Gaia, até ao aeroporto de Pedras Rubras. “Tenho muito boa impressão do povo que somos, mas confesso que excedeu”, disse, referindo que uma “magnífica moldura humana” envolveu Bento XVI. “Era uma moldura constante, com pequeninos e pessoas de mais idade, pessoas de meia-idade com sorriso franco de uma adesão imediata”, comentou Dom Clemente.

O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa deu conta da sua alegria, apontando já para as consequências da visita. “Estou contente e creio que também a Igreja em Portugal, mas o final da visita é um momento de grande responsabilidade”, acentuou D. Jorge Ortiga. A mensagem que o Papa deixou deve ser “analisada e estudada fazendo com que as orientações passem para dioceses e para o programa que a CEP vai ter de concretizar nos próximos tempos”, acrescentou.

Numa reação ainda no aeroporto do Porto, o Cardeal Patriarca de Lisboa disse que a viagem de Bento XVI a Portugal foi “muito bonita”, recusando fazer avaliações mais profundas. “É cedo. Foi um acontecimento muito bonito, mas precisamos agora de estudar os textos e analisar mais profundamente”, justificou.
“Tenho muita esperança”, comentou D. José Policarpo.

Multidões não são surpresas
Por sua vez o diretor de imprensa da Santa Sé, Federico Lombardi, assinalou que a assistência recorde de mais de meio milhão de pessoas à Missa que oPapa celebrou em Fátima não surpreende e mostra a vitalidade dos católicos em Portugal. Como aquela multidão não era constante somente de portugueses, deveria ter se referido à pujança da Fé católica em todos os paises onde a Igreja atua. Em declarações ao jornal italiano "Avvenir", o padre Lombardi comentou que a campanha midiática contra o Papa e a Igreja por causa de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero poderia haver levado à percepção de que a vitalidade da Igreja e a atenção do povo perante o Santo Padre poderia ter-se obscurecido. Mas, isso não sucedeu. O sacerdote jesuíta disse que esta vitalidade não está em crise por causa das discussões dos meses passados, e o fato de que a força da fé se manifeste desta evidente maneira é muito alentador.
Em suma, nada abalou a Fé do povo, que continua firme em volta do símbolo da mesma Fé: o Papado. De outro lado, o reconhecimento do fracasso da mídia em querer desacreditar a Igreja e o Papa é uma demonstração clara do que se disse acima.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pio XII teria visto o milagre do sol?

Comenta-se que o Venerável Pio XII foi agraciado em vida com duas manifestações sobrenaturais: a visão do milagre do sol, que havia já ocorrido em Fátima no ano de 1917, reproduzido nos jardins do Vaticano, e a aparição de Nosso Senhor durante sua grave enfermidade de 1954. Como o assunto Fátima está candente e atual, vamos tratar da visão do milagre do sol. Recordemos, para começar, que o Papa Pacelli está misteriosamente vinculado à Fátima, pois foi consagrado bispo pelo Papa Bento XV, na capela Sixtina, exatamente na mesma manhã de 13 de maio de 1917 na qual a Santíssima Virgem aparecia aos três pastorinhos. Ademais, durante o seu pontificado se fez eco à petição de Nossa Senhora por intermédio da Irmã Lúcia em Tuy (aparição de 1929) para que o Papa consagrasse a Rússia a seu Imaculado Coração, efetuada em 1952 mediante a carta apostólica “Sacro vergente anno”, embora não tenha havido o concurso de todos os bispos do mundo como o havia pedido a Virgem Maria.
Sabia-se que Pio XII teria visto o mesmo milagre do sol de Fátima nos jardins do Vaticano através de uma homilia que o Cardeal Federico Todeschini, enviado ao lugar das aparições como legado pontifício para encerrar o ano de 1950, pronunciou em 13 de outubro de 1951 e na qual afirmou que o Papa havia visto o mesmo que presenciaram os testemunhos que estavam presentes em Fátima no dia da última aparição (13 de outubro de 1917). Esta revelação foi amplamente difundida pela imprensa da época, chegando-se a imprimir milhares de estampas representando a cena de Pio XII olhando para o sol dançante sobre os jardins vaticanos , mas não se tinha uma versão direta do episódio.
Em novembro de 2008, um dos biógrafos mais conhecidos do venerável Papa, Andréa Tornielli, revelou o descobrimento, entre os papéis privados da família Pacelli, de um autógrafo do Papa em que se lê o relato do que viu mais de uma vez naquele outono jubilar de 1950. O documento é de um extraordinário valor por ser de primeira mão, por sua imediatez e por sua linguagem natural (longe do grande estilo que caracteriza a oratório e os escritos oficiais de Pacelli), e confirma plenamente o que já se sabia por via indireta. Deixemos falar a protagonista com sua próprias palavras. Reproduzimos em seguida o texto original em italiano, seguido da tradução, extraídos do blog Apóstolos de Nossa Senhora de Fátima.

Texto do relato do milagre do sol visto por Pio XII
«Era il 30 ottobre 1950, antivigilia del giorno, da tutto il mondo cattolico atteso con tanta ansia, della solenne definizione dell'assunzione in cielo di Maria Santissima. Verso le ore 4 pom. facevo la consueta passeggiata nei giardini vaticani, leggendo e studiando, come di solito, varie carte di ufficio. Salivo dal piazzale della Madonna di Lourdes verso la sommità della collina, nel viale di destra che costeggia il muraglione di cinta. A un certo momento, avendo sollevato gli occhi dai fogli che avevo in mano, fui colpito da un fenomeno, mai fino allora da me veduto. Il sole, che era ancora abbastanza alto, appariva come un globo opaco giallognolo, circondato tutto intorno da un cerchio luminoso, che però non impediva in alcun modo di fissare attentamente il sole, senza riceverne la minima molestia. Una leggerissima nuvoletta trovavasi davanti. Il globo opaco si muoveva all'esterno leggermente, sia girando, sia spostandosi da sinistra a destra e viceversa. Ma nell'interno del globo si vedevano con tutta chiarezza e senza interruzione fortissimi movimenti.

«Lo stesso fenomeno si ripeté il giorno seguente, 31 ottobre, e il 1° novembre, giorno della definizione; e poi di nuovo l'8 novembre, ottava della stessa solennità. Quindi non più. Varie volte cercai negli altri giorni, alla stessa ora e in condizioni atmosferiche uguali o assai simili, di guardare il sole per vedere se appariva il medesimo fenomeno, ma invano; non potei fissare nemmeno per un istante, rimaneva subito la vista abbagliata.

«Nei giorni seguenti manifestai il fatto a pochi intimi e a un piccolo gruppo di Cardinali (forse quattro o cinque), fra i quali era il Cardinal Tedeschini. Quando questi, prima della sua partenza per la sua missione di Fatima, venne a visitarmi, mi espresse il suo proposito di parlarne nella sua Omelia. Gli risposi: "Lascia stare, non è il caso". Ma egli insistette sostenendo l'opportunità, di tale annuncio, ed io allora gli spiegai alcuni particolari dell'avvenimento. Questa è, in brevi e semplici termini, la pura verità».


(tradução)

Era 30 de outubro de 1950, antes da vigília do dia, esperado com tantas ânsias por todo o mundo católico, da solene definição da Assunção ao céu de Maria Santíssima. Pelas 4 da tarde, fazia meu costumeiro passeio pelos jardins vaticanos, lendo e estudando, como sempre, vários documentos de despacho. Ia subindo desde a praça da Virgem de Lourdes para o topo da colina, pelo caminho da direita que segue paralelo ao longo da muralha. De repente, havendo levantado os olhos dos papéis que tinha na mão, fui surpreendido por um fenômeno que não havia nunca até então visto. O sol, que todavia estava bastante alto, aparecia como um globo opaco amarelado, circundado por um círculo de luz ao redor, o qual, sem embargo, não me impedia de modo algum de mirá-lo fixamente sem causar a mínima moléstia. Só havia adiante uma pequena nuvem. O globo opaco se movia ligeiramente para fora, seja girando, seja vindo da esquerda para a direita e vice-versa. Porém no interior do globo se viam com toda claridade e sem interrupção movimentos fortíssimos.
O mesmo fenômeno se repetiu no dia seguinte, 31 de outubro, e a 1º de novembro, oitava da mesma solenidade. A partir de então nada mais vi. Várias vezes, nos dias seguintes, à mesma hora e com as mesmas ou similares condições atmosféricas, procurei mirar o sol para ver se aparecia o mesmo fenômeno, mas foi em vão. Não conseguia mirá-lo sequer por um instante, pois a vista ficava imediatamente cegada.
Durante os dias seguintes dei a conhecer o fato a poucos íntimos e a um pequeno grupo de cardeais (talvez quatro ou cinco), entre os quais estava o cardeal Tedeschini. Quando este, antes de sua partida para a missão de Fátima, veio visitar-me, comunicou-me seu propósito de falar disso em sua homilia. Eu lhe respondi: “Deixa-o estar, não é o caso”. Porém ele insistiu, defendendo o oportuno de semelhante anúncio, e então expliquei-lhe alguns detalhes do acontecimento. Esta é, em breves e simples termos, a pura verdade.