quarta-feira, 13 de abril de 2011

Onde foi parar a riqueza da URSS?


A União Soviética tinha uma extensão territorial de 22 milhões de km 2, quatro vezes a do Império Romano, o maior da Antiguidade em seu apogeu. Um colosso. Realmente tratava-se do império mais colossal que já houve na história da humanidade. Que resta dele hoje?

A URSS e seus países satélites, em torno de 15, formavam um conglomerado impressionante envolvendo quase trezentos milhões de habitantes, extensão incomensurável e uma propalada riqueza fabulosa. Comumente era chamada de “Superpotência”.

Na época, a propaganda habilidosamente escondia uma miséria humana interna enorme ao mesmo tempo que espalhava aos quatro cantos do mundo um poder econômico e militar jamais vistos. Dizia-se que a URSS, tendo a Rússia como líder e modelo, rivalizava com os países ou impérios mais ricos do mundo em poder econômico e militar, possuindo exércitos bem preparados, armamentos modernos, submarinos ultra bem equipados e conhecimentos científicos de fazer inveja.

Quando começou a desmoronar a “Cortina de Ferro” (feita exatamente para esconder do mundo a verdade), aí foi aos poucos surgindo as feridas do falso colosso e se desmascarando o maior bluff propagandístico jamais existente. E como é que esse falso colosso conseguia rivalizar com os americanos na corrida espacial? Como é que conseguiram o “segredo” da bomba atômica e recursos (financeiros, tecnológicos e materiais) para competir com os americanos? Foram eles, inclusive, os pioneiros em lançar um homem ao espaço, cuja data foi lembrada por toda mídia mundial neste mês. Depois desse sucesso efêmero, a propaganda e a mentira não conseguiram mais superar a realidade, e os americanos sempre estiveram na frente dessa corrida, por sinal, insana.

Os primeiros sinais das fraquezas deste gigante de pés de barro começaram quando se aventuraram a divulgar seus produtos manufaturados, geralmente de péssima qualidade. Aqui mesmo no Brasil tivemos um exemplo com a chegada (e a retirada rápida de circulação) do automóvel Lada. Um avião chamado Topolev, que só tinha como clientes as 15 tristes nações participantes do bloco comunista e um outro do bloco muçulmano, foi um outro exemplo de fracasso.

Ora, a manutenção desse enorme “bluff” durante tanto tempo, sete décadas, só foi possível graças a uma poderosa máquina de marketing a serviço dos soviéticos. Rios de dinheiro, vindos do Ocidente, financiavam tal engodo, tudo a serviço de uma doutrina, de uma mística, de um regime que prometia ser a “redenção da humanidade”. Uma elite de magnatas das finanças, inclusive grandes banqueiros europeus e americanos, injetava dinheiro em profusão no governo soviético. Deu em quê? O que resta da URSS? O que representa hoje a Rússia, o carro-chefe daquele conglomerado de países miseráveis sob a batuta de um regime ditatorial e desumano?

Depois da queda da trama, estando o engodo muito visível, as tubas da propaganda preferem silenciar o nome da Rússia, quase nada se fala dela. Quem fala hoje do Pacto de Varsóvia? Se tinha tanto poder porque emudeceu como se nada representasse no panorama militar do mundo? Falamos do que ocorre hoje, porque naqueles tempos, ao contrário, o noticiário sobre a Rússia e a URSS dominava as páginas dos jornais diariamente. Tudo o que ocorria lá era aqui noticiado. E hoje? Nada.

É porque, hoje, temos a China que ocupa o lugar da URSS. E quanta propaganda gratuita se faz também deste outro “colosso”! É costumeiramente chamada de “Superpotência emergente”, dando a entender que pode a qualquer momento voltar a ser o que era antes, caso sua situação “emergente” venha a naufragar. E o pior é que muita gente tida como séria, especialmente na grande mídia internacional, dá credibilidade a todos os informes econômicos que vêm de lá.

Ora, sabendo-se que na China ainda impera o regime comunista, para o qual a verdade é apenas uma questão de momento e pode ser impostada pelo Estado, como é que se acredita tão facilmente em seus dados? O governo de lá diz que seu PIB é o que mais cresce no mundo, mas tal realidade não é checada com critério, pois o governo chinês não permite que nenhuma entidade internacional fiscalize suas informações e procure encontrar dados incorretos ou mentirosos. A única verdade que se nos apresenta factível são as notícias de trabalho escravo, a tirania estatal contra a liberdade de expressão e uma enorme multidão de famintos que vegeta no interior daquele país grande apenas na extensão e na população.

Ah, há outra verdade inconteste: milhares de burgueses e multimilionários levaram para lá suas fortunas em empresas chamadas “joint venture”. Assim, conseguem aumentar suas fortunas, explorando o trabalho escravo dos pobres chineses, ao mesmo tempo que conseguem pagar menos impostos e colaboram com o comunismo chinês.

E se, de uma hora pra outra, o regime resolver desapropriar tudo e instalar o comunismo mais radical? E aí, onde tais burgueses vão chorar suas misérias? Duvido que, tal ocorrendo, tenham calma suficiente para agüentar tudo com resignação: é possível até que muitos se matem com desespero... Outros dirão a título de consolo: “se me arranjarem um emprego de gerente das empresas desapropriadas, não seria nada mau...”

E tal é a fortuna mundial enterrada na China que uma situação imaginada acima poderia causar a maior comoção financeira na economia do planeta. As bolsas do mundo todo estourariam de uma hora para outra e, enfim, o comunismo teria conseguido quebrar o Ocidente capitalista. Não está longe o dia em que o “bluff” chinês também irá ruir. E aí todos verão o quanto se mentia sobre a festejada riqueza chinesa.

Até agora só criaram na mídia a idéia de que a tecnologia chinesa é capaz de competir com os americanos na corrida espacial. Ou tentaram mas não vingou porque essa corrida perdeu muito seu peso na opinião pública. Um exemplo do atraso da China: um empresário baiano foi visitar aquele país, pensando talvez em levar seu rico dinheirinho para ser aplicado por lá. O seu ramo é agropecuária, sendo este o setor que quis conhecer. Que decepção! Segundo ele, a agricultura chinesa é uma das mais atrasadas do mundo, vivendo ainda com técnicas do século XVI. O Brasil está, portanto, 5 séculos na frente! E qual a razão do algodão chinês ser mais competitivo do que o nosso? Com uma área plantada cinco vezes maior (produz mais porque planta mais, embora a produtividade seja menor), utilizando-se de mão de obra barata e escrava, conseguem colocar o algodão no mercado internacional com preço bem inferior, como de resto ocorre com todo produto que vem de lá.

Nossa presidente, na onda da propaganda chinesa, foi visitar aquele país. Segundo a mídia, Dilma conseguiu algo de bom (a troco de quê?) com a “promessa” de investimentos em torno de 12 bilhões de dólares, no Brasil, oriundos de equipamentos eletrônicos. O que a mídia cala prudentemente é que a empresa responsável por tal “promessa” é a Foxconn, responsabilizada apelo suicídio de dezenas de funcionários chineses no ano passado por causa do tratamento desumano que dava aos mesmos. Veja a notícia no G1:
Segundo informa "O Globo", a empresa reajustou os salários de seus funcionários e acabou com um “sistema” lá criado, que consistia no seguinte: construiu uma verdadeira cidade-fábrica em Shenzhen, onde milhares de trabalhadores dormiam, comiam, trabalhavam e faziam suas compras. Não se parece um pouco com as antigas senzalas do sistema escravagista brasileiro? Pois bem, após reajustar os salários e acabar com a cidade-fábrica (ou senzala) a empresa começou a perder competitividade e suas ações caíram na bolsa.
Prometendo instalar uma fábrica no Brasil, certamente obteve alguma “compensação” do governo brasileiro, isto é, fechar os olhos para a violação das leis trabalhistas. É assim que os magnatas das finanças mudam facilmente suas empresas de um país para outro. Ser competitivo é ter produto mais barato, mesmo que isso se obtenha com exploração do ser humano como ocorre na China. Se fôssemos relacionar aqui as empresas que saíram do Ocidente (Estados Unidos e Europa, principalmente) e instalaram-se na China, não caberia numa simples postagem. Se a riqueza da ex União Soviética não passava de um “bluff”, esvaziado com a implosão do bloco soviético, que dizer da propalada ‘riqueza emergente da China” se não que é a repetição do mesmo engodo? Embora com extensão territorial menor do que a da URSS, cerca de 9,5 milhões de km2, a China, no entanto representa importante base de apoio aos magnatas das finanças ocidentais na Ásia, que abrem suas empresas também em outros países vizinhos, como nos chamados "Tigres Asiáticos". O “made in China” tornou-se uma etiqueta de qualquer produto oriundo da região.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A necessidade de reverenciar os mortos



O tema da reverência devida aos mortos veio à tona nesses últimos dias. Três notícias chamaram a atenção para o assunto: na primeira, a cremação do cadáver do ex vice presidente; na segunda, a desistência dos japoneses de incinerar os cadáveres vítimas do terremoto e tsunami; e na última, a cremação isolada de uma das crianças assassinadas no massacre de Realengo, no Rio. A cremação e incineração são sempre consideradas a mesma coisa. No entanto, é preciso que se frise que, geralmente, a cremação é o ato de se queimar os cadáveres, atingindo ou não sua total decomposição; diz-se que é uma incineração quando tudo vira cinzas. Antigamente, especialmente entre os pagãos, a cremação era feita em fogueiras comuns. Aliás, ainda hoje existe tal costume na Índia. A cremação entre os países ditos civilizados é feita em fornos incineradores a temperaturas altíssimas, fazendo com que todos os elementos do corpo, isto é, carne, cabelos e até os ossos, se vaporem completamente e virem um montão de cinzas, chegando assim à incineração. Há também o costume de incinerar apenas as ossadas restantes da decomposição do corpo. Como a temperatura de tais fornos chega a atingir mil graus, não ficará nenhuma célula do corpo que reste no final do processo. A incineração reduz um corpo de 70 quilos num montão de cinzas que mal chega a um quilo. O que motivaria uma família a mandar cremar o corpo de um ente querido falecido? Várias são as razões, mas nenhuma delas de natureza prática ou sanitária, a não ser em épocas de calamidades, quando então o processo é tolerado a fim de não se propagar pragas e pestes públicas. Existe uma razão natural que deveria mover as pessoas ao contrário, isto é, deixar que os corpos se decompusessem da forma como foram formados: naturalmente. Nem vamos colocar o problema aqui sob o ponto de vista da Igreja, que antigamente negava até mesmo exéquias aos corpos cremados. Com o último Concílio, o Código de Direito Canônico mudou as normas, estabelecendo o seguinte: "A Igreja aconselha vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar o cadáver dos defuntos; sem embargo, não proíbe a cremação, a não ser que haja sido eleita por razões contrárias à doutrina cristã" (Código de Direito Canônico, cânon 1176 par. 3). Analisemos o problema do ponto de vista simplesmente natural. Como é que o homem é gerado, cresce e desenvolve o seu corpo? De forma lenta e natural. O NATURAL tornou-se, no mundo de hoje, o recurso encontrado para toda norma de vida. Os alimentos mais procurados são os chamados NATURAIS. A forma de vida mais preferida é também a NATURAL. Quer dizer, quando se refere à vida, tudo deve seguir o caminho NATURAL. Quando se refere, porém, à morte, há uma tendência a fugir de seus efeitos e, por isso, procuram se desfazer do cadáver de uma forma ANTINATURAL. O processo NATURAL que Deus deixou para se desfazer de nossos corpos foi o sepultamento, onde a decomposição de suas partes vão se dando aos poucos e ao longo dos anos. Mas não é este o meio preferido por determinadas pessoas. Qual a razão de se ter tanta pressa no desfazimento do corpo através da cremação? Vejam as muitas razões que mostram a necessidade que temos de prestar reverência aos mortos e lhes dar dignas sepulturas. Aqui o texto completo no site Glória TV.


Na Índia, os corpos são queimados e depois jogados no rio


Veja também o vídeo


sábado, 26 de março de 2011

Arautos têm apoio do Vaticano, dos bispos e do povo equatoriano


Quito, 23 mar (SIR/EWTN Noticias) - A Conferência Episcopal Equatoriana (CEE) anunciou nessa segunda-feira que o Papa Bento XVI nomeou o atual Bispo de Guaranda e Secretário da CEE, Dom Angel Polivio Sánchez Loayza, como Delegado Pontifício do Vicariato Apostólico de San Miguel de Sucumbíos ante o Governo.
O comunicado assinala que a nomeação estipula como funções do Dom Sánchez ajudar "nas tarefas pastorais desse Vicariato enquanto não seja tomada outra decisão". Esta nomeação, explicou o Arcebispo do Guayaquil e Presidente da CEE, Dom Antonio Arregi, não significa a substituição do atual Administrador Apostólico do Vicariato e sacerdote dos Arautos do Evangelho, mons. Rafael Ibarguren, quem se mantém no cargo até que seja nomeado o novo Bispo. Os Arautos do Evangelho são uma associação internacional de direito pontifício reconhecida pela Santa Sé em 2001 que também realizam seu trabalho apostólico nesta zona do Equador. A Associação foi fundada pelo brasileiro Mons. João Scognamiglio Clá Dias. Dom Ibarguren assumiu a administração apostólica do Vicariato de Sucumbíos logo depois da renúncia de quem fora durante 40 anos Bispo ali, o carmelita de origem espanhola Dom Gonzalo López Marañón. Em declarações à Radio Sonorama, Dom Antonio Arregui explicou que com a nomeação de Dom Sánchez Loayza como Delegado Pontifício de Sucumbíos "o Santo Padre interveio enviando um bispo que é nosso, de nossa diocese, que tem o importante cargo de ser o Secretário Geral da Conferência Episcopal para que represente o Vicariato ante o Governo". Dias atrás o presidente Rafael Correa criticou que mons. Ibarguren estivesse à frente do Vicariato do Sucumbíos e ameaçou vetar sua possível nomeação como Bispo. Em declarações à agência do nosso grupo em espanhol, a ACI Prensa, no dia 10 de março, o Presidente da CEE disse que "seria um precedente totalmente inaudito o que a estas alturas da história o estado pretenda regular a nomeação dos bispos".
Depois de recordar a independência que deve existir entre a Igreja e o Estado, o Arcebispo disse que "o Presidente (Correa) tampouco assegurou que procederá a vetar uma nomeação, mas sim afirmou que poderia fazê-lo".
Fonte:
Verbonet

Conferência episcopal do Equador apóia os Arautos do Evangelho

O presidente da Conferência Episcopal do Equador, Monsenhor Antonio Arregui, que é também Arcebispo de Guayaquil, declarou que os Arautos do Evangelho, encarregados do Vicariato Apostólico de Sucumbios, são uma sociedade de vida apostólica reconhecida pelo Papa. “Não é uma seita”, disse referindo-se às palavras pronunciadas pelo presidente Rafael Correa, que classificou os Arautos como “seita fundamentalista”.
Declarou ainda Monsenhor Arregui que é o Papa quem legitima as entidades na Igreja. E se tem a aprovação da Santa Sé, não há distinção entre os Arautos e os Carmelitas.
Rafael Correa havia dito que os membros dos Arautos do Evangelho “são tipos que se vestem de forma medieval, que querem apagar do mapa toda a ação social na zona”. Além do mais, o presidente equatoriano deu seu apoio ao bispo emérito do Vicariato, Monsenhor Gonzalo López Marañón, carmelita descalço, numa aparente tentativa de criar uma confrontação dentro da igreja daquele país.
Segundo o jornal “El Universo”, em Sucumbios há um confronto entre grupos eclesiais por causa da nomeação do padre Rafael Ibarguren, EP, no lugar de Monsenhor López, o qual esteve à frente do vicariato por quarenta anos.
Informa ainda o jornal que o padre Ibarguren pediu aos fiéis para não cair na confrontação: “Não percamos tempo com querelas inúteis, em prejuízos mesquinhos, em ilusões orientadas, em atitudes negativas, em ações marcadas por interesse político, social ou econômico”.
No último domingo houve uma multitudinária manifestação das comunidades de Sucumbios a favor dos Arautos do Evangelho, conforme se pode ver no vídeo abaixo.
O que se vê é uma sadia reação popular em defesa daqueles que estão a cumprir as determinações vindas do Vaticano.



quarta-feira, 9 de março de 2011

SÃO MENTIROSOS OS QUE DIZEM QUE O CARNAVAL É APENAS UMA BRINCADEIRA

Santo Afonso Maria de Ligório
O tema do carnaval, como é natural, torna-se mais candente nesta época que antecede ao mesmo e à quaresma. Determinado professor resolveu fazer sua pesquisa numa sala com mais de 200 alunos: quem não for viajar no carnaval levante a mão! Um pequeno grupo de menos de 50 pessoas levantou a mão. Uma aluna retruca: mas, professor, a pergunta deveria ser outra: quem for “brincar” o carnaval levante a mão! Pois nem todos estes que levantaram a mão vão ficar na cidade pra participar do carnaval, em geral só não vão viajar porque não podem. Reconhecendo a certeza da indagação, fez a pergunta da aluna na sala; resultado, apenas cinco alunos levantaram a mão. Como se explica que uma festa em que tão poucos participem tenha tanta popularidade? É que, no dizer popular, "o bem não faz barulho, e o barulho não faz". Isto é, a popularidade está com o que faz barulho e não com o silencioso.
Mas, afinal, o carnaval, esta festa tão badalada nos quatro ventos da publicidade e da mídia mundial, continua ainda tão popular quanto nos tempos de outrora? Tudo indica que uma espécie de enjoo toma conta de certa camada da população, pois cresce a cada ano a quantidade daqueles que preferem fugir do carnaval a enfrentá-lo nas grandes cidades. Vê-se crescer cada vez mais as filas intermináveis de carros que abarrotam as rodovias em busca de sossego em alguma localidade bem longe do barulho irracional dos foliões. Segundo previsões otimistas fogem de São Paulo mais de 1,5 milhão de pessoas somente por uma das principais rodovias, isto sem contar os que saem de lá de avião ou mesmo de navio. Talvez metade dos paulistanos foge do carnaval. E do Rio, quantos seriam? E de Salvador? De Recife? É claro que o motivo destas fugas não é nenhum retiro, a grande maioria está mesmo em busca de lazer, de praias tranquilas para desfrutar de sossego e gozo da vida. Mas, no fundo, trata-se realmente de fugir do carnaval.
De outro lado, é bem verdade que grande quantidade de pessoas afluem para estas capitais carnavalescas oriundas de outros países e de cidades do interior. De cidades do interior, diz-se que vem diminuindo cada vez mais o afluxo de tais foliões, embora dêem desculpa de que é por motivos financeiros. De outros países, talvez não.
O principal motivo: violência ou desassossego?
Afinal, qual a razão de se fugir do carnaval? Em geral a mídia dá como motivo a violência que impera na festa momesca. Mas esta violência sendo, em geral, encoberta pela mídia, como se explica que as pessoas corram dela? Ouve-se o noticiario dizer, amiúde, que os carnavais são as festas mais pacíficas do mundo, mas a realidade mostra que naqueles dias é crescente o acúmulo de atos violentos e de mortes. E não é para menos: como é que pode haver paz e tranquilidade num mar de gente fora de si, alguns ébrios, outros drogados, todos envolvidos por um frenético som que convida à irracionalidade, ao deboche, à imoralidade, à agressão das boas regras sociais, ”misturados” e “unidos” sob o mesmo objetivo, que é a folia destemperada?
Mas, seria somente a violência o principal fator a afastar as pessoas do carnaval? Em Salvador, a população de dois bairros da cidade, Barra e Ondina, anualmente muda quase que completamente suas populações. Ou vão para casa de parentes na própria cidade, ou, em geral, viajam para uma cidade do interior onde não haja carnaval. Motivos: barulho, intranquilidade, dificuldade de acesso às suas residências, dificuldade até para dormir ou descansar, etc. Não falam em violência, que sabem existir, mas sim a falta de sossego e de paz. E por isso procuram fugir, não só do bairro, mas da cidade, pois em qualquer lugar que se encontrassem a mesma folia tais pessoas sentiriam enjoo, asco, etc. Este enjoo está cada vez mais crescendo em certa camada da população, aquela formada por pessoas ainda dotadas de bom senso.
De modo especial, sentem isso os católicos fiéis à sã doutrina da Igreja, muitos dos quais procuram refúgio em centenas de casas de retiros espalhadas pelo Brasil.

São Vicente Ferrer assim falou sobre o carnaval:
“O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

Santa Margarida Maria Alacoque teve a seguinte visão:
“Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?”

Vejam o que diz, sobre o carnaval, o grande Santo Afonso Maria de Ligório:

“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!”
(LIGÓRIO, Afonso Maria de, Meditações).

sexta-feira, 4 de março de 2011

A luta em defesa da vida no Brasil


Com o tema sendo posto em destaque na última campanha eleitoral para presidente, a luta em defesa da vida adquiriu novos rumos em nosso país. Após a posse de Dilma, verifica-se que as organizações pró-vida encontram-se mais unidas e atuantes. Até mesmo a vida pública das mulheres nomeadas pela presidente foram expostas na mídia, a fim de que se possa analisar até que ponto Dilma está ou não comprometida com a defesa do aborto. São, no total, 9 ministras, a maioria das quais já se declararam favoráveis ao aborto, embora muitas vezes de uma forma eufemística, como é comum entre gente hipócrita que não tem coragem de falar abertamente de suas idéias.

Segundo o blog
Cultura da Vida , numa pesquisa feita no Google onde se coloca o nome de cada ministra seguido da palavra “aborto”, segue-se o resultado de milhares de referências. A líder desta singular pesquisa é a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, com aproximadamente 209.000 resultados. É a menos hipócrita, pois já declarou publicamente que vai lutar para aprovar o PNDH do jeito que está, via decreto presidencial. E todos sabem que a descriminalização do aborto está ali incluído.

Já a ex-senadora Ideli Salvati, do PT, hoje ministra da pesca, com mais de 80 mil resultados no Google, quando da última visita do Papa ao Brasil o ministro da saúde fez um pronunciamento (uma surrada tese abortista) dizendo que o aborto é uma questão de saúde pública, sendo logo apoiado por ela. A senadora, hoje ministra, é produto das CEBs e da esquerda católica. É claro que em sua pasta o aborto não será sequer abordado, mas será mais uma voz a se ouvir na mídia fazendo coro às demais que se pronunciarem sobre o tema.
Dentre as 9 mulheres nomeadas pela presidente, há algumas (bem poucas) que nunca se pronunciaram sobre o aborto, mas é provável que sejam “convocadas” para unir suas vozes à do partido governante, o qual tem como meta em seu programa a aprovação do aborto.

Deputados seguem a maioria do povo brasileiro, contrária ao aborto
Notícia melhor foi divulgada pelo site da Globo, o famoso G1. Fazendo eco às recentes pesquisas que mostram nossa população em esmagadora maioria contrária à descriminalização do aborto, pesquisa feita entre os Deputados Federais mostra a mesma tendência na Câmara.
À pergunta "É favorável à descriminalização do aborto?", 267 disseram "não", 78, "sim", 37, "em termos", e 32 não souberam responder, totalizando 414 dos 513 deputados. O levantamento do G1 ouviu opiniões a respeito de 13 temas polêmicos. A reportagem conseguiu contato com 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. Outros 67, mesmo procurados por telefone ou por intermédio das assessorias durante semanas consecutivas, não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações. Quer dizer, mesmo somando estes 99 omissos, mais os 78 favoráveis, os 37 que responderam "em termos" e os 32 que "não souberam responder" (omissos do mesmo modo), os que se dizem contrários à descriminalização ainda é maioria absoluta. Estes últimos (num total de 267 ) representam 52% dos 513 deputados que compõem a Câmara.
Fontes: G1 e Brasil Sem Aborto

Já não é mais “politicamente correto” se pronunciar a favor do aborto. Os deputados que se cuidem, pois as organizações pró-vida divulgarão em breve a toda a sociedade os nomes e endereços dos que são favoráveis e contrários ao aborto. Os que quiserem ficar indiferentes, como mostra a pesquisa do G1 (são quase cem, cerca de 20% da Câmara) também que se cuidem, pois não cai bem ficar indiferente perante um tema tão polêmico e apaixonante, como é o do aborto.