Está implícito no sistema ideológico implantado
hoje na Igreja, qual seja, o da “Teologia da Libertação” ou dos chamados
progressistas, a quase indefinição de suas ideias. Isto porque, quando o fazem,
geralmente, são repelidos pela opinião pública.
Afinal, qual a ideologia religiosa do cardeal
João Braz de Aviz? Que tipo de posição ele adota perante a ação da Igreja no
mundo? É somente progressista moderado ou pertence ao grupo da “Teologia da
Libertação”? Ele já se definiu quanto ao seu modo de pensar?
Aparentemente, pelas declarações que andou
fazendo, o personagem é vazio de ideologias. Seu pensamento parece que só se manifesta
em coisas práticas da vida, talvez fosse apenas o mundanismo infiltrado na
Igreja. Nesse caso, ele não seria caracterizado como progressista ou adepto da
TL, não desenvolve atividade militante ou simplesmente intelectual em defesa
destes grupos infiltrados na Igreja. Será isso mesmo?
De outro lado, precisamos analisar não somente
o Cardeal João Braz de Aviz, mas, quase toda a equipe que ele nomeou para
tentar destruir os Arautos. Sim, e tais companheiros dele nessa batalha possuem
alguma ideologia ou são vazios como ele? Para simplificar: são simplesmente
mundanos que invadiram importante órgão do Vaticano? Nesse caso, precisaríamos
analisar todo o pensamento desta equipe,
tentando ver, uma a um, o que há de comum na ideologia do grupo.
Julgo tal tarefa muito difícil, pois a partir
do Vaticano II o que ficou patente na nova mentalidade que dominou grande
parcela do clero é, exatamente, essa indefinição; os próprios documentos conciliares
são cheios de dubiedades, deixando na opinião pública a ideia de conclusões
instáveis sobre temas tão importantes. Mesmo assim, em certas ocasiões expõem
algumas ideias com lógicas internas, denunciando a existência de grupos
organizados com fins específicos. O que os define não é o que manifestam no pensamento,
mas no modo de agir.
O que a mídia diz é que Aviz é defensor da
Teologia da Libertação, mas não menciona nenhuma obra intelectual em que
defende suas ideias, pelo simples fato de que nunca as publicou. Só se fala em
suas críticas aos políticos e nada mais. Seus “pensamentos” foram expressos por
ele em alguns vídeos do YouTube, mas manifestam apenas, de modo geral,
liberalidade mundana misturada com certo misticismo religioso progressista. Tornou-se
conhecido pelos gracejos e falta de seriedade em suas homilias e entrevistas,
demonstrando completa falta de seriedade com os cargos que ocupou. Logo após
sua nomeação para o que ocupava ultimamente, declarou gracejando que não tinha conhecimentos
teológicos para o mesmo. Em algumas
declarações defende a promiscuidade entre homens e mulheres, inclusive entre os
de vida conventual e consagrada. Mas, tais pensamentos não estão condizentes
com o ideal político e social da TL, e sim como puro mundanismo ou, até mesmo,
sensualidade clara e visível.
Podemos, então, afirmar categoricamente que a única ideologia com a qual seu grupo perseguidor se identifica é com a TL, embora não tenhamos em mãos pronunciamentos claros sobre isso. Fanaticamente adeptos da TL, viram nos Arautos do Evangelho exatamente o contrário do que pregam, que é uma liberdade excessiva em todos os setores da atividade humana. De outro lado, viram também na vida religiosa dos Arautos, em suas comunidades, conventos ou institutos de ensino, a prática assídua das virtudes cristãs, especialmente da castidade. E isso, ele mesmo declarou que não suporta. Não somente ele, mas todo defensor da TL odeia a castidade, virtude, aliás, essencial ao sacerdócio, mas pouco praticada pelo clero moderno. Exatamente por não praticarem mais a castidade é que praticam atos clamorosamente pecaminosos, como a pedofilia, objeto de escândalos públicos que envergonham a Igreja. Tais escândalos invadiram os órgãos da mídia alguns anos atrás, tendo sido objeto de um memorável artigo de Monsenhor João Clá, o qual foi publicado em importantes órgãos da imprensa mundial.
"A Igreja é imaculada e
indefectível"
Este foi o título do artigo, de autoria de
Monsenhor João Clá, publicado em 2010, defendendo o clero católico contra uma intensa
campanha de calúnias veiculada pela mídia no mundo inteiro. Por simples denúncias, jornais e TVs passaram
a veicular todo tipo de notícias escandalosas maculando a boa fama e a honra de
diversos sacerdotes e bispos. Havia casos escabrosos, como o da cidade de Boston,
em que dezenas de pessoas, em geral já maduras, acusavam padres de violências
morais supostamente praticadas há dezenas de anos, quando os acusadores eram ainda crianças. Mesmo assim, a justiça
aceitava as denúncias, visando, sempre, extorsões financeiras além da desonra
moral. A arquidiocese de Boston foi obrigada a fazer um acordo com a justiça,
pois não tinha condições financeiras de arcar com o pagamento das expensas
judiciais.
Após a publicação do citado artigo de Monsenhor João Clá, aos poucos a campanha de calúnias foi diminuindo, até se acabar
completamente alguns anos depois. Como reconhecimento, seria justo que o órgão
do Vaticano premiasse os Arautos e Monsenhor João Clá por ter publicado obra
tão auspiciosa em defesa da boa fama e da honra do clero em todo o mundo,
especialmente a do Papa Bento XVI, muito visado nas calúnias. Pelo contrário, o
que houve foi ingratidão e nenhum reconhecimento daquele benefício recebido.
No entanto, a credibilidade ao Papado sempre aumenta, enquanto a mídia cai no desprestígio popular, conforme notícia a seguir transcrita:
Fracasso da mídia em sua campanha
difamatória contra o Papa
Foi revelado agora
um dos sintomas do fracasso da mídia em sua burlesca campanha de difamação
contra Bento XVI e a Igreja. O jornal que comanda esta campanha é o The New
York Times, porta-voz de outros inúmeros órgãos de imprensa que lhe fazem
eco, tentando implicar Bento XVI com supostas ocultações de casos de abusos
sexuais cometidos entre sacerdotes, de modo especial americanos. Após ficar
demonstrado a falsidade das acusações, o diário viu ficar completamente
comprometida sua credibilidade. Agora acaba de ser publicada uma pesquisa,
feita pelo próprio jornal, na qual se revela que o apoio ao Papa disparou entre
o povo norte-americano. 88% dos católicos pesquisados asseguram que os
escândalos sexuais cometidos por presbíteros e religiosos não afetam o seu
trato com sacerdotes. De outro lado, é superior a 80% a percentagem de
católicos que afirmam que o ocorrido não influi nada em sua decisão de assistir
à missa, enquanto cerca de 79% continuam dando sua colaboração financeira para
a Igreja.
Melhora a imagem do Papa Bento XVI
A figura de Bento
XVI sai muito fortalecida na pesquisa, já que em apenas dois meses aumentou em
16 pontos sua simpatia pelo público, aumentando de 27 para 43% a percentagem de
católicos que têm uma opinião muito positiva do Papa por sua firmeza na atual
crise.
Entre os católicos
praticantes a percentagem dos que estão conformes com a atuação da Igreja
alcança 75%, chegando a 91% os que acreditam na capacidade do Vaticano em
enfrentar os escândalos. Por último, o estudo destaca que nove entre dez
pesquisados disseram que os abusos são tão comuns na Igreja como fora dela.
Fonte: InfoCatólica, de 11 de maio de 2010
Qual a ideologia de tais perseguidores?
Deste modo, poderemos concluir que a “ideologia” que motivou a perseguição aos Arautos do Evangelho foi, simplesmente, a da sensualidade, exposta pelo fato dos perseguidores odiarem a virtude da castidade. Se há outros motivos, pessoais ou de grupos, não ficou ainda visível e comprovado.

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