SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O PENSAMENTO PLINIANO NA MÍDIA ESCRITA (XII)

CARIDADE

“I – N. S. Jesus Cristo quis que amássemos ao próximo como Ele nos amou. Decorre daí que os doentes, os fracos, os pobres, os infelizes, têm um direito especial a nosso amor. O que, por sua vez, obriga os poderosos, os ricos, os saudáveis, os felizes, a renunciar a qualquer egoísmo ou orgulho, para servirem com afeto e despretensão, àqueles sobre quem têm superioridade ou vantagem. Esse princípio foi plenamente aplicado na Idade Média. Não conduziu a um igualitarismo louco, mas levou, dentro da sociedade mais aristocrática e hierarquizada que a Europa tenha conhecido, reis e rainhas, príncipes e princesas, a se curvarem reverentes e servirem com carinho a simples leprosos, tidos em horror por todos.
II – Entretanto, a tendência de nossa natureza, afetada pelo pecado original, é outra. Sem a luz da doutrina de Cristo, o homem oprimiria naturalmente os mais fracos, fugiria dos infelizes e teria em horror os doentes. Prova-o a História. Antes de Cristo, a opressão do fraco e o desprezo ao infeliz e ao doente eram a regra geral de que só se excetuava o povo eleito. O amor pleno e desinteressado do próximo só pode medrar onde medra a Igreja, e fenece onde a Igreja é oprimida.
III – A Lei de Cristo é uma lei de Amor. A lei do homem que não é cristão – e portanto pagão – é a lei da força. E assim como aqueles que admiram a Lei do Amor tendem a amar e crer no seu Divino Autor, assim também aqueles que apostatam do Amor para servir à Força tendem a aceitar a apostasia completa, isto é, a renúncia a Cristo, e implicitamente a paganização. Porque não há meio termo: quem não é cristão é pagão".

(extraído de "Legionário", de 23.10.38).

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