sábado, 22 de maio de 2010

Documentário sobre Fátima









O Papa e o desenvolvimento de comunidades carentes das Américas

Um aspecto de pouco destaque é o grande auxílio que o Papa, por intermédio do Estado do Vaticano e das Instituições da Igreja, vem dando a várias comunidades carentes no mundo. Um exemplo é a uma fundação criada por ocasião do V Centenário do Descobrimento da América e destinada a auxiliar o desenvolvimento de comunidades indígenas e camponesas. Pelo seu objetivo e contexto extraído de sua atividade, distoa completamente das idéias expressas no CIMI e algumas entidades que cuidam dos índios, para as quais eles devem permanecer na barbárie e no mais crasso paganismo em que nasceram. A "Fundação Populorum Progressio", fundada em 13 de fevereiro de 1992 por João Paulo II no marco das festividades do V centenário da Evangelização do continente americano, atingiu um total de 200 projetos para o desenvolvimento dos povos no continente americano. A Fundação é presidida atualmente pelo cardeal Josef Cordes e tem como objetivo promover o desenvolvimento integral das comunidades indígenas e camponesas mais pobres da América Latina e ser o testemunho do anseio cristão de fraternidade e solidariedade. Um comunicado que tem a assinatura de Monsenhor Segundo Tejado Muñoz, do Pontifício Conselho Cor Unum, informa que a Fundação dispendeu mais de dois milhões de dólares para o financiamento dos referidos 200 projetos. A maior parte de tais projetos estão localizados no Brasil, com 39, Colômbia, com 35, Peru, com 27, e Equador, com 18.
Trata-se de projetos que interessam a vários aspectos do desenvolvimento integral de uma comunidade tais como saúde, convivência social, água potável, instrução, infraestruturas municipais, produção, alimentação, formação religiosa e cívica, etc. Na última reunião da Fundação foram apresentadas as diversas situações sociopolíticas e eclesiais das nações representadas, num contexto pastoral de todo o continente, com especial destaque para Honduras e nos países que estão convivendo com tensões sociais e políticas.
A Fundação tem sua sede no Pontifício Conselho Cor Unum, cujo presidente é Mons. Josef Cordes, também presidente da fundação e seu representante legal.
Em julho de 2009, a Gaudim Press informava que o Conselho de Administração da "Fundação Populorum Progresio" estava analisando a aprovação de, no mínimo, 231 projetos em 20 países, dentre os quais o Brasil com 45.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fátima, a Rússia e o Ícone de Kazan

O ano de 1917 foi marcante porque nele ocorreram as Aparições de Fátima e a Revolução Bolchevista, o flagelo principail com que Deus estava castigando o mundo, acontecimentos tão marcantes que, pode se dizer, determinaram o rumo da história de todo o século XX. Comum a estes dois fatos, há um objeto de grande devoção para os russos, o ícone de Kazan, que esteve décadas em Portugal e depois foi entregue ao Papa. O site “Glória TV” publica um interessante vídeo documentário sobre o que representa Fátima e o Ícone de Kazan, produzido pela RTP sob o título de “Fátima na Rússia”. Conta o mesmo com os depoimentos de Anne Applebaum, jornalista do “Washington Post” , autora do livro “Gulag, uma história” prémio Pulitzer 2004, Cardeal Walter Kasper, responsável no Vaticano pelo Conselho para a unidade dos cristãos, Adriano Racucci, historiador da Comunidade de Sto. Egídio, Anatoly Krasikov, ex-diretor da agência noticiosa soviética Tass e testemunhos de ex-prisioneiros de Gulag, entre outros. “Fátima na Rússia” apresenta imagens de arquivo inéditas da história russa e de Fátima.

O Ícone de Nossa Senhora de Kazan regressa à Rússia
No dia 10 de Julho de 2004, enquanto o Santo Padre se encontrava em férias no Vale de Aosta, norte de Itália, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Dr. Navarro-Valls, fez a seguinte declaração: “Há umas semanas, o Santo Padre comunicou ao Patriarca de Moscou o seu desejo de doar à Igreja Ortodoxa Russa o sagrado Ícone de Nossa Senhora de Kazan. Desde quando, há anos, o Papa recebeu este sagrado Ícone, foi sempre seu vivo desejo restituí-lo à veneração do povo russo e, considerando ter chegado o tempo propício, marcou a cerimônia da entrega do sagrado Ícone para o próximo dia 28 de Agosto, festa da Dormição de Nossa Senhora segundo o calendário litúrgico ortodoxo. O Santo Padre espera que este gesto possa contribuir para o diálogo entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. Antes da restituição, haverá em Roma um ato de devoção ao sagrado Ícone de Nossa Senhora de Kazan, do qual será dado conhecimento proximamente sobre a modalidade e a data. Será comunicada também a composição da delegação que se deslocará à Rússia para a sua entrega”.
Este Ícone ou imagem de Nossa Senhora com o Menino é do tipo “Odighitria” (Aquela que indica o caminho). Toma o nome da cidade russa de Kazan, onde, no ano de 1579, teria sido recuperada, por uma menina de nove anos, das ruínas de uma casa destruída por um incêndio. Era uma das muitas cópias de um outro Ícone mais antigo que se encontrava em Constantinopla e que, segundo a tradição, fora pintada pelo evangelista S. Lucas. Está ligada a vários fatos da história russa: a libertação de Moscou e da Rússia das tropas polacas (1612), das tropas de Napoleão (1812) e também das tropas de Hitler (1941). Venerava-se especialmente na catedral de Kazan, próximo de São Petersburgo, e também na Praça Vermelha de Moscou, numa igreja consagrada em 1630, demolida nos anos 30 do século XX, e reconstruída de raiz, já depois da queda do regime comunista russo, em 1990.
O Ícone que então foi entregue à Rússia foi examinado por quatro peritos russos e por quatro do Vaticano que concluíram ser uma cópia dos finais do século XVII ou princípios do século XVIII. Nos finais do mesmo século XVIII, foi coberto com uma placa de prata e adornada com pedras preciosas. Levado da Rússia para o ocidente, passando pela Inglaterra, foi parar aos Estados Unidos. Conta John Haffert, um dos fundadores do Exército Azul, que o viu na Feira Mundial de Nova Iorque, em 1964. Depois de muitas vicissitudes, foi o mesmo Exército Azul, agora denominado Apostolado Mundial de Fátima, que o adquiriu por um grande preço e enviou para Portugal, para ser entronizado na Capela bizantino-russa da “Domus Pacis” (sede internacional do Exército Azul), onde chegou no dia 21 de Julho de 1970. Foi uma cerimônia tocante a que juntou, na Capelinha das Aparições, o Ícone de Nossa Senhora de Kazan e a imagem de Nossa Senhora de Fátima, chegando aquele a ser colocado na própria coluna que assinala o sítio da azinheira, onde Nossa Senhora, a 13 de Julho de 1917, profetizou a conversão da Rússia e o triunfo do seu Imaculado Coração.
Entre 1974 e 1982, o Ícone de Kazan esteve nos Estados Unidos, regressando a Fátima a 9 de Maio de 1982.
A 26 de Fevereiro de 1993, o Apostolado Mundial de Fátima (Exército Azul) “fez oferta irrevogável e transferiu a propriedade e o título do Ícone de Nossa Senhora de Kazan para a Santa Sé, para uso do Santo Padre e para que sirva para glória de Deus e em honra de Nossa Senhora de Fátima”. A entrega foi feita no dia 1 de Março de 1993, na Domus Pacis, pelo então diretor da sede internacional do Exército Azul, Sr. António Jacinto Pereira, a Mons. Luigi Pezzuto, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica de Lisboa, estando presente o Bispo de Leiria-Fátima, D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva.
Desde então, o Ícone tem estado sempre no gabinete particular do Papa, onde foi venerado por diversas personalidades que o visitaram, entre as quais o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a 5 de Novembro de 2003. João Paulo II declarou ao Senhor Bispo de Leiria-Fátima, logo em 1993, que tencionava entregá-lo à Rússia, quando a pudesse visitar. Várias datas foram propostas: 1997 e finais de 2003, quando esteve prevista uma passagem do Papa por Kazan, a caminho da Mongólia. Finalmente, a entrega do Ícone realizou-se em agosto de 2004, embora não o tenha sido feito pela própria mão do Papa, como ele tanto desejava.

Fonte:
Santuário de Fátima


HOMILIA DO SANTO PADRE NA CELEBRAÇÃO DA PALAVRA PARA A ENTREGA DO ÍCONE DA MÃE DE DEUS DE KAZAN' À IGREJA ORTODOXA RUSSA

Caríssimos Irmãos e Irmãos!
1. Como anunciei no domingo passado, o nosso tradicional encontro semanal assume hoje uma fisionomia particular. De facto, encontramo-nos recolhidos em oração à volta do venerado Ícone da Mãe de Deus de Kazan', que está prestes a empreender a viagem de regresso à Rússia, de onde partiu num dia longínquo.
Depois de ter atravessado vários Países e ter permanecido muito tempo no Santuário de Fátima, em Portugal, há mais de dez anos chegou providencialmente à casa do Papa. Desde então encontrou um lugar junto de mim e acompanhou com olhar materno o meu quotidiano serviço à Igreja.
Quantas vezes, a partir daquele dia, invoquei a Mãe de Deus de Kazan', pedindo-lhe que protegesse e guiasse o povo russo que lhe é devoto, e que apressasse o momento em que todos os discípulos do seu Filho, reconhecendo-se irmãos, saberão recompor plenamente a unidade comprometida.
2. Desde o início, desejei que este santo Ícone regressasse ao solo da Rússia, onde segundo credíveis testemunhos históricos foi durante muitos anos objecto de profunda veneração por parte de inteiras gerações de fiéis. Em torno do Ícone da Mãe de Deus de Kazan' desenvolveu-se a história daquele grande povo.
A Rússia é uma nação desde há muitos séculos cristã, é a Santa Rus'. Mesmo quando forças contrárias se abateram contra a Igreja e procuraram cancelar da vida dos homens o santo nome de Deus, aquele povo permaneceu profundamente cristão, testemunhando em tantos casos com o sangue a própria fidelidade ao Evangelho e aos valores que ele inspira.
Portanto, é com particular emoção que dou graças juntamente convosco à Divina Providência, que hoje me concede enviar ao venerado Patriarca de Moscovo e de todas as Rússias a oferta deste santo Ícone.
3. Que esta antiga imagem da Mãe do Senhor diga a Sua Santidade Aleixo II e ao venerando Sínodo da Igreja Ortodoxa russa o afecto que o Sucessor de Pedro nutre por eles e por todos os fiéis que lhes estão confiados. Diga a estima que ele sente pela grande tradição espiritual da qual a Santa Igreja russa é guardiã. Diga o desejo e o firme propósito do Papa de Roma de progredir juntamente com eles pelo caminho do conhecimento e da reconciliação recíprocos, para apressar o dia daquela unidade plena dos crentes, pela qual o Senhor Jesus rezou ardentemente (cf. Jo 17, 20-22).
Caríssimos Irmãos e Irmãs, uni-vos a mim para invocar a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, no momento em que entrego o seu Ícone à Delegação que, em meu nome, a levará a Moscovo.
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Oração do Santo Padre à Mãe de Deus de Kazan'

Gloriosa Mãe de Jesus,
que "procedes diante do povo de Deus pelos caminhos da fé,
do amor e da união com Cristo" (cf. Lumen gentium, 63), sê bendita!
Todas as gerações te chamam bem-aventurada,
porque "o Omnipotente fez em ti grandes coisas;
é Santo o seu nome" (cf. Lc 1, 48-49).
Sê Bendita e honrada, ó Mãe, no teu Ícone de Cazan',
no qual desde há séculos és circundada pela veneração
e pelo amor dos fiéis ortodoxos,
tendo-te tornado protectora e testemunha das maravilhas de Deus
na história do povo russo, que por todos nós é tão amado.
A Providência divina, que tem o poder de vencer o mal
e tirar o bem até das más acções dos homens,
fez com que o Santo Ícone, que desapareceu em tempos longínquos,
aparecesse no santuário de Fátima, em Portugal.
Em seguida, por vontade de pessoas que te são devotas,
ela foi acolhida na casa do Sucessor de Pedro.
Mãe do Povo ortodoxo,
a presença em Roma da tua santa Imagem de Kazan'
fala-nos de uma unidade profunda entre o Oriente e o Ocidente,
que perdura no tempo apesar das divisões históricas
e dos erros dos homens.
Elevamos-te agora com especial intensidade a nossa oração,
ó Virgem, no momento em que nos despedimos
desta tua sugestiva Imagem.
Acompanhar-te-emos com o coração
pelo caminho que te levará à santa Rússia.
Aceita o louvor e a honra que te presta
o povo de Deus que está em Roma.
Ó bendita entre todas as mulheres,
ao venerar o teu Ícone nesta Cidade
marcada pelo sangue dos Apóstolos Pedro e Paulo,
o Bispo de Roma une-se espiritualmente ao seu Irmão
no ministério episcopal,
que preside como Patriarca à Igreja ortodoxa russa.
E pede-te, Mãe Santa, que intercedas
para que se apresse o tempo da plena unidade
entre o Oriente e o Ocidente,
da plena comunhão entre todos os cristãos.
Ó Virgem gloriosa e bendita,
Senhora, Advogada e nosso Conforto,
reconcilia-nos com o teu Filho,
recomenda-nos ao teu Filho, apresenta-nos ao teu Filho!
Amém.
Fonte:
Vaticano

Assista o vídeo:


quarta-feira, 19 de maio de 2010

A devoção à Virgem Maria nas Ilhas Canárias

A Virgem dos Vulcões (ou Nossa Senhora das Dores)

Venerada em Tinajo, ilha de Lanzarote. Em abril de 1736, data das erupções vulcânicas, um franciscano, o padre Guardián, convoca e acalma o povo para organizar uma procissão portando a imagem de Nossa Senhora das Dores e dirigir-se ao encontro das correntes de lavas. A fervorosa procissão se situou na Montanha de Guiguán e ali prometeram solenemente construir uma ermida para a Senhora se Ele conseguisse conter a desolação que estava ocorrendo. Um homem decidido e valente, abraçado a uma cruz, adiantou-se quanto pôde ao fervente magma e cravou a cruz enquanto os presentes choravam e rogavam com fé firme. Quando o rio de lavas chegou ao pé da cruz, deteve-se, deixando de sepultar novas terras e desviando-se para as petrificadas escórias de anteriores erupções.
As promessas feitas à Virgem em dias aziagos e desesperadores foram esquecidas tão logo quando os insulares obtiveram paz e tranqüilidade. Tinajo só contava com um par de ricos entre os quais estava Juan Antonio Acosta, pai de Juana Rafaela Acosta, uma pequena pastorinha de cabras de apenas nove anos de idade (ano 1774).
Cuidava a menina das cabras um dia quando uma mulher enlutada a saudou amavelmente e lhe disse: “Menina, olha e diz a teus pais que cumpram com os vizinhos a promessa de construir a ermida, pois do contrário ocorrerá nova explosão vulcânica”. A menina contou este encontro a seus pais, os quais não acreditaram e riram considerando um embuste. Dias mais tarde a menina volta a ver a mulher que lhe deu o mesmo recado, mas a menina se nega a transmiti-lo porque seus pais a castigariam por não acreditá-la. A Santíssima Virgem, que outra não era a mulher de luto, pôs sua mão sobre os ombros da menina dizendo-lhe: “Vai, agora te acreditarão”. Os pais de Juana Rafael ficaram atônitos e sem fala, surpreendidos de ver uma marca como de uma sombra em forma de fina e bem proporcionada mão que Nossa Senhora havia deixado no ombro da menina. Levaram Juana Rafaela ao templo matriz para mostrar-lhe as diversas imagens da Virgem, e a menina reconheceu na de Nossa Senhora das Dores a mesma da mulher enlutada que lhe apareceu. A partir desse momento todos os vizinhos, ricos e pobres, se moveram logo para edificar a ermida prometida naqueles dias de angústia e desolação. O término da obra duraria ao redor de 10 anos. A partir do milagroso acontecimento que correu de boca em boca toda a ilha, a devoção para com a Virgem das Dores mostrava sempre os vizinhos levando esmolas para o culto e construção da ermida, tanto em dinheiro como em produtos ou doação de terrenos. A 13 de julho de 1824, às sete da manhã entrou em erupção o Vulcão da Capelania do Clérigo Duarte, entre Tão e Tiagua. Os vizinhos constituíram uma procissão desde Guiguam até Vegueta. Chegando às faldas de Tamia, pelo caminho de Tiangua a Tão, todos os presentes, joelhos no chão, imploraram a Nossa Senhora que não permitisse que as terras fossem de novo desoladas e seus bens destruídos. No mesmo instante o vulcão deixou de vomitar lava e passou a expulsar apenas colunas de fumaça. Após este novo milagre a Virgem das Dores se proclamou como a Virgem dos Vulcões.
Em 1850 a ermida foi fechada para restauração pelo bispo D. Buenaventura Codina. As obras foram interrompidas entre 1854-60, voltando-se a abrir em 1861.
Em 1988 houve outra restauração por causa de deterioração do tempo. A 18 de junho deste mesmo ano foram trasladados os objetos de Tinajo. Passava de uma hora da tarde quando tiraram a imagem da Virgem e, horas depois, ruiu toda a cúpula da ermida (como se estivesse apenas esperando que a imagem saísse).

Ato de confiança e consagração dos sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria

ATO DE CONFIANÇA E CONSAGRAÇÃO
DOS SACERDOTES AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
ORAÇÃO DO PAPA BENTO XVI
Igreja da Santíssima Trindade - Fátima
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Mãe Imaculada,
neste lugar de graça,
convocados pelo amor do vosso Filho Jesus,
Sumo e Eterno Sacerdote, nós,
filhos no Filho e seus sacerdotes,
consagramo-nos ao vosso Coração materno,
para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.
Estamos cientes de que, sem Jesus,
nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5)
e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele,
seremos para o mundo
instrumentos de salvação.
Esposa do Espírito Santo,
alcançai-nos o dom inestimável
da transformação em Cristo.
Com a mesma força do Espírito que,
estendendo sobre Vós a sua sombra,
Vos tornou Mãe do Salvador,
ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho,
nasça em nós também.
E assim possa a Igreja
ser renovada por santos sacerdotes,
transfigurados pela graça d'Aquele
que faz novas todas as coisas.
Mãe de Misericórdia,
foi o vosso Filho Jesus que nos chamou
para nos tornarmos como Ele:
luz do mundo e sal da terra
(cf. Mt 5, 13-14).
Ajudai-nos,
com a vossa poderosa intercessão,
a não esmorecer nesta sublime vocação,
nem ceder aos nossos egoísmos,
às lisonjas do mundo
e às sugestões do Maligno.
Preservai-nos com a vossa pureza,
resguardai-nos com a vossa humildade
e envolvei-nos com o vosso amor materno,
que se reflete em tantas almas
que Vos são consagradas
e se tornaram para nós
verdadeiras mães espirituais.
Mãe da Igreja,
nós, sacerdotes,
queremos ser pastores
que não se apascentam a si mesmos,
mas se oferecem a Deus pelos irmãos,
nisto mesmo encontrando a sua felicidade.
Queremos,
não só por palavras mas com a própria vida,
repetir humildemente, dia após dia,
o nosso « eis-me aqui».
Guiados por Vós,
queremos ser Apóstolos
da Misericórdia Divina,
felizes por celebrar cada dia
o Santo Sacrifício do Altar
e oferecer a quantos no-lo peçam
o sacramento da Reconciliação.
Advogada e Medianeira da graça,
Vós que estais totalmente imersa
na única mediação universal de Cristo,
solicitai a Deus, para nós,
um coração completamente renovado,
que ame a Deus com todas as suas forças
e sirva a humanidade como o fizestes Vós.
Repeti ao Senhor aquela
vossa palavra eficaz:
« não têm vinho » (Jo 2, 3),
para que o Pai e o Filho derramem sobre nós,
como que numa nova efusão,
o Espírito Santo.
Cheio de enlevo e gratidão
pela vossa contínua presença no meio de nós,
em nome de todos os sacerdotes quero,
também eu, exclamar:
« Donde me é dado que venha ter comigo
a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).
Mãe nossa desde sempre,
não Vos canseis de nos visitar,
consolar, amparar.
Vinde em nosso socorro
e livrai-nos de todo o perigo
que grava sobre nós.
Com este ato de entrega e consagração,
queremos acolher-Vos de modo
mais profundo e radical,
para sempre e totalmente,
na nossa vida humana e sacerdotal.
Que a vossa presença faça reflorescer o deserto
das nossas solidões e brilhar o sol
sobre as nossas trevas,
faça voltar a calma depois da tempestade,
para que todo o homem veja a salvação
do Senhor,
que tem o nome e o rosto de Jesus,
refletida nos nossos corações,
para sempre unidos ao vosso!
Assim seja!