sábado, 18 de abril de 2009

Apesar da execração da mídia, Arcebispo recebe prêmio por defesa da vida

Os representantes da organização "Vida Huma Internacional" concederam ao arcebispo brasileiro Dom José Cardoso Sobrinbo o prêmio "Cardeal von Galen" em reconhecimento pela sua heróica defesa da vida humana. A cerimômica teve lugar no anfiteatro Damas College, em Recife, no último dia 16 deste mês. No mês passado, como se sabe, aquele Prelado resolveu se manifestar corajosamentre contra o criminoso aborto cometido numa menor em Recife com a conivência das autoridades governamentais. Na ocasião, dom José manifestou a legislação canônica da Igreja que prevê a excomunhão a quem comete o aborto. Isso foi o suficiente para desencadear uma onda de vitupérios na mídia nacional e mundial, querendo mostrar o ilustre arcebispo como "radical", "conservador", incompreensível aos problemas humanos... Até mesmo o cardeal Fisichella, querendo falar em nome do Vaticano, censurou o pronunciamento do bispo brasileiro, atendo-se apenas ao aspecto da excomunhão da mãe da menor, quando na realidade Dom José falou mais de uma forma genérica sem nomear ninguém, mas ressaltando a legislação canônica católica, que continua inalterável e que declara excomungado quem comete aborto.
Na ocasião da concessão do aludido prêmio, o presidente da VHI, padre Thomas J. Euteneuer, declarou: "Com este prêmio, estamos afirmando a sólida postura do Arcebispo Sobrinho perante a doutrina da Igreja Católica em defesa de toda vida inocente".
A notícia da entrega deste prèmio repercutiu na imprensa brasileira, principalmente no jornal "Folha de São Paulo", o qual, é claro, não deixou de registrar sua fina ironia com o fato.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quem vai nos defender contra o poder da mídia?

Discute-se no Brasil uma mudança da lei de imprensa. Mas os aspectos que mais chamam a atenção é sobre o que se denomina “direito de resposta”. Há um ponto que não se toca: o sórdido poder que a mídia detém sobre a opinião pública. Inicialmente, defendia-se esse assombroso e poderoso recurso a fim de que a “opinião pública” não ficasse cativa do poder estatal. Até aí seria muito justo, pois trata-se de se resguardar contra o poder despótico do Estado. No entanto, esse problema parece hoje superado e o despotismo mudou de lado. O que se quer, hoje em dia, privilegiando a mídia com esta poderosíssima “liberdade de expressão”, critério jurídico imposto em quase todos os países, nada mais é do que criar uma casta imune às verdadeiras e autênticas influencias do pensamento popular.
Que uso tem feito a mídia em geral desse recurso da “liberdade de expressão”? Com base nele o jornalista pode filmar e fotografar quem quiser, sob qualquer pretexto, entrar em qualquer ambiente, publicar sua materia da forma que bem desejar, mesmo que isto redunde em prejudicar alguma imagen de pessoa honrada. O importante é “informar”, ou melhor dizendo, “formar” a opinião pública. E neste ponto, o “formar” tem sido catastrófico. Que importancia tem para o público uma filmagem “inédita” de um suicida caindo de um edificio? Ou então, como ocorreu recentemente na Bahia, as cenas sangrentas de presidiários assassinando um preso na cadeia?
Há muitos anos que Hollywood faz filmes que moldam a opinião pública. Em décadas passadas, por exemplo, todo filme de cauboi dava destaque aos mocinhos fumando. Esta técnica serviu para disseminar o vício de fumar em varios países do mundo, tornando a indústria fumageira uma das mais rentáveis de todos os tempos. Hoje o que se nota em grande maioria dos filmes são carros correndo em alta velocidade, bandidos atirando, gente ferindo-se e morrendo, enfim, violencia protuberante. A banalização da violencia, tanto no cinema quanto na TV e nos jornais, está simplesmente a tornando mais contundente e incontrolável. O mesmo diga-se do aumento das drogas e de diversos fatores de desintegração social. E ninguém fala, ninguém diz nada sobre o importante papel da mídia no incremento da violencia no mundo. Por que ninguém fala contra este poder da mídia? Por vários motivos: porque não é o "politicamente correto", porque falta coragem e porque, principalmente, expõe o denunciante ao furor da mídia. E quando se trata do conceito moral de personalidade importante, representante legítimo de parte sadia do público, o tratamento da midia é de expô-la à execração pública. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o Arcebispo de Olinda e Recife a respeito do aborto de uma jovem praticado sob os auspícios de autoridades governamentais. O bispo deu uma entrevista clamando contra o crime que se praticava e advertiu sobre as penas da Igreja, que, no caso seria a excomunhão. Foi o suficiente para baixar uma enxurrada de informações e noticias distorcidas sobre as palavras ditas por aquele prelado, cujo único objetivo era expô-lo à execração da opinião pública.
A nível mundial, fato semelhante ocorreu com o Papa. Antes de sua viagem à África, Bento XVI deu uma entrevista, ocasião em que falou sobre diversos problemas daquele continente. Falou sobre a AIDS, sim, pedindo principalmente que fosse dada atenção sanitária gratuita às vítimas daquele mal. Também falou sobre o amor fraterno, ressaltando a necessidade de se ter mais cuidado com os doentes, etc. Finalmente censurou a sórdida campanha de distribuição de preservativos, dizendo: “…Diria que não se pode superar este problema da AIDS somente com slogans publicitários. Se não existe a alma, se os africanos não se ajudam, não se pode resolver o flagelo com a distribuição de profiláticos: ao contrario, o risco é que aumente o problema…”. Imediatamente, todos os noticiosos facciosos acorreram em distorcer as palavras do Papa, com visível intuito de expo-lo à execração pública. A “Euronews” publicou esta manchete: “Ratzinger disse que o uso de preservativo agrava o problema da AIDS”. As manchetes dos jornais foram mais ou menos a mesma, alguns porém com mais malícia, como o “The Lancet” ao publicar a seguinte manchete: “O Papa põe em perigo a saúde de milhões de pessoas”. Um jornal espanhol chegou a publicar: “O Papa mente e violenta os direitos humanos universais”. Outros disseram que o “Papa propicia a enfermidade e morte entre grandes sofrimentos de milhões de pessoas”. Verdadeiramente, foi um ataque coordenado, orquestrado, manipulado por uma bem preparada máquina de opinião pública, a qual, valendo-se do privilégio da chamada “liberdade de expressão” procura coarctar a livre manifestação do líder da maior corrente de opinião pública do Ocidente, que é o catolicismo. Quem poderá nos defender contra tal poder?
Uma voz já surgiu: a ministra do interior da França, Michèlle Alliot-Marie, por ocasião da Páscoa, enviou uma carta à Conferência Episcopal Francesa, na qual faz crítica à avalanche de incompreensões e ataques que se lançaram sobre Bento XVI nos últimos meses. Segundo ela, "A palavra de Sua Santidade o Papa Bento XVI merece ser restituída em sua complexidade face às interpretações abusivamente simplificadas que lhe fizeram..."

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Multidões acorrem a santuário mariano da Colômbia

Notícias da Colômbia dão conta de que multidão calculada em mais de 120 mil peregrinos visitaram nesta última Semana Santa o Santuário de Nossa Senhora de Las Lajas. Depois de Chiquinquirá, o santuário mariano mais célebre da Colômbia está localizado em "Las Lajas", ao sul do país, não muito distante da fronteira com o Equador. Chama-se "Las Lajas" por se encontrar num dos lugares mais rochosos e arriscados da Cordilheira dos Andes, no qual, sobre a parede de uma rocha, a natureza traçou milagrosamente o esboço ou sombra da imagem da excelsa Rainha, que, depois de aperfeiçoado por um pincel artístico, resultou numa formosa pintura a óleo de Nossa Senhora do Rosário.
A afluência sempre crescente e jamais interrompida de peregrinos, levou alguns devotos a construir sobre aqueles penhascos abruptos o santuário mais pitoresco e audacioso entre todos os que foram dedicados a Maria em toda a América. A pintura da Virgem ocupa os fundos do altar-mór e representa Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços. A seus pés, ajoelhados e de mãos postas, estão os patriarcas São Domingos e São Francisco de Assis. A Virgem está de pé, pisando uma meia-lua. Assista no youtube interesssante documentário sobre Las Lajas.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tudo o que não é muçulmano é mau?

Vejam o que nos traz o blog Gladius, de Portugal:
«TUDO O QUE NÃO É MUÇULMANO É MAU» DIZ PREGADOR MUÇULMANO ESTACIONADO EM TERRITÓRIO EUROPEU
No Reino Unido, o pregador e advogado muçulmano Anjem Choudary, que organizou uma recepção insultuosa aos soldados britânicos regressados do Afeganistão, declarou anteontem no site do movimento que dirige - Islam4UK («Islão para o Reino Unido») - que a Páscoa era maligna por ser um festival pagão que nada tem a ver com Jesus. Quando questionado a respeito desta sua afirmação, respondeu «Penso que tudo o que não for islâmico é maligno, acredito mesmo nisso, sim. Atribuir um filho a Deus é anátema para o Islão e acredito que é um insulto a Deus.»Quando lhe foi sugerido que os cristãos poderiam ficar ofendidos, disse que «não é insultuoso discordar das crenças das pessoas. Não estou a dizer que os cristãos são maus.»
Ora aqui se vê como o senhor afinal até percebe a Democracia... e, pelos vistos, discorda da esmagadora maioria das nações muçulmanas, que lutaram e lutam incessantemente na ONU para que o ataque à sua religião seja considerado um crime contra os direitos humanos...
Choudary afirmou também que os cristãos deviam «aceitar a mensagem final de Maomé e regressar à fé verdadeiramente monoteísta. O Cristianismo, tal como todas as religiões não islâmicas, é mal guiado. Nada do que está fora do Islão é bom e há bem e há mal, não há? Jesus foi um mensageiro de Alá e retornará um dia e mostrará os desvios e falsos conceitos do Cristianismo. A Páscoa não é sequer parte do Cristianismo - foi inventada, é um festival pagão.»
Estas considerações vieram na sequência de uma decisão do Conselho de Tower Hamlets, em Londres oriental(izada de todo), controlado por muçulmanos, de permitir ao extremista Anwar al-Awlaki, ligado à Alcaida, que fosse ouvido numa série de mensagens vídeo numa conferência no centro de Artes de Brady, Whitechapel, que, note-se, é pago pelo contribuinte.
Isto enquanto o filme anti-islâmico e sem mentiras «Fitna» é censurado e o seu autor, o europeu Geert Wilders, democraticamente eleito para o parlamento de um país europeu, é até proibido de entrar no Reino Unido...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Santa Sé reconhece virtudes heróicas de Irmã Dulce

Está completando apenas 17 anos do falecimento da Irmã Dulce e a Igreja já reconhece suas virtudes heróicas. Lembremo-nos do que representou esta humilde freira naqueles tempos em que ainda predominava o progressismo na Igreja. Ela representava a Igreja tradicional, onde a virtude social mais forte é a da caridade, especialmente demonstrada no amor ao próximo por amor de Deus. O enterro da Irmã Dulce foi acompanhado por milhares de pessoas, talvez o maior acompanhamento fúnebre havido na capital baiana. Por que? Não porque ela era progressista e envolvida com passeatas e sindicatos como tantos outros da esquerda católica, mas porque exercia seu apostolado entre os pobres segundo a velha fórmula da caridade cristã. Foi a maior demonstração do conservadorismo católico. Hoje, passados apenas 17 anos, a Igreja reconhece em suas virtudes heróicas a legitimidade desse conservadorismo. Que é destinado a durar até o fim dos tempos, por representar o que há de maus autêntico dentro da Igreja. Vejam a notícia do fato, veiculada pela Zenit:

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 3 de abril de 2009 (ZENIT.org).- A Santa Sé reconheceu oficialmente as virtudes heróicas de Irmã Dulce, etapa fundamental no processo de beatificação da madre brasileira que viveu de 1914 a 1992.
Segundo informou hoje a Sala de Imprensa vaticana, Bento XVI recebeu em audiência privada Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e autorizou a promulgação dos decretos que reconhecem as virtudes heróicas de Irmã Dulce e de outras nove pessoas.
Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, Irmã Dulce (Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes) nasceu em Salvador (Bahia, nordeste do Brasil).
Chamada pelo povo bahiano de «anjo bom», Irmã Dulce desenvolveu intensa atividade assistencial, criando uma rede de obras sociais, especialmente no campo da saúde.
Em recente visita ao Brasil, o postulador da causa da beatificação da religiosa, frei italiano Paulo Lombardo, destacou ao portal das Obras Sociais Irmã Dulce que a aprovação do título de Venerável seria a etapa «mais importante e mais difícil do processo de canonização».
«Com esta declaração, o Papa reconhece a santidade de vida, e não é um milagre que faz o santo, são as suas virtudes santas», disse.
O frei informou que os membros da Congregação para as Causas dos Santos, ao analisar a vida da religiosa brasileira, afirmaram que «a Igreja precisa de muitos exemplos de mulher como Irmã Dulce».
«Estou convencido da santidade dela, que viveu a caridade de Jesus Cristo num trabalho social de modo integral, radical», afirmou.
O reconhecimento das virtudes heróicas permite que a causa da beatificação cumpra sua última etapa: a confirmação de um milagre, que deve passar por análise até o final deste ano