SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

APESAR DE TUDO... SERÁ FEITA A VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE SUÍNA?

Jane Burgermeister é uma jornalista que teve a coragem de abrir um processo contra a Baxter e outras empresas farmacêuticas, junto com a OMS, por tentiva de um suposto genocídio. A jornalista austríaca, bem conhecida por escrever sobre saúde e medicina para jornais e revistas populares no Reino Unido e Austrália, apresentou queixa-crime contra a Organização Mundial da Saúde (OMS), a companhia farmacêutica Baxter e contra o Governo dos EUA, por alegada deliberada preparação para vacinação infectados pelo vacinas criadas artificialmente vírus. A polícia iniciou a investigação após as acusações terem sido feitas em 8 de Abril de 2009. O caso contra a Baxter foi lançado em paralelo no "Diretório de Segurança de Viena e Escritório Regional para Proteção da Constituição e Combate ao Terrorismo", isto querendo dizer que sua denúncia foi levada a sério pelas autoridades judiciais de seu país. Nos chega a notícia de que a jornalista foi demitida de seu emprego, denotando uma perseguição por causa de suas denúncias.

O mais incrível é que a mídia internacional não dedicou nem uma linha sequer a este assunto, que geraria, sem dúvida, uma boa audiência. Será que estaríamos perante uma assombrosa manobra semelhante àquelas denominadas por utópicos sonhadores de "Teorias de Conspiração?"

Além da jornalista Burgermeister, há outras denúncias, como a do alemão Wolfgang Wodarg, membro do Parlamento Europeu, abaixo transcrita, e da ex-ministra da saúde da Finlândia, a Dra. Rauni Kilde.


Mediante outras graves denúncias, OMS revê regras para declarar pandemias

Pressionada e investigada por causa da gripe suína, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu rever as regras para a declaração de futuras pandemias. O anúncio foi feito pela diretora da entidade, Margaret Chan. O Parlamento do Conselho da Europa iniciou uma investigação para apurar suspeitas de influência indevida de farmacêuticas na OMS. Alguns cientistas da organização teriam constado na folha de pagamento de laboratórios.
A acusação veio após a imprensa dinamarquesa obter oficialmente informações de que membros do grupo criado para sugerir medidas à entidade eram cientistas financiados por empresas do setor. Há oito meses, a OMS decretou que o vírus H1N1 havia saído do controle e que o mundo vivia a primeira pandemia do século 21. Para isso, o critério foi a difusão do vírus em mais de dois continentes.

Países passaram a gastar milhões para se preparar e a indústria farmacêutica focou atenção na nova doença. Menos de um ano depois, o número de mortes foi bem menor do que o esperado, enquanto milhões de vacinas ficaram encalhadas.

Parlamentares europeus centrarão esforços no papel do Grupo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês). Isso porque o jornal escandinavo Information se utilizou de uma lei de liberdade de informação para obter dados sobre as doações recebidas por institutos médicos. Os dados mostram que um membro da Sage, o finlandês Juhani Eskola, recebeu em seu instituto mais de US$ 9 milhões em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe. Eskola nega conflito de interesse.

Outro cientista é o holandês Albert Osterhaus, que também faz parte do comitê de aconselhamento. Os deputados holandeses começaram a investigar sua relação com a indústria e o fato de ter recebido bolsas, financiamento e contribuições da GSK, Sanofi, Novartis e outras empresas. No Reino Unido, o cientista responsável por elaborar sugestões ao Ministério da Saúde, Roy Anderson, também passou a ser avaliado por ser um ex-diretor da GSK. "A campanha da gripe suína parece ter causado um dano considerável aos orçamentos públicos, assim como para a credibilidade de agências mundiais de saúde", diz a resolução aprovada pelo Conselho da Europa que dá início à investigação.

A GSK anunciou que vendeu US$ 1,3 bilhão em vacinas apenas no ultimo trimestre de 2009, cerca de 130 milhões de doses. No geral, o setor farmacêutico estimou que poderia vender cerca de US$ 7 bilhões com o novo vírus. Chan disse não "haver nenhuma inclinação a tomar decisões a favor de uma indústria". Ela sugeriu aos países da OMS que comecem revisar as regras de pandemias. "Vamos avaliar se o que fizemos foi bom ou ruim. Baseado nisso, tomaremos novas decisões." Ela acredita que o processo estará concluído até maio.

Os governos do Reino Unido e o do Japão, além da União Europeia, foram os primeiros a alertar que a revisão deveria modificar a forma pela qual a OMS declarará uma pandemia. Os britânicos querem que um dos critérios seja a intensidade do novo vírus. Já o Japão quer que a taxa de hospitalização da doença seja incorporada. O governo do Vietnã enviou uma carta à OMS questionando a entidade sobre as alegações de que teria exagerado nos alertas sobre a gripe. O país gastou US$ 50 milhões em remédios.

Paulo Buss, representante do Brasil no Conselho Executivo da OMS, que ocorre nesta semana em Genebra, acredita que a entidade tomou a decisão acertada em alertar para o vírus. "Ninguém sabia o que viria. Agora é fácil criticar", disse.

Para Chan, foi o trabalho da OMS que evitou que a doença se espalhasse mais. O H1N1 começa a perder força, mas a entidade afirma que é cedo para dizer que a pandemia terminou.

Wolfgang Wodarg: pandemia de gripe suína foi uma ficção lucrativa

Por Wolfgang Wodarg*, Traduzido pelo blog Vi o Mundo

A campanha da “gripe aviária” (2005/06) combinada com a campanha da “gripe suína” parece ter causado um grande dano não somente aos pacientes vacinados mas aos orçamentos de saúde e à credibilidade de importantes agencias internacionais de saúde.

O Conselho da Europa e seus países-membros devem pedir investigações imediatas e cobrar consequências a nível nacional e internacional.

A definição de uma pandemia alarmante não deve ficar sob a influência de vendedores de drogas.
Quando em abril de 2009 algumas centenas de casos normais de gripe na Cidade do México foram anunciadas como sendo a ameaça de uma nova pandemia, havia poucas provas científicas para fazê-lo. Ainda assim um processo grande, imediato e mundial de definição de agenda começou e foi espalhado pela mídia alarmista e formalmente legitimado pela Organização Mundial de Saúde, a agência que é monitor epidemiológico e força-tarefa.

Além disso, programas de vacinação contra a gripe já estavam estabelecidos como rotina anual na maioria dos países expostos. Eles regularmente levam em conta todas as variedades de vírus da gripe e juntam fragmentos de antígenos em uma vacina polivalente.

Mas, depois dos casos do México, a OMS, em cooperação com alguns grandes laboratórios farmacêuticos e seus cientistas, redefiniu o que é pandemia para tornar mais fácil adotar o alerta. Esse novo padrão forçou políticos na maioria dos países a reagir imediatamente e assinar compromissos de compra para vacinas adicionais contra a “gripe suína” e a gastar bilhões de dólares para se adequar ao cenário alarmante que a indústria, a mídia e a OMS estavam espalhando.

Desde o início, em abril de 2009, estava claro que um novo vírus combinado de gripe estava a caminho -- como muitas variações do vírus da gripe surgem todos os anos. Dos primeiros casos do México também estava evidente que esse novo subtipo estava causando menor dano aos humanos infectados do que os vírus de anos anteriores. Ainda assim a campanha da “gripe suína” estava ameaçando as pessoas cada vez mais, enchendo programas de TV, jornais, debates sobre saúde, ambulâncias e hospitais.

Nunca antes a busca por traços de um vírus foi feita de forma tão ampla e intensa. Além disso, muitos casos de morte coincidiram com exames de laboratório positivos para H1N1, o que foi usado para atribuir as mortes da “gripe suína” a esse vírus e para aumentar o pânico.

Adicionalmente, está provado que pelo menos um terço da população de mais de 60 anos já tinha testado positivo para o vírus por ter tido contato com ele na segunda metade do século 20. Em contraste com esse “processo de definir a agenda” há de ser dito que a “pandemia” de 2009 pode ter ajudado a saúde, se comparado com o sofrimento causado pelas ondas de gripe de anos anteriores.

A temporada de gripe da Austrália, que já acabou com o fim do inverno local, oferece provas de que a infeção pela “gripe suína” traz alguma proteção contra outros tipos mais perigosos de vírus. Ainda assim, observamos que a falsa pandemia de “gripe suína” ainda é usada para fazer o marketing de vacinas.

As vítimas dentre as milhões de pessoas desnecessariamente vacinadas precisam ser protegidas pelos países — e esclarecimento científico independente e transparência deveriam ser providenciados pelos tribunais nacionais e, se necessário, europeus.

* Wolfgang Wodarg é integrante alemão do Parlamento europeu

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