quarta-feira, 18 de março de 2026

DENÚNCIAS FALSAS CONTRA OS ARAUTOS DO EVANGELHO CAEM NO VAZIO

 

 


 Estampamos a seguir artigo do Instituto de estudos sociais e religiosos católico, denominado Instituto EN Regina Militesedição de março de 2026

 "HBO usa denúncia falsa para atacar Arautos do Evangelho em série anticatólica

Ataque aos Arautos desenterra fake news para atacar ortodoxia da instituição

Especializados em séries sensacionalistas que misturam horror e suspense, os produtores envolvidos no documentário da HBO “Escravos da fé: os Arautos do Evangelho”, resolveram dar voz a denúncias falsas, retratadas pelos próprios denunciantes ou rejeitadas pelo Vaticano e pela Justiça brasileira. A verossimilhança dos ataques se vale da cultura anticatólica presente nos principais meios de comunicação acostumados a insinuações maliciosas envolvendo o Vaticano.

Seguindo a linha de panfletos anticatólicos como o “Código Da Vinci”, a produção deu espaço a caluniadores que integram uma verdadeira seita anticatólica que há quase 10 anos vem perseguindo a instituição Arautos do Evangelho. Entre eles, ex-membros que foram afastados por problemas morais ou psicológicos, reunidos sob a tutela de antigos desafetos que remontam à época da TFP.

Em geral, as críticas aos Arautos giram em torno de um suposto “excesso” de ortodoxia e disciplina, vistos como exagerados “em pleno século XXI”. Munidos de certos preconceitos nutridos contra a tradição bimilenar da Igreja, eles resgataram histórias que na época já haviam sido desconsideradas.

Há pelo menos três denúncias de cunho moral feitas contra os Arautos, todas elas rejeitadas. A primeira, em 2017, resumia-se a uma carta anônima que foi imediatamente ignorada por razões óbvias. Na segunda, a denúncia tinha sinais de falsificação grosseira, sendo também rejeitada pela Congregação para a Doutrina da Fé e pela Nunciatura. A última delas foi de uma ex-membro da instituição que dava detalhes de um abuso do qual ela mesma havia apenas “ouvido dizer”. Todos eles possuíam uma coisa em comum: miravam o fundador da obra, Monsenhor João Clá Dias, discípulo de Plinio Corrêa de Oliveira.

O termo usado no título “escravos da fé” remete à espiritualidade católica vivida na instituição, inspirada pelo Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem, de São Luis Maria Grignion de Montfort. A escravidão a Jesus Cristo pelas mãos de Maria Santíssima existe há pelo menos 300 anos na Igreja e tem como praticantes papas e santos como São João Paulo II e outros. No entanto, a palavra tem um sabor pérfido na opinião pública leiga, sugerindo maliciosamente supostos abusos ou submissão etc, insinuando proximidade com seitas e cultos alheios á doutrina católica. Com essa maliciosa jogada semiótica, os produtores seguiram o imaginário impuro dos próprios denunciantes que, como um dos perseguidores dos Arautos confessou, “eu não suporto a pureza deles”.

O grande trunfo na mão dos adversários da instituição, assim como da HBO, é o desconhecimento do grande público sobre elementos básicos da doutrina católica, como obediência, disciplina, castidade, valores que o mundo moderno rejeita e a Igreja sempre conservou.

Um exemplo claro foi a exploração de cenas típicas de qualquer paróquia usadas para ilustrar insinuações de supostos abusos. Cenas de ordenações, nas quais tradicionalmente os candidatos deitam-se no chão de bruços, o tapa do Crisma, gesto leve feito no rosto do crismando para confirmá-lo, tudo isso para ilustrar suposto constrangimento e humilhação. Em situações normais, isso dispensaria explicações.

No entanto, acusações ganham aparência de verdade quando ditas em linguagem investigativa, fotografia sombria e sussurros produzidos em estúdios. Até mesmo fatos investigados e rejeitados pela Justiça podem parecer esconder uma verdade secreta.

 

O nível das denúncias

Consta no livro O Comissariado dos Arautos do Evangelho. Sancionado sem provas, sem defesa, sem diálogo. Crônica dos acontecimentos 2017–2025, dossiê documentado sobre a perseguição orquestrada contra a instituição, houve quem procurasse desencorajar que se acusasse os arautos de desvios morais. Desafetos que têm suas diferenças doutrinais com os Arautos, aconselharam a “não ir por este caminho” pois segundo eles não daria certo. Eles conheciam o zelo dos Arautos em relação a questões morais. Mas ao que parece aquele conselho não foi ouvido.

Em um comentário trocado por Prelados do Vaticano sobre a primeira das denúncias, um deles comentava ao delegado da Congregação para a Doutrina da Fé:

— “A denúncia não está assinada, é carta anônima. No meu tempo, carta anônima denunciando alguém era igual a lixo”.

O investigador respondeu:

— “Para mim também, mas eu tenho que obedecer ao que me foi pedido pela Nunciatura”.

Assim, depois de tudo devidamente apurado, a denúncia fora arquivada.

Alguns anos depois, veio a segunda tentativa, já logo após a Visita Apostólica, Com uma falsificação incrivelmente grosseira que foi logo descoberta pela Nunciatura, essa nova investida havia sido mais planejada. Reunidos no Chile com desafetos antigos que maquinavam a anos uma forma de atingir a obra de Monsenhor João, o grupo procurou a nunciatura do Chile para levar a denúncia diretamente à Congregação para a Doutrina da Fé, já que no Brasil a visita havia também não encontrado nada que desabonasse a instituição.

Então veio outra denúncia semelhante feita por uma denunciante que sequer estava presente. Ou seja, ela “ouviu dizer”. Depois disso, houve mais uma tentativa derradeira de macular a imagem do fundador dos Arautos. Tratou-se de um homem, ex-membro e afastado por problemas morais, que depois de muitos anos de bons relacionamentos com os Arautos foi contatado por antigos membros da extinta TFP para alegar suposta “violação de sigilo de confissão”, um crime grave para um padre.

No entanto, a denúncia foi desmentida antes mesmo de se iniciar a investigação. O cardeal Dom Jaime Spengler, que não é nada simpático aos Arautos e até tinha proximidade suspeita com o grupo de caluniadores, foi quem considerou a denúncia totalmente descabida.

No documentário, há a menção do caso da Irmã Lívia, falecida em um acidente numa das casas do ramo feminino dos Arautos, no qual ela caiu de uma janela durante o dia de limpeza em 2016. O caso foi investigado pelo Ministério Público e o parecer concluía tratar-se realmente de um acidente. No entanto, passados dois anos do acidente, surgem versões que insinuavam um suicídio ou homicídio. Sem qualquer base para essa alegação, a versão começou a circular até chegar à conhecida reportagem do Fantástico. No canal dos Arautos do Youtube, há um vídeo feito por eles durante as gravações da reportagem, no qual se vê claramente o pai da irmã Lívia tentando falar com o repórter, que negava-se a entrevistá-lo. Ou seja, a versão que a Globo pretendia dar já estava definida de antemão.

 

Produção cinematográfica de “provas”

No Brasil, quem tem nas mãos a máquina do sensacionalismo não precisa de sistema judiciário nem de provas para condenar no tribunal paralelo da mídia. Foi o que aconteceu no caso conhecido da “Escola Base”, ocorrido nos anos 90, no qual famílias foram destruídas por acusações falsas conduzidas por reportagens jornalísticas. O caso até hoje é objeto de estudo nas faculdades de jornalismo como uma grande catástrofe causada pelos jornais. Será uma repetição? Quem não conhece essa história, basta ler o artigo do advogado Marco Antonio Machado, publicado recentemente no Correio Brasiliense, em que conta a história apontando as preocupantes semelhanças com a perseguição atual sofrida pelos Arautos do Evangelho.

De fato, a série “Escravos da Fé” já está sendo criticada até mesmo por pessoas que nem conhecem a instituição católica, dada a má fé estampada em suas propagandas e no sensacionalismo da produção.

Apostando na impunidade de um Judiciário que enfrenta com desdém escandaloso, a HBO entrou de cabeça nas histórias “vendidas” pela seita de desafetos do grupo, resultando em uma ficção cuja verossimilhança é garantida pela histórica má fé da imprensa com o catolicismo. Com isso, a produtora pode estar entrando em um terreno perigoso ao disseminar fake news contra instituições católicas. O resultado disso será, certamente, o aumento do ódio aos cristãos, tendência que vem crescendo em todo o mundo devido em grande parte à campanhas midiáticas anticatólicas.

 

O ódio à Igreja Católica

O ataque da HBO não é apenas aos Arautos do Evangelho, mas ao centro da tradição católica conservada pela instituição que foi inspirada na obra de Plinio Corrêa de Oliveira, chamado de “Cruzado do século XX” por historiadores, elogiado e condecorado pelo Papa São Paulo VI. Monsenhor João Clá, por sua vez, ao transformar a obra de doutor Plinio em uma verdadeira ordem de cavalaria moderna, inseriu a tradição católica no século XXI.

Aprovados por São João Paulo II e Bento XVI, os Arautos constituem uma associação católica de sólida formação. O Papa Bento XVI, em entrevista publicada com o título Luz do Mundo, de Peter Seewald, disse que os Arautos do Evangelho eram um sinal de vitalidade na Igreja da América Latina, “jovens cheios de entusiasmo por terem reconhecido em Cristo o Filho de Deus, e desejosos de anunciá-Lo ao mundo”.

Em 2009, Monsenhor João recebeu uma homenagem do mesmo Papa na Basílica dos Arautos, pelas mãos do Cardeal Franc Rodé, que declarou dirigindo-se ao fundador dos Arautos:

“Neste empreendimento, nascido em vosso nobre coração, não podemos deixar de ver uma graça particular dada à Igreja, um ato da Divina Providência em vista das necessidades do mundo de hoje”.

Começa-se a compreender a afirmação de um dos perseguidores dos Arautos quando diz, no documentário, a frase: “eu não sei como que isso pode existir no século XX”.

 

Extraído de:

https://estudosnacionais.substack.com/p/hbo-usa-denuncia-falsa-para-atacar?utm_source=direct&utm_campaign=post-expanded-share&utm_medium=web&fbclid=IwY2xjawQn-0VleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe3_Ib3eQ9uTEooVFQ7uVkkvcNObOit4JOhqKONX81BcgAhoUqm1rIWeeleb8_aem_cSCFWrbkzAcpPGiKHYVSPA&triedRedirect=true

 

 

 


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